Inativo, PSB de Minas Gerais vive dando milho a pomba

Enquanto os demais partidos se movimentam para as próximas eleições, o PSB de Minas Gerais está inativo, literalmente, desde o dia 30/06/2021, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. Ou seja, a situação do partido em Minas, comandado pelo casal Vilson da Fetaemg e Kátia Gaivoto, está parecendo com a música Milho aos Pombos, de Zé Geraldo: “Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça, dando milho aos pombos”. O PSB é representado pela pomba branca que carrega no bico um ramo de oliveira, uma criação do pintor Pablo Picasso que se tornou símbolo universal da paz.
Ao contrário do que ocorre nacionalmente, onde o Partido Socialista Brasileiro articula para as eleições de 2022, e já levou para seus quadros, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), além do ex-governador do Paraná, Roberto Requião, que deverá ser o próximo filiado, em Minas, o PSB vive abraçado com o prefeito Kalil (PSD), em Belo Horizonte, e continua inerte sobre a eleição ao Palácio Tiradentes. Na Assembleia Legislativa, o partido mantém no bloco de oposição ao governador Romeu Zema (Novo) , mas também não descarta uma aliança com o atual mandatário estadual.
Após o episódio de 2018 com a indigesta retirada da candidatura do Márcio Lacerda ao governo mineiro, com grandes chances de vencer as eleições, o PSB aproxima-se de 2022 com uma intensa crise interna, e que pode afetar entendimentos nos três maiores colégios eleitorais e estratégicos nacionalmente, que são SP, MG e RJ.
Recentemente, o deputado Vilson da Fetaemg afirmou que há indefinição do PSB na disputa estadual e descartou, por ora, possibilidade de candidatura própria. “Acho pouco provável que a gente tenha um cabeça de chapa”, explicou.
“O Vilson da FETAEMG perdeu o controle do partido e das ações da mulher pelo estado de Minas Gerais, envolvida em denúncias que mancha a honra do PSB e de seus integrantes, além de afetar diretamente o mandato parlamentar do marido. Por isso, sua base está migrando para outros deputados, já que ela é conservadora”, comentou uma liderança do PSB, que pediu para não ser identificada .

Leia também:

O PSB mineiro, falso feminismo e a exploração da FETAEMG – Por Humberto Santos

1 Comentário

  • Em primeiro lugar, recebemos com estranheza o fato de que a referida matéria tenha sido publicada sem citar o seu autor e trazendo o depoimento de “lideranças que pediram para não ser identificadas”. Ao nosso ver, o anonimato tanto do autor da matéria quanto de suas fontes só encontra coerência na ampla quantidade de informações equivocadas nela dispostas e, muito mais grave, no incompreensível nível de preconceito e misoginia expostos pelo texto. Vamos, então, aos fatos:
    – O PSB de Minas Gerais não estava “comandando pelo casal Vilson da Fetaemg e Kátia Gaivoto”. O deputado federal Vilson da Fetaemg é filiado ao partido há mais de vinte anos e em 2018 entrou para a história do estado como o primeiro trabalhador rural de Minas Gerais eleito para o Congresso Nacional. Kátia Gaivoto é militante do PSB há 26 anos. É historiadora, mestra em Gestão Social, professora, dirigente sindical e integrante do Diretório Nacional do Partido Socialista Brasileiro. Reduzir essas duas biografias ao termo “casal” remete aos porões da cultura machista e discriminatória que infelizmente, ainda em 2021, mantém-se viva no Brasil em tristes episódios como este.
    – A Comissão Provisória que dirigiu as ações do PSB em Minas até o dia 30 de junho de 2021 liderou a organização do partido em uma das eleições municipais mais bem sucedidas da legenda na história. Foram eleitos 48 prefeitos e prefeitas, 37 vice-prefeitos e vice-prefeitas e 366 vereadores e vereadoras, números que colocaram o PSB como o maior partido do campo progressista em Minas Gerais. Hoje o partido está organizado em quase 500 dos 853 municípios mineiros.
    – Para concluir, tanto o deputado federal Vilson da Fetaemg quanto a dirigente sindical Kátia Gaivoto seguirão oferecendo as suas contribuições para que o PSB eleja bancadas representativas nas eleições de 2022 para o Congresso Nacional e a Assembleia Legislativa. Para a disputa pelo governo, o PSB se fará representar nos debates entre as forças populares de centro-esquerda para discutir qual será o caminho a ser adotado. Para as próximas matérias que citarem a atuação e/ou os dirigentes do PSB de Minas Gerais, solicitamos que a nossa direção seja consultada antes de sua publicação, como aliás sugerem todos os manuais do jornalismo, para que novos equívocos como os cometidos nessa matéria não se repitam. Os leitores mineiros merecem ser munidos de informações com credibilidade, conteúdo e, acima de tudo, respeito.

Deixe um comentário