Montes Claros aparece na ciranda da propina

     - PF fez operação que afastou três prefeitos da Bahia por fraudarem R$ 200 milhões em contratos -

    A operação da Polícia Federal deflagrada na terça-feira (7) para afastar os prefeitos de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz de Cabrália, marido, mulher e cunhado, por fraude em licitações no estado da Bahia, tem uma empresa de Montes Claros envolvida na cirando da propina. A empresa é a MAIS CONSTRUTORA LTDA. Sua atividade principal é construção de rodovias e ferrovias.

    Os prefeitos das cidades baianas, segundo as investigações, se revezavam em uma "ciranda da propina". A PF chegou a pedir a prisão do trio, negada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que determinou apenas o afastamento dos políticos das funções nos municípios. Os agentes cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva.
    Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de prisão temporária, 18 de condução coercitiva e 42 de busca e apreensão, nos estados da Bahia, São Paulo e Minas Gerais.

    'CIRANDA DA PROPINA'

    Os prefeitos José Robério Batista de Oliveira (de Eunápolis), Claudia Oliveira (de Porto Seguro) e Agnelo Santos (de Santa Cruz Cabrália), todos do PSD, são investigados na Bahia
    Os investigadores descobriram que as três cidades baianas tinham uma "ciranda da propina", relativa ao rodízio de empresas envolvidas no esquema de corrupção. Elas se revezavam para vencer as licitações e encobrir as fraudes.
    A Polícia Federal explicou que, em muitos casos, os suspeitos repassavam a totalidade do valor do contrato a outras empresas do grupo familiar no mesmo dia em que as prefeituras liberavam o dinheiro.
    A operação foi batizada de Fraternos, em função da colaboração de parentes dos prefeitos no esquema. Os investigados vão responder por organização criminosa, fraude a licitações, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
    Para dificultar a identificação dos beneficiários finais, parte do dinheiro repassado era desviado em "contas de passagem" registradas em nomes de terceiros. Na maioria das vezes, segundo a PF, esta verba retornava para a organização criminosa, que usava uma empresa de um dos três prefeitos como lavanderia.

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