Diretor da Soebras irá apontar irregularidades

     - Ruy Muniz ainda continua com suas manobras mirabolantes. Ele levou o interventor nomeado, Fabiano Lara, a entregar o encargo decidido pela Justiça -

     O Ministério Público Federal e a Polícia Federal foram surpreendidos na tarde de quinta-feira com a proposta de um ex-diretor do Grupo Soebras: apontar as irregularidades cometidas pelo ex-prefeito Ruy Muniz à frente dos empreendimentos, como a distribuição dos lucros a seus familiares através da CAPS e, ainda, com a emissão de nota fiscal fria e também a atuação para despistar a Justiça, utilizando a Faculdade Santa Úrsula, do Rio de Janeiro. O delator entende que agora com a intervenção determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, é hora de acabar com a farsa no grupo Soebras. O nome do ex-diretor é mantido em sigilo, por questão de segurança.

    Na manhã da última sexta-feira (26) ele manteve contato com o jornal GAZETA, quando explicou que Ruy Muniz ainda continua com suas manobras mirabolantes e, inclusive, levou o interventor nomeado, Fabiano Lara, a entregar o encargo decidido pela Justiça, devido à dificuldade, imbróglio e desordem que foi instalada no grupo Soebras. Ele cita que um exemplo disso é a Unincor, onde foram falsificados vários documentos de funcionárias, usando o banco de dados que não foi devolvido, com o descumprimento da ordem judicial. Uma nova informação é que Muniz estaria transferindo os bens para uma empresa de capital fechado que se chama Brasil Empreendimentos.

    Desde o dia 17 que a Justiça Federal decretou novamente a intervenção no Grupo Soebras/Funorte. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, acatou o recurso movido pelo Ministério Público Federal e manteve a decisão do juiz federal Gláucio Ferreira Maciel Gonçalves, de 9 de dezembro do ano passado e que tinha sido revogada pelo juiz Vinicius Magno Duarte Rodrigues, em 21 de fevereiro. O desembargador Antônio Souza Prudente despachou no dia 17 de maio, para que a decisão da 17ª Vara Federal de Belo Horizonte fosse respeitada, determinando a intervenção. A derrubada dessa intervenção somente pode ser determinada pelo pleno do TRF-1ª Região.
    via Jornal Gazeta

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