Alunos da escola Monsenhor Gustavo protestam contra atos racistas

Vice-diretora teria usado expressões racistas em escola de MOC; corpo discente faz manifestação

Alunos da Escola Estadual Monsenhor Gustavo, no bairro Santo Inácio, em Montes Claros, realizaram nessa sexta-feira (23) manifestação. Alegam que a vice-diretora teria utilizado expressões racistas contra uma aluna.
A vítima, de 14 anos e estudante do 9º ano, contou a O NORTE que o caso teria acontecido no dia anterior, depois de uma discussão com um colega.
“Fiquei sabendo que ele (o colega) tinha dito que eu nasci em uma senzala. Perguntei a ele sobre isso, e ele negou. Porém disse, ‘olha pra mim e olha pra você, sou branco, você negra” conta a aluna. Após essa discussão, a vice-diretora foi chamada para resolver a situação. Entretanto, a funcionária teria corroborado a atitude do aluno dizendo que também era racista. O momento foi filmado pelos alunos, fato que causou revolta por parte do corpo discente.
Um outro aluno, de 16 anos, que também pediu para não ser identificado, completa dizendo que, após “defender” o aluno que tinha praticado o racismo, juntamente com uma professora, a vice-diretora “chamou um dos alunos de ‘Mariazinha lavadeira’ e a aluna que foi vítima de ‘cri-cri’. Depois disso, os alunos se irritaram e começou um alvoroço na sala”, diz o aluno.
Ainda nesta semana, como conta o aluno de 16 anos, “ela disse que os alunos fediam a macaco. Logo após isso, um outro aluno retrucou dizendo que era perfume francês, e ela respondeu ‘é perfume africano, só se for’”, relata o estudante.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) comentou: “Sobre o caso ocorrido na Escola Estadual Monsenhor Gustavo, em Montes Claros, informamos que a Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros, responsável pela coordenação da escola, está acompanhando a situação e uma equipe está no local para apuração dos fatos e proceder com os encaminhamentos necessários. Além disso, uma equipe multidisciplinar, com apoio do Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), acompanha o caso para dialogar com a comunidade escolar e está realizando, nesta tarde, uma roda de conversa com os estudantes”.
QUEIXA NA POLÍCIA
Nesta sexta-feira, os representantes da aluna do 9º ano prestaram queixa à Polícia Civil por injúria racial. “Fiquei muito triste com tudo que ocorreu. Chorei muito ontem e hoje também”, completa a estudante.
Em contato com a Escola Estadual Monsenhor Gustavo, nos foi informado que a direção não iria se manifestar sobre o caso, deixando a cargo da SEE-MG

Via: O Norte

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