(*) Felipe Gabrich
    A história política de um povo tem lances humorísticos de causar inveja a qualquer cômico de televisão e do cinema.
    No Brasil, então, o que ocorre nos bastidores tem sido tema para os grandes chargistas e artistas das artes gráficas ao longo dos anos.
    Independentes e revolucionários, em sua maioria, graças a Deus.
    Desde o tempo da monarquia portuguesa de Dom Pedro I, a vida nacional brasileira pode ser contada pela irreverência das caricaturas de jornais, revistas e similares de grandes figurões que ocuparam o cenário da política tupiniquim.
    Nessa Nova República instalada em 1985, tendo como primeiro presidente civil José Sarney, depois que os militares deixaram o poder, as piadas de bom e de mau gosto tomaram conta dos palácios governamentais e dos parlamentos.
    Apesar das promessas dos novos mandatários de praticarem uma ampla democracia no País.
    Lenta e gradual, como a abertura política do general Geisel.
    E com uma Nova Constituição Brasileira, aprovada pelo Congresso Nacional em 1988.
    No entanto, governo após governo o que o povo brasileiro tem assistido nos últimos anos é o que se poderia chamar de desgoverno.
    Com o império da malversação do bem público.
    Com a corrupção oficial e informal disseminada por todos os setores da atividade pública e em todos os níveis.
    Bem que o povo brasileiro já desconfiava que a Aliança Renovadora e o Movimento Democrático criados nos anos de chumbo da “gloriosa” – o que foi dito que seria uma revolução não passou de um golpe militar – eram farinha do mesmo saco.
    Os partidos políticos que se sucederam após o retorno ao governo civil deram apenas sequência ao que existia antes, abrigando, de um lado, pessoas que mamam nas tetas governamentais e, do outro, as que querem mamar.
    A esse sistema viciado e podre os partidos políticos, com o auxílio da Imprensa marrom, chamam de situação e de oposição nas tribunas de mentira.
    Vozes nacionalistas e patrióticas – que ainda há, felizmente - apregoam há anos que essa canhestra Nova República Brasileira – a sexta do País - precisa ser revista urgentemente, assim como a Nova Constituição, para acabar, principalmente, com essa lengalenga constitucional de três poderes independentes e harmônicos entre si.
    Independentes como, se há uma dependência financeira do Legislativo e do Judiciário ao todo poderoso Executivo?
    Essa constatação é por demais simples e pode ser respondida com a resposta a esta primária indagação: de onde provêm os recursos financeiros que sustentam a máquina administrativa governamental, nela incluindo-se o Legislativo e o Judiciário?
    Talvez por isso mesmo não haja o menor compromisso da classe política e dos governantes com a nação e sua gente.
    Além do mais, o sistema de governo adotado – presidencialismo - permite que as políticas públicas visem tão somente atender a interesses escusos dos mandatários e seus cúmplices; da mesma forma, campeiam no território nacional as desigualdades sociais em todas as áreas.
    Ironicamente, o desenvolvimento estrutural e econômico do Brasil obedece a um processo natural de um país de território rico em recursos minerais e detentor de um patrimônio humano invejável a qualquer nação do planeta.
    Fora o dinheiro que vem de fora.
    Sem mencionar ainda que as fronteiras territoriais cerquem duas classes sociais e econômicas distintas de habitantes: o rico e o pobre.
    Essa estória de classe média é uma autêntica farsa social mantida pela argúcia dos dominadores.
    As reformas estruturais tão necessárias à nação somente ocorrerão após a mudança da forma de governo como um todo.
    Na atual república federativa e presidencialista não adianta, por exemplo, adotar-se um novo Código Penal se não houver uma radical transformação do sistema carcerário vigente e assim por diante.
    Como fazer uma reforma eleitoral com deputados e senadores eleitos pelo escrutínio popular e pensando nas próximas eleições?
    E tomem escândalos financeiros no Planalto e nos Parlamentos.
    Por acaso, o leitor/eleitor já escutou alguma voz emanada da Capital do país clamando por uma revisão da forma de governo no Brasil e na Constituição Federal?
    Na verdade, governantes e políticos da atualidade brasileira preferem deixar as coisas como estão para verem como ficam.
    Até que a ordem mundial com o seu implacável sistema econômico exija uma nova postura de gerência do bem público nas nações do planeta.
    Até lá, nesse País do Futebol, sai da cena do poder o PT e entra o PSDB e agremiações políticas periféricas.
    E vice-versa.
    E o Brasil verde-amarelo continua sendo, infelizmente e para todo o sempre o gigantesco país de um futuro que nunca chega.
    Até quando a nação dormirá em berço esplêndido?
    (*) Jornalista

     - Eureka! Finalmente descobri! -

     

     Entre pulos de alegria, a alma do jornalista Reginauro Silva, sentada numa nuvem espessa, era um vendaval de alegria.
    - Descobriu o que, Reginauro?” Perguntou-lhe curiosa a alma sentada ao seu lado, nada menos do que a do colega Luís Carlos Perereca.
    - Andava meio grilado pelo fato de não chover sobre Montes Claros neste mês de outubro, embora todas as condições climáticas apontassem para um bom período chuvoso no território, além de minhas insistentes intercessões junto a São Rocha.
    - São Rocha? Que bicho é esse?
    - O Patriarca, A Pedra, O Barbudo, São Pedro, ou outro nome que você lhe queira dar, mas o guardião dos céus e braço direito de Deus para assuntos climáticos.
    - Mas e daí?
    - Daí é que eu estava encucado com as desconversas de São Rocha toda vez que eu ia lhe pedir, a pedido de algum amigo ou amiga lá da Terra, para que ele abrisse as torneiras e fizesse chover sobre Montes Claros.
    - Mas o que você fez?
    - Simples. Deixei-me conduzir pelo faro investigativo do repórter que fui lá na Terra e dirigi uma saraivada de perguntas a São Pedro, de maneira a encurralá-lo mesmo, acerca de seu proposital esquivamento com relação ao meu pedido de chuva para Montes Claros. Até que, finalmente, ele abriu o verbo comigo.
    - Agora, o curioso sou eu. O que foi que ele lhe confessou?
    - Rapaz, se eu contar o que eu ouvi da boca de São Rocha lá na Terra meus amigos vão dizer que eu estou dando uma de político brasileiro. Ou que eu estaria contando mais uma mentira. A verdade é feia mesmo.
    - Afinal, o que lhe disse São Pedro?
    - Você nem vai querer saber. Ele me disse que ele não pode fazer chover em Montes Claros por uma questão de autonomia de poder.
    - Como assim?
    - Segundo o que me revelou, ele não poderia fazer chover em Montes Claros sem a prévia autorização de Deus, que pode tudo. De acordo com as suas palavras, Deus respeita muito a autonomia de poderes e lhe confidenciou que em relação à chuva, Montes Claros seria um caso à parte.
    - Mas, e daí?
    - Daí é que ele tem poderes para fazer chover em Bocaiúva, Coração de Jesus, Juramento, Francisco Sá, Capitão Enéas e territórios adjacentes, mas não poderia fazer o mesmo com relação a Montes Claros. Sempre nos períodos demarcados anualmente pelas condições climáticas. O Norte de Minas, por exemplo, de acordo com o calendário celestial, é contemplado com períodos de chuva nos meses de outubro, novembro, dezembro e janeiro. Pode acontecer de chover em outros meses, mas é uma gorjeta divina à região. São Rocha disse ter recebido ordem taxativa de Deus de que é preciso respeitar a autonomia dos poderes entre o céu e a terra.
    - Quer dizer que São Pedro não quer que chova em Montes Claros no mês de outubro por uma questão de respeito à autonomia dos poderes?
    - Foi isso mesmo que São Rocha me confidenciou. As nuvens nimbo estão sobre o território montes-clarense, mas ele não faz a mínima força para que elas se transformem em chuva. Há um decreto municipal, que ele não quis dizer quem foi que assinou, estabelecendo em seu artigo primeiro que não pode chover em Montes Claros durante o mês de outubro. Como lei é lei, São Pedro lava as mãos e não pode fazer nada pela cidade.
    - E as orações e as súplicas dos fiéis não valem alguma coisa?
    - Valem sim, mas elas são encaminhadas diretamente para Deus, já que São Pedro não quer ferir a lei municipal, disse conclusiva a alma de Reginauro Silva e completou:
    - Por isso mesmo é que as chuvas em Montes Claros demoram um pouco!
    * Felipe Gabrich é jornalista

     - Buzinas coniventes -

     

     Por Felipe Gabrich

    Não, não há o que se preocupar com os colares da apresentadora Ana Maria Braga.
    Afinal, ela é um produto comercial da televisão dos Marinho, que não gostam de Lula.
    Do molusco não se sabe, mas daquele nordestino analfabeto que se tornou líder sindical e presidente da República por duas vezes.
    Mas isso não vem ao caso.
    O que preocupa a opinião pública é o silêncio mórbido dos caminhoneiros do País.
    Aqueles mesmos.
    Que fizeram badernas mis e paralisaram o tráfego de carga pesada nas principais rodovias do território nacional.
    Corria o ano da graça de 2016.
    Diziam os bravos caminhoneiros estarem protestando contra a alta de preços do diesel, pela tarifa única dos fretes e por um salário nacional unificado da categoria.
    A opinião pública até compreendeu e achou justas as reivindicações da categoria.
    No fundo, no fundo, no entanto, como ficou provado com o passar dos dias, os profissionais do volante estavam apenas se acumpliciando com os partidos de oposição à época que esbravejavam pedindo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
    Neste ano, sob a égide de um governo golpista, o preço do óleo diesel disparou.
    Os aumentos de preços são semanais.
    O preço do frete acompanhou os aumentos do combustível.
    Ainda não se implantou o salário unificado.
    Cadê as paralisações violentas?
    Desconfia-se, por isso mesmo, que em 2016 não houve movimento de paralisação da categoria.
    Quem fez arruaça e vandalismo nas estradas foram os simpatizantes pagos pelos líderes do golpe político que estava por vir.
    Por essa razão, não há por que afligir-se com os colares de uma apresentadora de televisão que faz o que o patrão manda.
    Até mesmo vestir-se de palhaço.

    *  Felipe Gabrich é jornalista e colunista do EM CIMA DA NOTÍCIA

    PREFEITO DO PT GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL - Nesta República do Engana-me que eu Gosto, infelizmente, as coisas boas que acontecem em todos os níveis da federação não são badaladas na chamada grande mídia. Exemplo disso pode ser constatado nessa quinta-feira, 1, quando o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que é do PT, recebeu o prêmio “Desafio dos Prefeitos” e ganhou US$ 5 milhões para investir em um projeto de agricultura familiar em Parelheiros, na Zona Sul da capital.

    O evento aconteceu na cidade do México e foi organizado pela Bloomberg Philanthropies, organização do prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg. A competição, que premia as melhores iniciativas municipais que promovam o desenvolvimento urbano sustentável, contou com 290 cidades selecionadas.

    A capital paulista concorreu com o projeto “Ligue os pontos”, uma plataforma digital que pretende potencializar as políticas públicas relacionadas à cadeia da agricultura local, envolvendo produtores, distribuidores e consumidores.

    Se Haddad não fosse um ativista do PT, o feito, certamente, ganharia aplausos e flores do Palácio do Planalto. Eta que quá!

    REPÚBLICA VIRA BRINCADEIRA – Parece uma gozação, mas não é. O País promove discussões e mais discussões sobre o aumento de gastos públicos; o Rio de Janeiro é o estado que atravessa a maior crise financeira de toda a federação. Mesmo assim, onze funcionários do Tribunal de Contas do Município (TCM) — órgão responsável por fiscalizar as despesas da prefeitura do Rio — tentam convencer os conselheiros da corte a aprovarem uma resolução para que o grupo passe a receber uma série de benefícios. A lista inclui auxílio-moradia de R$ 4.377,73, mesmo para os que moram na cidade, dois meses de férias por ano e a possibilidade de converter em dinheiro as licenças-prêmio a que os servidores têm direito a cada cinco anos de trabalho. 

    Além disso, reivindicam que seus cargos sejam vitalícios, como os dos conselheiros. 

    Em tese, porém, essas benesses só poderiam ser dadas caso os vereadores aprovassem dois projetos de lei encaminhados pelo TCM ao Legislativo em 2014, que ainda não foram votados.

    Mas como vivemos num Brasil onde impera o estado de exceção, tudo é possível.

    IDOSOS PREOCUPAM INSS - Com o aumento da expectativa de vida e a redução da taxa de fecundidade, a fatia de idosos na população brasileira chegou a 14,3% em 2015, segundo dados divulgados nesta sexta (2) pelo IBGE.

    O número representa um crescimento de 46% em relação aos 9,8% verificados em 2005 e reforça o desafio para manter a sustentabilidade do sistema previdenciário, dizem técnicos do instituto.

    Os dados são do estudo Síntese de Indicadores Sociais, elaborado com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios).

    As informações são do jornal Folha de São Paulo.

    AGU DESMENTE TEMER - É impressionante como o festival de mentiras assola no Palácio do Planalto e a cada dia faz aumentar o descrédito no governo federal usurpador. Nessa quinta-feira, 1,  coube à própria Advocacia Geral da União desmentir acintosamente o presidente da República golpista, Michel Temer, ao afirmar categoricamente que o problema do edifício La Vue, em Salvador (que redundou na queda de dois Ministros (o da Cultura e o de Governo) não poderia “em nenhuma hipótese”, ser encaminhado pelo IPHAN para aquela instituição.

    Segundo a advogada-geral da União, Grace Mendonça, a orientação neste sentido foi feita pelo presidente Michel Temer ao então ministro da Cultura Marcelo Calero, que entendeu o pedido como uma manobra para que a obra fosse liberada. Por isso mesmo, ele pediu demissão do cargo.

    Há até presidentes da República que ainda não acreditam na máxima popular que diz que “mentira tem pernas curtas”!

    AGRONEGÓCIO ESTÁ INDO PARA O BREJO – Pouca gente do alto escalão do governo federal usurpador vem prestando a atenção devida nos números registrados pelo desempenho econômico do País. Depois, o próprio governo usa a mídia com matérias pagas para dizer que tudo vai bem na economia nacional. Mas não é essa realidade que vem sendo mostrada aos brasileiros: nessa quinta-feira, 1, o jornal virtual Globo publicou notícia evidenciando que o agronegócio vem engrossando os dados negativos do PIB. O jornal lembra que em 2015 o setor ajudou evitar um rombo maior na economia brasileira, mas agora, pela segunda vez em 20 anos, acumula três semestres seguidos de retração e perdeu vagas de trabalho, influenciado pela queda das produções de milho, algodão, laranja e cana-de-açúcar.

    Conforme a mesma fonte a agricultura recuou 6,9% no terceiro trimestre de 2016 frente ao mesmo período do ano passado - segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o PIB, anunciados nesta quarta-feira (30). Foi o maior tombo para o período desde o início da série histórica do indicador, em 1996.

    ODEBRECHT DEIXA MUNDO POLÍTICO DE ORELHA EM PÉ - Segundo noticiou o jornal virtual do Globo, no final da tarde dessa sexta-feira, 2, todos os 77 executivos da Odebrecht, entre eles Emilio e Marcelo Odebrecht, assinaram os acordos de delação premiada entre quinta-feira e sexta-feira, segundo fontes ligadas à Lava-Jato. A maioria dos acordos foi fechada pela Procuradoria Geral da República (PGR), em Curitiba. Os depoimentos devem começar a ser prestados na próxima semana.

    Até a tarde dessa sexta-feira, sabia-se apenas que mais de 200 políticos estão envolvidos, mas desta feita não ou houve vazamento do que os executivos ainda vão falar. Daí os figurões da República estarem de orelha em pé.

    Advogados ligados ao caso dizem que as informações prestadas para o fechamento dos acordos são “quentes” e devem envolver políticos do cenário nacional. Os depoimentos são aguardados com apreensão no meio político. Há uma estimativa de que cerca de 200 políticos de todos os grandes partidos do país, do governo Michel Temer e da oposição serão denunciados pelos delatores.

    Entre os executivos que finalizaram o acordo de delação também está Pedro Novis, ex-diretor da empreiteira entre 2002 e 2009. Ele sucedeu a Emílio Odebrecht no comando da empresa e, depois, passou o bastão a Marcelo Odebrecht. Com isso, todos os líderes do grupo entre 1991 e 2015, que tiveram conhecimento sobre os atos da empresa, irão colaborar com a Justiça.

    Maior empreiteira do país, a Odebrecht também finalizou nesta quinta-feira o acordo de leniência que prevê o pagamento de R$ 6,8 bilhões por indenização pelo envolvimento em atos de corrupção. O valor deve ser pago ao longo de 23 anos. A multa será dividida entre Brasil, Estados Unidos e Suíça, os três países envolvidos na negociação. O Brasil receberá a maior parcela.

    A MISÉRIA ESTÁ DE VOLTA - É esse tipo de informação que os jornais e as televisões, de modo geral, devem passar para a sociedade brasileira, a fim de que a opinião pública não seja manipulada pelos dados estatísticos oficiais, que nem sempre espelham a realidade dos fatos. Depois de o País ter sido tirado do Mapa da Miséria, nos últimos anos, o número das famílias na miséria volta a crescer em 2015. Após quatro anos de queda, o percentual de famílias que vivem com menos de ¼ de salário mínimo per capta sobre para 9,2% contra 8% em 2014. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada nessa sexta-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Conforme a classificação do IPEA, famílias com renda de até ¼ do salário mínimo per capita vivem  na chamada “pobreza extrema”. As famílias  que vivem até com  meio  salário estão  enquadradas na classe de “pobreza absoluta”.

    E tem muita gente boa na República do Engana-me que eu Gosto que bate panelas para  fatos dessa natureza. Como diria um dos personagens do inesquecível humorista Chico Anísio “pobre tem mais é que morrer mesmo”!

    RENAN VIRA RÉU - Por  8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (1º) abrir uma ação penal e tornar réu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público). A informação foi veiculada na tarde dessa quinta-feira pelo jornal virtual da Globo.

    O presidente do Senado ainda responde por 11 denúncias feitas o STF, 8 das quais ligadas à Operação Lava Jato.

    Ainda segundo a mesma fonte, os ministros analisam uma denúncia de 2013 na qual Renan é acusado de prestar informações falsas ao Senado em 2007, ao tentar comprovar ter recursos suficientes para pagar a pensão de uma filha que teve com a jornalista Mônica Veloso. À época, havia a suspeita de que a despesa era paga por um lobista da construtora Mendes Júnior.

    No julgamento, porém, a maioria dos ministros rejeitou outras duas acusações contra Renan relacionadas a esse caso: de falsidade ideológica e uso de documento falso, cujas penas são de até 5 anos. Restou a acusação de peculato (desvio), cuja punição varia de 2 a 12 anos de prisão.

    ALVOROÇO ENTRE OS POLÍTICOS -  O empresário Emílio Odebrecht e seu filho, Marcelo Odebrecht, assinaram acordo de delação premiada e o acordo de leniência da empresa. Maior empreiteira do país, a empresa se comprometeu a pagar US$ 2,5 bilhões - R$ 6,8 bilhões na cotação do dólar de hoje - a título de indenização por ter se envolvido em atos de corrupção. No fim da tarde desta quinta-feira, o grupo divulgou nota na qual admite o erro, pede desculpas e diz que está comprometido a "virar a página". Não foram revelados à imprensa, adiantadamente, o conteúdo das delações, mas sabe-se que mais de 200 políticos brasileiros estão envolvidos nas propinas pagas pela empresa, não só na Petrobras, mas também em outras licitações públicas para implantação de obras. Cerca de 77 executivos da empresa também devem assinar os acordos de leniência com o Ministério Público Federal. As delações premiadas serão encaminhadas ao juiz Teori Zavascki, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato no STF.

    GALO NÃO VAI A CHAPECÓ - Muito sensata, corajosa e humana a decisão do presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepomuceno, ao afirmar à imprensa nacional, nesta quinta-feira, 01.12 que o time do Galo não vai a Chapecó no próximo dia 11 de dezembro para enfrentar a Chapecoense, pela última rodada do  campeonato brasileiro – o Brasileirão. Independente da decisão que a CBF venha tomar – já decidiu a última rodada da competição.

    Em pronunciamento feito na Cidade do Galo, ontem, Nepomuceno disse que  “vim aqui somente para informar que o Atlético não irá jogar contra a Chapecoense, não irá a Chapecó jogar a última partida. A gente acredita no esporte, respeita a dor, não é momento de cobrar de jogador nenhum a essência do esporte. Já comuniquei à CBF. Conversei  com o presidente a CBF, Marco Polo, que concordou. Nessa partida, o Atlético não irá. Provavelmente a maior punição é a perda dos três ponto. Isso não altera nada na tabela Brasileirão, onde o Atlétco está em quarto lugar e a terminará dessa maneira. É o mínimo  de respeito que se pode ter pelos familiares, pela cidade e pelo país, que estão sofrendo com isso.”

    Também na tarde dessa quinta-feira, a Chapecoense decidiu: não vai entrar em campo para o confronto com o Atlético Mineiro pela última rodada do Campeonato Brasileiro, previsto para o dia 11. O Chefe do departamento de desempenho, Vitor Hugo Nascimento, foi o responsável pelo anúncio nesta quinta-feira na Arena Condá, depois de uma reunião dos representantes do futebol do clube.

    Independente do que vier a ser decidido pela CBF sobre o assunto, as torcidas dos dois clubes já estão sabendo que não haverá o jogo entre a Chapecoense e o Atlético Mineiro, na última rodada do Brasileirão, dia 11.

    FRAUDE ACIMA DA LEI - Esse é o país de fatos senão vergonhosos, pelo menos irônicos: quase um mês após a realização das banalizadas provas do ENEM é que o Ministério Público Federal diz ter recebido relatório da Polícia Federal apontando vazamento as provas do referido concluso. Analisem desapaixonadamente os leitores: os exames do Enem foram realizados em todo o País nos dias 5 e 6 de novembro e somente nesta quinta-feira, 01.12, é que o MPF vem à público  dizer que o relatório da PF afirma que as provas do primeiro e segundo dias do exame, além da redação, vazaram antes do início da aplicação para, pelo menos, dois candidatos.

    No período, várias prisões foram efetuadas em diversas cidades brasileiras, inclusive, em Montes Claros, onde a própria PF descobriu quadrilhas profissionais fraudando o Enem. Tudo isso foi relatado nos dias dos exames, 5 e 6 de novembro, mas o Ministério da Educação não se posicionou à respeito. Pelo contrário, validou o Enem e os aprovados já estão fazendo sua matrícula. 

    Para o MEC, as fraudes foram localizadas e não interferiram no resultado final, mesmo que o concurso tenha sido realizado com a participação de mais de 6 milhões de brasileiros. 

    Fraudes? Que fraudes?

    E tudo fica como antes, no quartel de Abrantes.

    CHAPÉU NA MÃO - Governadores de cinco estados brasileiros tiveram reunião com o presidente usurpador Michel Temer, na manhã dessa quinta-feira, 01.12, para discutir a crise financeira dos seu respectivos estados. Participaram do encontro os governadores Luiz Fernando Pezão (RJ), Raimundo Colombo (SC), Rodrigo Rollemberg (DF), Simão Jatene (PA) e Wellingon Dias (PI). 

    Naturalmente que o encontro foi mais umas dessas rotineiras reuniões, com alguns governadores de chapéu na mão pedindo socorro e dinheiro ao presidente da República. O que chama a atenção desta feita é que no último dia 22, o governo federal e os estados, após reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, sob os holofotes da grande mídia, assinaram um pacto nacional pelo equilíbrio das contas públicas.

    Naquela oportunidade ficou decidido que o governo federal iria dar aos estados uma fatia maior dos recursos arrecadados com a chamada “repatriação”.

    Essa reunião com apenas cinco governadores de Estado só pode ser explicada com duas indagações: 1 – estarão os Estados recebendo a maior fatia prometida do dinheiro “repatriado”? 2 – o tradicional sistema político muito em voga no Brasil, dos dois pesos e duas medidas, estaria sendo praticado nas relações entre o Palácio do Planalto e alguns governadores?

    Ou é apenas mais uma “mutreta” da política governamental de criar fatos novos?

    INCERTEZAS DISPARAM DÓLAR - Segundo notícia do jornal Folha de São Paulo, “o aumento das incertezas no cenário político fez o dólar disparar mais de dois por cento e a Bolsa cair mai de 2% nessa quinta-feira.” De acordo com operadores da BV, ainda conforme a mesma fonte, os investidores começam a ver maiores ameaças no andamento do ajuste fiscal do governo do presidente da República usurpador.

    E nem por isso houve panelaço nos bairros chiques das capitais dos estados.

    PAÍS DO LATIFÚNDIO - Há muita gente boa e esclarecida que não quer a Reforma Agrária no País, assim como tenta criminalizar os ativistas do movimento popular chamado de Sem Terra. Em sua grande maioria, homens e mulheres que desejam um pequeno pedaço de chão para plantar para a sua subsistência.

    Por isso mesmo chega a espantar aos brasileiros a informação de que quase metade da área rural brasileira pertence a 1% das propriedades do  país. É o que aponta estudo inédito “Terrenos da desigualdade: terra, agricultura e desigualdades no Brasil Rural”, divulgado pela organização não governamental (ONG) a britânica Oxfam. Ainda segundo essa pesquisa, os estabelecimento rurais a partir de mil hectares (0,91%) concentram 45% de toda a área de produção agrícola, de gado e plantação florestal. 

    UMA COISA É UMA COISA - Em vídeo, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) defende o projeto contra abuso de autoridade por parte de juízes e procuradores e afirma que ele "não tem nada a ver com a Lava Jato". Disse ele: "Não é possível  que haja continuidade do abuso de poder, da mentira da imprensa, da manipulação da informação. Essa canalhice tem que acabar". 

    Requião, que é relator da proposta, anuncia que irá processar a Folha de S. Paulo, “por tentar me envolver neste processo e dizer mentirosamente e criminosamente, que eu fui envolvido numa delação premiada do Sérgio Machado", pontuou.

    PRÊMIO CONTRA DOENÇA -  A AIDS volta a preocupar as autoridades sanitárias brasileiras, em função do aumento de casos da doença nos últimos meses. Para incentivar o engajamento dos municípios no combate à transmissão vertical, o Ministério da Saúde anunciou que está instituindo, com os estados, um selo de Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e/ou Sífilis no Brasil.

    Tendo como base uma adaptação de critérios já estabelecidos pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a certificação será concedida a municípios cujas taxas de detecção de Aids em menores de cinco anos sejam iguais ou inferiores que 0,3% para cada mil crianças nascidas vivas e proporção menor ou igual a 2% de crianças com até 18 meses. Serão certificados, prioritariamente, os municípios com mais de 100 mil habitantes.

    BB FECHA AGÊNCIAS - O Banco do Brasil de Montes Claros já começou seu plano de enxugamento, previsto para o ano que vem: a agência que funciona nas imediações do Montes Claros Shopping Center será transformada em Posto de Atendimento. A informação foi liberada pela gerência em Montes Claros na tarde dessa quarta-feira, 30.33.

     Na semana passada o banco já tinha decidido fechar a agência localizada na Rua Camilo Prates, na área central de Montes Claros, dentro do projeto de adequação nacional. Uma fonte da Superintendência Regional, que pediu para não ser identificada, esclareceu que a mudança na agência a ser transformada em Posto de Atendimento não causará maiores impactos na comunidade, pois o estabelecimento apenas não terá a figura do gerente, devendo permanecer os demais servidores. A mesma situação ocorrerá nas agências das cidades de São Romão e Francisco Badaró, no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, respectivamente.

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