Golpista enjaulado é abandonado à própria sorte

     EDUARDO CUNHA,  SERVIÇAL DO GOLPE, DIZ ESTAR EM SITUAÇÃO DE ABSOLUTA PENÚRIA

     - O ex-presidente da Câmara dos Deputados e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta segunda-feira (06) que está numa "situação de absoluta penúria". Preso desde outubro de 2016 em razão da Operação Lava-Jato, ele contou que não pode trabalhar, não tem renda e está com os bens bloqueados. Cunha presta depoimento ao o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília no processo em que é réu por suspeitas de irregularidades no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF).

    Outros réus no processo também relataram dificuldades para conseguir alguma fonte de renda. O empresário Alexandre Margotto, apontado como sócio de Lúcio Bolonha Funaro, o operador de políticos do PMDB em esquemas de corrupção, disse depender da ajuda da mãe e do tio. Já o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto afirmou que sua fonte de renda é o aluguel de uma casa no interior de São Paulo. Ao contrário de Cunha, os dois firmaram acordo de delação premiada.

    Cunha também reclamou do que considera como cerceamento a sua defesa no Paraná. Como foi preso por ordem do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ele ficou inicialmente na capital paranaense. Em setembro, chegou a Brasília para ficar alguns dias, em razão de depoimento a prestar na cidade. Com sucessivos adiamentos, o depoimento só começou de fato nesta segunda-feira. No Paraná, Cunha já foi condenado por Moro na Lava-Jato a 15 anos e quatro meses. No Distrito Federal, o processo do FI-FGTS está em fase final.

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