Falha encobria R$ 1 milhão para hospital das Clínicas da Funorte

    dulce pimenta1Dulce Pimenta - Secretária municipal de saúde de Montes Claros

    O Conselho Municipal de Saúde denunciou uma falha no relatório da prestação de contas da área de saúde de Montes Claros do ano de 2015, e que encobria o repasse de R$ 1 milhão para o Hospital das Clinicas da Funorte, vinculado ao ex-prefeito Ruy Muniz: foi retirada a palavra “ressalva” e colocada “respalda”. A situação foi denunciada ontem de manhã, durante a audiência pública realizada pela Secretaria Municipal de Saúde para prestação de contas. O presidente Joaquim Francisco Lima e o conselheiro José Geraldo Cangussu Kojak fizeram a denúncia de forma pública, pois alertam que na reunião o Conselho Municipal de Saúde, fizeram questão de colocar a ressalva na prestação de contas para esse repasse ao hospital do então prefeito, mas no relatório consta que o conselho respaldou as contas. Não se sabe se ocorreu a falha ou fraude no relatório.

    Joaquim Francisco

    O presidente do Conselho, Joaquim Francisco Lima

    É a primeira vez que a Secretaria Municipal de Saúde faz a prestação de contas, para cumprir a Lei 141/2012, que manda fazer a audiência a cada quatro meses. O ano de 2016 ficou fora da prestação, pois por causa do sistema de informática atual, não se conseguiu fechar o levantamento do ano passado. Se isso não ocorrer até o final de março, Montes Claros terá os recursos bloqueados pelo Governo, como ocorreu no ano passado. A retirada da gestão hospitalar, em julho de 2015, causou considerável impacto financeiro, pois enquanto em 2014 a saúde teve despesa de R$ 296.292.360,07, no ano seguinte, caiu para R$ 239.774.442,00. A receita também teve queda, pois, em 2014, foi de R$ 294.499.823,84 e, em 2015, caiu para R$ 253.142.579,85. Por outro lado, a Prefeitura teve que aplicar mais recursos na saúde, que em 2015 foi de 21,29%, no total de R$ 64.259.390,12 e no ano de 2014, foi de 19,64%, com R$ 57.713.306,69.

    Os conselheiros municipais citaram que no ano de 2015 a Prefeitura de Montes Claros repassou aproximadamente R$ 1 milhão para o Hospital das Clínicas, sendo R$ 680 mil de um convênio e R$ 320 mil de outro convênio, quando esse repasse sequer foi aprovado pelo Conselho Municipal. José Geraldo Cangussu foi além: afirma que esse relatório foi aprovado somente no final do ano passado, mas somente agora entrou no site, com a falha gritante e destoante. Ele esclarece que no ano de 2016 foram repassados mais recursos para o Hospital das Clinicas. O presidente Joaquim Francisco salienta que não tem nada contra o hospital receber os recursos, mas desde que cumpra toda legislação.

    Eles também alertaram para a grande quantidade de obras da saúde que estão paralisadas, sendo aproximadamente 40 obras foram iniciadas e paralisadas, algumas totalmente inviáveis, pois o repasse do município é maior do que foi conveniado. A vereadora Maria Helena Lopes, vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal explicou que uma equipe de vereadores estará vistoriando cada obra, para analisar a situação e definir as medidas a serem tomadas. Os conselheiros lamentaram ainda a situação de muitas equipes de Saúde da Família, que estão apenas no campo virtual e sem condição de atuar.

    kojac
    O conselheiro José Geraldo Cangussu Kojak

    Fonte: Jornal Gazeta - Fotos: Girleno Alencar

    FPM injetou quase R$ 400 mil na conta do município

    Montes Claros mg

    - A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou, na última sexta-feira (17/2), os valores do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao segundo decêndio de fevereiro de 2017, que foram creditado na segunda-feira (20). O montante será de R$ 613.363.784,76, já descontada a retenção do Fundeb. Em valores brutos, incluindo-se a retenção do Fundo, o montante é de R$ 766.704.730,95. Integrante do grupo dos 14 municípios de Minas Gerais com coeficiente 4,0, Montes Claros vai receber o valor líquido de R$ 396.015,29.

    O valor bruto para o município norte-mineiro é R$ 618.773,89, mas R$ 123.754,78 são destinados aos 20% do Fundeb, R$ 92.816,78 aos 15% da Saúde e R$ 6.187,74 ao 1% do Pasep. No ano passado, o valor bruto do mesmo decênio foi R$ R$ 550.834,62. O segundo decêndio de fevereiro de 2017, comparado ao mesmo período de 2016, teve um crescimento bastante expressivo: de 8,59% em termos nominais, ou seja, comparando os valores sem considerar os efeitos da inflação.

    Quando se leva em conta as consequências da inflação, o decêndio ainda apresenta um expressivo crescimento, de 3,61%. Considerando-se o valor real total repassado aos municípios em janeiro e fevereiro de 2017, pode-se verificar um crescimento de 4,47% em relação ao mesmo período do ano anterior. A CNM alerta que, apesar do crescimento, os gestores municipais devem se planejar para cumprirem suas obrigações orçamentárias, uma vez que o cenário econômico nacional ainda requer precaução em relação a recuperação da atividade econômica.

    EXTRA DO FPM

    A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) informou que os municípios iriam receber um repasse extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no valor de R$ 124.030.246,81, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, esse repasse corresponde a R$ 155.037.808,51.

    A CNM esclarece que esse repasse ocorre separadamente porque a Receita Federal tem um programa que parcela as dívidas de vários impostos. Quando a pessoa jurídica ou física efetua o pagamento da guia de pagamento do Refis, a Receita Federal do Brasil (RFB) classifica por estimativa a quantia de cada imposto que foi recolhida, separando o que é IR e IPI e efetua os repasses correspondentes ao FPM. O repasse representa uma conquista da Confederação, que vem articulando junto à Receita Federal para que seja mais rápida a classificação dos refinanciamentos dos tributos.

    Com Jornal de Notícias

    Montes-clarense com câncer raro morre depois de passar por cirurgia

    andre guerra
    Designer André Guedes morreu neste sábado em um hospital de São Paulo.

    Do G1 Grande Minas

    “Ele morreu muito feliz. Mesmo com toda dor e dificuldade, André estava feliz em ver o carinho das pessoas e o quanto elas ainda são solidárias”, a declaração é de Lorena Fernanda, uma das coordenadoras da "Campanha Salve, Salve André", que mobilizou a maior cidade do Norte de Minas. O designer André Guedes lutava contra um câncer raro no abdômen e morreu na madrugada deste sábado (18) em São Paulo. A campanha realizada na internet arrecadou R$ 265 mil para o tratamento.

    André passou por uma cirurgia no último dia 7 e o quadro de saúde se agravou. “ A cirurgia foi muito difícil, ele chegou a sair da UTI e estava começando a se alimentar, mas o quadro ficou muito grave e faleceu às 4h30 deste sábado”, explicou Lorena.

    O corpo de André será trazido para Montes Claros na tarde deste sábado e deve ser enterrado no domingo. Ele deixou esposa e dois filhos, de 2 e 6 anos.

    Campanha Salve, Salve André

    A “Campanha Salve, Salve André”, começou em abril de 2016, mas a doença já havia sido descoberta há mais de um ano. Muitas pessoas se mobilizaram e participaram de leilões pela internet, eventos e fizeram doações direto na conta bancária.

    O universitário Paulo Henrique Rocha foi um dos doadores. Ele fez um grupo em uma rede social com 100 pessoas e conseguiu arrecadar cerca de R$ 2 mil para ajudar o André. “Nós combinamos de cada um depositar R$ 10, mas alguns doaram um valor maior. Hoje em dia está muito difícil as pessoas olharem para a dificuldade do outro, mas conseguimos mobilizar”, declara.

    De acordo com a coordenadora da campanha, foram arrecadados R$ 265 mil. “O tratamento incialmente seria R$ 250 mil, porém por causa dos medicamentos ficou em mais de R$ 300”, explica Lorena.

    Ela esclarece ainda que após a morte do André, a família ficou com uma dívida de R$ 85 mil e a campanha vai continuar, com leilões e abertura das contas para doações. Os interessados em participar podem entrar em contato pelo telefone (38) 9-9156 -8264.

    Doença rara

    Segundo especialistas, o tumor conhecido como Desmoplásico de Células Redondas é uma doença rara, e apenas 200 casos foram notificados em todo o mundo. A doença se desenvolve de forma silenciosa no corpo. O médico oncologista Levindo Figueiredo explica como o tumor se manifesta.

    “Ele é agressivo por uma característica do próprio do tumor. A célula produz muito tecido fibroso ao redor dela e isso facilita a disseminação dessa célula dentro do abdômen. Entre os sintomas da doença estão o aumento do tamanho do abdômen, acúmulo de líquido, sensação de plenitude e uma saciedade precoce, porque o estômago já está sendo comprimido”, disse ao G1 em entrevista em 2016.

    LBV beneficia famílias em Montes Claros com kits pedagógicos

    lbv livro

    - Foi pensando em colaborar para diminuir os índices de evasão escolar e promover o protagonismo infantojuvenil, que a Legião Boa Vontade está realizando a entrega de kits pedagógicos e conjuntos completos de uniformes para centenas de crianças e adolescentes de baixa renda em todo Brasil.

    E para alcançar este intento, por meio da Campanha Criança Nota 10! - Proteger a Infância é Acreditar no Futuro, a LBV mobiliza a sociedade e os meios de comunicação no fortalecimento deste protagonismo. A Instituição acredita que a educação iluminada por valores espirituais, éticos e ecumênicos transforma o ser humano para melhor.

    Na cidade de Montes Claros/MG, a solenidade de entrega dos materiais pedagógicos foi realizada na última quarta-feira, 14, em seu Centro Comunitário de Assistência Social, com a presença de familiares, parceiros e a imprensa local.

    Todos presenciaram a alegria das famílias ao receberem o material pedagógico completo, oferecido pela LBV. “O atendimento da LBV é muito importante para o crescimento da minha filha, principalmente no aprendizado escolar, ela deu um salto muito grande. Na última reunião que eu participei na escola, ela já era destaque. Eu sou muito grata, estou muito satisfeita, que Deus abençoe todos vocês e a instituição! O kit com os materiais é muito importante, é o que eles mais gastam no decorrer do ano. São materiais de ótima qualidade e eu gostei demais! A minha nota para o atendimento da LBV é dez!”, afirmou a mãe, Marilene Ferreira de Oliveira.

    E as crianças? Os olhinhos brilharam, os sorrisos foram os mais belos possíveis. Vejam o que disse a pequena Ana Clara, 8 anos, enquanto olhava alguns materiais: “Estou muito feliz! Eu ganhei mochila, folha chamex, lápis, apontador, borracha, lápis de cor, lápis, eu gostei de tudo! A LBV está de parabéns!”.

    Conheça o trabalho desenvolvido pela Legião da Boa Vontade! Em Montes Claros/ MG, o Centro Comunitário de Assistência Social está localizado na Rua Germano Gonçalves, 601 – São José – Tel. (38) 3221-0636 ou acesse o site: www.lbv.org.br

    Família do Lucas se diz ofendida com repercussão de falsa notícia

    lukinha- Em entrevista a reportagem do Jornal Gazeta Norte Mineira, a mãe do garotinho Lukinhas, Vanessa Costa, contou que a família ficou entristecida com o rumo que a história tomou nas redes sociais. Vanessa afirma que o fato da doença do filho ter sido usada com intuito político, foi desumano e que em momento nenhum eles tiveram intensão de acusar a prefeitura da cidade de ter cancelado o fornecimento da medicação.

    “Nós não temos nenhuma posição política, não defendemos nenhum tipo de partido. O mesmo problema que tivemos agora, já aconteceu em outros momentos, ao longo dos anos anteriores. Sempre fizemos a mesma postagem relatando o problema, mas nunca havia acontecido algo como isso”, relatou Vanessa.

    Ainda de acordo com a mãe do menino, o setor jurídico da prefeitura entrou em contato com o pai do garoto, Hélio Costa e convocou reunião para restabelecer os depósitos de forma rápida. “Ficou garantido o apoio da prefeitura em cumprir com a ordem judicial. O que queremos é isso, que o município, independentemente de quem seja o gestor, cumpra com a decisão da justiça. O importa para nós, é a saúde e o conforto do Lucas”, destacou Vanessa.

    Em seu perfil no Facebook, o pai do Lucas fez uma postagem esclarecendo sobre o ocorrido. No texto, ele diz o seguinte:

    “Passando aqui para esclarecer que como está escrito no post que fizemos nesta tarde, é que a secretária de saúde não repassou os cremes Curefini desde janeiro.Mas em momento nenhum dissemos que havia sido cancelado pela prefeitura o tratamento do Lucas! Agradecemos a todos pelo apoio, mas pedimos cuidado para lerem os posts para não interpretarem de forma errada e compartilharem e comentarem coisas que não foram ditas por nós! Deixando bem claro aqui, que não nos envolvemos com questões políticas e partidos, só queremos que seja cumprida a ordem judicial que temos”, destacou Hélio Costa.

    O prefeito municipal, Humberto Souto se manifestou sobre o assunto, e se desculpou com a família do Lucas, sobre a confusão que houve narealização dos repasses.

    “É importante que todos saibam, mas em especial a família do menino, que foi a maior atingida, que a confusão não foi intencional. No mês de novembro não ocorreu o depósito. Mas em dezembro, a prefeitura pagou R$ 61 mil, referente adois meses. Isso gerou a dúvida, porque a secretaria de saúde entendeu que se referia aos meses de janeiro e fevereiro. Mas na verdade, estavam sendo pagos novembro e dezembro. Essa situação foi esclarecida, e já foi definido o repasse dos valores referentes a janeiro, fevereiro e março, que será feito no próximo dia 19 deste mês”, garantiu o prefeito.

    Souto reiterou que lamenta que a situação de fragilidade da criança tenha sido usada como forma de oposição à gestão dele. “Foi uma atitude maldosa que usou a imagem do menino para gerar comoção, é lamentável que tenha ocorrido. Mas a família do Lucas pode ficar tranquila quanto ao cumprimento da lei e aos repasses em dia”, afirmou.

    Campanhas para ajudar o Lucas continuam | Apesar dos recursos mensais garantidos por lei ao Lucas Costa, a família tem uma série de gastos que o repasse não pode custear. Por esse motivo, a campanha para ajudar a manter a qualidade de vida do pequeno Lucas é feita de forma constante. “São essas doações que garantem o conforto dele. Os valores enviados pelo município custeiam os gastos das pomadas. Mas precisamos de uma série de outros materiais para manter a higiene dele e aliviar as dores. Por isso sempre estamos em campanha”, afirmou a mãe Vanessa.

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    Campanha do Lucas Costa é feita de forma permanente (Foto: Arquivo Pessoal)

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