Temer chicoteia empregados dos Correios

      - Governo autoriza demissões de concursados dos Correios, e nenhuma bandeira do PMDB foi queimada - 

     Após a aprovação da lei, criada por Temer e que autoriza a terceirização indiscriminada de todas as atividades de uma empresa, os Correios saem na frente e começam seu programa de demissão involuntária. O PDI dos Correios prevê a dispensa de um grande número de seus funcionários concursados que estão sob o regime da CLT.
    O PDI – Programa de Dispensa Involuntária, no qual 5,5 mil funcionários deixaram a empresa, não foi suficiente para parar a sangria. Na Dispensa Motivada, ainda não há um número, mas a direção já faz levantamento de quais setores serão atingidos.
    Os funcionários já foram avisados da suspensão das férias. O clima na estatal é de tensão e as greves começaram a pipocar, e atinge 20 estados e o Distrito Federal.

    Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), foram mais de 50 dias de negociação, sem sucesso.

    Servidores dos Correios de Montes Claros aderem à greve nacional e fazem protesto

    Segundo o sindicato, cerca de 40% dos trabalhadores aderiram ao movimento; entre os motivos da paralisação, estão o fechamento de agências de todo o país e corte de investimentos.

    Em Montes Claros, cerca de 40% dos servidores dos Correios aderiram à greve nacional nessa quarta-feira (20). O horário de atendimento nas agências não foi alterado, mas houve a redução na escala de trabalhadores, segundo o sindicato. Com faixas e carro de som, os servidores protestaram em frente aos Correios no Centro da cidade na manhã desta quinta-feira (21).
    “O objetivo foi esclarecer o que está acontecendo para a população e convocar os trabalhadores que ainda não aderiram ao movimento”, explicou Haino Souza Dutra, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais.
    Segundo ele, a greve é por tempo indeterminado. Entre os motivos da paralisação, estão o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas.

    Com informação do G1

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