Temer ignora lista tríplice para diretor-geral da PF

     - A lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), para o cargo no cargo o diretor-geral da Polícia Federal, será desrespeitada. -

     O ministro da Justiça, Torquato Jardim, informou nessa sexta-feira (15) que manterá no cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, ignorando os nomes dos três delegados federais Erika Mialik Marena, Rodrigo de Melo Teixeira e Marcelo Eduardo Freitas que foram eleitos por 2.257 delegados federais associados da ADPF.
    .Para o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, a votação massiva da classe legitima e fortalece a lista tríplice. “A lista representa uma decisão da categoria, já adotada em congresso e ratificada por todas as instâncias da carreira”, afirmou Sobral. “O modelo é considerado o mais isento e técnico, inclusive sendo usado pelo Ministério Público Federal desde 2003, para indicação do procurador-geral da República”.
    Para se candidatar, o delegado tinha que ocupar a última classe da carreira e estar em atividade.
    "A indicação do diretor-geral por meio da lista tríplice é considerada um passo fundamental no sentido da autonomia da Polícia Federal", argumentou o delegado federal Marcelo Eduardo Freitas.

    Natural de Montes Claros, Dr. Marcelo tornou-se delegado da Polícia Federal em 2002. Foi chefe da Delegacia da Polícia Federal de Montes Claros e é professor da Academia Nacional de Polícia, em Brasília e doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad Del Museo Social Argentino. 
    A frente da Polícia Federal de Montes Claros, o monteslarense fez várias operação de repressão ao crime organizado na Região Norte de Minas, com destaque na Operação Violência Invisível, onde prendeu vereadores, secretários municipais, assessores, contadores e uma leva de prefeitos, dentre eles, o ex-prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, que ocorreu um dia após ele ser elogiado pela mulher, deputada federal, Raquel Muniz, na sessão de votação do impeachment da presidente Dilma Rouseff.

    Ao longo de sua carreira, Dr. Marcelo também chefiou a Delegacia de Araguaína/TO (2002/2003), foi assessor de ministro do Supremo Tribunal Federal e delegado regional de Combate ao Crime Organizado/MG (2009 a 2011). Coordenou diversas ações de repressão às organizações criminosas, com repercussão nacional e internacional, como as operações Mar de Lama e Politéia, com foco no combate à corrupção e ao desvio de verbas públicas e a operação Curinga, com foco no combate a crimes previdenciários.

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