O futebol é o esporte mais popular e mais praticado do mundo, faz parte da cultura brasileira, e continua sendo o sonho de todo menino se tornar um jogador de futebol, ainda mais já nascendo tendo um time de coração, pois a grande maioria dos pais destas crianças já são torcedores de clubes e incentivam seus filhos a torcerem para determinado time, e, claro, o primeiro presente é uma bola.


    Muitos pais colocam seus filhos em escolinhas de futebol, é onde tudo começa, e os obstáculos para este sonho virar realidade se tornam muito mais difíceis. O futebol mudou, não é mais como antigamente, se tornou um grande negócio, altamente lucrativo, porém a realidade para os verdadeiros profissionais da bola revelou dados alarmantes.

    Para a grande maioria dos jogadores profissionais de futebol, e são poucos, muito poucos, os que realmente conseguem ganhar dinheiro sendo jogador de futebol no Brasil. Uma triste realidade em um país conhecido como o "País do Futebol".

    Segundo o site da CBF(Confederação Brasileira de Futebol), a Diretoria de Registro e Transferência informa que o número de jogadores profissionais registrados são de 28.203.

    Destes, 23.238 atletas profissionais ganhavam até R$1.000,00 por mês em 2015. Segundo o Ministério do Trabalho, um servente de pedreiro recebia como média um salário de R$1.000,17. Além do servente de pedreiro, o garçom, o catador de material reciclável e o ascensorista ganham mais do que 82,4% dos jogadores de futebol no Brasil.

    O número de jogadores desempregados também assusta: dos 28.203 atletas com contratos assinados no ano de 2015, apenas 11.571 iniciaram janeiro deste ano com contrato em vigor.

    A grande maioria dos jogadores de futebol acabam perdendo o emprego pela falta de estrutura e de planejamento dos clubes, já que a grande maioria não conta com um calendário anual.

    Com mais de 28.000 profissionais da bola registrados pela CBF, apenas 226 ganham acima dos R$ 50.000,00 (cinquenta mil).

     Visto por dirigentes como pessoa perigosa, goleiro revive o trauma dos ataques racistas.

     Quando ainda era goleiro do Santos, em 2014, Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha, foi chamado de “macaco” por vários torcedores do Grêmio. Câmeras de televisão flagraram as ofensas racistas. O clube acabou punido com a exclusão da Copa do Brasil. No mesmo ano, o goleiro voltou a jogar na Arena do Grêmio. Passou a partida inteira sendo vaiado por uma expressiva parcela da torcida. Ao fim do jogo, afirmou que a manifestação, logo depois de ter sido alvo de injúria racial, reforçava o preconceito dos gremistas que o atacaram e que aquelas vaias não eram normais. Repórteres que o cercavam se comportaram como inquisidores. Alguns, lançando sorrisos provocativos, insinuavam que Aranha deveria reagir calado ao açoite.

    Embora tenha aderido a campanhas educativas e dialogado com suas organizadas para abolir o termo “macaco” de cânticos que historicamente serviram para depreciar rivais colorados, o Grêmio jamais se assumiu, de fato, como culpado. Muitos torcedores e, sobretudo, dirigentes não conseguem enxergar Aranha como vítima. Para eles, o goleiro provocou o imbróglio que resultou na eliminação do clube de uma competição, quando, na verdade, ele apenas denunciou a prática abominável de injúria racial no estádio – com a qual, por décadas, o Grêmio, assim como a maioria dos clubes do Brasil, foi condescendente.

    Novamente, o futebol reproduz a lógica de que toda vítima de injúria racial é culpada até que se prove o contrário. Aranha, agora como atleta da Ponte Preta, voltou à Arena do Grêmio neste domingo. Dirigentes gremistas chegaram ao ponto de destacar uma câmera no estádio para acompanhar cada movimento do goleiro no decorrer da partida. Nestor Hein, diretor jurídico do clube, justificou a postura dizendo que Aranha se trata de “uma pessoa perigosa e difícil”. Ainda relembrou uma fala discriminatória do goleiro, em abril, para chamá-lo de homofóbico. Retórica torpe e ignorante, como se o fato de uma pessoa já ter cometido ato preconceituoso redimisse seus agressores de comportamento igualmente reprovável.

    Durante o duelo em Porto Alegre, Aranha foi vaiado outra vez, de forma acintosa. Depois da partida, disse que conseguia ver o ódio no rosto dos torcedores que o alvejavam. Generalizou ao declarar que “no Sul, as pessoas são assim”. Em seguida, o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, fez um pronunciamento para reforçar a ideia de que o clube é o verdadeiro prejudicado em toda história. “Nosso torcedor não esquece a injustiça que sofremos. A reação [vaias a Aranha] faz parte da cultura do futebol.” Para terminar, o presidente criticou o goleiro por não ter aceitado o convite do clube para um pedido formal de desculpas.

    Na época, quatro torcedores do Grêmio foram indiciados pela polícia por causa dos ataques racistas a Aranha. Como punição, ficaram impedidos de frequentar jogos do clube. Antes do julgamento na esfera esportiva, dirigentes gremistas se mobilizaram para sustentar a tese de que o goleiro havia sido o responsável pelos xingamentos que sofreu. O então vice-presidente do clube, Adalberto Preis, acusou Aranha de ter protagonizado “uma grande encenação”. Já para Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo, ex-presidente gremista, o goleiro fez “uma cena teatral depois de ouvir um gritinho”. Nos tribunais, a defesa do Grêmio argumentou que Aranha provocara a torcida do time ao fazer cera no gramado.

    Ao longo de todo o processo, a queixa de Aranha foi desqualificada pelo Grêmio. Ele foi chamado de “macaco”, “encenador”, “mentiroso” e, agora, virou “pessoa perigosa”. Quem sofre tantas agressões, tem todo o direito de não aceitar um pedido – hipócrita, por sinal – de desculpas. Não, Romildo. As vaias a Aranha não fazem parte da cultura do futebol. Uma vítima de racismo jamais, em nenhuma circunstância, deveria ser hostilizada e vista como persona non grata no mesmo lugar onde gritos de “macaco” golpearam sua dignidade.

    O Grêmio nunca foi vítima. Ao autorizar vigilância sob Aranha, tratando-o como criminoso que deve ter os passos monitorados, e qualifica-lo publicamente como “perigoso”, em que pese tudo o que passou, a diretoria do Grêmio cambaleia no limite entre a desonestidade intelectual e o mau-caratismo. A parte da torcida gremista que soube assimilar a lição deveria servir de exemplo para um clube que já acolheu importantes movimentos em favor da diversidade, tal qual a Coligay. Em meio a tanto rancor injustificado, dois torcedores apareceram com um cartaz de desagravo em solidariedade a Aranha, que agradeceu pelo apoio. A história tricolor, que atualmente conta com o suporte de movimentos que levantam a bandeira de diversas causas sociais, como a Tribuna 77 e a Grêmio Antifascista, não merece atitudes tão baixas quanto as de sua atual diretoria.

    Um dia, os traumas irão, enfim, cicatrizar. Aranha, goleiro de primeiro nível, atleta consagrado em um esporte onde a imensa maioria fica pelo caminho, provavelmente terá orgulho ao olhar nos olhos dos netos e contar sua trajetória. O Grêmio, por completa falta de tato e sensibilidade de seus dirigentes, corre o risco de ficar para sempre marcado não apenas como o clube que achou normal chamar um negro de “macaco”, mas também como uma instituição covarde que não soube reconhecer o erro, encarar o racismo com a seriedade que merece ser tratado e dar a volta por cima.

    Fonte; El Pais

     Depois do envolvimento no escândalo de corrupção na FIFA, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira agora enfrenta problemas com a Justiça espanhola; ele é acusado de lavagem de dinheiro de receitas de jogos da Seleção Brasileira e teve pedido de prisão decretado por uma juíza de Madri; a polícia dos Estados Unidos também quer sua prisão

     Em 2011, Ricardo Teixeira recebeu o ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, e seu  filho Tadeuzinho, com a promessa de colocar Montes Claros na lista das cidades pré-selecionada com um Centro de Treinamento de Seleções na Copa de 2014.

     - A Justiça brasileira e procuradores espanhóis uniram esforços para investigar as suspeitas de corrupção contra Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Segundo o Globoesporte.com, a polícia dos Estados Unidos também quer sua prisão. Ele cometeu crimes nos dois países.

    Presidente da CBF entre 1989 e 2012, Teixeira é acusado de desviar receitas de jogos da seleção brasileira. A Procuradoria-Geral da República foi alertada pela Espanha de que a Justiça de Madri emitiu uma ordem internacional de prisão contra Teixeira. Os espanhóis esperam contar com a colaboração do Brasil no caso.

    Por enquanto, a cooperação entre os dois países está ocorrendo de maneira informal. Agora, os procuradores dos dois países querem oficializar os procedimentos de investigação. Teixeira é acusado de e formar uma “organização criminosa” com Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, e com isso lavar dinheiro em comissões ilícitas de amistosos da seleção brasileira. Rosell foi preso no mês de junho.

    Em Brasília, há dúvidas se os dados colhidos pela Justiça na Espanha também poderiam ser usados em um inquérito no Brasil contra Teixeira. Mesmo se fosse detido no Brasil à pedido de Madri, Teixeira não poderia ser extraditado - isso vai contra as leis brasileiras. Mas ele poderia responder a um processo ou pelo menos ser questionado pela Justiça espanhola.

    Nesta semana, a imprensa espanhola revelou que a Justiça em Madri emitiu uma ordem internacional de busca e captura contra o ex-presidente da CBF. Nesta terça-feira, fontes próximas ao caso confirmaram que a ordem de fato está emitida, mas ainda não entrou no sistema da Interpol e nem chegou oficialmente em documentos até Brasília. A medida partiu da juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional.

     Ex-presidente da CBF, que é investigado em quatro países, não nega crimes, mas diz que nada deve no Brasil

           Ricardo Teixeira (na foto com Aécio) está na mesma situação de Marco Polo del Nero: teme deixar o Brasil e ser preso

     Presidente da CBF por mais de duas décadas, Ricardo Teixeira, 70, tem a vida devassada por pelo menos quatro países. Ele é réu nos Estados Unidos e é investigado pela Espanha, Suíça e Uruguai. Em entrevista exclusiva à “Folha de S.Paulo”, ele afirmou que não pretende sair do país.

    “Não existe esse acordo. Tem lugar mais seguro que o Brasil? Qual é o lugar? Vou fugir de quê, se aqui não sou acusado de nada? Você sabe que tudo que me acusam no exterior não é crime no Brasil. Não estou dizendo se fiz ou não”, disse Teixeira, negando negociar com autoridades norte-americanas uma delação premiada.

    No mês passado, Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, foi preso por suas relações com o cartola brasileiro. Os dois são amigos desde os anos 90. Na Espanha, Rosell, Teixeira e outras cinco pessoas são acusadas de fazer parte de uma organização criminal transnacional e de lavar dinheiro proveniente de comissões ilícitas da venda dos direitos sobre a seleção brasileira.

    Os espanhóis também relatam que Teixeira e sua ex-mulher tinham cartões de crédito bancados pela Uptrend, empresa de Rosell nos Estados Unidos.

    O brasileiro nega as acusações. Ele diz que nunca recebeu dinheiro das empresas do catalão. Parentes do cartola já receberam mais de R$ 23 milhões, de acordo com levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”.

    Nos Estados Unidos, Teixeira foi denunciado pelo FBI em dezembro de 2015 acusado de participar de um esquema de recebimento de propina na venda de direitos de torneios no Brasil e no exterior. O esquema envolvia os presidentes das federações locais da América do Sul e o comandante da Conmebol (entidade que reúne os países do continente). Eles recebiam propina de agências de marketing esportivo na venda de direitos de transmissão.

    Exemplo. José Maria Marin, seu sucessor na CBF, que está perto dos 90 anos, está preso nos Estados Unidos desde 2015 pelas acusações e pode pegar pena de 20 anos. Já Marco Polo Del Nero e Teixeira nunca mais deixaram o Brasil.

    No Uruguai, Eugenio Figueredo, ex-presidente da federação local e da Conmebol, firmou acordo de colaboração com o FBI e com as autoridades do seu país. Nele, Figueredo relatou o caminho do dinheiro nas negociações com os seus companheiros de Conmebol e ainda aceitou ter parte dos seus bens bloqueados – foram cerca de US$ 10 milhões (R$ 33 milhões). No seu depoimento, ele afirmou que Teixeira comandava a divisão das propinas. Na Suíça, Teixeira foi investigado pelo Ministério Público, que repassou informações ao FBI. Um delator disse que o ex-presidente da CBF recebeu por uma década propinas em contas na Suíça

    Montes Claros

    Em 2011, Ricardo Teixeira recebeu o ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, e seu fedelho leite, com a promessa de colocar Montes Claros na lista das cidades pré-selecionada com um Centro de Treinamento de Seleções na Copa de 2014.

     - A torcida organizada Galoucura, maior organizada do Clube Atlético Mineiro vem idolatrando a figura do general René Barrientos por meio de bandeiras, camisas e até funk. -

     Pior que empunhar a bandeira de um ditador, assassino, por meio de um funk a torcida ''comemora'' a morte de Che Guevara, símbolo da luta dos povos humildes e oprimidos, operários, estudantes e camponeses em todo o mundo.

    É triste ver jovens, na sua maioria gente de origem simples, trabalhadores, afro-descendentes, moradores de bairros pobres, cultuando um símbolo da elite em detrimento da luta de um dos maiores expoentes da luta popular.

    Che não representou uma parcela do povo sofrido, representou e lutou por ''todo'' este povo desprovido de condições dignas e massacrados pelo sistema dos poderosos, o capitalismo.

    A perplexidade é maior ao constatarmos o potencial de organicidade e mobilização popular desta agremiação que realiza grandes festas populares pra exaltar a paixão ao grande Clube Atlético Mineiro e para tal conta com toda uma gama de diretores e líderes populares, que deixa transparecer que não se importam com a história popular e tão pouco com o que isto representa.

    Em seu site oficial a torcida divulgou uma nota:

    ''O Conselho Administrativo do G.C.R.T.O. Galoucura deixa aqui de forma oficial, a explicação pelo uso da bandeira do General René Barrientos.

    A Galoucura é uma agremiação de torcedores de futebol, não somos partido político e nem temos ligação com qualquer um, não somos movimento revolucionário ou nada do tipo.

    A bandeira do General René Barrientos, idealizada por um dos membros do Conselho da Galoucura, tem apenas um objetivo: '' rivalidade''. Assim como o Galo come a Raposa, René acabou com Che, como o outro lado usa a imagem de Che.

    Usamos a imagem de René Barrientos, mas a mídia e muitas pessoas com 'birra' da Galoucura já vieram dizer asneiras do tipo: Galoucura apóia a ditadura, Galoucura contra a Democracia.

    Carregamos no sangue o orgulho de sermos Atleticanos, Brasileiros, Mineiros, a bandeira do René Barrientos atinge plenamente seu objetivo, a rivalidade,simples, pura e saudável''.

    Ficam as indagações:

    Saudável para quem?

    Por que comemorar o assassinato de um líder do povo sofrido dos quais estes jovens fazem parte?

    Por que não procurar um símbolo entre os grandes personagens com visão humanista e popular, que a própria Minas Gerais presenteou o povo brasileiro, para simbolizar a grandeza desta organização?

    A constatação é que, ao se balizar apenas na rivalidade, a Galoucura desce os degraus da sua grandeza para se juntar aos inimigos da humanidade e do povo.

    Via Vermelho

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