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41º Festivale em Botumirim celebra a resistência das mulheres do Vale do Jequitinhonha

Cristina Gonçalves, Déa Trancoso, Marlice Machado, Jovença Pereira Costa e Vilma Baracho são as homenageadas O 41º Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha (Festivale) será realizado do dia 28 de julho ao dia 1º de agosto em Botumirim, no Alto Jequitinhonha, com programação gratuita e protagonismo feminino como fio condutor.O evento homenageia a atriz e diretora de teatro Cristina Gonçalves (Mostra de Teatro); a narradora, compositora, cantora e pesquisadora Déa Trancoso (Festival da Canção); a tecelã Marlice Machado (Feira de Artesanato); a mestra da Folia de Reis Jovença Pereira Costa (Mostra de Cultura Popular); e a poetisa Vilma Baracho, in memoriam (Noite Literária).As homenageadas são mulheres que tecem, cada uma à sua maneira, a trama da resistência cultural do Vale, inclusive contra a misoginia do meio artístico. Talvez tenha sido por isso que um dos organizadores do Festivale, Luciano Silveira, ao convidar Déa para ser homenageada, tenha afirmado: “Agora são elas”.“Passarinho pintadinho, o tenor da laranjeira”, já canta Déa Trancoso. E não é que existe um passarinho assim na serra de Botumirim? Cor-de-canela, mais clara no ventre, com os olhos e manchas azuis nas asas — uma das aves mais raras do planeta, que passou 75 anos julgada extinta até ser reencontrada em 2015. É a Rolinha do Planalto, Columbina cyanopis, passarinho pintadinho de verdade, tenor das árvores da Serra do Espinhaço.O Vale sempre foi esta efervescência de saberes — criações da terra que se aprendem com a mão, olhando e fazendo junto. Saberes que se fazem voz no canto de Déa Trancoso, mãos no tear de Marlice Machado, corpo no palco de Cristina Gonçalves, fé na folia de Jovença Pereira Costa, palavra na poesia de Vilma Baracho. É essa mesma resistência — teimosa, tecida no cotidiano — que faz o Festivale celebrar, ano a ano, a cultura popular do Vale do Jequitinhonha. O canto que venceu o festivalEm 1995, na décima edição do Festivale, em Rubim, Déa Trancoso subiu ao palco como concorrente e venceu ao interpretar “Tuíra, Índia Guerreira”, de Si Amaral e Celi Márcio — levando o primeiro lugar e o prêmio de melhor intérprete.Trinta e um anos depois, retorna ao festival como homenageada. A escolha daquela canção, hoje, ganha outra camada: Tuíra, liderança indígena que enfrentou a Eletronorte em 1989, era símbolo de resistência. Déa a cantou antes mesmo de reconhecer que carregava, ela própria, uma descendência indígena — uma sincronia que só o tempo despertou. “Eu me reconheci Borum.” Foi assim que Déa Trancoso nomeou, durante o doutorado em educação (2020–2024), a retomada espiritual que viveu. “O doutoramento é uma grande análise expandida — quando você entra, ele te analisa”, diz.Esse autorreconhecimento, segundo ela, está ligado ao território que a formou: Almenara, o Vale e o Rio Jequitinhonha — que, para Exu Zambarado, é “o grande Xapiri”, o xamã que conecta mundos e seres diferentes.Nas palavras de Déa, “o Vale do Jequitinhonha é eminentemente indígena”. Foi nesse chão — o rio, o Vale, a cosmologia — que sua ancestralidade pôde emergir. O tempo dos relógios e o tempo da vida“Eu de fato não imaginei, nem nos meus melhores sonhos, que um dia eu seria homenageada no Festivale“, diz. Ela pensava que sua música não tivesse “o substrato do sertão”. “Tem, mas não é explícito. Meu texto conversa com o Oriente, conversa com espiritualidades que não são só caboclas”, diz.Ela se define como “uma narradora que usa a voz”. E completa: “Sempre me vi nesse lugar da narradora. A narradora acessa outras coisas que uma cantora não acessa. E responde a menos exigências. A narradora é narradora de sua própria voz, ou do encontro de vozes que ela costura.”Déa fala do Festivale como quem fala de um organismo vivo — e de um tempo que não é o dos relógios. “Nós estamos vivendo crises homéricas. De como ser, de como estar. O capitalismo é um sistema ultrainteligente. Quando ele cai aqui, ele se levanta ali. Ele tem o fascismo como aliado histórico milenar. O fascismo é tudo que é contra a vida”, afirma.É nesse entremeio que Déa situa o Festivale. Ao falar da nova direção da Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha (Fecaje), ela levanta a questão que considera central: como fazer o Festivale criar permanência — política, cultural, artística, formativa, de resistência? E reflete sem a presunção de saber a resposta: “Não sei se ele tá dando conta desse redemoinho. Ele faz uma festa itinerante, mas e as outras ações? Como a gente pode estar fora da itinerância de julho e continuar fazendo resistência?”. Onde tudo começouDo falso milagre econômico da ditadura — o PIB cresceu, mas o salário mínimo perdeu metade do valor, a dívida externa quadruplicou, a desigualdade disparou — vieram políticas de ocupação para o Vale: uma delas, o eucalipto.Criado em 1967, o Projeto Rondon levou universitários a regiões isoladas do país. A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) instalou em Araçuaí um campus avançado vinculado ao programa, que centralizava as ações sociais da universidade no Vale. Mas foi nesse mesmo chão que a resistência brotou pela cultura.Na mesma época, chegou em Araçuaí um frade holandês, Frei Chico. Três anos depois, ouviu a cozinheira da paróquia cantar e disse: “Bonito, Filó!” — “Ah, é bobagem.” Daquela bobagem nasceu o Coral Trovadores do Vale (1970). Lira Marques entrou no coral e, com Frei Chico, percorreu o Vale com um gravador velho, registrando cantos que ninguém mais cantava.No mesmo período, o Campus Avançado do Vale do Jequitinhonha (CAVJ) — extensão da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) — aproximou a universidade das artesãs, apoiou a associação, organizou feiras. Frei Chico e o CAVJ não eram a mesma coisa, mas aconteciam no mesmo lugar e no mesmo tempo. Era o mesmo chão que ferviaFoi nos anos 70 que Tadeu Martins, Aurélio Silby, Carlos Figueiredo e George Abner — dentro de um ônibus vindo de Belo Horizonte — pensaram em ter um jornal que desse voz e vez à região. Como disse Tadeu, “naquele período

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Marília Campos reafirma candidatura ao Senado e diz que PT deve reavaliar estratégia em Minas

Ex-prefeita de Contagem defende frente ampla para fortalecer a reeleição de Lula e afirma que população demonstra cansaço da polarização A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal e defendeu que o Partido dos Trabalhadores reavalie sua estratégia para a disputa do governo de Minas Gerais após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao Palácio Tiradentes. Em entrevista ao Valor Econômico, Marília afirmou que a definição sobre o caminho eleitoral da legenda agora cabe à direção partidária.Mesmo tendo sido procurada pelo PT para avaliar uma eventual candidatura ao governo mineiro, a ex-prefeita descartou a possibilidade e afirmou que sua decisão já está consolidada. Segundo ela, o partido deverá decidir entre lançar um nome próprio ou buscar uma composição com outras siglas.“Eu disse que não estaria [disponível], que a minha estratégia política é outra, era não ter candidatura própria, continuando, inclusive a estratégia anterior [com Pacheco], que é ter uma candidatura de centro”, declarou.Na sequência, acrescentou: “E aí, ao PT coube estabelecer os contatos para definição ou redefinição da estratégia eleitoral: ou para lançar a candidatura própria ou para compor com o PSD, com o MDB.” Marília defende alianças e frente ampla em Minas GeraisNa avaliação da ex-prefeita, uma candidatura construída por meio de uma frente ampla oferece melhores condições eleitorais do que uma chapa exclusivamente petista. Embora reconheça que a decisão cabe ao partido, ela afirmou não considerar a candidatura própria a alternativa mais competitiva no atual cenário político mineiro.Entre os nomes cogitados pelo PT para disputar o governo estadual estão os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia. Paralelamente, o partido também avalia conversas com lideranças de outras legendas, entre elas o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior (PSB).Na semana anterior à entrevista, Marília reuniu-se com ambos e elogiou o perfil dos dois. “Uma candidatura de frente ampla é melhor. Mas o PT está avaliando.”Segundo ela, Gabriel Azevedo e Jarbas Soares “falam a língua do diálogo, da união e da despolarização”. Ex-prefeita diz que população demonstra cansaço da polarizaçãoDurante as agendas de pré-campanha, Marília afirmou perceber que a população tem manifestado rejeição ao ambiente de polarização política. Para ela, o radicalismo vem perdendo espaço e a capacidade de diálogo tende a ser valorizada pelo eleitorado.Nesse contexto, a ex-prefeita defendeu que a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, priorize sua trajetória administrativa e sua capacidade de construir alianças.“Lula tem que explorar isso. Não tem que explorar o fato de ser do PT ou não ser do PT, mas o que ele já fez pelo país, que é governar de forma republicana e esse compromisso ser fortalecido.”Ela acrescentou que a campanha presidencial pode ser fortalecida quando Lula divide o palanque com candidatos de diferentes partidos. “Quando ele constitui frente ampla.” Minas Gerais é considerada decisiva para a disputa presidencialMarília destacou que Minas Gerais permanece como um dos estados mais estratégicos para a eleição presidencial. Historicamente, o resultado obtido pelos candidatos ao Palácio do Planalto no estado costuma acompanhar o desfecho nacional.Apesar disso, ela considera que uma eventual candidatura petista menos competitiva ao governo estadual não inviabilizaria a campanha presidencial de Lula, embora um palanque mais robusto possa contribuir em uma disputa equilibrada.A ex-prefeita também comentou o período de indefinição envolvendo Rodrigo Pacheco e afirmou desconhecer as razões para que a decisão sobre sua eventual candidatura tenha demorado tanto.“Eu não sei o porquê se deu esse tempo todo, não sei quais eram as razões de ter de ter tido essa expectativa e esse tempo de espera.”Ainda assim, ela avalia que o calendário eleitoral permite ao PT reorganizar sua estratégia, observando que outras chapas também permanecem indefinidas, como a do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e do vice-governador Mateus Simões (Novo). Segunda vaga ao Senado depende da definição para o governoMarília afirmou que a composição da chapa para o Senado dependerá da definição do candidato ao governo estadual.“Estou aguardando a definição [ao governo], porque se for candidatura própria, é um perfil, se for composição, é outro perfil.”Segundo ela, caso haja uma aliança com o PSB para o governo, uma possibilidade seria destinar a segunda vaga ao Senado ao MDB. Municipalismo será prioridade caso seja eleitaQuestionada sobre suas prioridades no Senado, Marília afirmou que pretende defender o fortalecimento do municipalismo e a revisão do pacto federativo, com maior autonomia financeira para os municípios.Ela defendeu a atualização dos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), especialmente para cidades com até 10 mil habitantes, que atualmente recebem o coeficiente mínimo de 0,6.Além disso, abordou o debate sobre a relação entre Senado e Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o tema deve ser discutido sem propostas previamente definidas para afastamento de ministros.“O STF tem que redefinir a sua atuação, como também o Senado. É um debate que tem que ser aprofundado. Mas não a priori definir que o meu papel vai ser tirar pessoas que estão no STF. Acho que isso tem que ser debatido melhor. Temos que fortalecer o Supremo e fortalecer o Senado”, afirmou.

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Prefeitura inaugura “fábrica de sonhos” em Aparecida doMundo Novo

Prédio da Pré-Escola no Distrito chama a atenção pela modernidade e estrutura completa para a iniciaçãoescolar de crianças * Por Waldo Ferreira Uma fábrica de sonhos. Assim o vereador Rodrigo Cadeirante se referiu ao prédio da Pré-Escolainaugurado pelo prefeito Guilherme Guimarães no Distrito de Aparecida do Mundo Novo, o mais distantedo centro de Montes Claros (100 quilômetros).Além da satisfação pessoal – foi ele quem fez o trabalho de interlocução com a Prefeitura para viabilizar aobra, inclusive empenhando recursos de suas emendas impositivas – Cadeirante se disse sensibilizado coma alegria das crianças, que passarão a ter um local estruturado para o processo de iniciação na vida escolar.“O que foi feito aqui não se resume a entrega de uma escola, pois, se a pré-escola é o lugar onde a criançacomeça a sonhar, o que fizemos foi entregar para elas uma fábrica de sonhos”, disse. O prédio conta cominfraestrutura moderna e completa: 3 salas de aula, 3 banheiros, biblioteca, secretaria, cozinha, refeitório,área de serviço, além de uma sala dedicada ao atendimento psicossocial. A obra recebeu um investimentototal de R$ 710 mil, com recursos próprios da Prefeitura. Além da unidade pré-escolar, também foi entregue aos moradores uma quadra coberta modelo educação,com área coberta de 326,64 m2 e custo de R$ 634 mil, destinada à prática de atividades esportivas,recreativas, culturais e pedagógicas. A estrutura dispõe de banheiros masculino e feminino acessíveis,além de um depósito para armazenamento de materiais.As construções, que se destacam pela modernidade e acessibilidade, se somam a outros investimentos queestão sendo feitos no distrito, como acesso dos moradores à água potável em todas as residências,iluminação em led, construções e reformas de unidades de saúde e educação, academia ao ar livre,internet, coleta de lixo, ponte de acesso, pavimentações das ruas.Rodrigo Cadeirante destaca que, por seu intermédio, Aparecida foi a primeira localidade da zona rural deMontes Claros a receber uma academia ao ar livre e a coleta de lixo. Ele também viabilizou a instalaçãode uma torre de telefonia móvel na localidade, dentro do programa “Minas Comunica”.“Em outras épocas, locais como Aparecida do Mundo Novo tinham que se contentar com ruas de lazer ecaminhões-pipa em vésperas de eleições, até que alguém teve a coragem de pautar o que realmenteimporta para as pessoas”, comparou.O novo momento vivido em Aparecido é reconhecido até por quem não mora lá. Michelley Borges eNatália Cardoso são da vizinha São Pedro das Garças, mas conhecem bem a transformação vivida emAparecida. Elas, que foram prestigiar a festa de inauguração das obras, acreditam que o papel atuante deRodrigo Cadeirante foi o fator fundamental para o desenvolvimento do distrito. Edinaldo Soares Pereira tem uma mercearia na rua Antônio Caetano e sabe bem o drama de conviver comlama, poeira e buracos. “A gente aqui era esquecido, mas agora a realidade é outra”, reconhece, citando asobras e serviços realizados e atribuindo os melhoramentos ao trabalho desempenhado por Cadeirante. Eleé um dos que comemoraram a construção da quadra e da escola. Chama a atenção dele o salto que odistrito deu no setor de educação. “Aqui a transformação foi tanta que tá sobrando escola e faltandoaluno”, resume. * Jornalista

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Jarbas Soares articula candidatura ao Governo de Minas em Montes Claros

Pré-candidato a governador pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares cumpre agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, nesse sábado, 27 de junho, com entrevistas, encontros políticos e participação em eventos ao lado de lideranças do PSB, do PT e da sociedade civil A programação começa com uma entrevista coletiva à imprensa, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, da pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), e de pré-candidatos a deputado estadual e federal pelo PSB. Na sequência, Jarbas Soares participa do Encontro de Lideranças do Norte de Minas, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos. A agenda inclui visita a Expomontes. Ao iniciar a série de encontros que percorrerá todas as regiões do estado, Jarbas Soares destacou que a construção do projeto para Minas Gerais será baseada na escuta da população e das lideranças locais. “Começar esta jornada por esta região tem um significado muito especial. Este é o primeiro passo de um grande diálogo que queremos realizar em todas as regiões de Minas Gerais. Vamos conhecer de perto a realidade dos municípios, ouvir lideranças e a população para construir um projeto conectado às necessidades de cada região”, disse o pré-candidato do PSB. Ainda de acordo com Jarbas Soares, “Minas precisa voltar a crescer, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da sua gente. Esse caminho será construído com diálogo, respeito às diferentes realidades e compromisso com o futuro das mineiras e dos mineiros”, afirmou. Para o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, a construção do projeto para Minas passa pela escuta da sociedade e pela valorização das lideranças que atuam nos municípios. Segundo ele, o partido reúne uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores e dos gestores municipais. “O PSB tem uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores, dos gestores municipais e de todos aqueles que acreditam na força do diálogo para transformar a realidade. Temos orgulho de contar com lideranças qualificadas, experientes e preparadas para representar esse projeto. Mais do que definir candidaturas, estamos construindo uma proposta coletiva para Minas Gerais, valorizando o municipalismo, o diálogo e a participação democrática. É ouvindo a sociedade que queremos construir um estado mais forte, mais justo e preparado para os desafios do futuro”, destacou o presidente estadual do PSB e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto Costa Mattos.

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Veículos de luxo e R$ 27 mil são apreendidos em operação que investiga contratos de rodeio em Manga

Ação apura possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de capitais e organização criminosa. Operação Palco Oculto foi realizada pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, nesta quarta-feira (29). Por Marina Pereira, Taislane Antunes, g1 Grande Minas Onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a operação Palco Oculto, realizada pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, em Manga, no Norte de Minas, nesta quarta-feira (29). A ação apura possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de capitais e organização criminosa.Os mandados foram cumpridos em endereços públicos, residenciais e empresariais vinculados aos investigados. Segundo o MPMG, a investigação envolve contratações e pagamentos relacionados à estrutura e ao suporte do 1º Rodeio de Manga, realizado durante as festividades do aniversário de 102 anos do município, entre os dias 5 e 7 de setembro de 2025.“Segundo a apuração, há indícios de que recursos públicos pagos a empresa contratada para o evento possam ter sido posteriormente movimentados por meio de empresas e pessoas interpostas, em fluxo financeiro que está sendo investigado pelo Ministério Público”, informou o MPMG.As diligências tiveram como objetivo a apreensão de documentos, processos administrativos, notas fiscais, registros contábeis, contratos, equipamentos eletrônicos e outros elementos capazes de auxiliar na reconstrução do fluxo contratual e financeiro investigado.Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, R$ 27.038 em espécie e veículos de luxo vinculados aos investigados.“Os elementos arrecadados serão analisados para aprofundar a apuração sobre a origem, a circulação e a destinação dos valores, bem como para verificar eventual incompatibilidade patrimonial”, disse o MPMG. A Polícia Civil informou que os mandados foram cumpridos em desfavor de dois investigados: um agente público municipal e um particular com vínculo familiar com integrante do Poder Executivo local.A investigação prossegue sob sigilo. O que diz a prefeituraEm nota, a Prefeitura de Manga informou que foi surpreendida com a operação nesta manhã e disse que os órgãos recolheram “documentos públicos para averiguação na Secretaria de Cultura, documentos esses já disponibilizados em anteriormente ao Ministério Público de Minas Gerais, e de acesso a qualquer cidadão pelo portal da transparência”.A Prefeitura esclareceu ainda que está à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente para o total esclarecimento dos fatos.Fonte G1 Grande Minas

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Ex-Prefeito de Buritizeiro usa veículo da Prefeitura para transportar muambas para sua loja

Caminhonete de prefeitura de Buritizeiro foi apreendida com mercadorias ilegais na Fernão Dias. Segundo a PRF, o veículo público era usado para transporte de produtos destinados a loja privada. Quatro pessoas foram detidas e encaminhadas à Delegacia de Polícia Judiciária em Varginha Quatro pessoas foram detidas na manhã desta quarta-feira (15), durante uma operação de combate ao crime na Rodovia Fernão Dias, em Carmo da Cachoeira (MG). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o grupo estava em uma caminhonete vinculada à Prefeitura de Buritizeiro (MG), que estaria sendo utilizada de forma irregular para fins particulares.Durante a abordagem, os policiais encontraram diversos volumes na caçamba do veículo contendo mercadorias de origem estrangeira, como maquiagens, ferramentas e eletrônicos, sem documentação fiscal válida.Conforme a PRF, apurações iniciais indicam que o veículo, abastecido com recursos públicos e conduzido por um servidor municipal em horário de serviço, teria sido usado para ir até São Paulo (SP) com o objetivo de adquirir produtos destinados ao abastecimento de uma loja privada em Pirapora (MG). Além do motorista, também estavam no veículo outros ocupantes, incluindo servidores públicos municipais, o que, segundo a ocorrência, aponta para o uso de mão de obra custeada pelo poder público em benefício de atividade comercial particular.Ainda segundo a PRF, com base em relatos colhidos no local, a ação teria sido realizada a pedido de um ex-prefeito do município, reforçando os indícios de desvio de finalidade no uso da estrutura administrativa. A situação pode configurar, em tese, crimes como peculato, prevaricação e associação criminosa.Os quatro envolvidos — dois homens, de 70 e 44 anos, e duas mulheres, de 43 e 36 anos —, além do veículo e das mercadorias, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária em Varginha (MG). Após contato com a Receita Federal, foi determinado o envio dos itens apreendidos ao órgão para as providências legais cabíveis. Fonte: G1 Sul de Minas

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Em MG, mulheres do sertão transformam memória ancestral em dança e protagonismo

2ª edição do encontro cultural e político Aquilombar-se foi realizada na Chapada Gaucha (MG) O distrito de Serra das Araras, na Chapada Gaúcha, em Minas Gerais, foi tomado por cantigas, rodas e histórias compartilhadas durante a segunda edição do Aquilombar-se, no último sábado (11). O encontro reuniu mulheres de comunidades quilombolas e tradicionais do território do Grande Sertão Veredas em um movimento que articula cultura, memória e fortalecimento coletivo.A atividade integra o projeto Relembranças: Memórias Dançadas de um Tempo Velho, realizado pelo Instituto Rosáceas com financiamento da Fundação do Banco do Brasil. A iniciativa envolve mulheres das comunidades de Barro Vermelho I, Buraquinhos, Morro do Fogo e Serra das Araras, e aposta na dança, no canto e na oralidade como instrumentos de resgate e transmissão de saberes ancestrais.Durante o encontro, apresentações culturais revelaram tradições que atravessam gerações e que, segundo as participantes, nem sempre tiveram visibilidade fora dos territórios. Para Evanilde Ferreira, da comunidade de Barro Vermelho, o projeto representa uma oportunidade inédita de reconhecimento.“Sem o evento, nós não teríamos a oportunidade de ter saia, blusa, vestido, calçado e ser filmada, ser levada para longe. Às vezes a gente fazia aqui, mas não tinha a oportunidade de ser mostrada. Para mim, ficou tudo maravilhoso, tudo lindo”, afirmou.Além das apresentações, o projeto também inclui a produção de um documentário construído a partir do olhar das próprias mulheres. Elas participam de todas as etapas do processo audiovisual, da direção à atuação, garantindo autonomia na forma como suas histórias são contadas. A iniciativa ainda envolve a confecção de figurinos por costureiras locais, gerando renda e valorizando o trabalho artesanal. ‘Mulheres do sertão podem muito’A idealizadora e coordenadora do projeto, Marta Andrade, explica que o trabalho é resultado de um processo contínuo de escuta e reconstrução de memórias iniciado há mais de três anos.“Criamos espaços de troca para que essas mulheres pudessem falar sobre como é ser mulher no sertão. Nesse processo, as danças e cantigas foram sendo retomadas. É uma lembrança que passa pelo corpo”, destaca.Segundo ela, muitas dessas tradições estavam adormecidas e foram reativadas a partir das vivências coletivas.“As mulheres foram se fortalecendo e retomando essas práticas, transmitindo para filhas e netas. É um saber que segue de voz em voz, de corpo a corpo, fortalecendo o território”, afirma.O Aquilombar-se, de acordo com Marta Andrade, é um espaço político de encontro, onde as mulheres celebram conquistas e também debatem os desafios enfrentados no sertão, marcado por desigualdades históricas e vulnerabilidades socioambientais.“É um evento de resistência, de fortalecimento e de celebração. Eu tenho dito muito que mulheres do sertão não podem tudo, mas podem muito. E isso vale para qualquer lugar”, conclui. Brasil de Fato MG

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Agência do INSS de Montes Claros, faz mutirão neste fim de semana

O INSS vai realizar, no próximo fim de semana, um mutirão de perícias médicas em 32 agências localizadas em 12 estados brasileiros. No total, serão realizadas quase 13 mil perícias médicas. O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) farão, nos dias 11 e 12 de abril, um mutirão de perícias médicas em cidades de 12 estados. A expectativa é fazer mais de 13 mil tanto para benefícios por incapacidade como assistenciais.A lista de municípios com vagas para agendamento pode ser acessada no site do MPS. Em Minas, a ação ocorre em duas cidades: Montes Claros, com 268 vagas, e Pedra Azul, com 106.Segundo o ministério, os mutirões visam garantir mais agilidade na análise dos benefícios, reduzindo o tempo de espera dos cidadãos. SERVIÇOOs segurados que desejarem antecipar suas perícias podem entrar em contato pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h; ou acessar o serviço pelo Meu INSS, no site ou aplicativo para celular.Ao confirmar o agendamento da avaliação médico pericial, o requerente deverá comparecer à agência no dia e horário marcados.Quem não conseguiu participar dos últimos mutirões pode ficar atento e se programar, já que a ação acontece de 15 em 15 dias, com atendimentos em todo o pais. A próxima data prevista para a realização de mutirões é nos dias 25 e 26 de abril.

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Baixa exclusividade compromete qualidade na Unimontes

De acordo com a Adunimontes, a defasagem salarial dos professores da Unimontes, acumulada em 10 anos, chega a 85%. * Por Waldo Ferreira Universidades estaduais de São Paulo (USP) e de Campinas (Unicamp), além da federal do Rio de Janeiro (UFRJ) têm entre 80 e 90% dos seus professores com dedicação exclusiva às instituições, enquanto na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) esse percentual é de irrisórios 16%. A distorção é uma das principais queixas da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes).O presidente da entidade, Wesley Helker Silva, explicou que pelo regime de dedicação exclusiva (DE) o professor não pode acumular cargo em outro local, ficando exclusivamente por conta do ensino, pesquisa e extensão na universidade.“E isso que faz com que instituições de ensino superior como a USP, Unicamp e URFJ sejam referências no Brasil e no mundo”, destaca. Além do baixo índice, a Unimontes está há 10 anos sem pagar as novas DE`s. A questão em torno delas é um dos pontos do acordo de greve firmado com o governo do Estado em 2016, que não foi cumprido.O documento também prevê a incorporação das gratificações ao salário, composto entre 40 e 60% por esses penduricalhos. Isso, porque o vencimento básico da categoria é considerado muito baixo, o quinto pior das carreiras do Estado.Na eventualidade de o professor precisar se ausentar, por questão de saúde ou para estudar, perde a gratificação. “Ou seja, será penalizado por adoecer ou querer se qualificar”, assinala Silva. Ao incorporar as gratificações, essas distorções serão corrigidas, entende o presidente da Associação.De acordo com ele, a defasagem salarial dos professores da Unimontes, acumulada em 10 anos, chega a 85%. Nesse período não houve reajuste salarial nem concurso público para a docência.Dia 26 de março os professores protestaram contra a proposta de reajuste de 5,4% do governo estadual, considerada inaceitável pela Adunimontes e pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (Aduemg), que buscavam recomposição maior.Apesar da pressão dos servidores, as emendas que propunham um índice maior de reajuste (9,36%) foram derrotadas em plenário, graças aos votos da base governista na Assembleia Legislativa. * Jornalista

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