Adunimontes denuncia evasão de doutores

    Por não ter sua titulação reconhecida no último concurso público docente na Unimontes, mais de 30 doutores saíram da instituição, desmotivados por causa  dos baixos salários pagos pelo Estado

    A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) denuncia a grande evasão de doutores universitários, que se sentem desmotivados com os baixos salários pagos pelo Estado, pois mais de 30 saíram da instituição. Em nota divulgada à imprensa, a Adunimontes ressalta: “O quadro é grave. O corpo docente da Universidade Estadual de Montes Claros tem passado por sérias dificuldades financeiras, por não ter sua titulação reconhecida no último concurso público docente, realizado em 2014/2015. Vários professores, a maioria mestres e doutores, que já trabalhavam na Universidade, tiveram seus rendimentos reduzidos em mais de 60%, como é o caso de um Doutor que tentou uma vaga com titulação mínima para especialista, por exemplo”. A diretoria da Adunimontes explica que, em muitos departamentos, as vagas oferecidas foram somente para especialista e mestre, pois não havia vaga para Doutor, e acusa que a Unimontes e o Estado não demonstraram, até o momento, nenhum esforço para resolver o impasse, que já se arrasta por quase dois anos. “Perdas irreparáveis para a Unimontes e seu corpo docente, pois mais de 30 doutores já saíram da universidade por causa desta situação”, destacou a associação. A alegação é que muitos professores doutores e mestres recebem remuneração menor que a dos professores da educação básica. Em último levantamento realizado pela Adunimontes, detectou-se que a Unimontes perdeu 30 doutores empossados, que desistiram da carreira por conta do baixíssimo salário, justamente pelo não reconhecimento de sua titulação. Os dados da Adunimontes apontam que atualmente, 165 professores têm graves defasagens salariais, sendo 92 deles com título de Doutor, mas 30 recebem como especialistas e 62 recebem como Mestres. Outros 73 mestres recebem como especialistas. “Considerando que o salário de especialista é menor que o da rede de educação básica, é uma situação extremamente desestimulante e injusta. Tal situação obriga vários professores, muitos renomados e reconhecidos nacionalmente, a trabalhar em atividades paralelas, como vendas de cosméticos, alimentos e outras atividades informais, para conseguir sobreviver” - explica a nota de esclarecimentos.

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