Senado bolsonarista de 2027 poderá mudar a Constituição cidadã

Senado aliado de Flávio Bolsonaro poderá esvaziar o STF, retirar direitos trabalhistas e previdenciários e mudar os investimentos do Orçamento Por Patricia Faermann – GGN O Senado majoritariamente bolsonarista de 2027 poderá mudar a Constituição Federal brasileira, conhecida como Constituição Cidadã. Conforme mostramos aqui, a nova composição a partir do ano que vem será de 28 senadores do PL, partido de Flávio Bolsonaro, e mais 20 senadores de partidos de fortemente alinhados ao bolsonarismo (6 do Republicanos, 6 do PP, 5 do União e 3 do Novo). Assim, a mais importante Casa Legislativa já soma, ao menos, 48 cadeiras alinhadas a pautas bolsonaristas. A legislação brasileira exige o voto favorável de 49 senadores (três quintos do total) para aprovar as chamadas Emendas Constitucionais, que são o mecanismo legal para adaptar, acrescentar ou mudar a Constituição. Para chegar a este número de apoios, nós utilizamos os históricos recentes de votações. Mas o cálculo pode variar porque, apesar de os partidos orientarem as decisões, os parlamentares podem divergir de suas bancadas e adotar posições individuais diferentes. Há levantamentos que consideram o Podemos também alinhado às pautas bolsonaristas no Senado. Isso daria ao grupo a garantia de mais 2 votos. Com este total de até 50 senadores, a bancada aliada à Flávio Bolsonaro é suficiente para aprovar as emendas constitucionais. Não se trata de uma mudança total da Constituição Federal – o que exigiria a convocação de uma nova Assembleia Constituinte. Mas as emendas podem alterar trechos importantes do texto e o presidente da República não tem o poder de veto ou sanção sobre essa mudança. Emendas podem mudar o que da Constituição? As emendas constitucionais podem mudar a previdência e direitos trabalhistas; a organização dos Poderes; podem mudar o sistema econômico e tributário do país; o orçamento e quanto dele é destinado a cada área, entre outras medidas. Coluna de Monica Bergamo desta segunda (5) manchetou que esse novo poder da “bancada de Flávio no Senado” poderá “esvaziar o STF”. Isso porque dentro das mudanças na organização dos Poderes, a Emenda Constitucional pode retirar da Corte seus principais poderes, como a competência de julgar alguns casos. Segundo a jornalista, esta intenção da bancada de Flávio já está sendo trabalhada: “O pacote de reformas do judiciário deve ser encaminhada de imediato no Senado, assim que os novos parlamentares tomarem posse.” Mas além de esvaziar os poderes do STF, a bancada bolsonarista poderá também mexer na formação dos Ministérios no Executivo, nas regras de aposentadoria e nos benefícios trabalhistas da população, mudar as regras de investimentos do Orçamento, o quanto é destinado a Educação, Saúde e Programas Sociais, entre outras diversas alterações. * Patricia Faermann – Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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Quem é Ana Elisa, fenômeno de 21 anos do PT de Minas Gerais e o que ela ensina

Influenciadora digital e estudante de Direito, jovem aposta em pautas de juventude, educação, trabalho e igualdade racial. A estudante de Direito e influenciadora digital Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, foi eleita deputada federal por Minas Gerais com mais de 524 mil votos. Com o resultado, ela se tornou a deputada federal mais votada do PT em todo o país e chega à Câmara dos Deputados como um dos novos nomes da esquerda brasileira. Nascida em Divinópolis, no interior mineiro, Ana Elisa construiu sua trajetória política a partir da militância estudantil e da atuação em pautas relacionadas à juventude, educação pública, direitos trabalhistas e igualdade racial. Aos 21 anos, tornou-se também a primeira mulher preta dessa idade eleita deputada federal por Minas Gerais. A petista tem forte presença nas redes sociais. Ela reúne mais de 952 mil seguidores no TikTok e mais de 2 milhões no Instagram, plataformas que tiveram papel importante em sua projeção política e na comunicação de sua campanha. Segundo sua campanha, Ana Elisa apresentou a candidatura como representante de uma renovação popular ligada às experiências de quem cresceu no interior e depende dos serviços públicos. Nas redes, ela relata dificuldades enfrentadas especialmente nas áreas de transporte e saúde, incluindo a experiência de depender do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a universidade, Ana Elisa participou de mobilizações em defesa da permanência estudantil, da ampliação das bolsas e do passe livre. Entre suas principais propostas para a educação estão o aumento de recursos federais destinados a universidades e institutos federais de Minas Gerais, a ampliação do programa Pé-de-Meia e a criação de um Fundo Nacional de Apoio ao Passe Livre Estudantil. Na área trabalhista, uma das principais bandeiras da deputada eleita é o fim da escala 6×1. Ana Elisa defende a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, além da ampliação da proteção previdenciária e dos direitos dos trabalhadores de aplicativos. A petista também apresenta propostas voltadas às mulheres e à igualdade racial. Entre elas estão o fortalecimento das Casas da Mulher Brasileira em Minas Gerais, linhas de crédito facilitadas para mulheres chefes de família e a manutenção das cotas no serviço público. Outro eixo defendido por Ana Elisa é a ampliação de políticas federais para o interior. A deputada eleita propõe descentralizar recursos culturais para municípios fora dos grandes centros, ampliar a fiscalização da mineração, proteger bacias hidrográficas e fortalecer políticas de apoio à agricultura familiar. Com mais de meio milhão de votos, Ana Elisa inicia seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027. O desempenho nas urnas a colocou entre os principais nomes da nova geração do PT e deu dimensão nacional a uma candidatura construída a partir de Minas Gerais e das redes sociais.

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Novamente Rodrigo Cadeirante foi o mais votado em Montes Claros

Ele já é o vereador mais votado da história da cidade. Agora, se tornou majoritário também na eleiçãopara deputado estadual * Por Waldo Ferreira O vereador Rodrigo Cadeirante (PODEMOS) foi eleito deputado estadual com quase 51 mil votos (50.949), sendo o mais votado em Montes Claros, obtendo 35.126 votos. Cadeirante, que já é o vereador mais votado da história da cidade, agora também é majoritário na sua primeira eleição para a Assembleia Legislativa.Ele exerceu, até então, quatro mandatos consecutivos como vereador em Montes Claros. No cargo, atua com foco em políticas públicas inclusivas, fiscalização de serviços urbanos e defesa de melhorias na infraestrutura da cidade.Em 2024, Cadeirante se tornou o mais votado da história de Montes Claros, alcançando 6.320 votos. Dois anos antes, nas eleições para a Câmara Federal, recebeu 25.709 votos. Agora, como deputado estadual, ele pretende ampliar as pautas já defendidas no município, como a inclusão social, a acessibilidade, a mobilidade urbana e a melhoria dos serviços públicos.Mesmo exercendo mandato de vereador, o que limita sua atuação ao município, Rodrigo Cadeirante sempre teve sua atenção voltada para os problemas que acometem a região, já tendo discutido questões ligadas a mineração, rodovias, oferta de água, saúde e educação. Em Montes Claros, um dos seus principais focos é o transporte público.“Me sinto preparado para mais esse desafio, com a consciência de que minha responsabilidade aumentou. Agora, além de honrar a confiança depositada em mim pela população da minha cidade, também tenho que dar conta das pautas que afligem todos os norte-mineiros e, por que não, os mineiros, porque fui eleito deputado de todo o estado”, disse Rodrigo.Na Assembleia Legislativa, as vagas são distribuídas entre partidos e federações pelo sistema proporcional: o número de cadeiras depende do total de votos que cada legenda recebeu, e não apenas da votação individual de cada candidato.Os deputados estaduais eleitos em 2026 tomam posse em 1o de fevereiro de 2027, para mandatos de quatro anos. * Jornalista

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O filho ungido chega ao segundo turno sob a proteção das corporações de mídia

Após o fracasso da 3ª via, Globo, Folha e Estadão naturalizaram o extremismo para tentar barrar Lula Por Moisés Mendes – DCM Flávio Bolsonaro tem, no seu caderninho de créditos e débitos, dívidas que não precisa pagar com a velha direita, o centrão, a Faria Lima, o que ainda resta de liderança empresarial, chefes de igrejas neopentecostais e outros aliados naturalmente engajados à sua campanha. Estes acompanham a extrema direita desde a ascensão do pai dele, em 2018. Mas Flávio precisa arranjar um jeito de pagar a dívida com um setor decisivo para que, quando estava com a forca no pescoço, diante da sequência de fatos que reforçavam o que é, fosse salvo para chegar forte ao segundo turno. É mais do que a dívida com o sistema de Justiça, principalmente o Judiciário, que o protegeu das investigações sobre as rachadinhas. Que foi indiferente aos rolos com lavagem de dinheiro. Que nunca o denunciou como participante das estruturas negacionistas da pandemia. Flávio tem com as corporações de mídia uma dívida semelhante à que a ditadura nunca pagou integralmente. As corporações naturalizaram o extremismo de Flávio, desde a sua escolha pelo pai. Tentaram criar, em todas as abordagens sobre a disputa eleitoral, falsas equivalências entre Lula e o bolsonarista. Camuflaram informações que poderiam desagradá-lo e voltaram a caçar Lula, como fizeram na Lava-Jato, porque fracassaram na criação de uma terceira via. Globo, Folha e Estadão trataram Flávio Bolsonaro, a partir do momento em que não havia outra saída, quase como se fosse, como em eleições anteriores, um Fernando Henrique Cardoso, um Serra, um Alckmin ou um Aécio. Não o enfeitaram como fizeram com os tucanos, mas o protegeram. Como a Globo fez ao cancelar o debate que poderia ser realizado sem Lula e sem o filho ungido. Na última hora, os Marinho afrouxaram a corda e Flávio saiu dando declarações de vítima de uma situação que ajudou a criar. Flávio Bolsonaro não fez com que a mídia hegemônica se bolsonarizasse. Mas a subjugou, com a certeza de que ou era ele ou seria Lula de novo. Flávio foi para os jornalões o que o pai dele já havia sido em 2018. É ingênuo afirmar, como alguns afirmam, que as corporações seriam agora bolsonaristas. Não. O que está claro, no mesmo nível dos que fogem de abordagens simplistas, é que as corporações passaram a aceitar Flávio como o inevitável. Só ele poderia vencer Lula, e não qualquer outro que eles não conseguiram inventar entre Caiado, Zema e Cury, depois de terem tentado até Eduardo Leite. Mesmo assim, ninguém pode dizer que essas organizações viraram flavistas, até porque nunca seriam aceitas pelo chefe da família e por líderes neopentecostais que odeiam a Globo. Mas as organizações fizeram desta vez, com graduações, o que fazem desde o golpe de 64. Utilizaram-se dos personagens e das ferramentas que a extrema direita oferece para evitar qualquer governo que contrarie seus interesses. Flávio deve a essas organizações os vazamentos seletivos, a omissão do não aprofundamento de informações sobre os rolos dele com Daniel Vorcaro, a proteção a ministros do Supremo ligados à direita, com pelo menos quatro deles envolvidos com o banqueiro. E o apoio dos jornalões à censura a quem divulgava nas redes sociais a possibilidade de perseguição religiosa à Nossa Senhora Aparecida. Flávio foi tratado a pão de ló. É a dívida que talvez nem tenha como pagar. Foi protegido pelas corporações, de uma forma quase descarada, e conviveu aqui com uma situação que não existe na Argentina e nos Estados Unidos. Milei e Trump brigam com as corporações de mídia por terem seus interesses sistematicamente contrariados. Aqui, Folha, Globo e Estadão nunca desafiaram a ira da família e das lideranças da extrema direita. Flávio Bolsonaro ameaça levar de volta o fascismo ao poder com o aval das grandes empresas que agem como golpistas desde 64 e agora desfrutam dos benefícios da democracia para trabalhar pelo bolsonarismo. As corporações são protagonistas do risco da volta do fascismo ao poder. Venceram em 64, com as estruturas dos jornais O Globo, Folha e Estadão. Venceram em 2016 no golpe contra Dilma e em 2018 ao levarem Lula para o cárcere. Querem voltar a vencer com o pior de todos os Bolsonaros. Flávio é filho de Jair e das estruturas políticas e sociais que geram essas aberrações no mundo todo. Não é cria de Folha, Globo e Estadão. Mas foi amamentado por todas, e com dedicação, desde o momento em que recebeu a unção do pai.

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Deputados estaduais eleitos em Minas Gerais em 2026; veja a lista completa

Bruno Engler foi o mais votado para a Assembleia Legislativa, que tem 77 cadeiras, e o PL ficou com a maior bancada Minas Gerais elegeu os 77 deputados estaduais que vão compor a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a partir de fevereiro de 2027.Com 99,99% das seções apuradas, o candidato mais votado para o Legislativo mineiro foi Bruno Engler, do PL, com 675 mil votos. Depois, aparecem Beatriz Cerqueira (PT) com 328 mil e Pablo Almeida (PL) com 227 mil.O PL, inclusive, foi quem elegeu a maior bancada da Assembleia, com 21 deputados. Em seguida vêm a federação formada por PT, PV e PCdoB, com 17 parlamentares. Juntos, os partidos citados, que protagonizam a polarização política nacional, terão metade das cadeiras da Casa.Na sequência, aparecem PSD (nove cadeiras), a federação entre União e PP (oito); e o Republicanos (quatro).Podemos (duas cadeiras) e Democrata (uma), que não tinham representação na Assembleia, conseguiram eleger deputados. Já o MDB e o PCdoB, que têm parlamentares com mandato atualmente, não conseguiram vitórias.Ao todo, 998 candidatos pediram registro para disputar as 77 cadeiras, uma média de 13 concorrentes por vaga. A votação ocorreu neste domingo (4), no primeiro turno das eleições gerais. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das urnas apuradas. Deputados estaduais eleitos em Minas Gerais:

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Veja como fica a bancada de Minas Gerais na Câmara dos Deputados a partir de 2027

Ao todo, serão eleitos 53 deputados federais por MG. 37 foram reeleitos, 14 exercerão o primeiro mandato e 2 retornarão à Câmara após não se elegerem em 2022 Os eleitores de Minas Gerais escolheram neste domingo (4) os 53 deputados federais que vão representar o estado na Câmara dos Deputados a partir de 2027.O candidato mais votado foi Nikolas Ferreira (PL), com mais de 27% dos votos válidos (mais de 3 milhões). Ele atingiu a marca de parlamentar mais bem votado da história do país.Ao todo, 37 deputados por Minas Gerais foram reeleitos, 14 exercerão o primeiro mandato e 2 retornarão à Câmara após não se elegerem em 2022.Confira, abaixo, a lista dos 53 eleitos e a projeção de bancadas por partido com 99,99% das urnas totalizadas. Duas seções ainda não foram contabilizadas. Veja a lista dos deputados federais eleitos por Minas Gerais

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