A Mostra Dia dos Gerais, realizada em Montes Claros, foi o primeiro projeto realizado com recursos provenientes do Sistema Municipal de Incentivo à Cultura – SISMIC – da Prefeitura de Montes Claros.

      Participantes aprenderam sobre como ocorreu o Movimento Catrumano que resultou no reconhecimento de Matias Cardoso

    Foi realizado nos dias 8 e 9 deste mês de dezembro em Montes Claros, a primeira edição ‘Mostra dos Gerais’ que teve como intuito, celebrar as tradições culturais e os valores sociais característicos da região do Norte de Minas.

    Na sexta-feira (8) aconteceu a primeira parte da Mostra dos Gerais, com uma oficina de comunicação voltada para jovens (entre 17 e 29 anos) com o intuito de ensinar que todos podem e são capazes de produzir conteúdo. A oficina foi administrada por colaboradores do Mídia Ninja e estudantes de jornalismo, no auditório na Igreja Matriz do bairro Santos Reis.

    Para João Antônio Mota, participante da Pascom do Santos Reis, a oficina ensinou uma lição. “Foi interessante por ensinar que a comunicação e direitos de cada cidadão, e que devemos ter senso crítico sobre o que a mídia nos passa”, destacou.

    Sábado (9) foi o momento de reafirmar o Dia dos Gerais. Foi realizado no Solar dos Sertões, na Praça da Matriz de Montes Claros, a segunda parte da Mostra, que contou com feira, shows e performances artísticas.

    A abertura do dia ficou por conta do antropólogo, João Batista Almeida Costa, mais conhecido como Joba, que explanou sobre o ‘Movimento Catrumano’. Joba explicou que Matias Cardoso foi a primeira cidade a ser povoada no Estado, mas que todo o reconhecimento foi dado a Mariana.

    Para o pesquisador o movimento em reconhecer a data é muito importante, “O Dia dos Gerais tem um significado muito grande para o Norte de Minas porque a ideia dele é fazer uma reversão da forma como Minas Gerais entende o Norte de Minas. A gente que era o povo ‘pobre e feio’ agora fazemos parte de forma integrada da consolidação da sociedade mineira. Isso nos dá um poder simbólico muito grande. E o conhecimento de todos os estudos que fundamentam essa coisa de que nós participamos da consolidação da sociedade mineira, precisa ser disseminado. Esse evento é uma forma de levarmos para as pessoas o conhecimento sobre quem nós somos”, destacou o antropólogo.

    O projeto foi idealizado pelo músico e produtor audiovisual Mateus Sizilio. O idealizador, apesar de ter nascido em Montes Claros, formou-se em Turismo pela Universidade Potiguar em Natal, onde residiu. Foi também em Natal que ele se interessou por produção audiovisual via um amigo e teve seu primeiro envolvimento com rádio e TV.

    Mateus conta que “o despertar de sua identidade norte mineira, consequentemente, se deu em Natal, pelo fato dele ter a sensação de que pouco, ou quase nada, se fala sobre a região em outras partes do país. E assim surgiu a vontade de fazer algo que mostre, de forma visual, a estética cultural regional”, destaca.

    Em 2010 já em solo norte mineiro ele desenvolve a fundação ‘Baru Cultural’ que serviu, como ele mesmo diz, com ‘um laboratório’, onde ele e seus colaboradores começam a desenvolver pesquisas sobre a cultura do sertão por meio de oficinas de capacitação aqui e na capital com intuito de disseminar a cultura por meio de várias expressões artísticas de cunho social.

    Mateus teve seu primeiro edital para realizar a Mostra em 2014, mas por falta de incentivo financeiro por parte da gestão Cultural da prefeitura de Montes Claros, o evento não acabou não sendo promovido na época. Sendo possível somente neste ano, com a criação do Sistema Municipal de Incentivo à Cultura (SISMIC).

    A intenção do organizador é tornar a mostra algo tradicional na cidade, que tenha sua realização anual para que surja na população o interesse de se conhecer enquanto cidadão, e, sobretudo enquanto sertanejo, catrumano e todas as outras lacunas que definem o habitante da região do Norte de Minas.

    Mostra é o primeiro projeto realizado através do SISMIC

    A Mostra Dia dos Gerais, foi o primeiro projeto realizado com recursos provenientes do Sistema Municipal de Incentivo à Cultura – SISMIC – da Prefeitura de Montes Claros.

    O Sistema Municipal de Incentivo à Cultura – SISMIC – da Prefeitura de Montes Claros promove, através de um sistema mais transparente, democrático e descentralizado de destinação de recursos públicos, o fomento das manifestações culturais no município, valorizando os artistas locais. Lançado em maio desse ano, o edital do SISMIC selecionou, em meio a mais de 200 propostas recebidas, 42 projetos expressivos nas áreas das artes cênicas, audiovisual, música e patrimônio imaterial, contemplando também importantes manifestações culturais tradicionais da zona rural, de forma descentralizada. O financiamento dos projetos é realizado pelo Fundo Municipal de Cultura, que é composto por 1,5% do IPTU arrecadado no ano anterior. 

    Evento contou com performances e shows

    Jornal Gazeta

     - Até que enfim, o público poderá visitar o Parque Lapa da Grande -

     Inaugurado em 2006, com o objetivo de proteger os mananciais de grutas e conservar as riquezas naturais ali presentes, o parque estadual da Lapa Grande será aberto a partir de janeiro próximo para a visitação da população, acabando com o drama de mais de 11 anos que foi criado, mas sempre fechado.

     A informação é foi do diretor geral do Instituto Estadual de Florestas, João Paulo Melo Rodrigues Sarmento. Ele veio a Montes Claros para participar da inauguração das novas instalações do Viveiro Florestal Elias Fernandes de Morais, sediado no Parque da Lapa Grande, que produzirá aproximadamente 30 mil mudas de várias espécies por ano. No mesmo evento, ele anunciou que a fazenda Quebradas, tombada pelo patrimônio histórico, será restaurada com as características originais, com recursos da Samarco, como compensação pelos danos em Mariana.
    A superintendente regional do IEF, Margareth Sueli Caires explica que atualmente o IEF tem três viveiros de mudas, sediados em Janaúba, Januária e Montes Claros e a produção de mudas é usada para recuperar as áreas degradadas, cercar as nascentes hídricas e ainda recuperar as matas ciliares. São as mais variadas espécies, como Jatobás, Ipê, Aroeira. Além disso, foi montado o projeto de Educação Ambiental, onde os alunos das escolas públicas recebem orientação sobre a importância de preservação da natureza ou então fazem o plantio de mudas, ficando responsável pela sua conservação, até gerar os frutos e novas mudas.

    Histórico
    O Parque Estadual da Lapa Grande foi criado através do decreto nº 44.204.46 de 10 de janeiro de 2006. Antes do Parque se tornar uma área de preservação, existiam naquela região várias fazendas agropecuárias e alguns carvoeiros.
    O acervo histórico do parque está representado principalmente em fazendas históricas como a Lapa Grande e Quebradas. A Lapa Grande se destacada, pois já nos primórdios da história de Montes Claros era local de exploração de salitre, enquanto nas Quebradas, com o implantação da linha férrea, o trânsito de cargas de mantimentos para as cidades próximas se fez por essa fazenda, através da chamada estrada cavaleira, existente até hoje. Fatos esses que contribuíram para o desenvolvimento do município.
    Além da visita do presidente Juscelino Kubistschek, o qual deixou sua homenagem gravada no Parque.
    A Unidade possui grande importância para a preservação do Patrimônio Natural, Arqueológico, Cultural e Histórico de Minas Gerais, abrigando sítios naturais com cavidades, sítios a céu aberto, formações espeleológicas raras, como as em formato de pérolas gigantes. Entre os vestígios arqueológicos e paleontológicos já identificados cientificamente, há ocorrência de cerâmicas, restos faunísticos, restos vegetais e ossos humanos datados de mais de 8 mil anos, além das mais de 1000 pinturas e gravuras rupestres encontradas na Lapa Pintada.

    Atrações

    O Parque Estadual da Lapa Grande possui diversas grutas e nascentes, assim como atividades de ciclismo, trekking e 4 trilhas a pé: Trilha da Lapa Pintada, Trilha do Boqueirão da Nascente, Trilha da Ponte de Pedra, e a principal, Trilha da Lapa Grande, todas abertas ao público.

    Aspectos naturais

    De acordo com a gerente de turismo da Prefeitura de Montes Claros, Gal Bernardo, a área é preservada e possui mais de mil pinturas rupestres e aproximadamente 60 grutas, sendo 50 catalogadas, contando com o Complexo Lapa Grande com mais de 3km de extensão de caverna, além de matas ciliares e nascentes.

    Relevo e clima

    O ponto de menor altitude no parque é aos 680 metros e a maior é 1038 metros acima do mar. Sua maior ocorrência das altitudes fica entre 800 metros e 960 metros acima do nível do mar, correspondendo a uma área de 68,79% da área total do parque.
    O clima é seco e quente, caracterizado como subúmido-úmido fronteira com subúmido-seco, a temperatura média anual da cidade de Montes Claros é de 24,20°C e o índice médio pluviométrico anual de 1.074 mm.

    Fauna e flora

    A vegetação predominante é o cerrado e a floresta decidual (conhecida como mata seca) , típicas da região. As espécies vegetais mais comuns são: jatobá, ipê, tabaco, favela, barbatimão, pequi, aroeira, angico, pau d'óleo, cedro, sucupira branca.
    Dentre os animais existentes no parque podemos destacar o tamanduá-mirim, onça parda, lobo guará, seriema, joão-de-barro, gambá, mico estrela, morcego, veado, tatu, calango, cascavel, teiú.

    Problemas e ameaças

    Uma das principais ameaças ao bioma do Cerrado de Mata Seca é a sua alta concentração de árvores de grande interesse econômico, ricas em madeiras apreciadas pelo mercado, por isso é alvo da extração madeireira. Outra ameaça iminente se dá pela alta taxa de queimadas que acometem esse tipo de vegetação por conta da folhagem seca e o clima árido da típicos da região.
    Com boa parte de sua zona de amortecimento inserida dentro da cidade de Montes Claros, o parque se torna vulnerável ao turismo desordenado, sobretudo de ciclistas e caminhantes.

    O Parque Estadual da Lapa Grande ainda não possui um plano de manejo oficial, apenas um Plano de Manejo emergencial publicado em maio de 2015. A Portaria Nº 175 de 19 de novembro de 2013 estabelece normas para a regulamentação da visitação no Parque Estadual da Lapa Grande - PELG até a publicação do seu Plano de Manejo.
    O PELG também já possui um projeto de ampliação de sua área em mais de 5000 hectares em andamento burocrático.

    Inauguração das novas instalações do Viveiro Florestal, sediado no Parque da Lapa Grande

     

    Com IEF, Gazeta e Blog oficial doParque

     - Comtur autoriza verbas para realizar o carnaval de Montes Claros -

     O Conselho Municipal do Turismo aprovou na tarde de quinta-feira o repasse de R$ 85 mil para a Prefeitura de Montes Claros realizar o carnaval 2018, usando os recursos do Fundo Municipal de Turismo. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Edilson Carlos Torquato explica que ainda serão buscadas parcerias com os patrocinadores, visando atrair grande quantidade de turistas nesse evento. A Secretaria Municipal de Cultura está com o projeto de realizar o carnaval nos bairros da cidade, nos moldes do bloco Raparigas do Bonfim e depois fazer a concentração em área central da cidade.

    O secretário Edilson Carlos Torquato explica que o Fundo Municipal do Turismo tem aproximadamente R$ 242 mil em caixa e já está estudando como aplicar esse dinheiro em eventos que atraia turistas, como as Festas de Agosto, Festa do Pequi e várias outras. Nesse ano, Montes Claros teve carnaval realizado apenas no bairro Morada do Parque, depois que o bloco Raparigas do Bonfim desistiu de desfilar no bairro Todos Santos, por causa do excesso de foliões e a falta de segurança e estrutura para receber tantos foliões. A expectativa é que a cidade tenha quatro blocos em 2018.

    O conselheiro municipal João Renato Diniz Pinto explica que o uso da verba para o custeio do Carnaval de Rua, marcado para ocorrer na cidade de 9 a 13 de fevereiro de 2018, tem apoio, pois por força de lei, o Comtur-MOC é deliberativo e tripartite e deve investir prioritariamente seus recursos em ações que valorizem os espaços de lazer da cidade, como propagandas de hotéis, restaurantes, bares, casarões históricos, mercados, artesanatos, etc.

    Ele salienta que a sociedade civil montes-clarense e a Prefeitura Municipal têm como base o Carnaval de Rua realizado em Belo Horizonte deste ano. Segundo informações da reunião do Comtur- MOC de 26 de julho de 2017, houve na capital mineira um investimento de R$ 5 milhões com geração de mais R$ 300 milhões de movimentação financeira no período carnavalesco.

    Com informação de Girleno Alencar - Jornal Gazeta

     O deputado Gil Pereira (PP), estuda a possibilidade de ser candidato a deputado federal nas eleições de 2018, depois de seis mandatos como deputado estadual e dois mandatos de vereador.

     Ontem de manhã ele alegou que ainda é cedo para definir sobre o assunto, mas como está sendo estimulado por vários segmentos, se dispõe a discutir o assunto, desde que tenha o apoio necessário. Com 28 prefeitos atuais, Gil Pereira lembra que é majoritário nas maiores cidades do Norte de Minas, como Montes Claros, Bocaiuva, Janaúba, Januária, Monte Azul e Pirapora. Gil Pereira terá o apoio do prefeito Humberto Souto, como contraposição à deputada Raquel Muniz, do PSD, esposa do ex-prefeito Ruy Muniz.

    A candidatura de Gil Pereira a deputado federal chegou a ser anunciada durante a audiência publica da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada em Bocaiuva. O presidente da Comissão, deputado Carlos Pimenta explicou que Gil Pereira estava buscando verbas em Brasília, pois seria candidato a deputado federal. Com 104.730 votos na ultima eleição, Gil Pereira foi o quarto mais votado de Minas Gerais na eleição de 2014. O deputado norte mineiro Paulo Guedes foi o mais votado, com 164.831 votos, ele que é também candidato a deputado federal.

    Na eleição de 2018, o Norte de Minas tem como pré-candidatos a deputado federal a atual deputada Raquel Muniz, do PSD; os deputados estaduais Gil Pereira, do PP e Paulo Guedes, do PT; o vereador Claudio Prates, do PTB e ainda o delegado da Policia Federal, Marcelo Freitas, que ainda não tem partido. Ele foi sondado pelo PPS, PSC, PTB e PDT. Outro nome ventilado é o empresário Pavilo Miranda, que estava em conversações com o PSB. 

    Fonte: Girleno Alencar - Jornal Gazeta

     TRF marca julgamento de Ruy Muniz por enriquecimento ilícito -

    O ex-prefeito Ruy Muniz, ao lado do também ex-prefeito Tadeu Leite, volta a ser pressionado pela justiça

    O Tribunal Regional Federal da 1ª Região marcou para dia 13 de dezembro o julgamento do ex-prefeito Ruy Muniz e dos ex-secretários Ana Paula Oliveira e Geraldo Edson Souza Guerra em agravo de instrumento contra a decisão do juiz federal Jefferson Rodrigues, que aceitou a denuncia contra ele de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito pela aplicação inadequada de recursos do SUS destinados aos hospitais de Montes Claros. Com essa sessão, o ex-prefeito volta a viver o importuno de ser pressionado pelo Poder Judiciário. No Agravo de Instrumento interposto, Ruy Muniz pediu o efeito suspensivo contra decisão proferida pela 2a Vara da Subseção Judiciária de Montes Claros/MG, que recebeu a inicial da Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal.

    Relembre o caso

    MPF acusa prefeito de Montes Claros de reter ilegalmente R$ 20 mi do SUS

    São acusados também o ex-secretário e atual secretária de Saúde. MPF quer que prefeito pague multa de R$ 15 mi por danos morais coletivos.

    Trio enrascado: Ruy Muniz, Ana Paula de Oliveira Nascimento e Geraldo Edson Souza Guerra

    O Ministério Público Federal ingressou com uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Montes Claros (MG) Ruy Muniz (PRB), o ex-secretário de saúde, Geraldo Edson Souza Guerra, e a atual ocupante do cargo, Ana Paula de Oliveira Nascimento. O MPF acusa os três de reter indevidamente, desde 2013, mais de R$ 20 milhões que deveriam ser destinados à área da saúde, prejudicando mais de 1,6 milhão de pessoas.
    O órgão quer ainda que os três sejam condenados por dano moral coletivo, e que o prefeito pague indenização por danos morais de R$ 15 milhões. O valor estipulado para o ex-secretário e a secretária é de R$ 1,5 milhão.
    O MPF afirma que constam nos autos provas de que Ruy Muniz tem como objetivos “estrangular financeiramente os hospitais locais, com o deliberado propósito de inviabilizar sua existência e seu funcionamento, total ou parcialmente, para favorecer o recém-inaugurado hospital de seu grupo econômico (Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira, ou Ambar Saúde, de natureza privada e fins lucrativos”. Para o MPF, os secretários não têm autonomia para tomar decisões, apenas acatam as decisões do prefeito.
    Na ação civil, o MPF explica que a Prefeitura de Montes Claros recebe verbas estaduais e federais para prestar atendimento médico de média e alta complexidade para a população de 86 munícipios. Os recursos, direcionado ao Fundo Municipal de Saúde, deve ser repassado para os prestadores deste serviço, no caso, os Hospitais Aroldo Tourinho, Universitário, Dílson Godinho e Santa Casa.
    "O mais grave de toda essa situação é ver que a maior parte desses recursos destinava-se a ações e serviços de urgência e emergência, potencializando, assim, risco sanitário à vida das pessoas", afirma o MPF.
    O Ministério Público ainda cita que a retenção dos recursos teve graves consequências para as unidades de saúde, e cita os exemplos de dois hospitais. No Universitário, que é 100% SUS, houve o desabastecimento de produtos e medicamentos, superlotação, aumento de infecções hospitalares e de pedidos de demissão. No Dilson Godinho, o tratamento dos pacientes das áreas de Oncoclogia, Nefrologia e Cardiologia foi afetado com o adiamento de internações, falta de medicamentos e até cancelamento de cirurgias.
    O MPF destaca também que o argumento do prefeito, de que a retenção é uma estratégia para combater a corrupção, é utilizado “para confundir a Justiça, os órgãos de fiscalização e controle e a opinião pública”.
    “Frequentemente ele afirma que suas ações visam combater o pagamento por serviços não prestados, assim como obrigar os hospitais a melhorarem suas estruturas físicas. O MPF argumenta que todo serviço prestado pelos hospitais é previamente autorizado pela própria Secretaria Municipal de Saúde, e que o município não possui qualquer gestão sobre os recursos destinados a incrementos e melhorias nos hospitais”, afirma a nota do MPF.
    Ordem dos fatos apresentada pelo MPF
    Em setembro de 2013, o MPF afirma ter notificado Ruy Muniz e o então secretário Geraldo Guerra para que fosse feita a devolução dos recursos retidos. A recomendação foi feita após uma audiência pública que contou com a participação de representantes dos municípios beneficiados pelos serviços oferecidos pelos hospitais de Montes Claros.
    Como o pedido não foi atendido, o MPF e o Ministério Público Estadual recomendaram à União e ao Governo de Minas Gerais para que a situação dos repasses para as unidades de saúde fosse regularizada, e que as destinação das verbas ocorresse de forma direta, sem que o dinheiro passasse pelo Fundo Municipal de Saúde. Além disso, os órgãos requisitaram a instauração de uma Tomada de Contas Especial e a devolução imediata de mais de R$ 14,5 milhões, que haviam sido retidos pela Prefeitura de Montes Claros.
    O Governo Estadual acatou a recomendação e retirou do Fundo Municipal de Saúde a gestão dos recursos da Rede Cegonha, PRO-HOSP e Rede de Resposta à Urgência e Emergência.
    “Porém, no mês de fevereiro de 2014, Ana Paula Nascimento dirigiu-se à Comissão Intergestores Bipartite do SUS afirmando a regularização de todos os recursos para os prestadores de serviço. Diante das informações, que eram falsas, as deliberações anteriores foram revogadas, sem que a CIB-SUS/MG tomasse o cuidado de verificar se de fato correspondiam à realidade”, afima o MPF.

    Como as retenções permaneceram, em fevereiro de 2015 os MPF e o MPMG pediram a intervenção do estado. Uma auditoria no Fundo Municipal foi feita e houve a confirmação de irregularidades. A Comissão Intergestores Bipartite (CIB), formada por representantes da Secretaria Estadual de Saúde e por membros do Conselho de Secretários Municipais de Saúde, propôs a estadualização da gestão dos hospitais da cidade.
    Em 14 de julho, uma nova recomendação foi feita para que o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde adotassem as providências legais para evitar a conduta dos três acusados. No dia seguinte, após acatamento do que foi proposto pelo MPF e MPMG, foi determinada a suspensão, a partir de 1º de setembro, dos repasses de recursos estaduais e federais para o Fundo Municipal de Saúde de Montes Claros.

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