Massacre anunciado – MTST denuncia invasão em ocupação em Montes Claros

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto relataram que donos da propriedade e seguranças particulares cercaram o local onde 50 pessoas se instalaram na sexta-feira

Por Ana Mendonça – Estado de Minas

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) denunciou a invasão de uma ocupação em Montes Claros, no Norte de Minas, por donos da propriedade e seguranças particulares na manhã deste sábado (14/5).

Segundo o relato, um dos proprietários esteve no local por volta das 9h e ameaçou os membros do movimento. Em seguida, seguranças privados chegaram às 11h.
De acordo com o coordenador do MTST em Minas, Jairo dos Santos Pereira, os homens bloquearam as entradas com caminhões de terra. O representante da organização os classificou como “jagunços”.

“A situação está complicada. É um massacre anunciado. São mais de 40 jagunços e seguranças privados. Bloquearam as entradas com caminhões de terra. A polícia não está agindo, não veio para aqui proteger as famílias”, contou Jairo.

Trabalhadores ocupam terra em Montes Claros MTST ocupou terreno em Montes Claros nessa sexta-feira (13/5) (foto: MTST/DIVULGAÇÃO)

Cerca de 50 pessoas integram a ocupação. “As 35 famílias estão em risco. Tem criança. Tem mulher grávida. Tem um jovem com autismo. Tá uma situação sem jeito… muito díficil”, complementou o líder do MTST.

As terras ocupadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto nessa sexta-feira (13/5) pertencem à família de Jairo Ataíde (DEM), ex-prefeito de Montes Claros. A propriedade está situada entre o aeroporto e a Lagoa da Pampulha.

Terras pertencem à família Ataíde, do ex-prefeito de Montes Claros (foto: Google Maps/Reprodução)

Conforme o MTST, os donos do terreno devem R$ 7 milhões de IPTU. “Eles ameaçam todo o tempo. Falam que vão botar fogo nas habitações”, disse Jairo Pereira.

Ainda segundo o movimento, a Polícia esteve no local, mas não prestou ajuda ou acolhimento.

O político Guilherme Boulos (PSOL), líder do MTST, usou as redes sociais para cobrar o governador mineiro Romeu Zema (Novo) sobre a situação.

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