Rodrigo Pacheco será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais

Lula vai definir detalhes da chapa para lançar a pré-candidatura do ex-presidente do Senado ao governo de Minas assim que voltar da Índia. Decisão embaralha negociações de Gilberto Kassab, do PSD, no estado, segundo maior colégio eleitoral do país. Ex-presidente do Senado durante a transição do governo – e em meio à tentativa de golpe liderado por Jair Bolsonaro (PL) -, Rodrigo Pacheco será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.Lula deverá fechar a chapa mineira de 2026 quando voltar da Índia. O presidente já teria feito um acordo com Carlos Lupi, presidente do PDT, no Estado e vai lançar a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-prefeito da capital, Alexandre Kalil (PDT), ao Senado.Em relação a Pacheco, a costura depende diretamente de conversas com Gilberto Kassab, que comanda o PSD e tem negociado tanto com aliados de Lula, quanto com bolsonaristas. O cacique do PSD, no entanto, estuda lançar Ratinho Jr. à Presidência, caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) siga “submisso” ao clã Bolsonaro.Em meio à indefinição de Kassab, Pacheco teria acertado a pré-candidatura diretamente com Lula e estaria disposto a mudar de sigla, caso haja resistência no PSD.Também no PSD, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, abriu mão da candidatura ao Senado e vai coordenar a campanha de Lula no Estado. Quem é Rodrigo PachecoRodrigo Otavio Soares Pacheco nasceu em 3 de julho de 1976, em Porto Velho (RO), mas construiu sua trajetória política em Minas Gerais. É advogado, formado pela PUC Minas, com atuação nas áreas de direito penal econômico e empresarial antes de ingressar na vida pública.Foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 2014, inicialmente pelo MDB. Em 2018, filiou-se ao DEM (atual União Brasil) e, no mesmo ano, foi eleito senador. Em fevereiro de 2021, tornou-se presidente do Senado Federal do Brasil, cargo que o colocou no centro das articulações políticas nacionais, especialmente durante a pandemia e em meio a tensões entre os Poderes. Em 2022, migrou para o Partido Social Democrático (PSD).À frente do Senado, buscou projetar uma imagem de moderador institucional, defendendo equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Reeleito senador em 2022, consolidou-se como uma das principais lideranças políticas de Minas Gerais e figura relevante no cenário nacional, especialmente por se opor à tentativa de golpe em janeiro de 2023.

Atlético sai na frente, mas leva empate do América no fim e vaga na final fica em aberto

Dudu abriu o placar no início do segundo tempo, mas, já nos acréscimos, Yarlen empatou a partida O Atlético teve a chance de sair na frente na disputa por uma vaga na final do Campeonato Mineiro e acabou desperdiçando. Na tarde deste domingo (22), o Galo empatou com o América em 1 a 1 na Arena MRV e a decisão ficou para o jogo de volta, disputado na próxima semana, na Arena Independência. Dudu, abriu o placar no início do segundo tempo e Yarlen empatou o jogo já nos acréscimos.O Galo vive a expectativa da chegada de Eduardo Domínguez para assumir o clube e foi comandado por Lucas Gonçalves, auxiliar técnico da comissão fixa do clube. Assim como foi na goleada por 7 a 2 contra o Itabirito, na última rodada da fase de grupos do Mineiro, o treinador manteve Vitor Hugo na zaga como titular no lugar de Junior Alonso e Scarpa no meio-campo.Apesar da Arena MRV lotada, com cerca de 32 mil torcedores, e com muita disposição dos jogadores do Atlético, o início de jogo não foi como a equipe da casa esperava. Em meio ao caos, quem se saiu melhor foi o América, que criou as principais oportunidades nos primeiros 45 minutos. Nem mesmo os 70% de posse de bola no primeiro tempo fizeram o Galo criar grandes chances de gol – foram apenas quatro finalizações.Sem encontrar espaços na marcação do Coelho, o Galo levou um susto e viu o adversário abrir o placar logo aos oito minutos, mas contou com a sorte – e com o VAR – para que o gol fosse anulado por impedimento. O Coelho voltou a assustar aos 18 minutos. Ruan fez falta na entrada da área. Na cobrança, William acertou o canto e obrigou Everson a fazer grande defesa.A única grande chance do Atlético na primeira etapa também foi em uma cobrança de falta. Aos 30 minutos, Hulk foi derrubado na intermediária. O mesmo foi para a cobrança e chutou no canto. Gustavo evitou o primeiro gol da partida.Para abrir o placar, o Galo precisava de uma mudança de postura. E ela veio. A equipe voltou para o segundo muito mais agressiva e, logo aos seis minutos, tirou o zero do placar. Após boa jogada no meio, Scarpa encontrou Dudu que bateu na saída do goleiro Gustavo.Atrás no marcador, o América se lançou ao ataque e coube ao Atlético o dever de se defender e sair explorando o contra-ataque. E foi assim que o Coelho chegou ao empate. Yago Souza avançou pelo meio e rolou para Yarlen, que chutou no alto do gol e igualou o placar.O empate no fim deixou a torcida do Atlético revoltada. Ao apito final, muitos torcedores vaiaram o time em campo e gritaram por ‘raça’.Com o resultado, a decisão pro uma vaga na final ficou para o jogo de volta, que será disputado no próximo domingo (1º de março), na Arena Independência. Quem vencer avança para a final e um novo empate leva a decisão para os pênaltis. Ficha técnicaAtlético 1 x 1 AméricaMotivo: Jogo de ida da semifinal do Campeonato MineiroLocal: Arena MRV, Belo HorizonteQuando: domingo, 22 de fevereiro de 2026, às 18hÁrbitro: Matheus Candançan (SP)Assistentes: Brígida Cirilo Ferreira (AL) e Thiaggo Americano Labes (SC)VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)Cartões amarelos: Ruan (Atlético) / Gustavo, Paulo Victor, Nathan Cardoso e Ricardo Silva (América)Gol: Dudu (06’/2°T) e Yarlen (48’/2°T)Atlético: Everson; Natanael (Preciado), Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco, Maycon (Igor Gomes), Scarpa e Victor Hugo (Bernard); Dudu (Cuello) e Hulk. Técnico: Lucas Gonçalves.América: Gustavo; Nathan Cardoso, Ricardo Silva, Emerson e Artur (Paulinho); Felipe Amaral, Eduardo Person e Maguinho (Léo Alaba); Willian Bigode (Thauan), Val Soares (Yago Souza) e Paulo Victor (Yarlen). Técnico: Alberto ValentimPúblico: 31.916 pessoasRenda: R$ 1.879.354,89

Minas tem rombo de R$ 11,3 bilhões no caixa no último ano do governo de Romeu Zema

O valor consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x consolidado da situação financeira do estado O governador Romeu Zema (Novo) encerrará o seu mandato à frente do governo de Minas Gerais com o Executivo tendo um déficit da ordem de R$ 11,3 bilhões. O valor diz respeito ao total de recursos não vinculados, ou seja, que não recebem uma destinação legal para aplicação em áreas específicas. O valor consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x consolidado da situação financeira do estado em 2025.O material indica que o estado terá dificuldades para arcar com dívidas de outros anos e firmar compromissos neste ano. De acordo com o relatório, Minas soma R$ 3,7 bilhões em restos a pagar empenhados, mas que não foram liquidados em 2025. Ao Tesouro, o estado informou uma despesa líquida com pessoal de R$ 53,8 bilhões. O valor deixa Minas no limite prudencial e próximo ao máximo permitido, de 49%, em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). O percentual apurado do estado foi de 48,22%.A dívida pública líquida apurada pelo estado foi de R$ 187,1 bilhões. Somente à União, o governo mineiro deve R$ 179,3 bilhões, saldo que foi confessado no ato de adesão ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) em 31 de dezembro de 2025. A entrada no programa, inclusive, é tratada por Zema como alternativa para amortizar o endividamento junto à União. A amortização será feita em 360 parcelas.De acordo com matéria do Estadão, o rombo apresentado em Minas Gerais é o maior entre os estados brasileiros que finalizam 2025 com as contas no vermelho. Também estão nesta condição Rio Grande do Norte, Alagoas, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre – todos com saldo devedor menor que o apresentado pela gestão Zema.Pedra no sapatoA indisponibilidade de recursos acima de R$ 11 bilhões, que representa pouco menos da metade dos R$ 24 bilhões em isenções fiscais que Zema incluiu no orçamento de 2026, pode dificultar os meses finais da gestão do governador e de seu vice, Mateus Simões (PSD). Zema deixará o estado no final de março para se dedicar à campanha presidencial, e a cadeira será assumida por Simões, pré-candidato ao governo.No entanto, em anos eleitorais, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) proíbe o Executivo de aumentar despesas com pessoal nos últimos 180 dias de mandato. Além disso, a partir de maio, é proibido assumir novas despesas sem a garantia de pagamento até o final do ano ou de que haverá recursos em caixa para cumprimento das obrigações a partir do ano que vem.Na aprovação do orçamento para 2026, o governo já havia informado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um déficit de R$ 5,21 bilhões. A proposta aprovada pelos deputados estima receita de R$ 127,1 bilhões e despesa de R$ 132,3 bilhões em 2026.Funcionalismo critica governadorO ex-presidente e atual diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), Matias Bakir, disse que a situação fiscal apresentada no relatório poderia ser ainda mais deteriorada. Ele citou que nos últimos anos o estado só reajustou os salários dos servidores conforme a inflação em 2023. “Esse rombo ainda é pouco, porque é um governo que não cumpre com as suas obrigações com o funcionalismo. Ele financia o governo em cima dos servidores públicos”, disse Bakir.A tese é corroborada pelo diretor político do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG), Geraldo Henrique. Ele lembrou que o funcionalismo ficou sem reajustes de 2013 até 2022, quando Zema concedeu 10,6% de aumento em concordância com a inflação de 2021.“Daí pra frente, o Zema não pagou a inflação de 2022 que foi 5,7%, não pagou 2024 que ficou em torno de 4,8% e não pagou a inflação do ano passado de quase 5%. E ele prometeu na campanha de 2022 que a partir do segundo mandato ele pagaria o reajuste da inflação aos servidores todos os anos, assim como as empresas da família dele faziam com todos os trabalhadores”, lembrou Geraldo.Segundo o diretor do Sindpúblicos, há uma insatisfação enorme da categoria com o governador. “Imagine só: você monta uma empresa, coloca os trabalhadores para produzir, a empresa cresce, mas você não dá aos trabalhadores os direitos que eles têm. É óbvio que você terá um ganho bem acima do que imaginou, porque não está repartindo com a massa de produção”, criticou. “Ele paga o 13º salário, anuncia o pagamento todo quinto dia útil, e acha que pagando de forma congelada o salário está fazendo um papelão”, acrescentou.Isenções na miraPara Matias Bakir, do Sindifisco, outro ponto de crítica ao governo de Romeu Zema é o volume de isenções fiscais cedidas a empresas, na casa dos R$ 24 bilhões neste ano. A listagem das organizações beneficiadas é mantida em sigilo pelo Executivo. “É uma transferência literal do recurso público para a iniciativa privada. Se você concede benefício fiscal a uma empresa para incentivar a indústria, você tem que ter o controle da indústria para ser se ela vai cumprir aquilo que prometeu, mas não tem ninguém controlando”, acrescentou.Matias Bakir citou ainda que ao assinar o acordo com a União sobre a Lei Kandir, em 2020, o estado renunciou a um montante de R$ 135 bilhões para receber R$ 8,7 bilhões. “Sete anos depois, ele não conseguiu equilibrar as contas do estado. E quem mostra isso, que o governo dele foi pífio, que ele está deixando o estado pior do que ele pegou, é a própria Secretaria de Fazenda dele”, finalizou.O que diz o governo?O TEMPO procurou o governo de Minas e pediu esclarecimentos sobre o relatório. Em nota, a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) voltou a citar, indiretamente, a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) para justificar o rombo de R$ 11,3 bilhões. O discurso, inclusive, é um dos mais citados por Zema desde que chegou ao governo.No comunicado, a pasta diz que o valor refere-se a passivos herdados de gestões anteriores que

Uberlândia e North empatam no jogo de ida das semifinais do Troféu Inconfidência

North busca empate com Uberlândia fora de casa no jogo de ida das semifinais do Troféu Inconfidência Uberlândia e North empataram por 1 a 1 no jogo de ida das semifinais do Troféu Inconfidência do Campeonato Mineiro, neste sábado (21/2), no Parque do Sabiá, em Uberlândia.Marcos Calazans, aos 19 minutos do primeiro tempo, abriu o placar para o Uberlândia. Aos 12′ da etapa final, Rosseto empatou para o North. As equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo (1/3), às 17h, na Arena Juvenção em Montes Claros.Em caso de novo empate, o finalista do Troféu Inconfidência será definido na disputa de pênaltis.Outra semifinal do Troféu InconfidênciaO outro finalista do Troféu Inconfidência sairá do confronto entre Tombense e URT. No jogo de ida, nessa sexta-feira (20/2), a URT venceu o Tombense por 1 a 0, no Almeidão, em Tombos. A partida de volta será no próximo sábado (28/2), às 20h, na Arena DB, em Patos de Minas.

Cruzeiro bate Pouso Alegre e abre vantagem na luta por vaga à final

Em sua reestreia com a camisa celeste, atacante marcou um dos gols da vitória no Manduzão, no Sul de Minas Contando com gol de Bruno Rodrigues logo em sua reestreia, o Cruzeiro abriu vantagem na busca por uma lugar na final do Campeonato Mineiro ao vencer o Pouso Alegre por 2 a 1, no estádio Manduzão, no Sul de Minas, no duelo de ida da semifinal do Estadual.Com o resultado, a Raposa agora pode até empatar no jogo de volta, no Mineirão, no próximo final de semana, que avança à decisão. Vitória do Pouso Alegre por um gol leva a definição para a disputa de pênaltis.Sem seu ataque titular, já que Kaio Jorge (desgaste muscular) e Arroyo (incômodo no joelho esquerdo) foram preservados, Tite optou pela formação com Lucas Silva, Romero, Christian, Gerson e Matheus Pereira, além do colombiano Neyser Villareal como referência na frente.E o início celeste foi positivo. Com Kaiki e Gerson fazendo a diferença pelo lado esquerdo, o Cruzeiro teve quatro grandes chances nos primeiros 20 minutos.Numa delas, Villalba, novamente titular, parou no travessão. Na outra, Gerson até balançou as redes, mas a arbitragem havia assinalado impedimento na origem do lance. O goleiro Thiago Braga também salvou os donos da casa ao fazer excelente defesa em cabeçada de Christian.Com maior compactação no setor defensivo, o Cruzeiro tinha mais posse e dificultava os avanços do adversário, que poucas vezes chegou na área celeste. Entretanto, faltava o principal: eficiência nas finalizações.No início do segundo tempo, a situação pouco se alterou. O Cruzeiro manteve o domínio territorial, mas seguiu falhando na ‘cara do gol’. A principal dela com Villareal, que apareceu de frente para o goleiro Thiago Braga, mas finalizou mal.Tite tentou reverter o quadro promovendo a reestreia de Bruno Rodrigues, que entrou, aos 16 minutos, na vaga de Villarreal, para atuar como um ‘falso 9’, função que já havia exercido em sua primeira passagem pela Raposa, entre 2022 e 2023. E, dois minutos depois, o Cruzeiro abriu o placar.Gerson e Bruno Rodrigues pressionaram a saída do Pouso Alegre, que se complicou. A bola sobrou para Lucas Silva, que, de fora da área, chutou bem, de curva, marcando um golaço.Pouco depois, a Raposa ampliou. Em boa jogada pela direita, William cruzou, a zaga do Pouso Alegre rebateu errado e Bruno Rodrigues deixou sua marca e saiu para sua comemoração tradicional a lá Cristiano Ronaldo.Quando o resultado parecia já definido, Gabriel Tota, do Pouso Alegre, foi lançado na área e, na tentativa de tomar a bola, Villalba fez a carga por trás e cometeu o pênalti: na cobrança, Romarinho fez o gol, mantendo a equipe do Sul de Minas ainda viva na luta por um inédito lugar na final do Mineiro. FICHA TÉCNICAPOUSO ALEGRE 1×2 CRUZEIROPOUSO ALEGREThiago Braga; Da Silva, Vitão, Xandão e Matheus Nunes (De Paula); Magé, Romarinho e Alexandre Pena (Pedro Arthur); Gabriel Tota, Thiago Rubim (Porfírio) e Marcelinho (Jonathan Kauan). Técnico: DaniloCRUZEIROCássio; William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Lucas Romero (Japa), Lucas Silva (Walace), Christian (Wanderson) e Gerson; Matheus Pereira (Kaique Kenji) e Neyser Villareal (Bruno Rodrigues). Técnico: TiteMotivo: Duelo de ida da semifinal do Mineiro 2026Local: Estádio Manduzão, em Pouso AlegreÁrbitro: André Luiz Skettino BentoAuxiliares: Felipe Alan Costa Oliveira e Bernardo de Souza PáduaVAR: Emerson de Almeida FerreiraGols: Lucas Silva, 18, Bruno Rodrigues, 29, Romarinho, 42 do 2º tempoCartões amarelos: Xandão, Magé e Romarinho (P), Villalba (C)Público: 13.682 pagantesRenda: R$ 1.295.975,00