Golpistas acuados

    Sind-Ute protestou contra a Reforma da Aposentadoria e ofuscou os coxinhas em Montes Claros

     - A manifestação dos trabalhadores ocorreu no último Sábado e intimidou o protesto dos apoiadores do golpe no Domingo

    Diferentemente do que ocorreu em algumas capitais, onde meia-dúzia de coxinhas saiu para as ruas para protestar contra a corrupção do governo Temer-PSDB e apoiar o juizeco da Lava-Jato, em Montes Claros os paneleiros, instrumentos do golpe de 2016, não atenderam a convocação dos fascistas movimentos como MBL e Vem pra Rua. Segundo a jornalista Cláudia Cólen, há dois grupos de coxinhas. Um anda envergonhado e hoje só posta frases de autoajuda e citações, como se não tivesse nada a ver com o que acontece no Brasil. O outro é um pouco mais imbecil. Para não dar o braço a torcer fica aplaudindo todos os disparates do governo ilegítimo, nem sequer pensa no futuro dos próprios filhos e netos. Por causa da dissidência à francesa do primeiro grupo, a manifestação de ontem só atraiu os imbecis e olha lá.

    Protesto em Moc mirou deputada Raquel Muniz

    Jornal Gazeta

    Quem tomou as ruas da cidade foi o Sindicato dos Trabalhadores na Educação (SindUte) onde realizou um novo protesto contra o projeto de reforma da previdência, mas com novo foco: a deputada montes-clarense Raquel Muniz (PSD), que na semana votou no projeto da terceirização. É o terceiro protesto somente esse ano em Montes Claros, pois ocorreram outros em 15 de fevereiro, 15 de março e agora 25 de março.

    O movimento do sábado foi coordenado pelo SindUte que acabou arrastando professores de outras cidades do Norte de Minas, como Coração de Jesus e Francisco Sá. O número de participantes foi menor do que o penúltimo, mas os organizadores acreditam que atendeu as expectativas. Outros sindicatos do Norte de Minas aderiram ao protesto.
    A concentração ocorreu na Praça Pio XII, da Catedral e dali os organizadores passaram por várias ruas da cidade, terminando no Mercado Municipal. O evento marcado para as 8h somente começou a caminhada às 9h25, pois o forte sol desanimou muitas pessoas. O presidente do SindUte, Geraldo Costa reforçou em seu discurso que se a PEC da Reforma da Previdência for aprovada, todos trabalhadores terão que ter contribuição de 49 anos e mesmo assim com risco de quem tinha salário de um salário mínimo e meio, recebe menos do salário mínimo de aposentadoria, pois a previsão é de receber R$ 710,00 o que seria inédito na história do país, de uma aposentadoria ser menor do que o limite do salário.

    Lembrou que no caso de morte, a viúva receberá apenas R$ 355,00.
    Ele puxou as vaias a deputada federal Raquel Muniz (PSC), e que é de Montes Claros, por ter votado a favor da terceirização, com a alegação de que seu discurso em Montes Claros é diferente do que pratica em Brasília. Os manifestantes anunciaram que deverão fazer protesto contra a deputada, ainda essa semana, seja na porta da casa dela ou mesmo no seu escritório regional, dependendo onde estiver. Um grupo de professores de Francisco Sá, liderado por Lélia Renata, fez questão de se deslocar até Montes Claros para reforçar a luta, pois entende que o projeto como está, acaba com a classe trabalhadora. Outro grupo de professores de Coração de Jesus esteve presente e alegou que foram impedidos inclusive de entrar de greve.

    Fotos: Girleno Alencar

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