Chuva não fez nem cócegas na Barragem de Juramento

     Responsável por 70% do abastecimento de Montes Claros, a Barragem da Copasa, em Juramento, não aumentou nem 1% de água, mesmo com a chegada das chuvas. E a situação continua crítica

     As chuvas que caíram no Norte de Minas, na última semana, não somaram para aliviar a situação da Barragem de Juramento. Diante da longa estiagem, o volume da barragem do Rio Juramento (Sistema Rio Verde Grande), responsável por 70% do abastecimento de Montes Claros, chegou aos 14,03%, na última semana, o mais baixo nível desde que foi construída, no início da década de 1980.
    Segundo a Copasa, os 41 milímetros de chuva que caíram na região de Juramento neste mês, ainda não foi suficiente para alterar o nível crítico do reservatório, o aumento foi pouco significativo de cerca de 3,6%, subindo de 14,03% para 14,58%.
    O alerta foi feito pelo técnico em recursos hídricos da Copasa, José Ponciano Neto. Segundo Ponciano, as chuvas que caíram até agora, contribuíram para o aumento de apenas 5 centímetros de água. “Situação que é bastante complicada e requer atenção da população para os gastos da água. As chuvas foram poucas, e o solo ainda está muito desidratado, o que dificulta ainda mais”, destacou Ponciano.
    Ponciano contou ainda que a boa notícia é que os estudos locais mostraram previsão de cerca de 60 milímetros de chuva para os próximos dias. Mas salientou que mesmo com chuva, é fundamental que a população economize.
    “Muitas vezes está chovendo dia e noite na cidade, mas aqui na bacia hidrográfica da região de Juramento, que são três rios, a precipitação é menor. Às vezes chove na cidade, e não caí nada na região da barragem”, alerta o técnico da Copasa.
    A Barragem de Juramento convive e há cerca de quatro anos com o baixo nível de água, mas em 2017 alcançou o pior nível da história. A Copasa já colocou em prática um racionamento de água que já dura 48 horas, o maior tempo de toda história recente da cidade. Com isso, a cada 72 horas, os moradores têm apenas 24 horas de abastecimento.
    O superintendente regional da Copasa, Roberto Luiz Botelho, explicou que essa ampliação foi necessária para evitar o agravamento do abastecimento de água nos meses de outubro e novembro, para, assim, permitir esperar a chegada das chuvas. A Copasa precisa de 885 litros por segundo para abastecer Montes Claros, mas está produzindo apenas 325 litros.

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