Vaza a sentença de Moro condenando Lula

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    Mesmo sem nenhuma prova Moro condenará Lula

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     - O périplo internacional de Michel Temer se consolidou como devastador para o que ainda restava da imagem do Brasil para o mundo. Na Rússia, Temer foi rebaixado pelo presidente Vladimir Putin, que não foi recebê-lo no aeroporto, e foi ignorado pela mídia russa.

    Temer assinou com Putin cinco acordos bilaterais com pouco ou nenhum resultado prático para ajudar o País a sair da mais severa depressão econômica. Em um deles, ironicamente, Temer se comprometeu a aumentar esforços no combate à corrupção. Coincidentemente, durante a visita de Temer à Rússia, ele viu os Estados Unidos suspenderem a importação de carne in natura brasileira.

    Na Noruega foi pior: Michel Temer chamou o país de Suécia, viu o Brasil perder metade do fundo de combate ao desmatamento na Amazônia e ainda ouviu da primeira-ministra Erna Solberg a necessidade de limpeza de corruptos.

    Resultado não poderia ser pior. O mundo acompanha a tragédia brasileira perplexo. Enquanto o jornal francês Le Monde diz que o País se tornou um "estrela pálida na cena internacional" (leia aqui), a fundação alemã Konrad Adenauer aponta que, sob Temer, o Brasil perdeu "importância no cenário internacional" e "está desperdiçando seu potencial geopolítico".

    Leia reportagem do Opera Mundi sobre a faundação alemã:

    Imagem do Brasil no exterior se deteriora rapidamente, diz fundação alemã ligada a partido de Merkel

    A Fundação Konrad Adenauer, ligada à União Democrata-Cristã (CDU), partido de Angela Merkel, chanceler alemã, divulgou um relatório em que afirma que o Brasil perdeu "importância no cenário internacional" e que o país "está desperdiçando seu potencial geopolítico".

    O documento, publicado em alemão no dia 13 de junho e em português nesta sexta-feira (23/06), critica Michel Temer e diz que ele "perdeu credibilidade e continua conseguindo manter-se no poder por meio de manobras políticas questionáveis". "Não obstante, a saída de Temer tampouco parece ser a solução do problema", acrescenta o documento que diz que "não há saída à vista".

    A Fundação ainda critica o poder Legislativo, que não votou e não debate as reformas estruturais do país porque a maior parte dele também está envolvido na Operação Lava Jato, e o Judiciário, por estar ficando cada vez "mais politizado".

    O texto também classifica como uma "farsa" o julgamento da chapa vencedora das eleições de 2014, formada por Dilma Rousseff e Michel Temer, feito recentemente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os únicos elogios vão para a Lava Jato que, para a entidade, é um sinal na mudança da "cultura da impunidade" do Brasil.

    Com tantos problemas internos, o país está perdendo espaço no campo internacional, provocando um isolamento que pode ser difícil de reverter, diz a Fundação. "É sintomático que a chanceler alemã Angela Merkel (CDU) tenha deixado o Brasil de fora de sua viagem de quatro dias à América Latina, cuja pauta incluía temas relacionados ao G20, grupo do qual o Brasil faz parte; e as consultas de governo em alto nível, previstas para serem realizadas entre Brasil e Alemanha no início do verão europeu, tenham sido canceladas", afirma a entidade.

    "O Brasil, que já era considerado um 'global player', está desperdiçando seu potencial geopolítico. Esse isolamento é um passo que o Brasil não deveria arriscar, pondo a perder conquistas políticas e econômicas – mas não há saída à vista", finaliza o documento.

    Em seu site, a Fundação Konrad Adenauer se descreve como "uma fundação política alemã, independente e sem fins lucrativos", presente no Brasil desde 1969, cujos "interesses específicos são a consolidação da Democracia, o fomento da unificação europeia, a intensificação das relações transatlânticas e a cooperação na política em prol do desenvolvimento".

     - O maior jornal da França, Le Monde, disse em reportagem publicada nesta quinta-feira 22 que o Brasil sob o comando de Michel Temer se tornou uma estrela pálida na cena internacional.

    O texto da correspondente no país, Claire Gatinois, diz que o presidente brasileiro ignorou a ameaça da Justiça e foi para Rússia em viagem oficial, posando até mesmo ao lado do chefe de Estado russo Vladimir Putin em um espetáculo do balé Bolshoi, em Moscou.

    O peemedebista está "determinado a mostrar que seu país não está paralisado", diz a matéria, e tenta convencer os outros países que o Brasil não se transformou em uma República das Bananas. Segundo o Le Monde, porém, a tentativa é em vão.

    A crise moral no país se aprofunda e o mergulha em um ostracismo diplomático, acrescenta o diário francês. Confira os principais trechos na versão traduzida da Rádio França Internacional (RFI):

    Brasil perde crédito na cena internacional, diz Le Monde

    O jornal francês desta quinta-feira (22) publica uma análise da crise econômica que o país atravessa e do escândalo de corrupção sem precedentes que influenciaram a imagem do Brasil no exterior.

    "A estrela pálida do Brasil na cena internacional" é o título da análise que o Le Monde traz nesta quinta-feira, assinada pela sua correspondente no país, Claire Gatinois. Segundo ela, o presidente brasileiro ignorou a ameaça da Justiça e foi para Rússia em viagem oficial, posando até mesmo ao lado do chefe de Estado russo Vladimir Putin em um espetáculo do balé Bolshoi, em Moscou.

    Para o Le Monde, a viagem, que termina na Noruega nesta sexta-feira, é uma "demonstração do ativismo internacional de um presidente que está "determinado a mostrar que seu país não está paralisado."

    Apesar da Operação Lava-Jato, que revelou um esquema de corrupção com tentáculos mais longos do que o esperado, Temer busca convencer os outros países que o Brasil não se transformou em uma República das Bananas. Segundo o Le Monde, a tentativa é em vão.

    Crise moral e ostracismo

    A crise moral no país se aprofunda e o mergulha em um ostracismo diplomático. Impossível, lembra o diário, não notar que nenhum chefe de Estado vem visitar o país, contrariamente à época de Lula, admirado por pesos pesados da política internacional como o ex-presidente dos EUA Barack Obama, por exemplo. Período em que o Brasil também foi escolhido para sediar a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016).

    A destituição de Dilma e os escândalos de corrupção também fragilizaram a imagem do Brasil dentro da América Latina, lembram especialistas citados pelo Le Monde, onde o país também não exerce mais uma liderança.

    A perda de influência na cena internacional, lembra o Le Monde, começou entretanto com Dilma – economista tecnocrata que nunca foi uma "expert" em política externa, observa o jornal. Foi início de uma derrocada que se concretizou depois do impeachment. Paulo Sergio Pinheiro, ex-secretário dos Direitos Humanos, relator da ONU, diz querer acreditar em um "parênteses maldito".

    Para o jornal francês, o tamanho do Brasil e seus recursos naturais podem ajudar o país virar novamente o jogo e voltar a ser um ator nas questões internacionais. "Mas é necessária uma limpeza de sua paisagem política", conclui o artigo.

     - Solo, a Temer no lo visita nadie. Escándalos afectaron la imagen del gobierno de Michel Temer -

     Reportagem da agência ANSA aponta que líderes mundiais, inclusive o papa Francisco, estariam evitando vir ao Brasil e dando preferência a outros países da América Latina, como Argentina, México ou Chile. Segundo o texto, esse cenário é fruto da instabilidade política no país e também da baixa popularidade de Michel Temer.

    A reportagem cita exemplos de líderes como a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro português Antonio Costa, o presidente italiano, Sergio Matarella, e o ex-presidente francês François Hollande, que estiveram no continente ou mesmo no Brasil, mas não se encontraram com Temer.

    A matéria destaca ainda que Temer não foi recebido pelo então presidente norte-americano, Barack Obama, em sua primeira viagem internacional, à China, e que em um ano à frente do Palácio do Planalto, foi anfitrião de apenas um chefe de Estado em Brasília, o presidente argentino, Mauricio Macri.

    Confira abaixo a íntegra da reportagem da Ansa, em espanhol:

    Solo, a Temer no lo visita nadie
    Escándalos afectaron la imagen del gobierno de Michel Temer

    (ANSA) - BRASILIA, 13 JUN - Con la imagen internacional desgastada, Michel Temer ha tenido una módica agenda de encuentros: líderes mundiales que viajan a Latinoamérica evitan hacer escala en Brasilia y prefieren ir a Argentina, México o Chile. Hasta el papa Francisco suspendió una visita y optó por viajar a Bogotá.
    Temer se reunía este martes con el canciller, Aloisyo Nunes Ferreira, para analizar la agenda internacional de un gobierno que parece haber perdido peso global.
    Y esto no es consecuencia de la displicencia diplomática de Temer: por el contrario el mandatario demostró desde su primer día en el gobierno que una de sus prioridades era "demostrar al mundo que Brasil cambió".
    La frase citada arriba fue dicha por Temer desde el 31 de agosto, cuando asumió definitivamente el cargo que desempeñaba desde mayo, y a poco de jurar embarcó hacia China donde se desarrollaba la cumbre del G20.
    Diarios locales escribieron que Temer partió a China con el propósito de reunirse o estrechar la mano del entonces presidente norteamericano Barack Obama. Pero esa expectativa no se cumplió en su primer viaje a China, donde Obama no lo recibió aunque sí tuvo tiempo para conversar o saludar a otros líderes de países emergentes.
    Hasta este martes cuando se cumple un año, un mes y un día de su llegada al gobierno, primero en forma provisoria luego como mandatario efectivo, Temer fue anfitrión de una sola visita de Estado en Brasilia, la realizada el 7 de febrero por su colega argentino, Mauricio Macri.
    Este fin de semana estuvo en Río de Janeiro y San Pablo el premier portugués, Antonio Costa, pero debido a razones de agenda del presidente Temer, que permaneció en Brasilia por la crisis, no se produjo el encuentro que había sido anunciado.
    El gobernante portugués almorzó este martes en Buenos Aires con el presidente Macri.
    Ciertamente varios dignatarios han escogido Buenos Aires y no Brasilia para sus recientes giras latinoamericanas Así ocurrió la semana pasada cuando la canciller alemana Angela Merkel realizó una gira por la región durante la cual visitó Argentina y de allí voló a México, sin hacer escala en Brasilia, que en esos días estuvo sacudida por el juicio contra Temer por corrupción electoral.
    Un mes antes de Merkel, llegó a Buenos Aires el presidente italiano, Sergio Matarella, que fue agasajado por Macri, tras lo cual embarcó hacia Uruguay, donde se reunió con el mandatario Tabaré Vázquez.
    Mattarella no visitó a Temer como tampoco lo hizo el papa Francisco, quien había prometido viajar a San Pablo este año para participar en las celebraciones de la patrona nacional, la Virgen de Aparecida.
    Francisco alegó cuestiones de agenda pero obispos brasileños dejaron trascender que el Sumo Pontífice prefirió suspender el viaje como forma de externar algunas discrepancias con Brasilia.
    En paralelo el jefe del Estado Vaticano confirmó su viaje a Colombia donde expresará su respaldo al proceso de paz encabezado por el presidente Juan Manuel Santos. El viernes último Temer y la exmandataria Dilma Rousseff fueron absueltos en ese juzgamiento por financiamiento ilegal de la campaña electoral de 2014.
    La conclusión de ese proceso no puso fin a la agenda judicial del mandatario, que posiblemente sea investigado por corrupción por la Procuraduría en el caso del frigorífico JBS.
    En enero de este año el entonces presidente francés Francois Hollande realizó su última gira por América Latina durante la cual fue recibido por sus colegas Michel Bachellet en Chile y por Juan Manuel Santos en Colombia.
    Que Hollande no haya recalado en Brasil fue un dato por lo menos llamativo pues ambos países intensificaron sus relaciones diplomáticas y de Estado en la última década, cuando fue firmado un acuerdo estratégico de Defensa.
    Parte de los analistas y medios brasileños coinciden en que los escándalos políticos y denuncias de corrupción que precedieron a la salida de Dilma Rousseff y se prolongaron con la llegada de Temer conspiraron con el prestigio de Brasil.
    En marzo de 2016, cuando Rousseff aún era presidenta en medio de una crisis que presagiaba su caída, Barack Obama viajó a Buenos Aires sin aterrizar en Brasilia.
    El corresponsal del diario Estado en Argentina escribió sobre el creciente liderazgo de Mauricio Macri a nivel regional y mencionó que el propio Obama destacó ese atributo del gobernante rioplatense.
    Luego, con la salida de Rousseff y la sucesión de Temer, se instaló un clima de expectativa que fue efímero: el nuevo gobernante se vio prontamente envuelto en escándalos que causaron la renuncia de ministros. "La crisis interna que vive el gobierno de Temer hizo que Brasil no tenga una posición de firme liderazgo regional", comentó Fernando Ayerbe, profesor de Relaciones Internacionales de la Universidad Estadual de San Pablo. Algunos comentaristas compararon dos portadas del influyente semanario británico The Economist, que en 2010 ilustró la tapa con un Cristo Redentor convertido en cohete que era lanzado hacia el espacio desde el cerro Corcovado, en señal del éxito de la economía que crecía más del 7%.
    Este año la misma publicación mostró a Temer colgado de un brazo de la estatua del Cristo para evitar caer, retratando el inestable cuadro político y económico de un país que enfrentó una recesión del 3,8% en 2015, 3,5% en 2016 y este año avanzaría el 0,41%, según la previsión publicada el lunes por el Banco Central. (ANSA).

     - Exclusive: Brazil Orders Caixa to Halt Loans to J&F-Sources -

     Nesta quarta-feira (7) o jornal mais importante dos EUA, o The New York Times, traz a notícia exclusiva que segundo fontes, a Caixa Econômica Federal deve deixar de financiar a família de bilionários que acusou o presidente Michel Temer de trabalhar para obstruir a Lava Jato.

    De acordo com duas pessoas, a administração Temer ordenou à gerência da Caixa que não refinanciasse linhas de crédito existentes para a J & F Investimentos SA, holding controlada pela família Batista, relata o diário.

    NYT lembra que os membros da família Batista ofereceram no último mês provas aos promotores de que Temer supostamente trabalhou para obstruir uma grande investigação de corrupção.

    Uma das fontes não identificadas, que é um alto funcionário do governo de Temer, disse que, sob condição de anonimato, ter pedido que a Caixa deixasse de fazer negócios com a J & F em retaliação por acusações contra Temer de Joesley Batista, um membro da família e, em seguida, do presidente da J & F.

    A Caixa cancelou o capital extra para reclassificar alguns dos empréstimos para a J & F, depois de considerá-los mais arriscados do que antes, disse a mesma pessoa. O provisionamento adicional ocorreu depois que a Caixa afirmou o controle de garantias não especificadas apresentadas pela J & F para um empréstimo de financiamento de fusão que já dura dois anos, acrescentou a pessoa.

    A situação ressalta a maneira discricionária em que os credores estaduais são administrados no Brasil, e como os mutuários estão expostos a retaliação se incomodam de algma forma o governo, aponta o Times. A Caixa foi utilizada como uma ferramenta política pela antecessora de Temer, Dilma Rousseff, provocando grandes prejuízos devido a empréstimos imprudentes e decisões de tomada de risco, acrescenta.

    A Caixa disse que fez provisões adicionais relacionadas à J & F, mas não explicou os motivos do movimento. A J & F não quis comentar.

    O escritório de Temer disse em uma declaração por e-mail à Reuters que "os bancos estaduais tomam ações baseadas exclusivamente em critérios técnicos", observando que "decisões baseadas em outros critérios não contam com a autorização do escritório do presidente".

    No cerne da decisão de restringir os negócios da Caixa com a J & F, está um empréstimo de 2,7 bilhões de reais que a família Batista pediu no final de 2015 para comprar uma participação do controle da empresa de marcas de moda Alpargatas SA, disseram as pessoas.

    Perder a Caixa como um credor chave significa que os Batistas terão que recorrer a outros credores ou vender ativos para levantar dinheiro para um grande calendário de reembolso no próximo ano. Uma das pessoas disse que as empresas controladas pela J & F, excluindo a JBS, possuem cerca de 14 bilhões de reais em vencimentos nos próximos 12 meses.

    Os analistas, incluindo a Natalia Corfield, da JPMorgan Securities, disseram que a recente turbulência política e econômica no Brasil corre o risco de diminuir os esforços da Caixa para reduzir os padrões e provisões.

    O movimento surpreendente da Caixa também provocou sinais de alerta entre outros bancos que também são credores da J & F, disse uma das pessoas. Ao conquistar o controle de mais garantias, a Caixa antecipou outros credores e tem menor chance de assumir perdas de crédito se o J & F for padronizado, a mesma pessoa acrescentou.

    Em um comunicado, a J & F disse que "mantém relacionamentos de longo prazo com as instituições financeiras", evitando comentar ainda mais.

    J & F, que representa as iniciais dos pais José e Flora da Joesley, concordou em pagar uma multa real de 10,3 bilhões de reais para se envolver em crimes de suborno, enxertos e outros crimes. O acordo de súplica de Joesley Batista enviou ondas de choque nos estabelecimentos políticos e empresariais do Brasil e corre o risco de acelerar a expulsão de Temer do cargo, disseram analistas.

    A maior parte da multa que a J & F pagará, ou o equivalente a 8 bilhões de reais, será dividida entre o BNDES, um fundo de indenização estatal conhecido como FGTS, bem como dois fundos de pensão para funcionários de Empresas controladas pelo estado.

    A Reuters informou no dia 22 de maio que o BNDES decidiu não estender novos empréstimos à JBS ou à J & F Investimentos até que assinassem um acordo de clemência com procuradores federais.

    Os fundos de pensão e os bancos estaduais investiram ou concediam empréstimos às empresas da J & F em contrapartida de subornos pagos pelos irmãos Batista, de acordo com o testemunho do argumento.

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