Calote do Governo de Minas provoca mais uma greve na Unimontes

     Assembleia da Adunimontes, na quinta-feira (25), decidiu pela greve a partir de terça-feira (30) 

      Os professores da Universidade Estadual de Mont es Claros decidiram entrar em greve a partir de terça-feira, dia 30, por tempo indeterminado, com a alegação de que o Estado deixou de cumprir os acordos celebrados em 2016, inclusive homologados na Justiça. Um dos pontos que levou a decisão da greve é o auxílio-remuneratório, para compensar as perdas salariais. Um professor do ensino comum tem um salário que chega a R$2,1 mil para 20 horas de aulas, enquanto na Unimontes é de R$860,00, abaixo do salário mínimo.

    O curioso é que a Unimontes está cumprindo agora a reposição das aulas por causa da greve realizada em 2016. No mês de março encerraria o segundo semestre de 2017, para depois iniciar o ano letivo de 2018. Porém, com essa greve, a situação se agrava. Em nota divulgada ontem a reitoria diz respeitar a posição do sindicato que representa a categoria e espera que as questões apresentadas sejam resolvidas o mais rápido possível. O presidente da Adunimontes, Afrânio Faria Melo Junior, explicou que depois de tentada negociação, seja em reuniões ou mesmo por telefone sem nenhuma solução, foi tomada a decisão da assembleia da categoria e opção pela greve.

    O primeiro item cobrado a pela Adunimontes é estruturação da carreira que mesmo com o compromisso assumido em papel, o Estado não executou. O outro ponto foi o auxilio remuneratório, onde os professores receberiam uma ajuda, pois o Estado não poderia conceder o aumento por ter estourado os 54% permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O governador Fernando Pimentel até publicou o decreto instituindo esse auxílio, mas nunca o colocou em prática. A situação afetou os 1.200 professores da Unimontes.

    PRÉDIO - Foi lançada a quarta-feira a pedra fundamental da construção do prédio anexo do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde do campus-sede da Unimontes. O prédio terá o total de 1,3 mil metros quadrados e será executado com recursos do Governo do Estado. Na primeira etapa serão construídos o térreo e mais três pavimentos, com 936 metros quadrados e a aplicação de R$ 1.106 milhão. A obra já foi licitada e contratada, com início imediato e previsão para ser concluída em 12 meses. No canteiro de obras foi colocada uma cápsula do tempo, uma caixa dos objetos e informações sobre os dias atuais para ser aberta daqui a 50 anos.

    Com Jornal Gazeta

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