Maus caminhos: pau que bate em José Melo não bate em Aécio

     O ex-governador do Amazonas José Melo, que é do Pros, foi preso acusado de comprar votos e de ter usado dinheiro público para asfaltar o acesso ao sítio de sua propriedade. Enquanto isso, o ex-governador de Minas Aécio Neves, acusado de construir um aeroporto em sua fazenda, e que é do PSDB, continua solto.

     A Polícia Federal (PF) prendeu nessa quinta-feira (21), em Manaus, o ex-governador do Amazonas José Melo (Pros), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de votos nas eleições de 2014. A prisão temporária, inicialmente por um prazo de cinco dias, faz parte da operação Estado de Emergência, terceira fase da operação Maus Caminhos, que investiga desvios de agentes públicos no Amazonas.
    Melo é suspeito de ser um dos políticos que receberam propina, originada de valores desviados do Fundo Estadual de Saúde, para direcionar contratos, liberar pagamentos e acobertar os crimes praticados no sistema de saúde do estado. Segundo a PF, os fatos envolvendo o ex-governador na operação, que começou em 2016, “somente apareceram após o avanço da investigação e dão conta de que este recebia pagamentos periódicos dos membros da organização criminosa”.
    Enquanto isso, o ex-governador Aécio Neves construiu um Aeroporto feito com dinheiro público em área da família de Aécio quando governou Minas Gerais. Trata-se do aeroporto de Cláudio (cidade de 25 mil habitantes) por 14 milhões pagos pelo governo do estado

    Cocaína – Também ninguém fala mais nada sobre o helicóptero apreendido com 600 quilos de cocaína. De quem era aquela droga? Tudo bem, era do piloto e ponto final.
    Outra caso emblemático foi o Lunus, que acabou com a candidatura de Roseana Sarney e favoreceu José Serra na disputa de 2002. Desde o governo Collor, a velha mídia passara a se valer de dossiês, falsos ou verdadeiros, relevantes ou meros factóides, como ferramenta do jogo político. O auge se deu no episódio Lunus. Roseana Sarney começara a crescer vigorosamente nas pesquisas eleitorais que antecederam a escolha do candidato do governo de FHC. Em determinado dia seu escritório de campanha foi invadido pela Polícia Federal e Ministério Público, acompanhados de jornalistas - especialmente da TV Globo. Posteriormente, constatou-se que tanto do lado da PF quanto do MP, estavam envolvidos funcionários públicos diretamente ligados ao pré-candidato José Serra. A exposição do dinheiro encontrado liquidou com a candidatura de Roseana e selou o rompimento da aliança PSDB-PFL (DEM).
    O intuito de FHC era montar um plano B em que o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), encabeçaria uma chapa presidencial com o PFL (DEM), caso os pefelistas desistissem da disputa e recusassem apoio a Serra.

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