Bolsonarista que quebrou o Relógio de D. João VI é preso em Minas Gerais

TERROR EM BRASÍLIA – O suspeito Antônio Cláudio Alves Ferreira trabalha em oficina de veículos no município de Catalão, Goiás, distante cerca de 300 quilômetros de Brasília – Créditos: Reprodução / TV Globo / Divulgação

 O bolsonarista Antônio Cláudio Alves Ferreira, de 30 anos, foi preso nesta segunda-feira (23) em Uberlândia (MG). Suspeito de ser o autor da destruição do histórico Relógio de Baltazar Martinot durante a invasão das sedes dos três poderes de 8 de janeiro, o acusado foi reconhecido após imagens do quebra-quebra serem divulgadas. Ele é mecânico de automóveis no município de Catalão (GO), onde reside, e duas denúncias anônimas ajudaram na sua identificação.

De acordo com as investigações, o vândalo chegou a Brasília na madrugada do dia 8 de janeiro, quando estacionou seu carro no Eixo Monumental. Ele deixou a capital na mesma data, perto das 20h, e voltou a Catalão onde chegou na madrugada do dia seguinte (9). Foi visto circulando pela cidade goiana antes de sumir e ser preso em Uberlândia, a cerca de 100 quilômetros de distância. Ele foi filmado utilizando um extintor de incêndio para destruir câmeras e vidros do Palácio do Planalto. Em dado momento, as imagens mostram quando Antônio Cláudio encontra o Relógio de Baltazar Martinot e o atira ao chão. As imagens foram transmitidas para todo o Brasil pela TV Globo em 15 de janeiro, uma semana após os ataques.

O relógio de pêndulo é datado do século XVII e foi presenteado a Dom João VI em 1808. O autor da obra era o relojeiro oficial do então Rei da França, Luís XIV. Só existiam, no mundo, dois relógios feitos por Martinot: um está no Palácio de Versalhes, na França, e o outro acabou sendo completamente destruído por fascistas em Brasília.

Antônio Cláudio tem antecedentes criminais. Em 2014 foi autuado como receptador de produtos de roubo. Apenas três anos depois, em 2017, foi autuado durante abordagem policial de rotina por portar uma pequena quantidade de maconha. Os dois episódios ocorreram em Catalão (GO) e já foram arquivados pela Justiça local.

*Com informações do Metrópoles.

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