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Lula lidera contra Flávio Bolsonaro em todos os cenários de 1º turno, diz pesquisa

Levantamento publicado nesta segunda-feira, 9, pelo instituto Real Time Big, aponta Lula com 39% e Flávio, com 30% O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 em diferentes cenários simulados pela nova pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (9). O estudo também indica o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário do petista nas projeções estimuladas, com ampla vantagem sobre os demais nomes testados. No primeiro cenário apresentado pelo levantamento, Lula soma 39% das intenções de voto, mantendo uma liderança confortável. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 30%. Em seguida, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), registra 10%, ficando bem atrás dos dois primeiros colocados. Em uma segunda simulação, o instituto substituiu Ratinho Jr. pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Nesse recorte, Lula amplia ligeiramente sua vantagem e alcança 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro sobe para 32%. Caiado aparece com 6%. Considerando a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o governador goiano fica tecnicamente empatado com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que registra 4%. A Real Time Big Data também testou um terceiro cenário, incluindo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Nessa projeção, Lula mantém 40% das intenções de voto, seguido novamente por Flávio Bolsonaro, com 32%. Eduardo Leite aparece com 5%, em empate técnico com Romeu Zema (4%) e com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo, que marca 3%. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do país, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevistas presenciais. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06428/2026.

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Acadêmicos de Niterói leva trajetória de Lula à Sapucaí em 2026

Estreante no Grupo Especial, a escola abre os desfiles 15 de fevereiro, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” A saga de Luiz Inácio Lula da Silva, do agreste pernambucano ao Palácio do Planalto, chega à Sapucaí na abertura do Grupo Especial, em 15 de fevereiro. Estreante na elite do Carnaval, a Acadêmicos de Niterói apresenta o enredo Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil, com um samba assinado por Teresa Cristina e parceiros. Na letra do samba, Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos, narra a viagem de “13 noites e 13 dias” com a família, em um caminhão “pau-de-arara”, entre Garanhuns, no interior de Pernambuco, e a periferia de Guarujá, no litoral paulista. Em entrevista para a Agência Brasil, Teresa Cristina contou que Lula se emocionou ao ouvir versos e ao saber que o samba-enredo é contado pelo olhar da mãe.  Fatos e versos: soberania e resistência A letra inclui referências a personagens da resistência à ditadura, como Zuzu Angel, Henfil, Wladimir Herzog, Betinho e Rubens Paiva, ligando a trajetória de Lula a um fio de luta democrática. O texto também pontua questões de soberania e críticas sociais, refletindo o tom combativo da agremiação para sua estreia na elite. Criada em 2018, a Acadêmicos de Niterói teve ascensão rápida. Conquistou o direito de desfilar na Série Ouro em 2023, foi campeã em 2025 com o enredo “Vixe Maria” e garantiu vaga no Grupo Especial de 2026. Para evitar enquadramento do desfile como propaganda eleitoral antecipada em ano de eleição, a diretoria distribuiu uma circular orientando que os componentes não façam o gesto do “L” com as mãos nem nos ensaios nem no desfile. A orientação mira proteger a escola de punições na avaliação dos desfiles e reforçar o argumento de que se trata de um enredo de caráter biográfico e cultural. Integrantes da oposição acionaram órgãos de controle para questionar o enredo e o uso de recursos públicos, mas a escola sustenta que presta uma homenagem legítima a um personagem central da história recente do país. Nas redes sociais, circularam postagens sugerindo que o desfile seria bancado pela Lei Rouanet, o que não se confirmou. Apesar de autorizada a captar recursos via Rouanet, a direção da agremiação informou que não prosseguiu com essa captação. O financiamento advém da subvenção oficial da Prefeitura de Niterói, destinada a todas as agremiações locais, e de recursos da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro). Tradição de presidentes na avenida O desfile insere Lula em uma linhagem de presidentes já levados ao samba, como Getúlio Vargas (Mangueira, 1956) e Juscelino Kubitschek (Beija-Flor, 1998). O petista já havia sido tema da Gaviões da Fiel, em 2012, no Carnaval de São Paulo, mas esta é a primeira vez que um enredo focado na biografia de Lula chega ao Grupo Especial do Rio de Janeiro durante o exercício do mandato. Conheça a Letra do samba-enredo Eu vi brilhar a estrela de um paísNo choro de Luiz, a luz de GaranhunsLugar onde a pobreza e o prantoSe dividem para tantosE a riqueza multiplica para alguns Me via nos olhares dos meus filhosAssombrados e vaziosCom o peito em pedaçosParti atrás do amor e dos meus sonhosPeguei os meus meninos pelos braçosBrilhou um Sol da pátria incessantePro destino retiranteTe levei, Luiz Inácio Por ironia, treze noites, treze diasMe guiou Santa Luzia, São José alumiouDa esquerda de Deus Pai, da luta sindicalÀ liderança mundial Vi a esperança crescerE o povo seguir sua vozRevolucionário é saberEscolher os seus heróisZuzu Angel, Henfil, VladimirQue pagaram o preço da raivaNós ainda estamos aquiNo Brasil de Rubens Paiva Lute pra vencerAceite se perderSe o ideal valerNunca desistaNão é digno fugirNem tão pouco permitirLeiloarem isso aquiA prazo, à vista É, tem filho de pobre virando doutorComida na mesa do trabalhadorA fome tem pressa, Betinho diziaÉ, teu legado é o espelho das minhas liçõesSem temer tarifas e sançõesAssim que se firma a soberaniaSem mitos falsos, sem anistia Quanto custa a fome? Quanto importa a vidaNosso sobrenome é Brasil da SilvaVale uma nação, vale um grande enredoEm Niterói, o amor venceu o medoVale uma nação, vale um grande enredoEm Niterói, o amor venceu o medo Olê, olê, olê, oláVai passar nessa avenida mais um samba popularOlê, olê, olê, oláLula, Lula

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Golpista do 8 de janeiro presa pelo ICE é deportada para o Brasil

Mulher integrava grupo que tentou entrar nos EUA via México e foi detido pela polícia de imigração Raquel de Souza Lopes, condenada a 17 anos de prisão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e dano ao patrimônio, e que havia sido presa pelo ICE ao tentar entrar nos EUA pelo México, foi deportada para o Brasil e presa na quinta-feira (5) no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. A militante bolsonarista estava foragida desde março de 2024, quando rompeu sua tornozeleira eletrônica e fugiu para a Argentina. À época, o Brasil emitiu um mandado de prisão contra ela. Quando o governo de Javier Milei começou a prender os golpistas fugitivos em solo argentino, ela se juntou a um grupo e fugiu para o Peru. Depois, seguiu para a Colômbia e para o México. No dia 12 de janeiro de 2025, Raquel cruzou a fronteira do México com o Texas e foi presa pelo ICE, a polícia de imigração dos EUA. Agora, de volta ao Brasil, ela vai cumprir sua pena de 17 anos de prisão. As outras golpistas que foram presas pelo ICE e deportadas para o BrasilOs Estados Unidos deportaram nesta quarta-feira (27) a brasileira Rosana Maciel Gomes, de 52 anos, condenada a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Ela é a segunda fugitiva ligada ao caso a ser devolvida ao Brasil. Rosana desembarcou em Belo Horizonte em um voo com dezenas de deportados. A Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão que estava aberto contra ela desde janeiro de 2024, quando fugiu do país para escapar da condenação. Condenação e fuga internacionalA autônoma foi sentenciada pelos crimes de golpe de Estado, associação criminosa, dano ao patrimônio público, dano a patrimônio tombado e abolição violenta do Estado democrático de Direito. A defesa nega que ela tenha participado da depredação das sedes dos Três Poderes. Após romper a tornozeleira eletrônica, Rosana percorreu um períplo de mais de 10 mil quilômetros, passando por Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, México e, por fim, os EUA. Ela chegou a ser detida três vezes em diferentes países antes da prisão definitiva em janeiro de 2025, quando foi flagrada entrando ilegalmente em El Paso, no Texas. Em maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) acionou o STF para que pedisse a inclusão do nome dela na lista vermelha da Interpol. A medida acelerou o processo de extradição, confirmado posteriormente pelo governo norte-americano. Tentativas frustradas de deportaçãoA deportação de Rosana foi adiada em duas ocasiões. Em 10 de agosto, o avião que a levaria de volta ao Brasil não chegou a decolar, e o processo foi postergado mais uma vez. Antes de ser enviada ao país, ela passou por diferentes unidades de detenção da ICE (Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA). De junho a agosto, esteve em centros no Texas e na Louisiana, até ser transferida para Alexandria, de onde embarcou rumo ao Brasil. Reclamações sobre condições de prisãoEm entrevista ao UOL, concedida em abril de dentro de uma penitenciária da ICE, Rosana denunciou precariedade nas condições de encarceramento e alegou ter sido privada de atendimento médico: “Eles não me deram socorro. Fiquei três dias passando mal com problema de pulmão. Quase morri. Aqui a gente come até comida vencida. É complicado isso aqui”, afirmou. Ela classificou sua prisão como “perseguição” e disse que outros imigrantes estavam detidos havia anos sem julgamento. Publicações nas redes sociaisDurante a fuga, Rosana fez postagens em que minimizava a situação. Em janeiro, ao cruzar o México rumo aos EUA, publicou mensagens motivacionais acompanhadas de uma bandeira americana:“Não fique preso ao passado. Você está agora diante de uma nova experiência. Dedique-se a ela de corpo e alma, e verá surgir o próximo degrau de evolução”, escreveu. Outras brasileirasAlém de Rosana, outras três brasileiras envolvidas no 8 de Janeiro —Cristiane da Silva, Raquel de Souza Lopes e Michelly Paiva— também foram presas na fronteira do México com os EUA. Até agora, apenas Rosana e Cristiane já foram deportadas. Com a chegada ao Brasil, Rosana deve ser transferida para um presídio federal onde cumprirá a pena determinada pelo STF. Com informações do UOL.

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Dino suspende penduricalhos nos Três Poderes e defende justiça remuneratória no serviço público

Ministro diz na decisão que o objetivo é por fim ao que chama de “Império dos Penduricalhos” O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quinta-feira (5) liminar para suspender os chamados “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes da República. Na decisão, Dino alerta para o uso indevido de verbas ditas “indenizatórias” que, na prática, servem para turbinar salários e ultrapassar o teto constitucional de remuneração. Segundo Dino, o objetivo é por fim ao que chama de “Império dos Penduricalhos”.“Por este caminho, certamente será mais eficaz e rápido o fim do Império dos Penduricalhos, com efetiva justiça remuneratória, tão necessária para a valorização dos servidores públicos e para a eficiência e dignidade do Serviço Público”, diz a decisão, que ainda depende de aprovação pelo plenário da Corte. Dino também cobra do Congresso Nacional a edição de uma lei que regulamente quais verbas indenizatórias são efetivamente admissíveis como exceção ao teto. “Enquanto não editada a lei em foco, cujo prazo depende do Poder Legislativo, todos os órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em todos os níveis da Federação, sem qualquer exceção, deverão — em 60 dias corridos— reavaliar o fundamento legal de todas as verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas aos membros de Poder e aos seus servidores públicos. Aquelas verbas que não foram expressamente previstas em LEI — votada no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas ou nas Câmaras Municipais (de acordo com cada esfera de competência) — devem ser IMEDIATAMENTE SUSPENSAS após o prazo fixado”, diz a decisão.

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Economia

Câmara aprova Gás do Povo, o programa de Lula que beneficia 15 milhões de famílias

Com votação expressiva, Medida Provisória avança ao Senado para garantir segurança alimentar e combater a pobreza energética em todo o país Numa demonstração de prioridade à agenda social no início dos trabalhos legislativos, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (2), a Medida Provisória 1.313/2025. O texto institui o Programa Gás do Povo, uma iniciativa do governo Lula que altera o antigo modelo de auxílio financeiro para a entrega direta e gratuita de botijões de 13 kg de GLP. A matéria recebeu 415 votos favoráveis, refletindo o amplo consenso sobre a urgência de garantir o acesso ao gás de cozinha para população de menor renda. A proposta, editada pelo governo federal em setembro do ano passado, segue agora para o Senado. Para que não perca a validade, a MP precisa ser apreciada pelos senadores até o dia 11 de fevereiro. Se ratificada, a medida consolidará uma política pública de combate à pobreza energética, alcançando a meta de atender a 15 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros até março deste ano. Segurança alimentar e transição energética O diferencial do Gás do Povo reside na substituição gradual do subsídio em dinheiro pelo fornecimento do produto. Segundo o relatório aprovado, de autoria do deputado Hugo Leal (PSD-RJ), o objetivo é assegurar que o benefício cumpra sua finalidade essencial, evitando que o recurso seja desviado para outras despesas urgentes em detrimento da segurança alimentar. Além do aspecto imediato, o programa incorpora uma visão de sustentabilidade. O texto incentiva a transição para energias limpas, promovendo o uso de biogás e sistemas de cozimento com baixa emissão de carbono. O programa também institui o selo “Gás Legal”, que visa certificar revendas e garantir maior transparência nos preços praticados no mercado. Critérios e grupos prioritários Para ter acesso ao botijão gratuito, as famílias devem estar com os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico) e possuir renda per capita mensal de até meio salário mínimo (R$ 759). A frequência de entrega será escalonada conforme o número de integrantes da família: O relator manteve prioridades para grupos sociais específicos, como mulheres vítimas de violência doméstica sob medidas protetivas, povos indígenas e quilombolas, além de famílias residentes em áreas atingidas por desastres naturais. Implementação e transparência O cronograma de expansão do programa prevê a cobertura nacional plena já no próximo mês. Atualmente, o Gás do Povo opera em todas as capitais brasileiras, contando com uma rede de cerca de 10 mil revendas credenciadas. A retirada do botijão é simplificada, podendo ser feita via aplicativo “Meu Social Gás do Povo” ou pelo cartão do Bolsa Família, com validação eletrônica para impedir fraudes. O financiamento da política pública está lastreado em fontes sólidas, como royalties do petróleo, dividendos da Petrobras e recursos do Fundo Social. A gestão cabe ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que agora aguarda o desfecho da votação no Senado para dar continuidade à política de proteção social que integra o combate à fome e à dignidade energética.

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Investigação do Master encontra envolvimento de políticos com foro especial, diz PF

De acordo com relatos feitos sob anonimato por investigadores, foram identificados “vários achados” com citações a políticos, incluindo nomes do Congresso Nacional. A Polícia Federal (PF) encontrou indícios que apontam para a participação de políticos com foro especial nas investigações envolvendo o Banco Master. Segundo investigadores, o material apreendido na operação indica referências a lideranças partidárias e autoridades, o que leva essa frente da apuração a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme informações da Folha de S.Paulo. As menções surgiram a partir de provas coletadas na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com relatos feitos sob anonimato por investigadores, foram identificados “vários achados” com citações a políticos, incluindo nomes do Congresso Nacional. Quando Vorcaro foi preso, a Polícia Federal quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do dono do Banco Master. As referências a políticos, no entanto, não estariam diretamente ligadas ao inquérito que apura a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo banco e a tentativa de venda da instituição ao BRB. Essas fraudes embasaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação, deflagrada em 18 de novembro do ano passado, no mesmo dia em que o Banco Master foi liquidado. Vorcaro ganhou notoriedade na capital federal por manter uma ampla rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão em Brasília. Desde que ele se tornou alvo da PF, essas relações passaram a gerar tensão entre autoridades. Há receio, entre políticos, de que sejam reveladas conexões pessoais e financeiras com o banqueiro. Segunda fase e atuação do STF A verificação dos indícios envolvendo políticos será aprofundada e somada aos elementos já reunidos na segunda fase da Compliance Zero. Essa etapa mirou o uso de fundos administrados pela Reag para o desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs. A segunda fase, realizada em janeiro, ocorreu por determinação do ministro Dias Toffoli, que assumiu a relatoria após provocação da defesa de Vorcaro. Os advogados alegaram ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar, que possui foro especial. Segundo a PF, essa menção não é o foco atual, e o material cita outros políticos. Em depoimento prestado à PF no fim de dezembro, Vorcaro minimizou suas conexões políticas. “Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estaria com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo”, afirmou. Investigadores avaliam que as apurações envolvendo políticos podem ser desmembradas do caso original. Mesmo que o inquérito sobre o negócio entre BRB e Master seja remetido à primeira instância, a investigação relativa a autoridades com foro continuaria sob supervisão do STF. Debate interno no Supremo Nas últimas semanas, ministros do Supremo discutiram a possibilidade de enviar parte do caso à Justiça de primeiro grau, com o objetivo de reduzir a pressão sobre a Corte. O movimento foi visto como uma saída para Toffoli, cuja condução do inquérito tem sido questionada pelo alto grau de sigilo. Diante do desgaste, o presidente do STF, Edson Fachin, chegou a afirmar que havia “uma tendência, pelo que se verifica até agora”, de o caso deixar o tribunal. A descoberta de indícios envolvendo políticos, porém, pode levar a um ajuste de rota, com parte das investigações descendo de instância e uma nova frente permanecendo no Supremo. A apuração que pode ser enviada ao primeiro grau, relativa à fabricação de carteiras pelo Banco Master, está em estágio avançado e deve ser concluída em breve. A PF trabalha na elaboração de um relatório final, com a indicação dos indícios de crime atribuídos aos principais suspeitos. A principal preocupação entre pessoas envolvidas no caso é que a investigação contra políticos não avance no STF em razão de pressões sobre a Corte.

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PF mira deputado do União Brasil em operação contra corrupção em emendas parlamentares

Os investigadores cumprem 14 mandados em endereços ligados ao parlamentar em Rio Branco e no apartamento funcional dele em Brasília Polícia Federal realiza uma operação, nesta quinta-feira, para colher provas sobre um esquema de desvio de emendas parlamentares no Acre. O caso, segundo a PF, envolve irregularidades na contratação de empresa responsável por shows musicais financiados pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira, no Acre, em setembro de 2024. A ação foi autorizada pelo STF e mira as chamadas “emendas Pix” do orçamento secreto. O deputado federal Eduardo Velloso, do União Brasil, está entre os alvos das ordens de busca. “As investigações apuram suspeita de desvio de recursos na ordem de 912.000 reais, provenientes de emendas parlamentares, popularmente conhecidas como ‘Emenda Pix’, modalidade que permite repasses diretos da União sem convênios ou prestação de contas prévia”, diz a PF. Os investigadores cumprem 14 mandados em endereços ligados ao parlamentar em Rio Branco e no apartamento funcional dele em Brasília. Os investigadores miram crimes de associação a organização criminosa, fraude em licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos acessórios.

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Mundo

Lula critica intervenções dos EUA na abertura do Fórum do Panamá

O presidente pregou a integração dos países da região como caminho para o progresso e soberania das nações Em um discurso focado na defesa do multilateralismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe nesta quarta-feira (28) apontando os impactos das pressões hegemônicas na região. Lula traçou um diagnóstico do atual cenário latino-americano e alertou que a fragmentação do bloco regional serve aos interesses de potências externas e aprofunda retrocessos históricos. Diante de líderes convocados pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe e pelo governo panamenho, o presidente não apenas descreveu a paralisia das instituições multilaterais, mas identificou a postura agressiva de grandes nações e as divisões ideológicas como causas centrais da desintegração continental. De Simón Bolívar à atual paralisia Lula iniciou o discurso resgatando o simbolismo do Congresso do Panamá de 1826, idealizado por Simón Bolívar para ser o berço da união e da independência regional. No entanto, pontuou que o continente vive hoje o “maior retrocesso em matéria de integração”, citando a extinção da Unasul e o esvaziamento da CELAC. Essa desarticulação, para Lula, cobrou um preço alto que é a incapacidade das nações de oferecer respostas conjuntas a dramas como a pandemia de Covid-19 e o avanço do crime transnacional. “Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, alertou. As investidas do “unilateralismo e do neocolonialismo” Lula tratou das intervenções estrangeiras de forma direta. Numa clara alusão à política externa dos Estados Unidos, apontou o unilateralismo como uma ameaça real para a região. “A divisão do mundo em zonas de influência e as investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos históricos”, declarou. A fala remete ao histórico de sanções e crises promovidas ou estimuladas por Washington na Venezuela e no Haiti. O presidente brasileiro defendeu a neutralidade estratégica do Canal do Panamá e rejeitou os modelos pan-americanistas que considera obsoletos, por funcionarem como correias de transmissão de interesses do Norte Global. Em substituição, propôs uma integração “pragmática e plural”, capaz de blindar a região de pressões militares e econômicas unilaterais. O resgate de Roosevelt contra o ódio digital Em um movimento diplomático, Lula buscou na história dos EUA um contraponto às investidas de Donald Trump ao citar a política de “boa vizinhança” de Franklin Roosevelt. O presidente resgatou o discurso das “quatro liberdades” (de expressão, de culto, de viver sem miséria e de viver sem medo), atribuído a Roosevelt, como caminho para fortalecer a democracia e enfrentar o discurso de ódio. Lula destacou que a manipulação por algoritmos representa uma nova forma de cerceamento da soberania e da liberdade na América Latina. “A única guerra que precisamos travar é contra a fome e desigualdade” Lula encerrou reafirmando que o Brasil se mantém como uma zona de paz regida pelo direito internacional, recusando-se a ser arrastado para conflitos de hegemonia globais. “Para o Brasil, a única guerra que precisamos travar é contra a fome e a desigualdade. Nossas armas devem ser o comércio justo e a tecnologia a serviço do povo”, concluiu.

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Mundo

Brasil é referência na América Latina após sair do Mapa da Fome, diz ONU

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, Osmar Dias, lembra que o país é referência no mundo nas políticas de combate à fome há vários anos A política de combate à fome do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem servido de referência para todos os países da América latina. A avaliação é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). O representante da FAO para América Latina e Caribe, Rene Orellana, diz que as ações integradas adotadas pelo país fortalecem a segurança alimentar e inspiram países da região. O conjunto de medidas envolve políticas públicas como o fortalecimento do Bolsa Família e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Para Orellana, essas duas ações combinadas com o apoio à agricultura familiar, à qualificação profissional, ao acesso a tecnologias e à ampliação do crédito para pequenos e médios produtores, foram decisivas para que o Brasil deixasse, pela segunda vez, o Mapa da Fome. Leia também: Brasil sai do Mapa da Fome e avança nas políticas públicas “O conjunto de políticas implementadas nos últimos anos tem fortalecido, de forma consistente, a segurança alimentar no Brasil. São políticas integrais e holísticas, que estimulam o consumo, fortalecem o mercado e valorizam os produtores, promovendo alianças entre grandes, médios e pequenos, algo essencial para a complementaridade do sistema”, afirma o representante da FAO. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, Osmar Dias, lembra que o Brasil é referência no mundo nas políticas de combate à fome há vários anos. “O próprio programa Bolsa Família é reproduzido em mais de 80 países. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo Brasil faz parte deste reconhecimento. Mas é preciso lutar permanentemente pela continuidade das políticas, pois elas são sempre atacadas. Como aconteceu nos governos Temer e Bolsonaro”, adverte Osmar. Governança Segundo a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do ministério, Valéria Burity, o diferencial do Brasil está na governança. “Temos um Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) que articula 24 ministérios por meio da Câmara Interministerial, com participação social assegurada pelo Consea, vinculado à Presidência da República, além de forte articulação interfederativa. Essa arquitetura se traduz em planos integrados, como os Planos Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional”, explica. A secretária acrescenta que, em 2023, o Sisan adotou também o Plano Brasil Sem Fome, que reuniu proteção social e políticas de produção e consumo de alimentos adequados e saudáveis. “A meta inicial deste plano, alcançada com êxito, era a retirada do Brasil do Mapa da Fome”, disse.

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