Argentina Vence a Inglaterra e está na Final da Copa do Mundo de 2026

Seleção argentina sai perdendo, mas consegue virada nos minutos finais e segue na busca pelo bicampeonato consecutivo A Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 nesta quarta-feira (15), em Atlanta, e garantiu seu lugar na final da Copa do Mundo. Esta é a segunda decisão consecutiva dos argentinos na competição, que buscam o tetracampeonato mundial.Na marca de 10 minutos do segundo tempo, Anthony Gordon completou o cruzamento vindo da direita e abriu o placar no Mercedes-Benz Stadium, nos Estados Unidos. Já no fim do confronto, Enzo Fernández e Lautaro Martínez balançaram as redes e decretaram a virada a favor dos sul-americanos.Com o resultado, a Seleção Argentina terá pela frente a Espanha na disputa pelo título do Mundial. O adversário derrotou a França por 2 a 0 e está atrás do bicampeonato do torneio.A grande final da Copa acontece no próximo domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Los Angeles. Já os ingleses, disputam o terceiro lugar contra os franceses no sábado (18), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Sobre a partidaApós um início de muita tensão e marcado por um grande número de faltas, o confronto chegou na pausa para a hidratação sem nenhuma grande oportunidade criada por ambas as equipes. A primeira chance saiu somente aos 33 minutos, em cabeçada para fora do zagueiro John Stones após cruzamento do volante Declan Rice.Já aos 38 minutos, o volante Enzo Fernández, da Argentina, arriscou de fora da área e errou o alvo. O primeiro cartão amarelo do jogo saiu pouco antes, para o meio-campista inglês Elliot Anderson, após falta dura no craque Lionel Messi.Mais tarde, aos 42, o árbitro Ismail Elfath mostrou mais um amarelo, agora para o zagueiro Lisandro Martínez, do lado sul-americano do duelo, por matar o contra-ataque com um puxão na camisa do meia Morgan Rogers.Na volta do intervalo, a Argentina levou perigo com o atacante Julián Álvarez. Ele recebeu na área e encheu o pé para ótima defesa do goleiro Jordan Pickford. No rebote, o próprio Álvarez tentou mais uma vez e Pickford colocou a bola para escanteio.Porém, aos 10 minutos, foram os ingleses que tiraram o zero do placar. Rogers cruzou na segunda trave e o ponta Anthony Gordon antecipou a marcação e empurrou para as redes: 1 a 0.Atrás na partida, a Seleção Argentina passou a pressionar o rival em busca do empate. Na marca de 24 minutos, Messi cruzou na área e o ponta Nico González cabeceou firme, mas Pickford realizou um milagre para salvar a Inglaterra. Aos 30, o meio-campista Alexis Mac Allister apareceu sozinho e acertou a trave em tentativa de cabeça.Aos 40 minutos, Enzo Fernández recebeu passe de Messi e, com muita liberdade, finalizou de longe para empatar o jogo. Pouco depois, Lionel foi até a linha de fundo e cruzou na cabeça do atacante Lautaro Martínez, que saiu do banco de reservas para sacramentar a classificação argentina à grande final
Racismo, arbitragem, Milei, arrogância: torcer contra a Argentina é dever de todo sul-americano

Há uma cascata segundo a qual, por sermos do mesmo continente, devemos torcer para a Argentina na Copa do Mundo após o vexame do Brasil. É uma estupidez. Entre outros motivos, porque a Argentina não se considera do mesmo continente. Há uma cascata segundo a qual, por sermos do mesmo continente, devemos torcer para a Argentina na Copa do Mundo após o vexame do Brasil. É uma estupidez. Entre outros motivos, porque a Argentina não se considera do mesmo continente.A última representante da América Latina no torneio não conta com a torcida de seus vizinhos. Do México ao Chile, passando por Colômbia, Peru, Equador, Uruguai e pela parte sã do Brasil, a eliminação da seleção de Lionel Messi tornou-se quase um objetivo comum.A rejeição mistura rivalidades históricas, favorecimento da arbitragem no torneio, a idolatria idiota em torno de Messi, racismo e o fato de que os argentinos se consideram superiores aos vizinhos. Sim, temos uma velha rivalidade em campo que o saudoso Galvão Bueno explorava.Ocorre que eles nos ainda nos chamam de macaquitos e cantam que viemos “da favela”. Isso não é um detalhe e não é do “folclore futebolístico”.Infantino, o chefão da Fifa, não esconde sua predileção por Messi. Além do assalto contra o Egito, o americano Ismail Elfath foi escolhido como árbitro contra a Inglaterra. Elfath tem um histórico que chama atenção. Desde que Messi chegou ao Inter Miami, em 2023, apitou quatro partidas do craque argentino. O resultado foi perfeito para o camisa 10: quatro vitórias, quatro gols marcados e nenhum tropeço. O caso Enzo FernándezO debate ganhou dimensão internacional após a Copa América de 2024.Durante a comemoração do título, o volante Enzo Fernández apareceu em uma transmissão ao vivo no ônibus cantando, junto com companheiros da seleção, uma música que afirmava que os jogadores da França “jogam pela França, mas são de Angola”.A canção ainda dizia que Kylian Mbappé gostava de travestis, a mãe era camaronesa, o pai nigeriano e que “o passaporte dizia francês”.Em determinado momento do vídeo, um integrante da delegação percebe a gravidade da situação e grita para interromper a transmissão ao vivo, evidenciando que os próprios jogadores sabiam que o conteúdo poderia gerar repercussão. Tarde demais.A canção havia surgido ainda durante a Copa de 2022 entre grupos de torcedores argentinos, mas ganhou repercussão mundial apenas após a divulgação do vídeo de Enzo Fernández.O Chelsea abriu investigação interna contra o jogador, atletas franceses condenaram o cântico e entidades de combate ao racismo classificaram a música como xenófoba, racista e transfóbica, mas ficou por isso mesmo.Durante esta Copa do Mundo, torcedores argentinos foram flagrados dirigindo insultos racistas contra um streamer negro americano em duas partidas da seleção. Chamaram-no de macaco.Também repercutiu a declaração do jornalista argentino Eduardo Feinmann, que afirmou na televisão que “detesta os mexicanos” e que eles têm inveja dos argentinos “não apenas no futebol, mas em tudo”. A fala foi condenada pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum. Messi não é PeléEmbora seja um dos maiores jogadores da história, Lionel Messi é alvo de uma babação de ovo insuportável. A cobertura da imprensa e das transmissões transforma qualquer lance do camisa 10 em um momento extraordinário, criando uma idolatria psicótica. O narrador da CazéTV tem orgasmos múltiplos a cada vez que ele pega na bola ou dê um passe de lado.A relação com o México também ficou abalada após a Copa de 2022, quando um vídeo mostrou uma camisa mexicana no chão do vestiário argentino enquanto Messi retirava as chuteiras. O boxeador Saúl “Canelo” Álvarez acusou o craque de desrespeitar o uniforme mexicano, algo que Messi sempre negou.Anos depois, o próprio argentino reconheceu que aquele episódio alterou a forma como muitos mexicanos passaram a enxergá-lo.Eles são auto-indulgentes. Como persiste no país a ideia de que “não existem negros” e, portanto, não haveria racismo, os argentinos sequer reconhecem o caráter discriminatório de músicas e gestos.A única autoridade do governo que sugeriu um gesto de retratação após o hino atacando a seleção francesa, feita de filhos de imigrantes da África, acabou perdendo o cargo.O então secretário de Esportes da Argentina afirmou, em entrevista, que os jogadores poderiam pedir perdão pelo episódio. A declaração desagradou Milei, que determinou sua demissão.Segundo ele, ninguém poderia dizer “o que os campeões do mundo e bicampeões da América devem fazer ou dizer”.
Saque do Palácio das Mangabeiras vira caso de polícia e Zema debocha

O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, mobiliza deputados estaduais e já chegou ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e à Polícia Federal. O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, mobiliza deputados estaduais e já chegou ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e à Polícia Federal.Uma comissão de deputados estaduais localizou apenas cinco itens do acervo original em visita ao palácio no dia 2 de julho: uma mesa de centro, um piano, duas poltronas e um sofá. Nenhuma outra peça da coleção que pertencia ao espaço apareceu durante a vistoria.O ex-governador Romeu Zema (Novo) negou o sumiço e chamou o acervo de “móveis velhos” em fala à imprensa na sexta-feira (10). “Eu falo que eu economizei, no mínimo, R$ 300, R$ 400 mil por mês morando na minha casa. Se tem alguma coisa de lá que sumiu e não sumiu, um mês de economia paga tudo esses móveis velhos que estavam lá e que estão ainda”, disse.A desativação do Palácio das Mangabeiras como residência oficial integrou a campanha de Zema. Durante o mandato, ele alugou uma casa em Belo Horizonte e planejou instalar no imóvel um “Museu das Mordomias”, projeto que não saiu do papel. Zema deixou o governo de Minas em março.O acervo reunia 1.038 livros restaurados durante o governo de Antônio Anastasia, entre 2010 e 2014. Também não apareceram uma mesa de jantar com 40 lugares, uma cozinha completa, uma sala de cinema com projetor e cadeiras da década de 1940, tapetes, talheres de prata, copos de cristal e outros itens.Os deputados também não encontraram uma lista completa do acervo, o que impede a quantificação das peças desaparecidas. A Codemge, responsável pela administração do espaço, prometeu entregar uma relação dos bens até o dia 16. Veja os cômodos quase vazios após saída de Zema do governo de MG: TCE-MG e Polícia Federal apuram o destino do acervoUm ofício de 2020 registrou a doação de 63 itens do acervo ao governo estadual. Em junho, o secretário de Cultura de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, afirmou que 44 peças estavam com a Polícia Militar e 187 com a Codemge, mas os documentos disponíveis não permitem saber se os números se referem a 294 peças diferentes. Os itens saíram do Palácio das Mangabeiras em 2019, quando o espaço recebeu uma exposição de decoração. Um dos responsáveis pela mostra afirmou que o imóvel já havia sido entregue aos organizadores com apenas alguns lustres e uma mesa, itens que também não apareceram na visita dos deputados.O TCE-MG aceitou, no dia 6, uma denúncia do deputado estadual Leleco Pimentel (PT-MG) para investigar o possível sumiço. No dia seguinte, a deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) apresentou notícia-crime à Polícia Federal. “Denúncias e Representações correm em caráter de sigilo, conforme Regimento Interno e legislação vigente”, informou o tribunal.Na representação ao Tribunal de Contas, Leleco afirmou: “As peças consideradas históricas, artísticas ou de relevante valor mobiliário deveriam ser catalogadas (…) Não se tem notícia da devolução de bens quando do término da concessão do Palácio ao evento Casa Cor, tampouco sobre vistorias, laudos de constatação e inventários técnicos a cada término de evento, a fim de assegurar que as características arquitetônicas e os bens tombados remanescentes permaneçam intactos. Os fatos são estarrecedores”.Durante a vistoria, os deputados identificaram infiltrações nas paredes, mofo debaixo de uma pia na cozinha e a retirada do carpete no espaço onde funcionava a sala de cinema. Inaugurado em 1955, o Palácio das Mangabeiras tem projeto de Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx; 17 governadores moraram no local, entre eles Juscelino Kubitschek. O governo de Minas Gerais repudiou “especulações” sobre o acervo e afirmou que todos os bens estão cadastrados, inventariados e com localização registrada nos sistemas oficiais de controle patrimonial. A gestão estadual disse que os livros foram incorporados à Biblioteca Pública Estadual como Coleção Biblioteca do Palácio das Mangabeiras e que obras estão sob guarda de equipamentos como o Palácio da Liberdade e o Museu Mineiro.O governador Mateus Simões (PSD) afirmou ao jornal Estado de Minas que o acervo pode ser consultado por requerimento e disse que o palácio recebeu duas edições do Casa Cor para tentar reverter a “situação decrépita” do prédio. A Codemge informou que mantém o mesmo posicionamento do governo estadual.
Aprovação de Lula chega a 48% e supera desaprovação, aponta Quaest

Pesquisa Genial/Quaest mostra 48% de aprovação e 47% de desaprovação; avaliação positiva empata com a negativa em 36% A aprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 48% e superou numericamente a desaprovação, registrada por 47% dos entrevistados. Outros 5% não souberam ou não responderam. Os dados são da pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho de 2026.Como a diferença entre os dois indicadores é de apenas um ponto percentual, o resultado representa um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Ainda assim, o levantamento mostra uma inversão das posições observadas em junho, quando 47% aprovavam Lula e 48% desaprovavam sua atuação. A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07181/2026. Aprovação mantém trajetória de recuperaçãoO gráfico histórico da Quaest mostra uma recuperação gradual da avaliação de Lula ao longo dos últimos meses. Em abril, a aprovação estava em 43%, enquanto a desaprovação alcançava 52%. Em maio, os índices passaram para 46% e 49%, respectivamente. Em junho, a distância caiu para apenas um ponto, com 47% de aprovação e 48% de desaprovação. Agora, em julho, os números se inverteram, com vantagem numérica para os que aprovam o presidente. É a primeira vez, na série apresentada desde julho de 2025, que a aprovação aparece acima da desaprovação.Na avaliação detalhada do governo, 36% classificam o trabalho de Lula como positivo e outros 36% o consideram negativo. A parcela que avalia a administração como regular permanece em 26%, enquanto 2% não souberam responder. Mulheres e idosos registram maior aprovaçãoEntre as mulheres, a aprovação de Lula chega a 50%, contra 44% de desaprovação. No eleitorado masculino, o cenário é inverso: 46% aprovam o presidente e 50% desaprovam.O governo também apresenta resultado favorável entre os brasileiros com 60 anos ou mais. Nesse grupo, 51% aprovam Lula, enquanto 44% desaprovam. Entre os entrevistados de 16 a 34 anos, a aprovação aparece em 48%, contra 46% de desaprovação.Já na faixa de 35 a 59 anos, 46% aprovam e 50% desaprovam o trabalho presidencial. Nordeste concentra maior apoio a LulaO Nordeste continua sendo a região com maior apoio ao presidente. A aprovação alcança 61%, enquanto 35% desaprovam o governo.No Sudeste, 44% aprovam Lula e 50% desaprovam. No Sul, a distância é mais ampla: 37% de aprovação e 58% de desaprovação. No agrupamento formado pelas regiões Centro-Oeste e Norte, os índices são de 46% e 49%, respectivamente.A escolaridade também revela diferenças expressivas. Entre os entrevistados com ensino fundamental, 58% aprovam Lula e 37% desaprovam. No grupo com ensino médio, a aprovação cai para 43%, enquanto a desaprovação chega a 52%.Entre os brasileiros com ensino superior, 37% aprovam o presidente e 58% desaprovam sua atuação. Aprovação é maior entre famílias de menor rendaEntre os entrevistados com renda familiar de até dois salários mínimos, Lula registra 58% de aprovação e 37% de desaprovação. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, 45% aprovam e 50% desaprovam.Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, a aprovação fica em 41%, enquanto a desaprovação alcança 54%.Os beneficiários do Bolsa Família também demonstram maior apoio ao presidente. Nesse segmento, 61% aprovam o governo e 32% desaprovam. Entre os que não recebem o benefício, a aprovação é de 45%, ante 51% de desaprovação. Católicos aprovam; evangélicos mantêm resistênciaA pesquisa aponta ainda uma diferença relevante entre grupos religiosos. Entre os católicos, 53% aprovam o trabalho de Lula e 42% desaprovam.No eleitorado evangélico, 37% aprovam o presidente, enquanto 58% desaprovam. Apesar da diferença, a aprovação nesse segmento avançou nove pontos desde abril, quando estava em 28%.Entre os eleitores que se classificam como independentes, aprovação e desaprovação aparecem empatadas em 45%. O grupo havia registrado, em março, 32% de aprovação e 58% de desaprovação. Lula lidera cenários eleitoraisA melhora na avaliação ocorre em paralelo ao avanço de Lula nos cenários para a eleição presidencial. Na pesquisa estimulada de primeiro turno, o presidente aparece com 40% das intenções de voto, contra 28% do senador Flávio Bolsonaro.Ronaldo Caiado marca 4%, Renan Santos aparece com 3% e Romeu Zema tem 2%. Indecisos somam 11%, enquanto 8% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam.Em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 45%, ante 37% do senador. Outros 14% votariam em branco, anulariam ou não compareceriam, e 4% permanecem indecisos. Ronaldo Caiado marca 4%, Renan Santos aparece com 3% e Romeu Zema tem 2%. Indecisos somam 11%, enquanto 8% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam.Em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 45%, ante 37% do senador. Outros 14% votariam em branco, anulariam ou não compareceriam, e 4% permanecem indecisos.