Moraes transfere Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha

Ministro do STF determinou que o ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado seja retirado da Superintendência da PF em Brasília e seja levado à penitenciária O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha. O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também o Distrito Federal. Bolsonaro deverá ser alocado em uma sala de Estado-maior no local. Segundo o STF, a cela que será ocupada por Bolsonaro é igual a que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, cumprem pena. A cela comporta 4 pessoas, mas será usada exclusivamente para o ex-presidente. Anderson Torres e Silvinei Vasques dividem outra unidade semelhante a que o ex-presidente ficará. Moraes também determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”. O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 (vinte quatro) horas da ocorrência. Bolsonaro também poderá realizar sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao STF. O ex-presidente receberá diariamente alimentação especial, devendo a defesa indicar o nome da pessoa que ficará responsável pela entrega das refeições. Além disso, Moraes também autorizou: Bolsonaro também deve ser submetido à junta médica oficial, composta por médicos da própria PF, para avaliação de seu quadro clínico. O ministro também rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro de acesso à smart TV. Como é a Papudinha? O edifício fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos. Até o começo de novembro, 52 pessoas cumpriam pena no 19º BPM. O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala
Processo seletivo em Lontra foi feito para contratar aliados do prefeito

Oposição denuncia que o edital é sob medida para contemplar apenas quem apoia o grupo de Wesley Construmendes. O candidato servidor deve ter tempo de serviço de 5 anos no máximo Viciado na origem. É como está sendo tratado o processo seletivo para preenchimento de vagas na rede municipal de ensino no município de Lontra, no Norte de Minas, distante 115 quilômetros de Montes Claros, 540 de Belo Horizonte e com cerca de 9 mil habitantes.Na cidade, o principal assunto nas rodas de conversas é a suspeita de que o prefeito Wesley Construmentes, do PSD, esteja querendo contratar apenas aliados, isolando os demais interessados. Isso, porque o principal critério previsto no edital é que o servidor que queira se candidatar à contratação temporária e reserva de vagas esteja trabalhando no máximo há 5 anos no município. “Ora, o atual grupo comanda a Prefeitura há mais de 9 anos. Ou seja, somente os contratados nesse período, que votaram no atual prefeito, serão beneficiados, deixando de fora os demais”, denuncia o vereador Dílson do Posto, do PODEMOS.O processo seria direcionado a contemplar apenas quem apoia o grupo que emplacou o terceiro mandato na Prefeitura. “É um absurdo e uma falta de respeito para os demais que pleiteiam uma vaga no setor de Educação de Lontra, pois nem prova haverá, apenas um processo para beneficiar os amigos”, define Dílson.O raciocínio é simples: ninguém da oposição tem o tempo de serviço exigido, pois não foi contratado pela Prefeitura nos últimos 5 anos, o que gera a desconfiança de que o processo seletivo foi uma forma encontrada pelo atual prefeito para dar legalidade a uma manobra para contemplar seu grupo político.Para ele, o edital fere o princípio da igualdade, previsto na Constituição no seu artigo 5º, que estabelece que todos são iguais perante a lei, sem distinção. “Estão tratando as pessoas de forma diferenciada, pois negam oportunidades a quem não está do lado deles, com critério meramente político”, avalia o vereador.Ele anunciou que fará denúncia formal ao Ministério Público. O objetivo é alterar o parágrafo 3º do artigo 13 do edital, retirando a exigência dos 5 anos de tempo de serviço. A apresentação dos títulos serviria como critério para desempate.