Bolsonaro está mais isolado do que nunca e é incapaz de administrar a economia

Editorial do Financial Times, um dos principais jornais de economia do mundo afirma que “a maior nação da América Latina está pagando um preço alto” pela incompetência do governo federal

O Financial Times, um dos jornais econômicos mais importantes do mundo, publicou nesta segunda-feira (1) um duro editorial criticando o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), cujo título é “O pesadelo do coronavírus do Brasil: Bolsonaro está mais isolado do que nunca”, e afirma que ele se mostrou “incapaz” de conduzir a economia.

O jornal destacou o trabalho da CPI da Covid e afirmou que a comissão “recomendou que os promotores o acusassem de nove crimes, incluindo crimes contra a humanidade, por lidar mal com a pandemia. Bolsonaro considerou a investigação do Congresso sore coronavírus uma ‘piada’, mas o dano à sua reputação já foi feito. Seis meses de depoimentos sobre o manejo inadequado da pandemia por parte do governo, grande parte dela transmitida ao vivo, reduziram seu índice de aprovação”.

Além disso, o Financial Times também citou os mais de 100 pedidos de impeachment protocolados contra o chefe do governo federal na Câmara dos Deputados, mas afirmou que a abertura de um processo de impeachment contra o presidente é muito difícil, pois, segundo o jornal, Bolsonaro conta com o apoio de Arthur Lira.

“O homem responsável por decidir se vai acusar Bolsonaro pelo manejo incorreto da pandemia é o procurador-geral Augusto Aras, nomeado pelo presidente. Outro aliado, o presidente da câmara baixa Arthur Lira, está convenientemente atendendo a todos os pedidos de impeachment”, diz o Financial.

Por fim, o jornal afirma que Bolsonaro se mostrou “incapaz de administrar a economia ou a pandemia, e a maior nação da América Latina está pagando um preço”.

“A ameaça mais potente às esperanças de reeleição de Bolsonaro, pode vir a ser econômica, ao invés de legal. Os mercados brasileiros despencaram na semana passada com o temor de que seus planos de distribuir novos subsídios mensais de US$ 70 aos eleitores mais pobres. Ao entrar no último ano de seu mandato, Bolsonaro se mostrou incapaz de administrar a economia ou a pandemia, e a maior nação da América Latina está pagando um preço alto”, finaliza o editorial.

O texto pode ser conferido aqui.

 

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