Em duelo digno de final, João Fonseca elimina o multicampeão Djokovic em Roland Garros

Brasileiro virou partida histórica na quadra central em Paris e avançou na competição O brasileiro João Fonseca, 19 anos, avançou às oitavas de final em Roland Garros ao bater o sérvio Novak Djokovic, quarto colocado do mundo, por 3 sets a 2, em um jogo épico no saibro mais famoso do mundo. Com o resultado, o jovem de 19 anos – 28º do ranking da ATP, chega a melhor campanha já realizada no torneio.Essa foi a primeira vez que Fonseca encarou o multicampeão. Após sair perdendo por 6 x 4, nos primeiros duelos, o carioca reagiu e fechou o terceiro set em 6×3. No quarto, o brasileiro buscou a virada fechando a parcial em 7×5, levando a decisão para o quinto set.Mesmo aparentando mais desgastado fisicamente que o brasileiro, Djoko conseguiu confirmar os dois primeiros serviços e, em seguida, quebrar o de João. Com o apoio da torcida, o jovem brasileiro “deu o troco”, fazendo um 3 a 2 no set final. Com o serviço a seu favor, Fonseca confirmou sem dificuldades, empatando a partida em 3 a 3.O resultado fez o jovem crescer novamente no confronto, mas não o suficiente para buscar a segunda quebra sobre o rival, que fechou em 4 a 3. Com o poder do saque, João confirmou e igualou novamente o embate.Na abertura do quinto serviço, Djokovic voltou a confirmar abrindo 5 a 4 e podendo fechar a partida com uma quebra sobre o brasileiro. Mesmo com a pressão nos ombros, o carioca conseguiu afastar o perigo e deixou tudo igual.Na sequência, a juventude de João prevaleceu ao cansaço de Djoko e a quebra sobre o sérvio aconteceu, virando o placar em 6 e 5. Para confirmar o serviço, João buscou o placar e fechou a partida em 7 a 5 com três aces seguidos.Antes do confronto acontecer, João Fonseca revelou o desejo de enfrentar o sérvio – que já está em reta final de carreira, pelo menos uma vez.”Sempre falava para o meu técnico que queria cair na chave do Djokovic. Eu sei que isso não vai durar muito tempo, então queria viver essa experiência. Vou aproveitar cada momento jogando contra um ídolo”, disse Fonseca, sem imaginar como terminaria o duelo épico.

Rodrigo Pacheco anuncia fim de ciclo na política e descarta candidatura ao governo de Minas

Em evento em São Paulo, senador informou que retornará à advocacia em tempo integral e rejeitou possibilidade de ocupar cargo em tribunais superiores O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou nesta sexta-feira (29) que pretende encerrar sua trajetória política após concluir o atual mandato. A declaração foi dada durante um evento promovido pelo Grupo Lide, em São Paulo, e ocorre dez dias após o PT confirmar que o parlamentar não disputará o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Ao comentar a decisão, Pacheco disse que vive um “fechamento de ciclo”, tem “sentimento de dever cumprido” e não pretende se perpetuar na política.Ex-presidente do Senado e do Congresso Nacional, o parlamentar mineiro ressaltou que sua passagem pela vida pública foi marcada por realizações e que a decisão de deixar a atividade partidária vem sendo amadurecida há algum tempo.“Tenho 12 anos de vida pública, fui deputado e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada. Há sempre um momento de a gente avaliar ciclos. E há um fechamento de ciclo na política, que eu decidi fazer, com o sentimento de dever cumprido”, declarou durante o seminário sobre inovação e inteligência artificial realizado na capital paulista.Segundo Pacheco, a ideia de não permanecer indefinidamente em cargos públicos existe desde o início de sua carreira. “Quando eu entrei na política, eu dizia sempre que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída. Que eu não me eternizaria na política. Eu tenho muito desapego ao poder”, afirmou.Decisão ocorre após desistência da disputa em MinasA fala reforça o cenário desenhado nas últimas semanas. No início de maio, Pacheco havia informado que definiria até o fim do mês se concorreria ao Palácio Tiradentes, após meses de articulações e incentivos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que liderasse a chapa governista em Minas.No último dia 19, porém, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou publicamente que o senador optou por não disputar o Governo de Minas, levando a legenda a retomar conversas com outras lideranças para a construção de uma candidatura ao Executivo estadual. Cotados para a sucessãoQuestionado sobre quais lideranças poderiam representar o seu grupo político na disputa pelo governo mineiro, Pacheco defendeu a construção de um projeto capaz de unir forças do chamado “campo democrático”. Entre os nomes citados por ele estão o empresário Josué Gomes da Silva e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, ambos filiados ao PSB.O senador também elogiou publicamente a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), apontada como um dos principais nomes para a disputa ao Senado. “Algo que me entusiasma muito, ter uma mulher no Senado, representando Minas Gerais, com a qualidade da Marília Campos”, concluiu.