Moro dá munição a quem critica sua parcialidade

     - O jurista Wálter Maierovitch comparou o juiz Sergio Moro ao magistrado italiano anti-máfia Paollo Borsellino, em comentário na rádio CBN, da Globo, nesta quarta-feira 19, aniversário de morte de Borsellino, que foi assassinado em 1992 em um atentado.

    "O Borsellino, nos processos e nos inquéritos, ele se limitava a dar as razões do seu convencimento. Ao contrário do Moro, ele não caía nas provocações dos advogados de defesa", comentou o jurista.

    Em sua opinião, o juiz Moro, na sentença de condenação de Lula, "gastou muita tinta para justificar pretéritas e já esquecidas decisões, que haviam sido confirmadas em não estavam em jogo". "Seria vã glória, imaturidade ou, como se diz no popular, fazer fusquinha?", indaga.

    "Borsellino nunca passou recibo, ao contrário de Moro. E também nunca se entusiasmou quando o então Partido da Aliança Nacional neo fascista lançou seu nome no parlamento para a presidência da república italiana", comparou ainda, sugerindo talvez um gostinho do juiz paranaense pela política.

    Para Maierovitch, Moro, "fora de propósito, deu uma escorregada ao comparar Lula com Eduardo Cunha" na decisão em que recursou os embargos de declaração apresentados pela defesa do ex-presidente após a condenação.

    "Com isso, Moro continua a dar munição aos que lhe acusam de parcialidade. O saudoso Borsellino jamais deu ouvido aos adversários e aos detratores. Nem abraçou políticos, nem abraçou poderosos e políticos decadentes. Ou seja, tipos como Aécios da vida", alfinetou.

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