Profissionais de saúde do Norte de Minas fazem capacitação sobre dengue e febre amarela

Será aberto nesta quarta-feira (03), em Montes Claros, o encontro com municípios para atualização de profissionais de saúde sobre o controle das arboviroses. Trata-se do último encontro com agentes de controle de endemias e coordenadores de vigilância epidemiológica e de saúde das microrregiões onde a SRS atua. Na oportunidade, são avaliadas as estratégias para o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre Chikungunya, Zika vírus e da febre amarela. “Nosso objetivo é avaliar com os municípios as questões relativas às arboviroses, a fim de que, com o início do período das chuvas, neste final de ano, até o encerramento em abril de 2022, a região tenha condições de manter sob controle a proliferação do Aedes aegypti e, com isso, evitar o aumento das notificações de doenças”, pontua o coordenador de vigilância epidemiológica da SRS, Valdemar Rodrigues dos Anjos.

O encontro acontecerá, às 8h30, no auditório do Consórcio intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene – (Cimans), sediado à Rua Tapajós, 441, bairro Melo. Após abertura conduzida por Valdemar Rodrigues, a médica, Carolina Lamac, ministrará palestra sobre os aspectos mais importantes que os profissionais de saúde devem observar com relação à dengue, febre Chikungunya, Zika vírus e a febre amarela. A situação epidemiológica das arboviroses no Norte de Minas será abordada pela coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes. Em seguida, a elaboração ou atualização dos planos de contingência para enfrentamento das arboviroses; a instalação dos comitês municipais; a mobilização e educação em saúde serão temas de palestras ministradas pelo coordenador de vigilância epidemiológica da SRS, Valdemar Rodrigues e pela referência técnica, Cássia Nely.

Na parte da tarde, o encontro terá continuidade abordando vários temas, entre eles, a segurança e higiene no trabalho; a atuação integrada dos serviços de vigilância em saúde com a atenção primária em saúde no atendimento das demandas da população em relação às arboviroses. Quinta-feira, dia 5, as referências técnicas da Superintendência Regional de Saúde, Ronildo Barbosa e Ildenir Meireles vão falar sobre o reconhecimento geográfico dos municípios nas ações de controle das arboviroses; a realização dos levantamentos dos índices de amostragem de focos do Aedes aegypti; controle vetorial e supervisão das ações realizadas. Sexta-feira, dia 6, o encontro será encerrado com a realização de treinamento prático para agentes de controle de endemias na utilização dos equipamentos de Ultra Baixo Volume – (UBV) para eliminação de focos do Aedes aegypti em áreas abertas e do aerosystem que é utilizado para aplicação de inseticida piretróide no interior de domicílios. O equipamento possibilita maior segurança tanto para os profissionais de saúde como, também, para as pessoas que utilizam os imóveis nos quais são identificados a existência de focos do Aedes.

O Plano Estadual de Contingência – (PEC) para o enfrentamento das arboviroses urbanas e a febre amarela tem o objetivo de intensificar as medidas de prevenção, monitoramento, controle e resposta durante seu período sazonal. “Para isso, o Plano estabelece ações integradas em quatro eixos: vigilância (epidemiológica, entomológica, controle vetorial e laboratorial); comunicação em saúde e mobilização social; assistência (atenção primária, secundária, terciária e assistência farmacêutica); gestão: articulação intersetorial, logística de insumos e pactuação intergestora”, frisa a coordenadora de vigilância em saúde, Agna Menezes.

Para a elaboração do Plano de Contingência e implementação de ações estratégicas relativas às arboviroses, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais – (SES-MG) está disponibilizando R$ 3 milhões 673 mil para os 86 municípios da macrorregião de saúde do Norte de Minas. O repasse dos recursos está previsto na Resolução 7.733, publicada dia 22 de setembro. O valor a ser repassado em parcela única aos municípios considera o mínimo fixo de R$ 25 mil, mais R$ 0,90 per capita de acordo com o porte populacional de cada localidade. O cálculo segue a população estimada em 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – (IBGE) e pelo Tribunal de Contas da União – (TCU).

Os municípios do Norte de Minas que receberão maiores aportes são: Montes Claros (R$ 397,1 mil); Janaúba (R$ 89,8 mil); Januária (R$ 86 mil); Pirapora (R$ 75,9 mil); São Francisco (R$ 75,8 mil); Bocaiúva (R$ 70,2 mil); Salinas (R$ 62,5 mil); Várzea da Palma (R$ 60,8 mil); Jaíba (R$ 60,4 mil); Porteirinha (R$ 59 mil); Brasília de Minas (R$ 54,1 mil) e Espinosa (R$ 53,4 mil).

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