– Foi publicado na manhã desta o documento que prova, de forma cabal, a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se do termo de penhora do famoso "triplex do Guarujá", com data de 5 de dezembro de 2017.

     De acordo com a decisão da juíza Luciana Oliveira, o imóvel, que nunca foi de Lula e pertencia à OAS, passa a ser agora da empresa Macife, credora da empreiteira que faliu em razão da Lava Jato.

    Em Curitiba, o juiz Sergio Moro condenou Lula, o maior líder político da história do Brasil, a nove anos e meio de prisão alegando que ele foi beneficiado por reformas em um imóvel que não lhe pertence.

    Agora, três desembargadores gaúchos – João Pedro Gebran, Victor Laus e Leandro Paulsen – estão sendo pressionados pela Globo, peça central no golpe de 2016, a confirmar a sentença, mesmo diante de um documento que prova a inocência de Lula.

    Ontem, no entanto, a defesa de Lula apresentou petição a Gebran para que ele se manifeste sobre a penhora do imóvel que motivou a condenação ilegal de Lula.

    Confira, abaixo, um trecho da reportagem do site Quidnovi, sobre o documento que prova a inocência de Lula:

    O site quidnovi.com.br trouxe com exclusividade a decisão da juíza da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, Luciana Torres de Oliveira, que chancela como proprietária do polemico tríplex, a empreiteira OAS EMPREENDIMENTOS.

    A decisão da juíza contradiz frontalmente a força tarefa da operação Lava Jato. O nó da forca que apertava o pescoço do ex-presidente Lula no julgamento do dia 24 de janeiro pode afrouxar e livrá-lo do cadafalso.

    Quem também publicou documentos foi Marcelo Auler, sem seu blog:

    A confirmação, no próximo dia 24, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) da sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tal como é esperada, criará um fato inusitado e sui generis.

    O réu se verá condenado pelo crime de ter se deixado corromper por um triplex do edifício Salinas, no Condomínio Solaris, no Guarujá, que nunca lhe pertenceu, do qual jamais usufruiu e que poderá ir a leilão para ressarcimento de uma empresa da qual ele jamais deve ter ouvido falar. Como explicar tal condenação?

     Sem conseguir emplacar a filha no Ministério do Trabalho devido às diversas irregularidades trabalhistas de Cristiane Brasil, Roberto Jefferson passou atacar a Justiça do Trabalho; em entrevista, a figura central do Mensalão pediu o fim dos tribunais trabalhistas, que classificou de “excrescência brasileira” e “babá de luxo”

     247 – O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, defendeu o fim da Justiça do trabalho, que classificou de “excrescência brasileira” e “babá de luxo”.

    A reação deve-se às decisões recentes que barraram a posse de sua filha, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), como ministra do Trabalho.

    Em entrevista a Gustavo Uribe e Daniel Carvalho na Folha, ele disse que manterá a indicação “até o final” e que a parlamentar tem pago um preço alto por ser sua filha.

    “Nós temos de exaurir isso. Cristiane Brasil enfrentou as duas reclamações [trabalhistas] por entender que não eram justas e as pagou. Negar ao cidadão o direito de se defender é pior que interferir no ato de um presidente. Quando você diz que isso é imoral, que a Justiça do Trabalho prevalece acima de tudo, isso é uma ditadura trabalhista. Foi feito barulho contra a Cristiane dizendo que ela é imoral. Imoral é aquele que se defende de acusações que acha que são injustas? A minha filha se defendeu, foi condenada e pagou. A pena na Justiça do Trabalho é capital ou perpétua? Isso é gravíssimo, porque nega a cidadania. A Justiça do Trabalho agora quer dar lição de moral em todas as pessoas e eu não vejo qualidade nela para dar lição de moral”, afirmou.

    Sobre a Justiça do Trabalho: “É socialista e populista. Não consigo entender o custo benefício dela. Temos 2% da mão de obra regular, reconhecida com carteira assinada, e 85% das reclamações trabalhistas do mundo. O que mostra que é uma indústria do reclamante, porque o reclamado sempre perde. A Justiça do Trabalho custou no ano passado R$ 22 bilhões para dar de soluções entre indenizações e acordos menos de R$ 8 bilhões. Ela é a babá mais cara do mundo. Você não tem defesa na Justiça do Trabalho. Nós tínhamos que acabar com a Justiça do Trabalho, porque ela é uma excrescência brasileira, e julgar na Justiça comum.”

     A Polícia Federal realizou ontem (terça-feira - 16), a oitava fase da Operação Pecúlio, batizada de “Renitência”.

     A ação investiga esquema de desvios de recursos públicos na área de saúde. São seis mandados de prisão, três temporárias e três preventivas. Também há 12 mandados de busca e apreensão.

    Conforme noticiou a Rádio Cultura, o vereador Dr. Brito (PEN/Patriota) está entre os presos preventivos. O parlamentar é o autor da versão municipal do programa Escola sem Partido e também do projeto que proíbe medidas educativas com base no termo “ideologia de gênero”.

    Brito é conhecido na cidade por seu posicionamento conservador, autoproclamado defensor da “família” e da “moralidade”. Ele assumiu o mandato como suplente, após o titular da vaga ser cassado pela Câmara de Vereadores por conta de envolvimento nas denúncias apuradas pela quinta fase da Operação Pecúlio.

    Conforme a Polícia Federal, as investigações apontam para a existência de esquema de desvios de recursos, por meio do direcionamento das contratações de serviços na área da saúde em Foz.

    “As investigações, realizadas em conjunto com o Ministério Público Federal/Foz do Iguaçu, apontam que tal organização seria capitaneada por um dos vereadores da atual legislatura da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu/PR, e contaria com pelo menos um servidor da Fundação Municipal da Saúde que estaria agindo de forma a direcionar contratações públicas”, diz a nota da Polícia Federal.

    Por meio da assessoria, a Câmara de Vereadores emitiu o seguinte comunicado:

    “Segue nota retorno sobre o cumprimento de mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador Dr. Brito (Patriota), na manhã desta terça-feira, dia 16. A busca foi realizada antes do início do expediente e acompanhada por um funcionário da portaria. Portanto, a diretoria da Câmara está tomando conhecimento dos fatos e irá, em momento oportuno, tomar as medidas cabíveis”.

     Os advogados de Lula certamente já o notaram, mas vai ser curioso ver como os desembargadores do TRF-4 vão lidar com vários absurdos da sentença de Sérgio Moro, especialmente com um, o da incrível “destruição” de provas de algo que nem sequer – nas palavras do delator – tinha acontecido ainda.

    Porque suas excelências vão ter de se confrontar com a escandalosa contradição entre Leo Pinheiro dizer que Lula lhe recomendou “destruir” provas de um “encontro de contas” relativo ao apartamento em “abril ou maio de 2014” [parágrafo 357] , encontro de contas que, na versão do próprio delator [parágrafo 529] iria acontecer depois disso:

    529. José Adelmário Pinheiro Filho ainda declarou que encontrou-se com João Vaccari Neto em maio ou junho de 2014 e restou acertado com ele que a diferença de preço entre a unidade simples e o apartamento triplex, bem como os custos da reforma do apartamente (sic) e igualmente do Sítio em Atibaia, seriam abatidos da mencionada conta geral de propinas que o Grupo OAS tinha com o Partido dos Trabalhadores. João Vaccari Neto confirmou essa possibilidade somente em um segundo encontro com José Adelmário Pinheiro Filho.

    Não é fantástico? Lula pediu antes a destruição de provas de um encontro de contas que seria feito depois! De volta para o futuro? Ora, está evidente como a história foi “arrumada” – e mal arrumada – para inculpar Lula.

    O que pode ser mais parecido com a história do lobo que disse que o cordeiro iria, um dia, sujar a água do riacho?

    O processo todo é um absurdo e a “convicção” induz todo o tempo à “verdade” pré-estabelecida, como na passagem em que Moro diz, ao melhor estilo de sua ex-chefe Rosa Weber (não tenho provas, mas a literatura me permite condenar), que “as provas materiais constantes nos autos permitem relacionar essas reformas ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua esposa. [parágrafo 380]

    Tudo lhe é permitido, Dr. Moro, com seu poder discricionário. Menos fazer com que as pessoas independentes aceitem que um juiz possa condenar alguém sem provas.

    Via Fernando Brito - Tijolaço

     A força do Lula é a dos valores que ele encarna, de igualdade social, da justiça, da democracia, da soberania nacional, da solidariedade.

    A força do Lula - Por Emir Sader

    Quem quer que considere, com um mínimo de isenção, os processos contra o Lula, chega à conclusão que ali se concentra o reino da arbitrariedade e da perseguição política. Não há ilegalidade que não tenha sido cometida contra o Lula.

    Quem quer que analise o comportamento da mídia, com um mínimo de isenção, se dá conta de como ela se comporta como partido político da direita contra o Lula. Não há acusação que não seja publicada e dada como verdadeira, mesmo sem nenhuma prova.

    Quem quer que analise tudo o que se faz contra o Lula fica admirado e surpreendido com a força do Lula. Submetido à maior campanha de difamação de um líder político brasileiro, ele se comporta com tranquilidade, com humor, com confiança.

    E, sobretudo, seu nome não deixa de subir nas pesquisas.

    A forca do Lula vem, em primeiro lugar, das suas origens. Vindo do mais pobre, do mais excluído, do mais esquecido do Brasil, ele representa esse lado majoritário do País, que nunca foi levado em conta pela politica tradicional e pelos governos. A força de ter vivido a extrema miséria, de ter sobrevivido a tudo aquilo e de ter aprendido, no exemplo da sua mãe, como a tenacidade é a vida de superação dos obstáculos.

    A força do Lula é a força do trabalhador que encontrou no sindicato a forma coletiva de se organizar e de conseguiu enfrentar os obstáculos políticos da ditadura e triunfar sobre eles. E de liderar as maiores greves contra a ditadura, que foram decisivas para a sua derrota.

    A força do Lula vem de ter compreendido que não bastava a força sindical para conseguir mudar o Brasil a favor dos trabalhadores e de ter liderado a formação do PT como partido político. Vem da sua capacidade de se transformar no primeiro líder sindical no Brasil candidato a presidente do País.

    Vem da sua grandeza, ao perder três vezes e aceitar os resultados. Fazer balanço das campanhas e preparar-se para ganhar e se tornar o primeiro operário eleito presidente do Brasil. Lula teve a força de reconhecer os eixos fundamentais de luta, para construir a prioridade da luta contra a desigualdade.

    Lula teve a força de organizar um governo que se tornou o mais importante da história do Brasil, por governar para todos, pelas políticas de inclusão social, pelo que conseguiu diminuir de pobreza e de miséria no Brasil. Pelo resgate da auto estima dos brasileiros, do prestígio do País no mundo.

    Ao longo dessa trajetória, Lula se tornou cada vez mais forte, pelos vínculos profundos que foi estabelecendo com o povo brasileiro, pela projeção da sua imagem de estadista no mundo. A força do Lula é politica e moral, de prestígio, de credibilidade, de confiança que ele suscita nas pessoas.

    A força do Lula é a dos valores que ele encarna, de igualdade social, da justiça, da democracia, da soberania nacional, da solidariedade. Por isso ele consegue resistir a tudo que fazem contra ele, por isso ele sobrevive a tudo e ressurge como o único grande líder popular no Brasil atual.

    É uma força que não se mede em pesquisas, que não se destrói com palavras, que tem raízes profundas no povo, na história do País, na cultura democrática do Brasil.

    * Emir Sader é um dos principais sociólogos e cientistas políticos brasileiros

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