Perdeu, playboy - Aécio já era. E volta ao pó

     

      *Por Renato Rovai -  

    Aécio, candidato a deputado federal -

    Aécio foi o pai do golpe. Esse golpe bastardo que acabou gerando Temer, um presidente absolutamente ilegítimo.

    Depois de ter saído da eleição com todas as condições de fazer oposição responsável e se cacifar pra chegar em 2018 como favoritíssimo à sucessão de Dilma, preferiu, por vaidade, o confronto em ritmo de UFC.

    Pediu recontagem de votos no TSE, se alinhou a Cunha para aprovar pautas bombas no Congresso, insuflou uma resistência anti-PT nas redes e nas ruas e fechou um acordo com Temer para realizar o impechement.

    Achava que ao fazer isso, se fortaleceria para o atropelo final nas próximas eleições. Mas deu ruim.

    Aécio começou a aparecer em todas as delações e foi perdendo base. Hoje aparece com míseros nove pontos nas pesquisas de opinião. E com uma rejeição na casa dos 70%.

    Seu eleitorado se sentiu traído e os que votaram em Dilma o odeiam.

    E a mídia, que sempre lhe deu suporte, decidiu que é hora de abandonar aquele que já foi laranja e se tornou bagaço.

    A capa de Veja deste final de semana é o recado em letras maiúsculas desta decisão do poder midiático.

    Aécio já era.

    Ou se toca disso e abre as portas para um candidato com cheiro de novo, como João Dória, ou passará a ser atacado por aqueles que antes lhe jogavam flores.

    O mineirinho, pelo que se viu no seu vídeo divulgado hoje no Facebook, ainda tentará resistir. Mas sabe que nessas coisas de política é quase impossível segurar no peito uma tsunami.

    Ou seja, nunca o "perdeu, playboy" foi tão adequado.

    O garotão do Leblon vai ter que se conformar com uma candidatura a deputado federal se quiser manter o foro privilegiado. Porque até para senador ele corre o risco de não se reeleger.

    * Editor da Revista Fórum

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