Médicos relatam atendimento de pacientes com hemorragias e insuficiência renal após uso de ‘Kit Covid’

Em um dos casos, o uso de azitromicina teria levado a cólicas, diarreia e fortes dores abdominais

Kit covid de Bolsonaro pode ter matado três em São Paulo e um em Porto Alegre; 5 precisam de transplante de fígado

Médicos do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo relatam efeitos colaterais como hemorragias e insuficiência renal em pacientes que fizeram uso do chamado “kit Covid”, que reúne medicamentos ineficazes contra a Covid-19. Em um dos casos, o uso de azitromicina teria levado a cólicas, diarreia e fortes dores abdominais.

Segundo reportagem do jornal Estado de S.Paulo, o paciente que fez uso de azitromicina procurou atendimento médico e recebeu omeprazol para o alívio dos sintomas. Com isso, acabou desenvolvendo um quadro raro de insuficiência renal.

“O omeprazol é uma medicação boa, tem várias indicações, mas existe uma complicação rara que pode acontecer chamada nefrite intersticial aguda, que é como se fosse uma alergia nos rins”, conta o médico nefrologista Valmir Crestani Filho, do Hospital das Clínicas, em entrevista ao jornal.

Outro caso é de um paciente que fez uso do kit Covid e acabou tendo uma hemorragia gástrica. Ele precisou ser hospitalizado e se recuperou. Por ter um quadro de úlcera não diagnosticado, a medicação acabou agravando o problema.

Mortes e doenças graves que levam à necessidade de transplante de fígado são duas consequências do “kit covid” de Bolsonaro e Pazuello que começam a se fazer sentir no sistema de saúde.

Apesar de não terem comprovação científica, os medicamentos do kit Covid foram publicamente defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro para tratamento da doença. O mandatário fez propaganda diversas vezes da cloroquina e hidroxicloroquina.

Em declaração no início de fevereiro, no entanto, Bolsonaro admitiu que a substância pode, de fato, ser um “placebo” no tratamento da doença. “Pelo menos não matei ninguém”, disse o presidente, ao lado de Antônio Barra Torres, presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Via Revista Fórum

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