Cruzeiro é goleado pelo Botafogo na estreia do Brasileirão 2026

O time da Toca da Raposa sofreu 4 gols em 45 minutos, na noite desta quinta-feira (29) A estreia do Cruzeiro no Brasileirão 2026 terminou em pesadelo no Rio de Janeiro. Após fazer um primeiro tempo competitivo e até superior, o time de Tite sofreu um apagão inexplicável na etapa final e foi goleado por 4 a 0 pelo Botafogo. O placar elástico expôs a fragilidade emocional da equipe, que desmoronou após sofrer o primeiro gol. Na saída de campo, o atacante Kaio Jorge — o único a falar, já que a delegação impôs “lei do silêncio” na zona mista — resumiu o sentimento do vestiário: incredulidade. “Fomos bem no primeiro tempo, criando chances, e não sei o que ocorreu no segundo tempo. A equipe deixou a desejar e temos de pedir desculpas ao torcedor, mas hoje não aconteceu do jeito que a gente desejava. Agora é trabalhar”, desabafou o jogador, pedindo desculpas à torcida celeste após 10 anos sem perder pro Botafogo no Brasileirão. A Ilusão do Primeiro Tempo no CruzeiroO resultado final esconde o que foram os 45 minutos iniciais. O Cruzeiro teve volume, explorou bem as costas da defesa alvinegra e desperdiçou chances claras com Wanderson e o próprio Kaio Jorge (além de um gol anulado). A Raposa parecia ter o jogo controlado. Mas futebol pune a ineficiência. Quem não mata, morre. O Colapso: 4 Gols em 45 Minutos O cenário mudou drasticamente no retorno do intervalo. O Golpe Rápido: Aos 2 minutos do 2º tempo, Danilo abriu o placar. O gol “de vestiário” agiu como um nocaute técnico.A Perda do Meio: Para piorar, o Cruzeiro perdeu Gerson (sentindo dores), o que desorganizou o setor de criação e marcação.A Porteira Aberta: Sem meio-campo e abalado emocionalmente, o time virou presa fácil para as transições do Botafogo. Danilo (novamente), Matheus Martins e Artur construíram a goleada diante de uma defesa estática.Pressão em TiteA goleada não é um evento isolado. Ela se soma à recente virada sofrida no clássico contra o Atlético-MG e a uma estatística incômoda: Tite tem, até o momento, mais derrotas do que vitórias no comando da equipe em 2026. A delegação voltou para Belo Horizonte em silêncio, mas o barulho da crise já é alto na Toca da Raposa. O Time de VidroO Cruzeiro de 2026 sofre de uma síndrome perigosa: tem “queixo de vidro”. Faz bons jogos, controla a bola, mas no primeiro soco que leva (o gol aos 2 minutos), vai à lona e não levanta mais. Levar 4 a 0 num jogo em que você foi melhor no primeiro tempo não é azar, é falta de competitividade mental. O time sentiu a saída de Gerson? Sentiu. Mas um elenco desse custo não pode depender de um jogador para não ser humilhado. Se Tite não corrigir essa fragilidade emocional “para ontem”, o Brasileirão da Raposa será de sofrimento, porque o campeonato não perdoa quem desiste do jogo quando o placar vira contra.

Efeito Lula: mais de 1 milhão de empregos formais foram criados em 2025

Dados do Novo Caged mostram avançam surpreendente da geração de empregos; foram mais de 4,46 milhões de empregos formais criados desde 2023 O Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada, resultado de 26,59 milhões de admissões e de 25,32 milhões de desligamentos registrados entre janeiro e dezembro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De acordo com o sistema, que monitora a evolução do emprego formal no país, o estoque de trabalhadores celetistas cresceu 2,71% ao longo do ano, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos. O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões do país e nas 27 Unidades da Federação, conforme o Novo Caged. A região com maior número de empregos gerados em 2025 foi a Sudeste, com saldo de 504,97 mil vagas ao longo do ano (+2,10%), seguida pela Nordeste, que registrou 347,94 mil (+4,38%), e pela Sul, que gerou 186,12 mil vagas (+2,16%). A região Centro-Oeste apresentou saldo positivo de 149,53 mil postos (+3,56%), enquanto a Norte foi de 90,61 mil (+3,81%). Entre os estados, os maiores saldos absolutos foram registrados em São Paulo, com 311.228 postos (+2,17%), Rio de Janeiro, com 100.920 (+2,60%), e Bahia, com 94.380 vínculos formais (+4,41%). Já as maiores taxas de crescimento do emprego formal ocorreram no Amapá (+8,41%), na Paraíba (+6,03%) e no Piauí (+5,81%). No acumulado do ano, os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais. O maior avanço foi registrado no setor de Serviços, com a criação de 758.355 postos de trabalho (+3,29%), seguido pelo Comércio, que contabilizou 247.097 novas vagas (+2,3%). Dentro do setor de Serviços, os maiores avanços ocorreram nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que geraram 318.460 vagas (+3,12%), e em administração pública, educação, saúde e serviços sociais, com saldo de 194.903 postos (+3,12%). A Indústria também teve desempenho positivo, com 144.319 postos gerados (+1,6%). Na Construção, foram criadas 87.878 vagas (+3,1%), enquanto a Agropecuária manteve trajetória de crescimento, com saldo de 41.870 postos de trabalho (+2,3%). Em dezembro, mês que historicamente apresenta retração no mercado de trabalho formal, o saldo foi negativo, com a redução de 618.164 vagas. O desempenho foi negativo tanto para homens (-348,4 mil) quanto para mulheres (-269,7 mil). Entre os estados, as maiores retrações foram registradas em São Paulo (-224,2 mil), Minas Gerais (-72,7 mil) e Paraná (-51 mil). Nos grandes grupos de atividades econômicas, todos tiveram saldos negativos, em particular Serviços (-280,8 mil), Indústria (-135 mil) e Construção (-104 mil). No mesmo mês, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.303,78, registrando leve redução em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, o salário médio real apresentou alta de 2,55%.

Com Marília Campos, esquerda mineira busca feito inédito no Senado

Desde a redemocratização do país, em 1988, Minas Gerais nunca elegeu um senador filiado a partidos de esquerda “A decisão do diretório coloca um protagonismo no PT mineiro. Como existia uma grande costura para entender qual era o nome do partido, agora temos uma candidatura forte”. Com essa avaliação, a prefeita de Contagem, Marília Campos, comentou ao Estado de Minas a decisão do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT de homologar seu nome como pré-candidata ao Senado Federal por Minas Gerais em 2026. A deliberação ocorreu em reunião realizada na quarta-feira (28/1) e ainda depende do aval da Executiva estadual da legenda para ser oficializada. A indicação de Marília reforça o movimento do Partido dos Trabalhadores de buscar um nome com alta densidade eleitoral e trajetória consolidada para a disputa por uma das duas vagas ao Senado no estado. Em nota, o PT destacou que “Marília já demonstrou sua capacidade e seu apoio popular nas quatro administrações em que esteve à frente daquela cidade e nos três mandatos como deputada estadual” e afirmou que sua candidatura “poderá contribuir de maneira decisiva para uma nova vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais”. Caso confirmada e eleita, Marília poderá protagonizar um feito inédito. Desde a redemocratização do país, em 1988, Minas Gerais nunca elegeu um senador filiado a partidos de esquerda. A primeira eleição ao Senado após a promulgação da Constituição ocorreu em 1990 e, desde então, nenhuma candidatura desse campo político conseguiu vencer a disputa majoritária no estado. Se vitoriosa em 2026, Marília será a primeira representante da esquerda mineira a ocupar uma cadeira na Casa. A eleição para o Senado ocorre a cada quatro anos, de forma concomitante à disputa pela Presidência da República e pelos cargos de deputados federais e estaduais. Cada estado tem direito a três senadores, com mandatos de oito anos, e a disputa é alternada quanto ao número de vagas. Em 2026, duas cadeiras estarão em jogo. Na eleição seguinte, em 2030, apenas uma. Neste ano se encerram os mandatos de Rodrigo Pacheco, eleito em 2018 pelo então Democratas, hoje no PSD, e de Carlos Viana, eleito pelo PHS e atualmente filiado ao Podemos. O outro senador mineiro é Cleitinho, cujo mandato vai até 2030. Apesar da ausência de vitórias, candidaturas da esquerda chegaram, no máximo, ao terceiro lugar entre 1994 e 2014, com nomes do PT, PDT e PSB. O pior desempenho ocorreu em 2018, quando a ex-presidente Dilma Rousseff concorreu em uma disputa com duas vagas e terminou em quarto lugar. Os eleitos naquele ano foram Rodrigo Pacheco e Carlos Viana, com o terceiro lugar ficando com Dinis Pinheiro. A esquerda voltou a repetir um quarto lugar em 2022, com a candidatura de Sara Azevedo, do PSOL. O PDT chegou a ter uma senadora por Minas, Júnia Marise, eleita em 1990. À época, porém, ela estava filiada ao PRN, partido do então presidente Fernando Collor de Mello. A parlamentar só se filiou ao PDT em 1993. Tentou a reeleição pela legenda em 1998, mas foi derrotada por José Alencar, então no PMDB. Segunda vagaPara a segunda vaga ao Senado, assim como para as candidaturas ao governo do estado e à vice-governadora, o PT mineiro informou que seguirá em diálogo com partidos e lideranças da base do governo federal. A estratégia de trabalhar com apenas um nome competitivo foi explicitada pela própria Marília em entrevista concedida na segunda-feira (26). “O PT ainda não definiu, eu não conversei com o presidente Lula e eu acho que isso tudo tem que ser amarrado direito”, afirmou. Entre as condições, citou o apoio público e explícito do presidente. “Uma delas é ser abraçada pelo presidente Lula. Eu quero que ele fale: ‘Ó, Marília, você é a minha candidata do meu coração’. Eu quero esse chamego do presidente Lula.” A prefeita também condicionou a decisão à garantia de estrutura partidária para uma campanha em um estado com 853 municípios. “Não dá para ser voluntária. Eu preciso de estrutura para fazer campanha, de meios para me locomover e de jornalistas para fazer rede social”, afirmou. Nos bastidores, dirigentes do PT avaliam que o partido deve concentrar esforços em uma candidatura única ao Senado, deixando a segunda vaga para ser construída em diálogo com aliados, como parte de uma composição mais ampla para 2026. DisputaO debate em torno da vaga ao Senado reabre um conflito antigo entre PT e PSD em Minas Gerais. Em eleições anteriores, a disputa entre as duas legendas já ameaçou a unidade do palanque presidencial no estado. Em 2022, o PT defendia a candidatura do deputado federal Reginaldo Lopes ao Senado, enquanto o PSD apostava no então suplente e depois senador Alexandre Silveira, que havia assumido a vaga deixada por Antonio Anastasia, nomeado para o Tribunal de Contas da União. Naquele contexto, o impasse ocorreu simultaneamente à pré-candidatura de Alexandre Kalil ao governo de Minas, pelo PSD, que buscava uma aliança formal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O conflito entre a candidatura petista ao Senado e a pretensão do PSD gerou receios de fragmentação do palanque presidencial no estado. Agora, em 2026, Silveira volta ao jogo. Atualmente ministro de Minas e Energia no governo Lula, ele é um dos nomes cotados para a segunda vaga ao Senado, embora a pré-candidatura enfrente obstáculos. Isso porque o vice-governador Mateus Simões, também filiado ao PSD, deve disputar o governo do estado, o que pode colocar no mesmo palanque candidaturas com orientações políticas distintas. Além disso, a legenda é presidida em Minas por Cássio Soares, que já manifestou reservas quanto a uma eventual candidatura de Silveira ao Senado. “Vejo muita dificuldade”, afirmou o dirigente estadual na semana passada, no podcast EM Entrevista, ao defender que a coexistência de um palanque ao governo alinhado à direita com uma candidatura ao Senado apoiadora de Lula poderia gerar ruído entre os eleitores. Segundo ele, apesar da boa relação institucional com o ministro, a configuração eleitoral traria risco de incoerência política. Ainda assim, ressaltou que o tema “nunca

Investigação do Master encontra envolvimento de políticos com foro especial, diz PF

De acordo com relatos feitos sob anonimato por investigadores, foram identificados “vários achados” com citações a políticos, incluindo nomes do Congresso Nacional. A Polícia Federal (PF) encontrou indícios que apontam para a participação de políticos com foro especial nas investigações envolvendo o Banco Master. Segundo investigadores, o material apreendido na operação indica referências a lideranças partidárias e autoridades, o que leva essa frente da apuração a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme informações da Folha de S.Paulo. As menções surgiram a partir de provas coletadas na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com relatos feitos sob anonimato por investigadores, foram identificados “vários achados” com citações a políticos, incluindo nomes do Congresso Nacional. Quando Vorcaro foi preso, a Polícia Federal quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do dono do Banco Master. As referências a políticos, no entanto, não estariam diretamente ligadas ao inquérito que apura a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo banco e a tentativa de venda da instituição ao BRB. Essas fraudes embasaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação, deflagrada em 18 de novembro do ano passado, no mesmo dia em que o Banco Master foi liquidado. Vorcaro ganhou notoriedade na capital federal por manter uma ampla rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão em Brasília. Desde que ele se tornou alvo da PF, essas relações passaram a gerar tensão entre autoridades. Há receio, entre políticos, de que sejam reveladas conexões pessoais e financeiras com o banqueiro. Segunda fase e atuação do STF A verificação dos indícios envolvendo políticos será aprofundada e somada aos elementos já reunidos na segunda fase da Compliance Zero. Essa etapa mirou o uso de fundos administrados pela Reag para o desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs. A segunda fase, realizada em janeiro, ocorreu por determinação do ministro Dias Toffoli, que assumiu a relatoria após provocação da defesa de Vorcaro. Os advogados alegaram ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar, que possui foro especial. Segundo a PF, essa menção não é o foco atual, e o material cita outros políticos. Em depoimento prestado à PF no fim de dezembro, Vorcaro minimizou suas conexões políticas. “Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estaria com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo”, afirmou. Investigadores avaliam que as apurações envolvendo políticos podem ser desmembradas do caso original. Mesmo que o inquérito sobre o negócio entre BRB e Master seja remetido à primeira instância, a investigação relativa a autoridades com foro continuaria sob supervisão do STF. Debate interno no Supremo Nas últimas semanas, ministros do Supremo discutiram a possibilidade de enviar parte do caso à Justiça de primeiro grau, com o objetivo de reduzir a pressão sobre a Corte. O movimento foi visto como uma saída para Toffoli, cuja condução do inquérito tem sido questionada pelo alto grau de sigilo. Diante do desgaste, o presidente do STF, Edson Fachin, chegou a afirmar que havia “uma tendência, pelo que se verifica até agora”, de o caso deixar o tribunal. A descoberta de indícios envolvendo políticos, porém, pode levar a um ajuste de rota, com parte das investigações descendo de instância e uma nova frente permanecendo no Supremo. A apuração que pode ser enviada ao primeiro grau, relativa à fabricação de carteiras pelo Banco Master, está em estágio avançado e deve ser concluída em breve. A PF trabalha na elaboração de um relatório final, com a indicação dos indícios de crime atribuídos aos principais suspeitos. A principal preocupação entre pessoas envolvidas no caso é que a investigação contra políticos não avance no STF em razão de pressões sobre a Corte.