- Os “bons tempos” voltaram. O Fundo Monetário Internacional, como na era FHC, sente-se à vontade para ditar o que o Brasil deve fazer. Ontem, divulgou documento dizendo que é que é “imperativo” que o Brasil aprove a reforma da previdência para restabelecer a sustentabilidade fiscal do país, noticia a Folha. Não é “imperativo” que haja justiça social. Não é imperativo que haja proteção e dignidade na velhice; artigo de Fernando Brito sobre a posição da instituição comandada por Christine Lagarde -

    Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

    Os “bons tempos” voltaram.

    O Fundo Monetário Internacional, como na era FHC, sente-se à vontade para ditar o que o Brasil deve fazer.

    Hoje, divulgou documento dizendo que é que é “imperativo” que o Brasil aprove a reforma da previdência para restabelecer a sustentabilidade fiscal do país, noticia a Folha.

    Não é “imperativo” que haja justiça social.

    Não é imperativo que haja proteção e dignidade na velhice.

    Não é imperativo que haja equilíbrio fiscal para fazermos investimentos estruturais, não é imperativo que tenhamos mais energia, mais capacidade de explorar nosso petróleo recém descoberto, não é imperativo que possamos ampliar nossa presença econômica no mundo, nada disso.

    Segundo o FMI, nós e nossos companheiro de desgraçada sina na América Latina, temos é “perigo”, segundo Alejandro Werner, diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI.

    O nosso “gerente”Alejandro Werner, diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI as eleições previstas para “os países da América Latina nos próximos dois anos -Brasil, Chile, Paraguai, Colômbia, México e Argentina (legislativas)- pode gerar incertezas na região e, assim, atrasos na recuperação dos países”.

    Quem sabe o retorno ao abjeto “populismo” que privilegia o mercado interno, a produção, a renda, o consumo?

    Que o FMI dê palpite sobre os países que lhe têm dívidas – com todas as ressalvas que se possam fazer, ainda há a lógica do dinheiro devido, a do credor.

    Mas nós devemos estar , portanto, pior do que a Grécia, quando a “troika” – além do FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão da União Europeia dizima tudo o que o país deveria fazer.

    Ao menos, lá, eles lhe deviam os tubos.

    Porque, recorde-se, o “gastador” governo Lula não só saldou todos os débitos como ainda emprestou dinheiro à instituição.

    O curioso é que, se houvesse rigor técnico no FMI para além de seu interesse explícito de defender a manutenção de um governo dócil aos interesses do capital estrangeiro, a esta altura veira que a reforma previdenciária, do ponto de vista da contas públicas e de sua sustentabilidade, tornou-se um farrapo e, ainda assim, de aceitação duvidosa.

     - Dilma Rousseff concedeu entrevista ao jornal estadunidense The New York Times. Na entrevista, veiculada em inglês e espanhol, Dilma reforçou o caráter machista do golpe e ressaltou que é preciso eleições para que haja estabilidade política e econômica no país.

    “É eminentemente um governo contra a mulher” disse sobre o governo golpista. Segundo a presidenta, há diferentes padrões para homens e mulheres: “Eles me acusavam de ser excessivamente dura e áspera, enquanto um homem seria considerado firme e forte. Ou eles diriam que eu era muito emocional e frágil enquanto um home teria sido considerado sensível. Eu era vista como alguém obcecada com o trabalho, enquanto um homem teria sido considerado trabalhador. Também tinham várias outras palavras rudes usadas. Eu fui chamada de vaca umas 600 mil vezes”.

    Para Dilma isso é algo recorrente na política, pois “as mulheres enfrentam uma discriminação desproporcional”, o que não significa que as mulheres sejam fracas, pelo contrário, as mulheres são “muito resilientes e muito capazes”.

    Quando perguntada sobre o que ela aprendeu sobre si mesma durante o período do golpe, Dilma afirmou que a vida demanda coragem. “Eu tive, durante minha vida, que enfrentar dois golpes: um pelos militares e outro pelo Congresso. Em um teve ameaças físicas de ser presa e torturada, no outro uma ameaça maior ainda para todo o povo brasileiro, os direitos dos cidadãos e a democracia”.

    Sobre as eleições Dilma ressaltou que não importa quem ganhe, contanto que seja um jogo limpo, e que o vencedor traga estabilidade política, e reforça: “Mas é preciso que tenham eleições”. Para Dilma não é vergonha perder uma eleição, o que é vergonhoso é não saber perder uma eleição, “Você não pode mudar as regras do jogo enquanto ele está sendo jogado”.

    “Foi durante meu governo que superamos a pobreza”, disse Dilma, consciente de que seu legado será as políticas sociais criadas em seu governo. A presidenta legítima encerrou a entrevista afirmando que “agora a população sabe que eles podem. Nós provamos que uma das principais fontes de riqueza do Brasil é seu povo”.

    Leia as versões em inglês e em espanhol no site do jornal.

    GREVE GERAL PARALISA ARGENTINA E DESAFIA GOVERNO MACRI

    A Argentina amanheceu completamente parada nesta quinta-feira (6). Trens, ônibus e até as Aerolíneas Argentinas estão paralisados. É o efeito da greve geral, convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) contra as medidas econômicas do governo de Mauricio Macri, que tem causado grande impacto no transporte público. Além da paralisação, há piquetes e focos de manifestação em todo o país.

    Houve uma grande queda no tráfego de veículos a partir da meia-noite (hora local), na Grande Buenos Aires, com relação aos dias normais de trabalho. Poucos veículos de transporte público estão funcionando – praticamente, somente os táxis estão circulando pelas ruas da capital argentina. Também diminuiu o trafego de caminhões que circulam à noite pelas avenidas Huergo e Madeiro, que ligam os principais setores portuários de Buenos Aires.

    A empresa Aerolíneas Argentinas cancelou seus voos nacionais e internacionais, que sairiam dos aeroportos de Ezeiza e Aeroparque, por conta da greve, da qual participam a Associação do Pessoal Técnico Aeronáutico (APTA) e a Associação do Pessoal Aeronáutico (APA).

    O governo de Buenos Aires decretou a gratuidade dos pedágios das estradas e dos estacionamentos públicos durante o dia de greve, a fim de incentivar os trabalhadores a comparecerem em seus postos de trabalho em seus próprios veículos.

    A política econômica de Macri tem levado os argentinos à bancarrota. A inflação atingiu uma das maiores altas dos últimos anos, o índice de desemprego também bate recorde e os reajustes em tarifas de serviços básicos já reduziram em mais de 30% o poder de compra do salário mínimo.
    O ministro do Sistema Federal de Meios Públicos, Hernán Lombardi, tenta apresentar outro cenário, mas a greve geral não confirma as informações que ele apresenta. Segundo o representante da Casa Rosada, o governo tem trabalhado para uma “melhora na situação econômica”.

    Porém, os índices econômicos apontam para o lado oposto. Em fevereiro, a inflação no país, por exemplo, atingiu 2,5%, de acordo com números divulgados pelo Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos). Em janeiro, o aumento havia sido de 1,3% e, em 12 meses, o índice já atingiu 25,4%, com crescimento de 3,5% só no primeiro bimestre do ano.

    Em resposta, há meses a Casa Rosada permanece cercada de manifestações quase diárias. A onda de mobilização popular culminou nesta greve geral que promete manter o país completamente paralisado nesta quinta-feira.

    Via Vermelho

    Milhares de pessoas participaram no dia 25 de março em vários desfiles na capital italiana, à margem das comemorações dos 60 anos dos tratados de Roma.

    USB "Não à União Europeia dos bancos, dos padrões, da guerra", faixa do Unione Sindacale di Base de Roma"Não à União Europeia dos bancos, dos padrões, da guerra", faixa do Unione Sindacale di Base de Roma No dia em que os líderes da UE, já sem a Grã-Bretanha, comemoravam o 60.º aniversário dos tratados fundadores da comunidade europeia, várias manifestações cruzaram as ruas de Roma, apesar das apertadas medidas de segurança.

    Um dos maiores desfiles, organizado pelas principais centrais sindicais italianas, juntou cerca de dez mil pessoas que marcharam em direção ao Coliseu romano, cantando o hino antifascista "Bella ciao" e empunhando bandeiras vermelhas e verdes.

    Nele participaram conhecidas figuras, como o ex-ministro das Finanças da Grécia, Iánis Varufakis, ou o cineasta Ken Loach, em defesa de uma Europa livre de muros, do racismo e da austeridade.

    Não muito longe dali decorreu a manifestação da plataforma social "Euro-stop", integrada no essencial por centrais sindicais minoritárias como a União Sindical de Base (USB), que exigem a saída do euro e da União Europeia e a construção de uma "Europa solidária que esteja ao lado dos oprimidos".

    Promovidos por grupos e organizações com diferentes visões sobre a integração europeia, desde partidários de uma UE federal, à imagem dos Estados Unidos da América, até aos que defendem abertamente a ruptura com o euro e a Europa do capital, os desfiles refletiram fundamentalmente a profunda crise que atravessa a União Europeia e o descontentamento de amplas camadas da população com as políticas de austeridade, de empobrecimento e aumento da exploração.

    Na véspera, o próprio papa Francisco discorreu sobre as razões da crise da União Europeia, alertando que, por este caminho, a UE corre risco de morte. "Quando um corpo perde o sentido de direção e não é mais capaz de olhar em frente, sofre um retrocesso e, a longo prazo, arrisca-se a morrer", declarou.

    Falando perante 27 dirigentes da UE, reunidos na Capela Sistina, no Vaticano, o pontífice evocou os valores da solidariedade como "o mais eficaz antídoto contra os populismos", e abordou a crise econômica e migratória.

    A crise migratória não pode ser tratada "como se fosse uma questão numérica, econômica ou de segurança". Ao mesmo tempo referiu a necessidade de garantir emprego aos jovens e o seu direito de constituírem família sem "medo de não poderem sustentá-la".

    Fonte: Jornal Avante!

     

    Centrista francês Emmanuel Macron deve vencer com facilidade a líder de extrema-direita Marine Le Pen na eleição presidencial da França caso os dois se enfrentarem no segundo turno da disputa no dia 7 de maio; sondagem Ipsos foi a mais recente de muitas a mostrar Macron e Le Pen seis ou sete pontos percentuais à frente do antigo favorito François Fillon, afetado por um escândalo financeiro relacionado à sua esposa britânica, Penelope, e dois de seus filhos

    Reuters - O centrista francês Emmanuel Macron deve vencer com facilidade a líder de extrema-direita Marine Le Pen na eleição presidencial da França se, como parece cada vez mais provável, os dois se enfrentarem no segundo turno da disputa no dia 7 de maio, revelou uma pesquisa nesta terça-feira.

    A sondagem Ipsos foi a mais recente de muitas a mostrar Macron e Le Pen seis ou sete pontos percentuais à frente do antigo favorito François Fillon, afetado por um escândalo financeiro relacionado à sua esposa britânica, Penelope, e dois de seus filhos.

    A pesquisa realizada no domingo e na segunda-feira colocou Le Pen e Macron respectivamente com 25 e 24 por cento dos votos do primeiro turno de 23 de abril, e os votos transferidos de candidatos eliminados garantindo uma vitória retumbante para Macron na segunda fase da consulta.

    A maioria dos principais candidatos saiu em campanha nesta terça-feira, defendendo seus programas em discursos e encontros com representantes da federação empresarial Medef.

    No mesmo momento Penelope Fillon era interrogada por magistrados que investigam as acusações de que ela recebeu centenas de milhares de euros de fundos parlamentares do marido por um trabalho mínimo como assistente.

    Desde as reportagens de janeiro que ensejaram a investigação judicial, Fillon, fã da falecida líder britânica Margaret Thatcher, despencou do primeiro para o terceiro lugar nas enquetes, que hoje o mostram eliminado no turno inicial.

    Fillon acusou o presidente francês, o socialista François Hollande, de recorrer a uma guerra de 'truques sujos' contra ele.

    Embora negue ter feito algo ilegal, ele admitiu que cometeu erros de julgamento, ambos relativos ao "Penelopegate" e à aceitação de ternos caros e feitos sob medida de um advogado conhecido como um intermediador de negócios na África.

    © 2015 Your Company. All Rights Reserved. Designed By JoomShaper