Datafolha: 54% dos brasileiros não têm interesse em acompanhar a Copa do Mundo

Pesquisa indica maior desinteresse da série histórica iniciada em 1994, superando o recorde anterior registrado antes da Copa de 2018, na Rússia A maioria dos brasileiros afirma não ter interesse em acompanhar a próxima Copa do Mundo, segundo pesquisa do Datafolha. O levantamento mostra que 54% da população dizem não pretender assistir aos jogos do torneio. O instituto ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, informa o jornal Folha de São Paulo.Trata-se do maior índice de desinteresse da série histórica iniciada em 1994, superando o recorde anterior registrado antes da Copa de 2018, na Rússia. Em 2022, antes do torneio no Qatar, 51% declaravam pouco interesse. A pesquisa também aponta que 31% dos entrevistados afirmam que não pretendem assistir às partidas. Entre as mulheres, o desinteresse chega a 62%, enquanto entre os homens o índice é de 46%.Torcedores ouvidos relacionam a baixa empolgação ao momento da seleção brasileira. Sob comando de Carlo Ancelotti, a equipe encerrou as Eliminatórias em quinto lugar, com derrota para a Bolívia na última rodada, além de resultados negativos em amistosos contra Japão, Tunísia e França.Segundo o Datafolha, apenas 17% dos entrevistados declararam ter “grande interesse” no torneio, o menor percentual da série histórica. O índice já havia sido mais alto em 1994, quando 56% demonstravam forte engajamento.Entre os mais jovens, o interesse é maior. Nas faixas de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos, 24% e 20% disseram estar muito interessados, respectivamente. Já entre pessoas de 35 a 44 anos, o percentual é de 13%, enquanto entre 45 e 59 anos chega a 14%. Entre os com 60 anos ou mais, o índice é de 15%.
Lula fala em ‘reciprocidade’ após delegado da PF ser expulso dos EUA

Delegado Marcelo Ivo foi expulso dos Estados Unidos uma semana depois da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, nesta terça-feira (21/4), que pode agir com “reciprocidade” contra os Estados Unidos após o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo ser expulso do país.“Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil”, afirmou o presidente à imprensa na porta de um hotel em Hannover, na Alemanha.“Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil”, acrescentou Lula.O delegado Marcelo Ivo foi expulso dos Estados Unidos na segunda-feira (20/4), uma semana depois da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Ramagem foi detido pelo serviço de imigração norte-americano, o ICE, em 13 de abril, e foi solto dois dias depois.O governo dos EUA, por meio do Departamento de Estado, disse que o delegado brasileiro tentou “manipular” o sistema de imigração, “contornando pedidos formais de extradição” e “estendendo perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.A Polícia Federal informou que a prisão de Ramagem pelo serviço de imigração norte-americana ocorreu como resultado de cooperação policial internacional entre o Brasil e os Estados Unidos.
Delegado da PF que atuou na prisão de Ramagem nos EUA é expulso do país, diz Casa Branca

Marcelo Ivo de Carvalho exerce a função de oficial de ligação da PF junto ao ICE O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental da Casa Branca, dos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira (20) a expulsão do país de um funcionário brasileiro, que, segundo o comunicado, teria ‘manipulado’ o sistema de imigração para driblar pedidos de extradição e promover uma ‘caça às bruxas’ nos EUA.O órgão é ligado ao Departamento de Estado dos EUA.“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, disse a publicação oficial na rede social X. O tuíte foi repostado pela conta oficial da embaixada dos EUA no Brasil.Mais cedo, o Metrópoles informou que tratava-se do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou na prisão do ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem.Ivo exerce a função de oficial de ligação da PF junto ao ICE, órgão de repressão à imigração nos EUA.Ramagem foi preso nos EUA no último dia 13 e posteriormente solto, no último dia 15. À época de sua prisão, a PF informou em nota que ela foi decorrente de cooperação policial internacional entre Brasil e EUA.Ramagem, que fugiu para os EUA, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista.