Norte de Minas registra seis casos da variante Delta

Avanço da cepa indiana exige ampliação na vacinação, principalmente da segunda dose

Minas Gerais já registra mais de cem casos da variante Delta, distribuídos, principalmente, nas regiões Centro, Sudeste, Leste do Sul e Noroeste, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (26) pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

“Dentro das 200 amostras semanais avaliadas, por meio de estudos genômicos, ela já aparece na maior parte delas, ou seja, é a variante predominante no Estado”, afirma o secretário.

No Norte de Minas, das 220 amostras genotipadas, seis confirmaram presença da Delta. São duas em Montes Claros (uma já com a confirmação final), duas em Claro dos Poções, uma em Mirabela e outra em Porteirinha.

O avanço da cepa indiana torna a ampliação da vacinação ainda mais determinante para proteger a população, principalmente a segunda dose.

Além disso, destaca o secretário, é preciso que os mineiros continuem a aplicar as medidas sanitárias, como uso de máscara, do álcool em gel e do distanciamento social.

TERCEIRA DOSE
Também em função da Delta, o Estado confirmou que Minas vai começar, ainda em setembro, a aplicação da dose de reforço da vacina contra a Covid-19. O esquema vacinal será feito com um imunizante diferente do que foi administrado anteriormente e, neste primeiro momento, a terceira dose será destinada para a população idosa e pessoas com baixa imunidade.

“Em Minas, daremos início, no próximo mês, à aplicação das doses de reforço nos idosos, acima de 80 anos, e pessoas imunossuprimidas. E, depois, vamos avançando para as idades e grupos vacinados há mais tempo”, disse Baccheretti.

ESTRATÉGIA
O secretário ressaltou que serão utilizadas três plataformas diferentes para a terceira dose, sendo uma da Coronavac, uma da Pfizer e uma da AstraZeneca e Janssen. “Ou seja, quem completou o esquema vacinal com a CoronaVac, receberá a 3ª dose da Pfizer, Astrazeneca ou Jansen”, explicou.

O cenário em território mineiro mostra que, pela primeira vez, nas últimas semanas, foram registrados menos de cem óbitos às quintas-feiras. O dado demonstra uma queda nos casos de internações em decorrência da doença e, consequentemente, no número de mortes. A tendência de queda permanece mesmo com a circulação da variante Delta em todas as regiões.

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