- NOBEL DA PAZ CONDENA GOLPE JUDICIAL CONTRA A DEMOCRACIA BRASILEIRA -

      O ativista argentino Adolfo Perez Esquivel, Nobel da Paz em 1980, classificou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um golpe do "Partido Judicial", representado pelo juiz Sergio Moro, contra a democracia brasileira.

    Ele afirma que o Brasil foi primeiro vítima de um golpe parlamentar, com o afastamento da presidente legítima Dilma Rousseff, e agora de um segundo golpe, com a tentativa de inviabilizar a participação de Lula no processo eleitoral brasileiro.

    Detalhe: Lula lidera todas as pesquisas eleitorais e é considerado o melhor presidente de todos os tempos pelos brasileiros.

    A condenação sem provas de Lula por Moro foi também amplamente criticada pela comunidade jurídica (leia mais aqui).

    Abaixo, reportagem da Reuters sobre o caso:

    BRASÍLIA (Reuters) - O juiz Sérgio Moro condenou nesta quarta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo um tríplex no Guarujá, mas não determinou a prisão imediata do ex-presidente.

    Na primeira sentença entre os três processos em que Lula é acusado no âmbito da operação Lava Jato, Moro também determinou a proibição de o ex-presidente exercer qualquer cargo público, com base na lei de lavagem de dinheiro.

    A interdição de Lula, no entanto, será suspensa a partir do momento que os advogados do ex-presidente recorrerem da decisão de Moro ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, já que a apelação implica em efeito suspensivo.

    O ex-presidente também foi condenado a pagar 669.700 reais em multas pelos dois crimes. A sentença determina ainda que o tríplex atribuído a Lula seja confiscado e sequestrado pela Justiça por ser fruto de crime de corrupção.

    Esta é a primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente é condenado pela Justiça.

    Moro também demonstra, em sua decisão, que considerou determinar a prisão preventiva do ex-presidente --a prisão pela sentença só poderá ser decretada depois de sua confirmação em 2ª instância--, mas avaliou mais prudente esperar sua confirmação pelo TRF-4, responsável pela revisão de suas decisões.

    "Como defesa na presente ação penal, tem ele (Lula), orientado por seus advogados, adotado táticas bastante questionáveis, como de intimidação do ora julgador, com a propositura de queixa-crime improcedente, e de intimidação de outros agentes da lei, procurador da República e delegado, com a propositura de ações de indenização por crimes contra a honra", escreveu o juiz.

    "Aliando esse comportamento com os episódios de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", disse.

    Moro admite, no entanto, que determinar a prisão de um ex-presidente envolveria "certos traumas". "A prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação", escreveu o juiz. O TRF-4, na maioria das vezes, tem confirmado as sentenças de Moro.

    Em outro ponto na mesma sentença, Moro o juiz o ex-presidente da acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do armazenamento do acervo presidencial por falta de provas. De acordo com o juiz, apesar de ter sido irregular o fato do armazenamento do acervo ter sido pago inicialmente pela empreiteira OAS, não havia indícios de corrupção no fato.

    Na ação sobre o tríplex, o presidente é acusado de receber 3,7 milhões de reais em vantagens indevidas da OAS dentro do esquema de corrupção da Petrobras. Os recursos viriam de uma "conta de propina" destinada ao PT e parte disso teria sido usado para a compra e reforma do apartamento tríplex no Guarujá atribuído ao ex-presidente.

    "O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi beneficiado materialmente por débitos da conta geral de propinas, com a atribuição a ele e a sua esposa, sem o pagamento do preço correspondente, de um apartamento tríplex, e com a realização de custosas reformas no apartamento, às expensas do Grupo OAS", escreve o juiz.

    No caso, Lula é acusado de ser o dono do apartamento tríplex no condomínio Solaris, no Guarujá. O presidente e sua esposa, Marisa Letícia, teriam comprado uma cota na cooperativa Bancoop de um apartamento simples. Em troca de benefícios, acusa o Ministério Público, a empreiteira OAS, que assumiu a obra, teria trocado a cota por um tríplex, feito reformas e colocado mobília no imóvel.

    Em todo o processo, o ex-presidente sempre afirmou que nunca foi dono do apartamento, tendo desistido da cota da cooperativa e que o imóvel continua pertencendo à OAS.

    Moro reconhece que não se identifica um ato específico do presidente em troca do apartamento --apesar de relacionar a entrada da OAS nos contratos da Petrobras e a indicação dos diretores como ato do presidente-- mas afirma que "a configuração do crime de corrupção não depende da prática do ato de ofício e que não há necessidade de uma determinação precisa dele".

    "Não importa que o acerto de corrupção tenha se ultimado somente em 2014, quando Luiz Inácio Lula da Silva já não exercia o mandato presidencial, uma vez que as vantagens lhe foram pagas em decorrência de atos do período em que era presidente da República", diz.

    As propinas, de acordo com a denúncia da força-tarefa da Lava Jato, foram contrapartida pelos contratos para construção das refinarias Repar, no Paraná, e Rnest, em Pernambuco

    Moro encerra sua sentença dizendo que não tem "satisfação pessoal" em condenar Lula, ao contrário.

    "É de todo lamentável que um ex-presidente da República seja condenado criminalmente, mas a causa disso são os crimes por ele praticados e a culpa não é da regular aplicação da lei. Prevalece, enfim, o ditado 'não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você'", escreveu o juiz.

    MotivaçãO PolíTica

    A defesa de Lula nega todas as irregularidades e afirma ter apresentado documentos que comprovariam que ele não é dono do tríplex. Os advogados do ex-presidente alegam, ainda, que ele é alvo de perseguição política por parte de membros do Judiciário e do Ministério Público.

    Em comunicado divulgado em inglês para agências internacionais, os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins disseram que a sentença de Moro ataca a democracia e o Estado de Direito e que provarão a inocência do ex-presidente em tribunais imparciais, inclusive na Organização das Nações Unidas (ONU).

    "O presidente Lula é inocente. Por mais de três anos, Lula foi submetido a uma investigação com motivação política. Nenhuma evidência crível de culpa foi produzida e provas contundentes de sua inocência foram ignoradas", afirma a nota.

    "O juiz Moro deixou claro sua parcialidade e motivação política desde o início até o final do processo. O julgamento feito por ele envergonha o Brasil."

    No início da noite, em entrevista coletiva, Zanin Martins disse esperar que a condenação seja revertida. "Esperamos que esse quadro que joga uma página negra na história da Justiça brasileira seja revertido pelas instâncias superiores."

    Já a força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal do Paraná prometeu recorrer para tentar aumentar as penas, ao mesmo tempo que criticou os ataques da defesa de Lula ao juiz que o condenou.

    "Isto é uma tentativa de mudar o foco da discussão do mérito para um suposto antagonismo que é artificialmente criado unilateralmente pela defesa", disse a força-tarefa em nota.

    Após a condenação do ex-presidente, o dólar aprofundou a queda e encostou em 3,20 reais, enquanto as taxas dos contratos futuros de juros passaram a recuar mais com a percepção de que a eleição presidencial do próximo ano pode não contar com o petista na disputa. Lula é visto como um candidato pouco favorável a um ajuste fiscal mais forte.

    Outras açõEs

    Além do processo em que agora foi condenado, ação que é parte da operação Lava Jato, o ex-presidente também responde a outros dois processos no âmbito da investigação sobre um bilionário esquema de corrupção na Petrobras.

    Lula, que já manifestou a intenção de concorrer à Presidência em 2018, é réu ainda em duas outras ações penais que tramitam no âmbito das operações Zelotes --que investiga um esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e na edição de medidas provisórias que deram incentivos fiscais a empresas-- e Janus --que apura contratos da empreiteira Odebrecht.

    Também está sob análise de Moro denúncia feita pela força-tarefa da Lava Jato em que os procuradores acusam o ex-presidente de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso que envolve um sítio em Atibaia, interior de São Paulo, frequentado por Lula e sua família.

    Reportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo, e Natália Scalzaretto

     

    "Nós parecíamos um País na antessala do mundo desenvolvido – o desemprego apresentava a taxa parecida com a da Noruega, ou seja, praticamente o pleno emprego. O Brasil era uma força mundial, líder dos Brics e do continente. E de repente, a partir de um protesto contra 20 centavos na passagem de ônibus, o Brasil começa a descer a ladeira", diz o jornalista Joaquim de Carvalho, no DCM

    Por Joaquim de Carvalho, no DCM

    A notícia de que o Brasil está em deflação, com os preços em queda por causa da baixa atividade econômica, fez despertar em muitos a pergunta:

    Como começou essa desgraceira toda?

    No dia 6 de junho de 2013, quando o Movimento Passe Livre (MPL) realizou uma manifestação surpresa contra o aumento de 20 centavos na tarifa de ônibus de São Paulo, o cenário era completamente diferente.

    O dólar, naquele dia, fechou a R$ 2,13 (hoje está em R$ 3,30), a taxa de desemprego estava em torno de 5% (hoje está em quase 14%) e a leitura das primeiras páginas dos jornais mostra que a maior preocupação do Brasil era com temas comportamentais.

    Sim, havia o mensalão a ocupar manchetes, uma pauta que se arrastava havia oito anos.

    Mas o que chama mais a atenção nas capas dos jornais da época é o pastor Silas Malafaia discursando para milhares de pessoas em frente ao Congresso Nacional.

    Ele pregava contra o abordo e o casamento gay e defendia a aprovação de uma lei que daria às vítimas de estupro que engravidassem apoio financeiro para criar o filho.

    O governo federal também discutia a regulamentação da lei que equiparou o emprego doméstico ao emprego em geral.

    Nós parecíamos um País na antessala do mundo desenvolvido – o desemprego apresentava a taxa parecida com a da Noruega, ou seja, praticamente o pleno emprego.

    O Brasil se preparava para sediar a Copa do Mundo no ano seguinte e as Olimpíadas no Rio, em 2016, as primeiras no continente sul-americano.

    O Brasil era uma força mundial, líder dos Brics e do continente.

    E de repente, a partir de um protesto contra 20 centavos na passagem de ônibus, o Brasil começa a descer a ladeira.

    Leia aqui a íntegra de sua reportagem e confira fotos recentes do G20, que mostram a decadência brasileira:

     

    A Sputnik Brasil entrevistou com exclusividade, o cientista Político e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora,  - Raul Magalhães. O especialista chamou de desastrada a declaração de Temer de que não há crise econômica no Brasil. "[A declaração] poderia ter funcionado se ele tivesse dito que estamos recuperando em alguns níveis, como a queda da inflação, uma recuperação da atividade industrial… Mas a reação de que não existe crise econômica no quadro recessivo que está instalado pareceu uma reação destemperada", avalia o professor -

      Da Agência Sputinik

    O presidente Michel Temer desembarcou nesta sexta-feira (7) em Hamburgo, na Alemanha para participar da reunião hoje (7) e amanhã (8) da cúpula do G20, grupo que reúne as 20 maiores potências mundiais.

    Diante da crise política no Brasil, Temer chegou a anunciar que não viajaria mais para a Alemanha, mas, na última hora, mudou de ideia após ouvir seus ministros, especialmente o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que destacou que a ausência de Temer na reunião poderia ser interpretado pelos investidores internacionais como um sinal de fraqueza do governo federal.


    Ao chegar no hotel nesta sexta-feira (7) onde está hospedado Temer conversou rapidamente com a imprensa e a ser questionado sobre a situação do Brasil no G20 diante da crise política e econômica no país, o presidente afirmou surpreendendo os jornalistas, que não há crise econômica no Brasil.
    "Não, pode levantar os dados e você verá que nós estamos crescendo empregos, estamos crescendo indústria, estamos crescendo agronegócio. Lá não existe crise econômica”, afirmou o Presidente.

    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem ainda 13,8 milhões de desempregados e que no trimestre março, abril e maio o desemprego ficou em 13,3% conforme a pesquisa PNAD Contínua, mesmo com o Ministério do Trabalho tendo anunciado no mês passado que, em maio, a abertura de vagas formais de emprego superou as demissões em 34,2 mil postos, sendo o segundo mês seguido em que houve criação de postos de trabalho com carteira assinada no país. A Confederação Nacional da Indústria também afirma que a estimativa de crescimento industrial caiu de 1,3% para 0,5%.

    A Sputnik Brasil entrevistou com exclusividade, o cientista Político e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora, Raul Magalhães. O especialista chamou de desastrada a declaração de Temer de que não há crise econômica no Brasil.

    "[A declaração] poderia ter funcionado se ele tivesse dito que estamos recuperando em alguns níveis, como a queda da inflação, uma recuperação da atividade industrial… Mas a reação de que não existe crise econômica no quadro recessivo que está instalado pareceu uma reação destemperada", avalia o professor.


    Para Magalhães, a fala é uma estratégia do presidente em passar uma imagem mais enérgica diante dos problemas da gestão. Porém, o professor avalia que a fala produziu um debate ainda maior sobre a dissintonia do governo com o quadro que busca remediar.
    "O governo Temer colheu alguns resultados positivos na gestão da economia, mas daí a dizer que a superação do quadro está instalada não coincide com a opinião dos economistas. E para os 13 milhões de desempregados não adianta dizer que a coisa está melhorando, a percepção subjetiva não é de uma crise superada. A propaganda é inadequada e dificilmente convence investidores externos que são muito bem informados sobre o que acontece internamente no Brasil", afirma o especialista.

    A Cúpula do G20, organizada neste ano na Alemanha, termina amanhã.

    Brasil 247

     - O Papa Francisco vai convocar Leonardo Boff ao Vaticano para promover o que ele considera uma “reparação” à perseguição sofrida pelo teólogo brasileiro; o teólogo foi interrogado pela igreja para dar esclarecimentos sobre a Teologia da Libertação, da qual ele é um dos ideólogos, e forçado a largar a batina em 1991 -

    Do blog Mondolivro - O Papa Francisco vai convocar Leonardo Boff ao Vaticano para promover o que ele considera uma “reparação” à perseguição sofrida pelo teólogo brasileiro.

    Perseguição esta que o fez sentar na cadeira na qual Giordano Bruno e tantos outros hereges, na época da Inquisição, estiveram para se submeterem a um interrogatório que terminava, quase sempre, na fogueira.

    Boff ali sentou-se para dar esclarecimentos sobre a Teologia da Libertação, da qual ele é um dos ideólogos. Nossa sorte é que o querido ex-Frei não foi queimado – mas forçado a largar a batina, em 1991.

    Ouçam Afonso Borges na Rádio BandNews Belo Horizonte, teclando AQUI.

     - O périplo internacional de Michel Temer se consolidou como devastador para o que ainda restava da imagem do Brasil para o mundo. Na Rússia, Temer foi rebaixado pelo presidente Vladimir Putin, que não foi recebê-lo no aeroporto, e foi ignorado pela mídia russa.

    Temer assinou com Putin cinco acordos bilaterais com pouco ou nenhum resultado prático para ajudar o País a sair da mais severa depressão econômica. Em um deles, ironicamente, Temer se comprometeu a aumentar esforços no combate à corrupção. Coincidentemente, durante a visita de Temer à Rússia, ele viu os Estados Unidos suspenderem a importação de carne in natura brasileira.

    Na Noruega foi pior: Michel Temer chamou o país de Suécia, viu o Brasil perder metade do fundo de combate ao desmatamento na Amazônia e ainda ouviu da primeira-ministra Erna Solberg a necessidade de limpeza de corruptos.

    Resultado não poderia ser pior. O mundo acompanha a tragédia brasileira perplexo. Enquanto o jornal francês Le Monde diz que o País se tornou um "estrela pálida na cena internacional" (leia aqui), a fundação alemã Konrad Adenauer aponta que, sob Temer, o Brasil perdeu "importância no cenário internacional" e "está desperdiçando seu potencial geopolítico".

    Leia reportagem do Opera Mundi sobre a faundação alemã:

    Imagem do Brasil no exterior se deteriora rapidamente, diz fundação alemã ligada a partido de Merkel

    A Fundação Konrad Adenauer, ligada à União Democrata-Cristã (CDU), partido de Angela Merkel, chanceler alemã, divulgou um relatório em que afirma que o Brasil perdeu "importância no cenário internacional" e que o país "está desperdiçando seu potencial geopolítico".

    O documento, publicado em alemão no dia 13 de junho e em português nesta sexta-feira (23/06), critica Michel Temer e diz que ele "perdeu credibilidade e continua conseguindo manter-se no poder por meio de manobras políticas questionáveis". "Não obstante, a saída de Temer tampouco parece ser a solução do problema", acrescenta o documento que diz que "não há saída à vista".

    A Fundação ainda critica o poder Legislativo, que não votou e não debate as reformas estruturais do país porque a maior parte dele também está envolvido na Operação Lava Jato, e o Judiciário, por estar ficando cada vez "mais politizado".

    O texto também classifica como uma "farsa" o julgamento da chapa vencedora das eleições de 2014, formada por Dilma Rousseff e Michel Temer, feito recentemente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os únicos elogios vão para a Lava Jato que, para a entidade, é um sinal na mudança da "cultura da impunidade" do Brasil.

    Com tantos problemas internos, o país está perdendo espaço no campo internacional, provocando um isolamento que pode ser difícil de reverter, diz a Fundação. "É sintomático que a chanceler alemã Angela Merkel (CDU) tenha deixado o Brasil de fora de sua viagem de quatro dias à América Latina, cuja pauta incluía temas relacionados ao G20, grupo do qual o Brasil faz parte; e as consultas de governo em alto nível, previstas para serem realizadas entre Brasil e Alemanha no início do verão europeu, tenham sido canceladas", afirma a entidade.

    "O Brasil, que já era considerado um 'global player', está desperdiçando seu potencial geopolítico. Esse isolamento é um passo que o Brasil não deveria arriscar, pondo a perder conquistas políticas e econômicas – mas não há saída à vista", finaliza o documento.

    Em seu site, a Fundação Konrad Adenauer se descreve como "uma fundação política alemã, independente e sem fins lucrativos", presente no Brasil desde 1969, cujos "interesses específicos são a consolidação da Democracia, o fomento da unificação europeia, a intensificação das relações transatlânticas e a cooperação na política em prol do desenvolvimento".

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