Reforço do Cruzeiro, Gerson é recepcionado pela torcida em chegada à Toca

Os torcedores do Cruzeiro formaram um corredor para esperar o atleta, que desceu de uma van, cumprimentou fãs, assinou camisas e participou de algumas fotos. Para ser oficializado, Gerson agora realizará exames médicos e assinará contrato. “Agora eu sou Cabuloso”. Acertado com o Cruzeiro, o meio-campista Gerson desembarcou em Belo Horizonte nesta sexta-feira (9/1) e foi direto para a Toca da Raposa 2. No centro de treinamentos do clube estrelado, o reforço celeste foi recepcionado pela torcida. Investida do Cruzeiro por GersonO Cruzeiro encaminhou a contratação do meio-campista Gerson nessa quinta-feira (8/1). O Zenit, da Rússia, que detém os direitos econômicos do atleta, sinalizou positivamente à última proposta da Raposa, que gira em torno de 30 milhões de euros (27 fixos e 3 em metas) – cerca de R$ 188,2 milhões. O negócio se tornará a maior compra da história do futebol nacional. O título pertencia à investida do Palmeiras pelo atacante Vitor Roque. No início do ano passado, o clube paulista pagou 25,5 milhões de euros (algo em torno de R$ 154 milhões na época) ao Barcelona pelo atleta. Carreira de GersonGerson se apresentou ao futebol profissional em 2015, quando foi revelado pelo Fluminense. Na temporada seguinte, assinou com a Roma, da Itália, mas mal foi e já voltou ao clube das Laranjeiras por empréstimo. Meses depois, o meio-campista colecionou algumas partidas pela equipe europeia e passou por novo empréstimo, dessa vez para a Fiorentina. Em 2019, o Flamengo buscou Gerson, que permaneceu por três temporadas consecutivas no Rubro-Negro até se transferir ao Marseille, da França. Foram quase duas temporadas fora até o meio-campista retornar ao clube carioca. Em julho deste ano, o Zenit desembolsou 25 milhões de euros (mais de R$ 160 milhões na cotação da época) para contar com o atleta. Gerson aceitou a proposta acreditando que se manteria no radar da Seleção Brasileira. No entanto, além de ter que lidar com problema muscular, não se adaptou da maneirava que imaginava. O casamento, então, não durou muito, e o meio-campista se despede da equipe russa apenas cinco meses após ser adquirido e com participação em 12 partidas. O currículo do jogador é composto por títulos relevantes: duas edições da Copa Libertadores (2019 e 2025), três do Campeonato Brasileiro (2019, 2020 e 2025), três da Supercopa do Brasil (2020, 2021 e 2025), uma da Copa do Brasil (2024), quatro do Campeonato Carioca (2020, 2021, 2024 e 2025) e uma da extina Primeira Liga (2016). Como Gerson vai ser utilizado no Cruzeiro?Gerson chega pronto para disputar vaga no time titular do Cruzeiro. Versátil, o atleta pode atuar como volante, meio-campista ou ponta. A posição dependerá do esquema tático sugerido pelo técnico Tite. Em entrevista coletiva, o comandante explicou que pretende manter a estrutura da equipe. “Ele é de externo/meia ou de meia central ou de segundo médio, como jogou na Seleção comigo. Ele tem uma versatilidade, jogou até na esquerda comigo, na linha de três para um. Tu tem jogadores que são versáteis e te dão possibilidades de utilização maior”, pontuou Tite. Bruno Spindel, diretor executivo, também encheu o jogador de elogios: “Ele é um atleta de grupo e pode potencializar outros atletas. O Gerson vai encaixar perfeitamente na cultura de grupo e com as lideranças que esse elenco tem. Se der certo, ele vem para somar”.

UE aprova acordo com Mercosul e cria a maior área de livre comércio do mundo

Tratado enfrenta forte resistência interna francesa e pode sofrer novos obstáculos no Parlamento Europeu A União Europeia aprovou nesta sexta-feira (9), em Bruxelas, o acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para a formação do maior pacto comercial do planeta. O entendimento reúne um mercado estimado em 722 milhões de consumidores e prevê ampla redução de barreiras tarifárias entre os dois blocos, apesar da oposição firme liderada pela França.Os representantes permanentes dos Estados-membros autorizaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a assinar formalmente o tratado na próxima semana, durante cerimônia no Paraguai. Antes disso, os votos ainda precisam ser confirmados pelos governos dos 27 países do bloco, uma etapa considerada protocolar e prevista para ocorrer nas próximas horas.Mesmo tratada como formalidade, a decisão já provocou manifestações públicas. O governo da Alemanha se pronunciou afirmando que o acordo “é um sinal importante no momento atual”, destacando o peso econômico e estratégico do tratado em um cenário internacional marcado por tensões comerciais. O texto prevê a eliminação de tarifas de importação sobre 91% das mercadorias negociadas entre a União Europeia e o Mercosul. De acordo com estimativas europeias, as exportações do bloco para a América do Sul podem crescer até 39%, com potencial de gerar cerca de 440 mil postos de trabalho no continente europeu. Negociado desde 1999, o acordo passou por longos períodos de paralisação e só ganhou novo impulso no fim de 2024, impulsionado pelo empenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por países europeus com forte perfil exportador, como Alemanha e Espanha. Nos últimos meses, o tratado também assumiu relevância geopolítica, em meio às tarifas adotadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e à sua retomada de uma agenda crítica ao multilateralismo. A aprovação ocorre poucos dias após a intervenção americana na Venezuela e em meio a reiteradas ameaças à Groenlândia, território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca e integrante da União Europeia, fatores que reforçaram o debate sobre autonomia estratégica no continente. Enquanto o sinal verde era dado em Bruxelas, agricultores franceses voltaram a protestar em Paris com a invasão de tratores, ampliando a crise política enfrentada pelo primeiro-ministro Sébastian Lecornu. Partidos de oposição pretendem explorar a aprovação do acordo — tema altamente sensível na França — para tentar derrubar o governo e intensificar a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron. Na véspera da decisão europeia, Macron reiterou a posição contrária da França ao tratado. Em dezembro, Paris havia conseguido bloquear o avanço do acordo ao atrair o apoio da Itália. Desta vez, porém, o governo italiano mudou de posição após negociar concessões com a Comissão Europeia, incluindo a antecipação de € 45 bilhões em subsídios ao setor agrícola e a flexibilização da nova taxa de carbono sobre fertilizantes importados. Sem o respaldo italiano, a França não conseguiu formar a chamada minoria de bloqueio no Conselho da UE. Embora conte com o apoio de países como Polônia, Hungria, Irlanda e Áustria, o grupo não alcançou o critério exigido, que combina ao menos quatro países e 35% da população total do bloco. Diante da derrota no Conselho, o governo francês deve concentrar esforços para barrar o tratado no Parlamento Europeu, que precisa ratificar o texto final até abril. Paralelamente, um grupo de eurodeputados articula levar o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que poderia atrasar sua implementação por vários anos. Em termos econômicos, o intercâmbio entre os dois blocos alcançou € 111 bilhões em 2024. As exportações europeias são lideradas por máquinas, produtos químicos e equipamentos de transporte, enquanto o Mercosul exporta majoritariamente produtos agrícolas, minerais, além de celulose e papel, setores que estão no centro das controvérsias políticas em países como a França.

Raio-x do caso Master: entenda a operação da PF e o processo de liquidação do banco

Entre os recentes episódios relacionados ao Banco Master, está um embate entre o TCU e o Banco Central Desde que foi decretada a liquidação do Banco Master, em novembro do ano passado, o assunto não saiu das manchetes dos principais jornais do país. Envolvimento de políticos, acusações a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atuação criticada do Tribunal de Contas da União (TCU) e compra de influenciadores contra o Banco Central foram alguns dos desdobramentos da liquidação extrajudicial da instituição financeira. Operação da Polícia FederalO caso veio à tona quando, no dia 18 de novembro, a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação denominada Compliance Zero para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Na ocasião, a corporação prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pelos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. Ele foi solto 10 dias depois. De acordo com a investigação, ativos fictícios ou supervalorizados foram usados para inflar artificialmente o balanço do Master, sustentando a captação de recursos e mascarando problemas de liquidez que vinham se agravando ao longo de 2024 e 2025. O núcleo central das irregularidades giraria em torno da emissão e negociação de carteiras de crédito sem lastro econômico real, que teriam sido vendidas para o Banco de Brasília (BRB) sem a devida comprovação documental ou análise técnica adequada. Tais operações resultaram em prejuízos tanto para o BRB quanto para os investidores que adquiriram CDBs do Master. No mesmo dia da operação, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. No ofício, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou que a liquidação ocorreu “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”. Atuação do TCUEm dezembro, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus acolheu a representação do Ministério Público Federal (MPF) e determinou ao Banco Central uma manifestação sobre os supostos indícios de precipitação na liquidação do Banco Master. No despacho, o ministro afirmou ser necessário comprovar que a liquidação foi coerente com as irregularidades identificadas e os riscos envolvidos. Ele acolheu os argumentos do MPF, que apontam possível omissão e demora na reação a sinais de deterioração financeira da instituição, o que teria aumentado os riscos ao Sistema Financeiro Nacional, com potenciais impactos sobre credores, investidores, depositantes e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em resposta, o Banco Central enviou uma nota técnica com o histórico do processo e os fundamentos utilizados na decisão pela liquidação. O ministro, no entanto, considerou o documento insuficiente. “A Nota Técnica apresentada se limitou, em essência, à exposição sintética de cronologia e fundamentos, com remissão a processos e registros internos, sem que viesse acompanhada, nesta oportunidade, do acervo documental subjacente (peças, notas internas, pareceres e registros de deliberação) necessário à verificação objetiva das assertivas nela contidas”, destaca na decisão. Na sequência, o ministro determinou uma inspeção no Banco Central para suprir omissões, preencher lacunas de informação e esclarecer dúvidas identificadas durante as atividades de fiscalização. Nesta quarta-feira (7), no entanto, Jesus suspendeu o pedido de inspeção técnica pelo menos até o fim do recesso no Tribunal, que encerra no dia 16 de janeiro. Logo após a abertura do processo no TCU, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que está disponível para prestar os esclarecimentos. “Tem um gabarito completo para que todo o processo se sustente ao longo do tempo. Eu, como presidente, estou à disposição do Supremo para fornecer todos os dados. Já falamos com o Ministério Público e a Polícia Federal, e trouxemos tudo: cada uma das ações que foram feitas, cada uma das decisões, cada uma das trocas de mensagens e cada uma das respostas”, afirmou Galípolo em coletiva de imprensa. Banco Master fala em irregularidadesEm petição encaminhada ao TCU, a defesa do Banco Master acusou o Banco Central de usar a liquidante para obter dados que reforcem a “decisão extrema” pela liquidação da instituição financeira. Depois que a medida foi anunciada pelo BC, o banco perdeu condições de operar e que, desde então, ficou sob o regime de administração especial temporária. Isso significa que um liquidante – no caso, a EFB Regimes Especiais de Empresas – assumiu o controle para encerrar todas as atividades financeiras, vender os bens e pagar os credores. Na petição, os advogados disseram que “não cabe ao BCB solicitar ao liquidante a realização de trabalhos de investigação ou de recrutamento de documentos para instruir processos da autarquia ou as respostas que esta tenha que dar às instâncias judiciais ou de controle”. “Trata-se de expediente inusual, com aparência de ilegalidade e desvio de finalidade, por fazer extrapolar as funções do liquidante e subverter o rito de liquidação extrajudicial, medida na qual tenta transformar: (i) o liquidante em auditor do BCB e responsável por ações de fiscalização que são próprias da autarquia; e (ii) o processo de resolução em investigação de natureza administrativa e/ou criminal”, indicou a defesa do Master. CPMI do Banco Master e autoridades citadasO deputado Carlos Jordy (PL-RJ) deve protocolar, em breve, um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master. O requerimento já reúne o número mínimo de assinaturas, com apoio de 232 parlamentares, mas a instalação da comissão depende da leitura do pedido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em sessão do Congresso. O documento afirma que o objetivo da CPMI é a investigação “das fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, bem como da tentativa de transferência desses passivos a instituições financeiras públicas ou de controle estatal, notadamente o Banco Regional de Brasília (BRB), além da eventual participação, omissão ou interferência de agentes públicos, autoridades regulatórias, membros de Poderes da República”. O requerimento cita expressamente o contrato de R$ 129 milhões entre o banco liquidado e os serviços de advocacia de Viviane Barci de

Jornal Estado de Minas aponta qualidades que fazem de Montes Claros cidade referência em qualidade de vida

De acordo com o EM, a Capital Nacional do Pequi se destaca não apenas pela hospitalidade tão peculiar dos mineiros, mas por possuir um setor de serviços que impulsiona a economia local, gerando muitos empregos, bem como o polo industrial que tem seu ponto forte nas indústrias farmacêuticas.  O jornal Estado de Minas publicou matéria em que apresenta dados que mostram Montes Claros como cidade referência em qualidade de vida. A infraestrutura da cidade, os centros comerciais modernos e o fato de a cidade ser polo educacional também são apontados com fator que promove a qualidade de vida para quem vive em Montes Claros. O polo educacional assegura formação superior e técnica de qualidade para os estudantes da região, produzindo mão de obra especializada para as indústrias que operam na cidade. A matéria ressalta ainda os pontos turísticos da cidade, como o Mercado Municipal Christo Raeff, onde é possível degustar a autêntica carne de sol, bem como diversos produtos típicos do cerrado mineiro. Os parques, como o Milton Prates e o Lapa Grande, também são citados como atrativos da cidade, que são espaços para lazer e prática de exercícios físicos ao ar livre. Os visitantes são igualmente atraídos pela gastronomia, que segundo o autor é reconhecida por pratos que têm no pequi seu principal ingrediente. Para o jornalista, Montes Claros é uma cidade próspera, que consegue promover desenvolvimento sem perder suas raízes, preservando sua história, sua cultura, sendo local que merece ser visitada por quem busca entretenimento em ambientes estruturados, ou, ainda, destino para quem quer morar em uma cidade que oferece desenvolvimento urbano aliado à típica tranquilidade do interior.