Com time principal, Atlético não consegue sair do empate em 0 a 0 com o Tombense no Mineiro

Galo teve boa parte dos jogadores considerados titulares em campo, mas segue sem vencer na competição Por Jonatas Pacheco. Jornal O Tempo Depois de dois jogos entrando em campo com times alternativos no Campeonato Mineiro, o Atlético teve a equipe principal pela primeira vez em 2026 na noite deste domingo (18/1). Mas não foi do jeito que a torcida esperava. Mesmo contando com boa parte dos jogadores considerados titulares, incluindo Hulk, o Galo ficou no empate em 0 a 0 com o Tombense, na Arena MRV, pela terceira rodada da competição. A partida marcou as estreias de dois dos cinco reforços que já foram anunciados pelo clube. O lateral-esquerdo Renan Lodi e o volante Maycon começaram como titulares. Já o atacante equatoriano Alan Minda não saiu do banco de reservas. Com o time recheado de jogadores do time principal, o Atlético conseguiu dominar as ações da partida e criar boas oportunidades. Renan Lodi fez uma boa dobradinha com Dudu pelo lado esquerdo e foi bastante acionado nas ações ofensivas, criando perigo com cruzamentos. Na segunda etapa, o Atlético continuou martelando, mas parou na defesa do Tombense. A equipe adversária ainda ficou com um jogador a menos na metade dos 45 minutos finais, mas o Galo pecou na hora de finalizar. Mesmo com Hulk chamando a responsabilidade e criando boas chances, o Atlético não conseguiu balançar as redes, ficou no 0 a 0 e chegou ao terceiro jogo sem vencer no Campeonato Mineiro. A boa notícia foi a estreia de Renan Lodi, que teve boa atuação, criando mutias chances em cruzamentos e também finalizando em gol. O volante Maycon também participou bem enquanto esteve em campo. O Atlético chegou aos três pontos e está na terceira colocação do Grupo A do Campeonato Mineiro. Na próxima quarta-feira (21/1), o Galo enfrenta o América, às 21h30, na Arena Independência. Já o Tombense tem dois pontos e está na lanterna do Grupo B. Também na quarta, a equipe de Tombos recembe o North, às 19h30. O jogoA primeira boa chance no primeiro tempo foi do Tombense. Logo aos quatro minutos, o atacante Julio Cesar recebeu dentro da área e finalizou rasteiro. A bola tocou na rede pelo lado de fora e assustou a torcida atleticana. Depois desse lance, o Atlético passou a controlar a partida e tocar a bola no campo de ataque. Aos 18 minutos, Renan Lodi cruzou da intermediária e achou Ruan Tressoldi na área, mas o zagueiro cabeceou por cima. Pouco tempo depois, aos 21, Dudu lançou para Igor Gomes, mas o meia não alcançou a bola. Aos 36 minutos, o Tombense quase abriu o placar. O atacante Rafinha recebeu pelo lado esquerdo e chutou colocado de fora da área, mas a bola explodiu na trave. Logo na sequência, o Atlético teve escanteio e Ruan Tressoldi cabeceou muito perto do gol adversário. O Atlético voltou com tudo no segundo tempo. Logo aos dois minutos, Bernard teve uma chance clara dentro da área após receber passe de Hulk pelo alto, mas, de pé esquerdo, acabou finalizando por cima do gol. Aos seis minutos, após cobrança de escanteio, Dudu cabeceou livre para o gol. A bola passou pelo goleiro, mas a defesa do Tombense conseguiu salvar em cima da linha. Menos de três minutos depois, Hulk subiu mais que a zaga e cabeceou para fora. O Tombense teve uma boa chance com Luiz Felipe, aos 11 minutos. O atacante carregou a bola pelo lado esquerdo e chutou rasteiro, mas Everson estava bem colocado e fez a defesa com tranquilidade. Renan Lodi quase balançou as redes logo na estreia. O lateral-esquerdo aproveitou sobra de bola na entrada da área, aos 17, e chutou com força, mas errou o alvo. Seis minutos depois, Hulk carregou a bola e finalizou rasteiro, mas o goleiro Matheus fez boa defesa. Aos 25 minutos, o Tombense ficou com um jogador a menos, após o zagueiro Wesley Marth, que já tinha recebido um amarelo, ser advertido novamente após atrapalhar a reposição de bola do Atlético. Com um jogador a mais, o Galo continuou pressionando em busca do gol. Vitor Hugo, de cabeça, e Jupi, contra, quase abriram o placar. Apesar das tentativas, o Atlético não conseguiu passar pela defesa do Tombense, que soube se defender e contou com o goleiro Matheus fazendo boas defesas. Já nos acréscimos, Hulk teve uma última chance, mas chutou por cima do gol. Após o apito final, a torcida vaiou bastante o time. Ficha técnicaATLÉTICO 0 X 0 TOMBENSE Motivo: 3ª rodada do Campeonato Mineiro 2026 Local: Arena MRV, Belo HorizonteData: 18 de janeiro de 2026Árbitro: Daniel da Cunha Oliveira Filho (MG)VAR: Michel Patrick Costa Guimarães (MG) ATLÉTICO: Everson; Natanael (Reinier), Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Renan Lodi; Maycon (Alan Franco), Igor Gomes, Scarpa (Cuello) e Bernard; Dudu e Hulk. Técnico: Jorge Sampaoli TOMBENSE: Matheus; Júlio Henrique, Wesley Marth, Roger Carvalho e Gustavo Xavier (PH); Wanderson, Dyego (João Vitor) e Pedro Oliveira (Jupi); Jefferson Renan (Diego Leandro), Rafinha e Julio Cesar (Luiz Felipe). Técnico: Cristóvão Borges Cartões amarelos: Wesley Marth (Tombense)Cartão vermelho: Wesley Marth (Tombense)

Há 10 anos sem concurso, professor doutor recebe como mestre e especialista na Unimontes

Segundo o Sindicato, parte dos professores contratados no último processo seletivo não recebe salários compatíveis com sua titulação * Por Waldo Ferreira Professores doutores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) recebem salários inferiores à sua titulação, equivalentes ao que é pago a mestres, enquanto esses têm salários de especialistas. A distorção é denunciada pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Montes Claros (Adunimontes).Além disso, a universidade não realiza concurso público para professor há mais de 10 anos e paga salários com defasagem de mais de 82%, segundo o presidente do Sindicato, Wesley Helker Felício da silva, para quem está em curso um processo de precarização total dos salários da categoria “Sem concursos e com salários defasados, a tendência é a universidade sofrer com uma fuga constante de cérebros, quando pesquisadores qualificados deixam a região em busca de outras universidades públicas que valorizem sua formação e seu trabalho”, destacou o presidente da Adunimontes.Para aprofundar o que ele chama de “pacote de maldades”, há uma pressão por parte do governo Zema e da Reitoria para realizar o concurso nos moldes parecidos com o último processo seletivo, ou seja, aumentando a carga horária dos professores efetivos, ao mesmo tempo em que os sub-remunera, agravando um quadro que já inclui mais de 10 anos sem o pagamento das Dedicações Exclusivas. A Adunimontes avalia que o cenário atual é um desastre não apenas para os professores, mas para toda a comunidade acadêmica e para o desenvolvimento regional, porque ameaça diretamente a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão na Unimontes.

Portugal deverá ter segundo turno entre extrema direita e socialistas

Esta provavelmente será a segunda vez desde a Revolução dos Cravos que uma eleição pode ser decidida pela “segunda volta”, como eles chamam por lá Os portugueses começaram a votar neste domingo (18) para escolher o próximo presidente da República em uma eleição que, pela segunda vez desde a Revolução dos Cravos, pode ser decidida em segundo turno — ou “segunda volta”, como é chamada em Portugal. A revolução de 1974 pôs fim à ditadura salazarista, que manteve o país sob repressão por 48 anos. A votação teve início às 8h (5h em Brasília) e segue até às 19h no território continental e na Ilha da Madeira. No Arquipélago dos Açores, o encerramento ocorre às 20h, devido ao fuso horário. Parte do eleitorado já havia votado antecipadamente, inclusive no exterior. No Brasil, os consulados portugueses abriram a votação no sábado (17). Um número recorde de 11 candidatos disputa o pleito. Inicialmente, eram 14 postulantes ao cargo, mas três candidaturas foram impugnadas pelo Tribunal Constitucional por irregularidades. Apesar disso, os nomes desses candidatos permanecem na cédula eleitoral, já que a impressão ocorreu antes da decisão judicial. Os votos destinados a eles serão considerados nulos. As pesquisas mais recentes indicam uma disputa acirrada entre o ultradireitista André Ventura, do partido Chega, e António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista (PS). Em terceiro lugar aparece João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, que surge tecnicamente próximo dos dois líderes. Denúncia de assédio sexualNos últimos dias de campanha, Cotrim de Figueiredo passou a enfrentar o impacto de uma denúncia de assédio sexual feita por uma ex-assessora do partido, referente a um episódio que teria ocorrido em 2023. Não há clareza, até o momento, sobre o efeito da acusação no resultado das urnas. As pesquisas também registraram como principais surpresas da campanha as quedas acentuadas de Luís Marques Mendes, apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD), e do almirante Henrique Gouveia e Melo. Embora ambos sejam associados à direita — Gouveia e Melo se defina como de centro —, chegaram a liderar a corrida presidencial em momentos anteriores, mas perderam força ao longo da disputa. Gouveia e Melo ganhou projeção nacional durante a pandemia de Covid-19, ao coordenar o plano de vacinação em Portugal, o que lhe rendeu popularidade e reconhecimento público. Ainda assim, as sondagens mais recentes indicam forte retração de seu desempenho eleitoral. As pesquisasLevantamento da RTP, emissora pública portuguesa, em parceria com a Universidade Católica, divulgado na sexta-feira (16), aponta André Ventura com 24% das intenções de voto, seguido por António José Seguro, com 23%, e João Cotrim de Figueiredo, com 19%. Luís Marques Mendes aparece com 14%, após ter iniciado a campanha com cerca de 20%. Henrique Gouveia e Melo também registra 14%, ante 18% no começo da disputa. Seguro foi o candidato que mais cresceu nas projeções, saltando de 16% para 23%. Cotrim de Figueiredo subiu de 14% para 19%, embora a pesquisa tenha sido realizada antes da divulgação da denúncia de assédio. Na sequência aparecem António Filipe, apoiado pelo Partido Comunista Português (PCP), com 2%, e Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, também com 2%. Ambos tinham 3% na primeira sondagem. A pesquisa ouviu eleitores entre os dias 15 de dezembro e 13 de janeiro. A eleição deste domingo é a 11ª desde a redemocratização em que os portugueses escolhem diretamente o presidente da República, cargo com mandato de cinco anos. Desde a Revolução dos Cravos, o país teve cinco presidentes — todos reeleitos. Foram eles o general António Ramalho Eanes (1976–1986), Mário Soares (1986–1996), Jorge Sampaio (1996–2006), Aníbal Cavaco Silva (2006–2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016–2026). Soares e Sampaio eram ligados ao PS, enquanto Cavaco Silva e Rebelo de Sousa tinham vínculos com o PSD. Com informações do Holofote