Nenhum direito a menos

    Protesto reúne milhares de pessoas em Montes Claros


    - O protesto contra o projeto de reforma da previdência em Montes Claros reuniu centenas de pessoas, ontem de manhã, quando sindicalistas comandados pela Frente Brasil Popular tomaram conta das ruas centrais. Os organizadores estimam que 2.000 pessoas participaram do evento. A grande força veio da rede estadual de ensino, que suspendeu as aulas. A rede municipal continuou com as aulas normalmente. O presidente Michel Temer foi mais uma vez o foco, sendo acusado de golpista. Alguns segmentos sindicais participaram pela primeira vez, como dos Comerciários e Polícia Civil. Um grupo de sem-terras de Bocaiuva reforçou a mobilização. Foi uma das maiores manifestação realizada pela Frente Brasil Popular em Montes Claros.

    Apesar dos organizadores terem assumido o compromisso com a Polícia Militar de rápida passada pela praça Doutor Carlos, na verdade, ficaram mais de 20 minutos, aproveitando o grande fluxo de pessoas naquele local. Os manifestantes tinham decidido passar pelas agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica, além do INSS. Os participantes tiveram que enfrentar o forte calor que dominou Montes Claros. Desde às 8h30 começaram a aparecer os manifestantes na praça Raul Soares, que as 9h40 saíram pelas ruas da cidade. Apesar do esforço da Polícia Militar e da MCTrans, foi inevitável o congestionamento de carros nas ruas centrais.

    O presidente regional do SindUte, Geraldo Costa, contextualizou a crise política nacional atual, citando que mais de 300 políticos estão envolvidos na Lavajato e que a população não pode pagar pelas roubalheiras desses bandidos em Brasília. O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Flávio Oliva, tentou alegar que a educação municipal não tinha aderido à campanha, mas teve que mudar o discurso, pois desagradou a vários professores. Vilma Mendes tomou a iniciativa de chamar todos participantes a rezarem o Pai Nosso, pois entende que toda luta tem de contar com o apoio de Deus. O diretor regional do Sindicato dos Policiais Civis, João de Deus, salientou que a campanha tem de dar certo, pois começa com 2.000 e na próxima tem condições de alcançar os 5.000.

    A aposentada Maria Evangelina de Almeida, de 63 anos, foi a manifestação por entender que tem de defender os interesses dos filhos e netos, pois se aprovada a reforma da previdência, eles não conseguirão se aposentar em vida. Com aposentadoria de R$ 1.129,00, Maria Evangelina salienta que tem conseguido sobreviver com essa remuneração. Ricardo Pereira de Souza trouxe um cartaz reclamando que os tucanos não foram presos na Lavajato, pois entende que estão envolvidos até o pescoço. Maria de Lourdes Santos entende que o Brasil não pode permitir que a reforma previdenciária seja aprovada, pois seria o caos social no país.

    Girleno Alencar - Jornal Gazata

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