Pancadaria na convenção do PSDB

     Voou pena e cadeiras para todos os lados, neste sábado (9), na convenção nacional do PSDB em Brasília. Veja aqui

     O governador Geraldo Alckmin recebeu um partido conflagrado, repartido, dividido, destruído pelo senador Aécio Neves (MG).

    O “Mineirinho” como é chamado o senador foi muito hostilizado pelos convencionais tucanos. Teve de sair às pressas pela porta dos fundos.
    O clima de guerra no PSDB foi expressado pelas cadeiras e penas que voaram no centro de convenções.
    Assista aqui o vídeo.

    Alckmin ataca Lula e ‘esquece’ Temer. Mas o povo lembra, Chuchu…
    Geraldo Alckmin deixou de lado a sobriedade com que vinha se comportando e usou seu discurso para entrar no ‘coro do anti-Lula’, um grupamento que reúne cobras e lagartos.

    Não se sabe ser foi por vontade própria ou se o discurso faz parte do acordo que costurou para reunir os frangalhos tucanos.

    Seja como for, um péssimo começo para quem quer se apresentar como candidato do “centro” e alternativa ao que chamam de “polarização” entre Lula e Bolsonaro.

    O discurso foi uma barbaridade em matéria de tolices. Falar que Lula quer “voltar à cena do crime” depois de terem ficado inertes diante do escândalo das malas de Aécio Neves e quando há dezenas de inquéritos – que não andam, é verdade – contra todo o alto tucanato, inclusive o próprio governador paulista – é, como diziam os mais antigos, como falar em corda em casa de enforcado.

    Da mesma forma, se ficar falando que “Lula é o responsável pela “maior recessão do país”, não vai ser ouvido muito além da Avenida Paulista e dos Jardins, porque na memória popular o governo Lula é lembrado justamente pelo contrário.

    Tão ocupado estava em criticar Lula que o “Picolé de Chuchu” esqueceu que o Brasil é governado, há mais de um ano e meio, por Michel Temer e com seu partido enganchado no Governo.

    E é aí que a porca troce o rabo.

    Como é que o governador diz que a reforma da Previd~encia é “a mãe de todas as reformas” e não defende o alinhamento de seu partido a favor dela? Será porque, entre os tucanos, segundo o lvantamento publicado pelo Estadão (logo postarei sobre isso) apenas seis tucanos dizem estar decidiso a dar a ela seu voto?

    Como é que alguém pretende se tornar popular se silencia ante o governo mais rejeitado da história e, ainda, assume o compromisso de apoiar suas medidas mais impopulares?

    O faro político de Alckmin, deste jeito, parece ter se perdido, embora se lhe conserve o nariz

    Informações de Esmael Moraes e Fernando Brito

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