Empresários e funcionários da Cemig são investigados por crimes de corrupção

 Operação do Ministério Público de Minas Gerais, realizada nesta terça-feira (30), apura desvios na compra de cabos condutores e outros materiais elétricos; suspeitos tiveram R$ 132 milhões bloqueados pela Justiça.

 Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizada na manhã desta terça-feira (30) teve como alvo funcionários da Cemig e empresários que estariam se favorecendo através de um esquema de corrupção dentro da companhia energética. Na ação foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 132 milhões dos suspeitos.

A operação, batizada de ‘Mau Contato’, apura desvios que teriam ocorrido durante a compra de equipamentos como cabos condutores e outros materiais elétricos por parte da Cemig. A investigação apurou que, ao longo de quase dois anos, os suspeitos agiram para favorecer alguns fornecedores que chegaram a enviar materiais estragados para a companhia.

Para o Ministério Público, a utilização destes equipamentos gerou riscos à qualidade, desempenho e segurança da prestação de serviços e dos usuários, além de prejuízos financeiros.

O objetivo da ação desta terça-feira foi complementar as provas já coletadas e aprofundar a apuração de outros crimes contra a administração pública e financeiros que possam ter ocorrido neste mesmo esquema. Foram recolhidos documentos, computadores, telefones celulares e dispositivos eletrônicos pessoais dos envolvidos.

Cemig ajudou nas investigações

O inquérito sobre o caso foi instaurado a partir de uma investigação interna da própria Cemig, concluída ao final de 2020. A apuração resultou no afastamento de dirigentes e empregados da companhia, além de rescisões de contratos com fornecedores – parte deles, agora, alvos da investigação conduzida pelo MPMG.

Além do Ministério Público de Minas Gerais, também participaram da ação o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), as Polícias Civis de Minas Gerais e de São Paulo e a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais,

Fonte: Jornal O Tempo

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