Notícias Nacionais

TSE nega ataque hacker e diz que Flávio Bolsonaro foi filiado por alguém do Missão

Corte acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral e abriu investigação para apurar quem usou indevidamente as credenciais da legenda O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta quinta (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão tenha resultado de um ataque hacker. A corte afirmou que alguém com credenciais da própria legenda usou indevidamente a ferramenta de filiação partidária para registrar o nome do senador.O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para que o órgão adote as providências cabíveis. O tribunal não identificou invasão no sistema de filiação partidária.Nunes Marques também determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária. A investigação deve apurar quem utilizou as credenciais do Missão e como ocorreu o registro em nome de Flávio Bolsonaro.O caso veio à tona enquanto a equipe do senador reunia documentos para registrar sua candidatura. A defesa disse ter identificado a alteração partidária e sustentou inicialmente a hipótese de fraude no sistema. Defesa alegou fraude e PL pediu desfiliaçãoA advogada da campanha de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que a mudança de filiação era fraudulenta. “É inequívoco que foi fraudulento”, disse.Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio afirmou que adversários “só sabem jogar sujo” e declarou que a fraude não impediria seus planos políticos. “O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não”, disse o senador.

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Notícias Nacionais

Efeito Lula: Farmácia Popular poderá ter exames, testes rápidos e teleatendimento

Nova regulamentação do Ministério da Saúde prevê ampliação e modernização do programa Uma nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, publicada esta semana, prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e a melhoria do monitoramento do serviço.ebcebcEm nota, o Ministério da Saúde informou que um grupo de trabalho vai discutir a oferta de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico.Segundo a pasta, também será avaliado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando critérios como densidade demográfica e priorizando periferias de grandes centros.Para locais com maior dificuldade logística, como regiões ribeirinhas, será estudada a possibilidade de estruturas alternativas para assistência, como unidades volantes ou avançadas de atendimento.Ainda de acordo com o ministério, o uso de inteligência artificial poderá permitir a identificação de pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, reforçando o combate a fraudes no programa.“A oferta efetiva das ações está condicionada às avaliações técnicas nos estados e municípios, pesquisa sanitária e assistencial, de acordo com a necessidade de cada território”, completou a nota. Unidades credenciadasDe forma imediata, a atualização da portaria do Farmácia Popular traz o aprimoramento do controle e o monitoramento das unidades credenciadas, com foco em gestão de risco.“O novo modelo visa aprimorar o controle e o monitoramento do programa por meio de sanções administrativas proporcionais à gravidade da situação, com suspensão automática em casos de risco alto ou muito alto”, informou o ministério.A adoção de sistemas automatizados e a digitalização de dados e processos, segundo a pasta, também vão permitir maior acompanhamento do serviço.Ainda segundo a nota, o sistema responsável pela dispensação de insumos passará por atualizações para reforçar a segurança, a rastreabilidade e a integração de informações, além de incorporar novas ferramentas digitais. O programaO Farmácia Popular oferece, gratuitamente, um total de 41 itens de saúde, incluindo fraldas geriátricas, absorventes higiênicos e medicamentos para diversas condições, como hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma.Atualmente, o programa registra 28 mil farmácias credenciadas e está presente em mais de 4,9 mil municípios, com cobertura de 97% da população brasileira. Em 2025, dados do ministério indicam que 27,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo serviço.

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Minas

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço, é a sugestão do Governador de Minas Gerais

Mateus Simões, defende a realização de concursos anuais para evitar excedentes. No entanto, ele ficou em 14º lugar em um processo seletivo da ALMG que disponibilizava três vagas. O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), é conhecido por criticar a prática de excedentes em concursos públicos, apesar de ter sido um deles no passado. Em 2007, ele conquistou o 14º lugar no concurso para procurador da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em um certame que inicialmente oferecia três vagas. Atualmente, Simões está licenciado de sua posição como procurador.Durante uma reunião com representantes de associações e sindicatos de segurança pública, Simões argumentou a favor da realização de concursos anuais para evitar excedentes, sustentando que dessa maneira seriam contratados “os melhores”. Sua declaração, feita na segunda-feira (10/8), não foi bem recebida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).Em resposta, policiais civis expressaram sua insatisfação através de uma nota nas redes sociais, questionando “o que significa ser um dos melhores?”. Eles destacaram que a fala do governador ignora não apenas os muitos candidatos aprovados nos concursos, mas também os policiais civis que já integram a instituição e foram excedentes em algum momento.Outro grupo também criticou a declaração do candidato à reeleição, pedindo respeito aos candidatos aprovados e ao processo seletivo. “Excedente é apenas uma posição na classificação, não um sinônimo de incapacidade, falta de mérito ou aptidão. São candidatos que ultrapassaram cinco fases de um rigoroso processo seletivo e foram aprovados — não reprovados”, afirmou um perfil dedicado aos aprovados para perito criminal.As publicações geraram diversos comentários de internautas, todos expressando repúdio à postura do atual governador. Fonte: Jornal Estado de Minas

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Minas

Mais de R$ 100 mil: o supersalário do juíz flagrado fumando e bebendo em sessão

O corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, determinou o afastamento de Milton Lívio Lemos Salles, nesta terça-feira (11 de agosto) O juiz Milton Lívio Lemos Salles, afastado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) após ser filmado fumando e bebendo de uma garrafa durante uma sessão virtual, recebeu R$ 105.073,16 em rendimentos brutos em julho. Depois dos descontos, o valor líquido chegou a R$ 83.583,55.O corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior, determinou o afastamento em 11 de agosto. A Corregedoria instaurou uma sindicância para apurar a conduta do magistrado, e o Órgão Especial do TJMG ainda analisará a decisão.Dados do Portal da Transparência do tribunal apontam R$ 13.212,08 em vantagens pessoais, R$ 39.753,21 referentes a cargo em comissão, R$ 13.913,62 em indenizações e R$ 24.280,63 em vantagens eventuais na remuneração de julho. A folha também registra R$ 13.913,62 em gratificações.O contracheque teve descontos de R$ 7.092,39 para a Previdência e de R$ 14.397,22 de Imposto de Renda, que somaram R$ 21.489,61. O total bruto supera o teto constitucional do funcionalismo, de R$ 46.366,19, mas o tribunal considera que parcelas legalmente excluídas do limite integram a remuneração.

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Minas

Juiz flagrado bebendo vinho e fumando durante sessão é afastado do cargo

O TJ/MG informou que vai apurar a conduta de um juiz Milton Lívio Lemos Salles A Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais afastou nesta terça-feira (11) o juiz Milton Lívio Lemos Salles, flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).O corregedor-geral de Justiça, desembargador Raimundo Messias Júnior, determinou o afastamento imediato do magistrado. O Órgão Especial do TJMG ainda analisará a decisão.A Corregedoria também abriu uma sindicância para apurar a conduta do juiz. As imagens que motivaram a medida mostram Salles usando bermuda, fumando e virando uma garrafa de vinho durante o julgamento realizado na segunda-feira (10).Participantes perceberam o consumo de bebida alcoólica, e a sessão acabou suspensa. O episódio passou a circular nas redes sociais e entre colegas do magistrado no dia seguinte.

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Minas

Juiz é flagrado fumando e virando garrafa de vinho durante sessão

Vídeo mostra Milton Lívio Lemos acendendo um cigarro com um maçarico e fumando durante o julgamento O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) abriu procedimento para apurar uma possível falta funcional do juiz Milton Lívio Lemos Salles, flagrado bebendo vinho diretamente da garrafa durante uma sessão remota nesta segunda-feira (10). Assim que identificaram o consumo de álcool, os participantes suspenderam a sessão.O vídeo também mostra Salles acendendo um cigarro com um maçarico e fumando durante o julgamento. Uma mulher passa atrás dele em seguida. O magistrado atua como juiz de direito auxiliar de 2º grau no 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível Família, na segunda instância do tribunal.Em nota, o TJMG afirmou que solicitou apuração “imediata e rigorosa” do episódio pela Corregedoria-Geral de Justiça e pelo Órgão Especial do Judiciário mineiro. A Lei Orgânica da Magistratura determina que juízes mantenham “conduta irrepreensível na vida pública e particular”, enquanto normas do CNJ exigem que atos por videoconferência sigam a liturgia das sessões presenciais.

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Educação

Ideb atinge melhor resultado da história e educação básica avança em todas as etapas no Brasil

Indicadores divulgados pelo MEC mostram melhora no ensino fundamental e médio, redução do número de municípios com baixo desempenho e avanços em português e matemática A educação básica brasileira registrou avanços em todas as etapas de ensino entre 2023 e 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). As informações, publicadas pela Agência Gov, mostram que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) alcançou os melhores resultados desde sua criação, em 2005, refletindo melhorias no desempenho dos estudantes e na qualidade do ensino em todo o país.Os resultados apontam crescimento dos indicadores tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental, além de avanço no ensino médio. O governo federal também anunciou que intensificará o acompanhamento dos municípios com maiores dificuldades de aprendizagem, buscando reduzir desigualdades educacionais. Ensino fundamental registra avanço históricoNos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 6,0 em 2023 para 6,3 em 2025, consolidando o maior índice da série histórica. Já nos anos finais, o indicador evoluiu de 5,0 para 5,3, demonstrando progresso tanto nas redes públicas quanto nas privadas.Segundo o MEC, os resultados refletem melhorias consistentes no aprendizado e na permanência dos estudantes na escola, fatores considerados centrais para a elevação do índice. Ensino médio também apresenta melhoraO ensino médio também registrou evolução. O Ideb dessa etapa aumentou de 4,3 para 4,5, indicando melhora no desempenho dos estudantes avaliados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).Os dados revelam avanços nas competências avaliadas, especialmente em língua portuguesa e matemática, áreas consideradas estratégicas para a formação dos alunos e para o acompanhamento da qualidade da educação. MEC intensificará apoio aos municípios com menores índicesApesar da melhora nacional, o Ministério da Educação informou que acompanhará de forma mais próxima os 442 municípios que ainda apresentam Ideb inferior a 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental.A estratégia prevê suporte técnico, ações voltadas ao fortalecimento da aprendizagem e políticas de equidade para reduzir as diferenças de desempenho entre as redes de ensino.O número representa uma redução expressiva em relação aos anos anteriores. Em 2005, eram 4.110 municípios nessa condição. Em 2023, o total havia caído para 1.097, chegando agora a 442 em 2025. Estados registram melhora nos indicadoresOs dados mostram que a maior parte das unidades da Federação apresentou crescimento nos índices, especialmente nos anos iniciais do ensino fundamental, reforçando uma tendência nacional de melhoria da qualidade da educação básica.O MEC destaca que os resultados são fruto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da aprendizagem, da cooperação entre União, estados e municípios e da ampliação do acompanhamento pedagógico das escolas. Mais de 33 milhões de estudantes na educação básicaA abrangência do sistema educacional brasileiro também aparece nos números de matrículas. Atualmente, a educação básica reúne 14,5 milhões de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, 11,2 milhões nos anos finais e 7,3 milhões no ensino médio, distribuídos em milhares de escolas em todo o país.Os indicadores divulgados pelo MEC reforçam a importância do Ideb e do Saeb como instrumentos de avaliação da qualidade da educação brasileira e de monitoramento das metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Segundo o ministério, essas informações são fundamentais para orientar políticas públicas, identificar desafios e promover melhorias contínuas no sistema educacional.

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Minas

Casal Muniz, que pediu impeachment de Dilma, agora apoia Patrus em MG

Ruy e Raquel Muniz foram favoráveis a impeachment de Dilma Rousseff; PT diz que pessoas mudaram de opinião sobre caso O casal de políticos Ruy e Raquel Muniz, agora filiados ao Partido Verde, defendeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, quando a então deputada federal Raquel votou entusiasmadamente pelo processo. Na noite dessa quarta-feira (5/8), 10 anos depois, os dois estiveram em evento realizado em Belo Horizonte para o lançamento da candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais Ruy, que foi prefeito de Montes Claros e chegou a ser preso um dia após o sua esposa ter votado pela saída da então presidente, justificou o voto da sua esposa e afirmou que hoje está convencido do que é melhor para o Brasil.  “Em 2016, nós aderimos ao partido PSD. Partido do ministro das cidades, Kassab, que na época era ministro da Dilma. Ele estava comprometido a manter a presidenta Dilma, votar contra o impeachment. Eles mudaram de posição e Raquel, quando ela votou, já estava consumado o impeachment e ela seguiu a orientação partidária”, afirmou. Apesar da afirmação, Rachel foi a 303 parlamentar a votar favorável à abertura do processo de cassação do mandato da petista, sendo que eram necessários 342 para a aprovação. Agora candidato a deputado federal pelo PV, o ex-prefeito afirmou que sua prisão fez parte de uma “perseguição implacável de um delegado da Polícia Federal que fez uma armação pra mim” e que tinha o objetivo de afetar a eleição municipal daquele ano. “O melhor para o Brasil hoje é Lula presidente, para Minas é o Patrus, Marília e Áurea; Ruy federal e vamos buscar os bons estaduais para a gente construir uma Minas melhor”, disse Ruy Muniz. O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) afirmou que o Partido dos Trabalhadores deve olhar pra frente e que as pessoas mudaram de opinião sobre aquele momento histórico da política nacional.  “Uma ampla aliança daqueles que querem pensar o Brasil nesses próximos quatro anos, fazer o Brasil avançar do ponto de vista da reindustrialização. Nesse sentimento de pessoas que no passado já tiveram uma opinião e hoje tem uma outra opinião sobre aquele fato histórico”, afirmou o parlamentar Fonte Metrópoles

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Minas

TCU entrega ao TSE lista com 499 nomes de mineiros inelegíveis, dentre eles, Eduardo Cunha e Ruy Muniz

Documento crucial do Tribunal de Contas da União pode definir futuro de centenas de candidaturas de Minas Gerais nas eleições de outubro O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça (4), uma lista com mais de 6 mil nomes que poderão ficar inelegíveis, dos quais 499 são mineiros. Na próxima semana, será a vez do Tribunal de Contas do Estado apresentar a relação dos gestores públicos que tiveram contas públicas reprovadas.As contas desses gestores foram julgadas irregulares para fins eleitorais. Nem todos eles são candidatos, mas ambos os documentos serão usados pela Justiça Eleitoral no julgamento das candidaturas.A maior parte deles é formada por prefeitos e vereadores, entre eles o ex-prefeito de Montes Claros e ex-deputado Ruy Muniz. Em comparação com a lista entregue nas eleições de 2024, houve redução de 3% no total de pessoas relacionadas. A lista considera decisões do TCU que transitaram em julgado – ou seja, contra as quais não cabem mais recursos no Tribunal – nos oito anos anteriores à eleição.Os dados serão atualizados diariamente até 18 de dezembro, prazo final para a diplomação dos candidatos eleitos. Até essa data, nomes podem ser incluídos ou retirados em razão de recursos julgados pelo TCU ou de decisões judiciais. Eduardo Cunha impugnadoEmbora tenha vencido, parcialmente, o confronto com o senador Cleitinho Azevedo por sua candidatura a deputado federal pelo Republicanos, o ex-deputado Eduardo Cunha deverá ser impugnado. Sua inelegibilidade deverá ser confirmada pela Corte da Justiça Eleitoral mineira após o recebimento do parecer do Ministério Público Federal, que já tem parecer desfavorável ao deferimento de sua candidatura. Cunha teve aprovada a indicação pela convenção do Republicanos, em BH, no último dia 25. No dia 6 de julho último, o ministro Flávio Dino (STF) determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões das contas de Cunha, após investigação da Polícia Federal. Ele é suspeito de indicação irregular de emendas parlamentares, mesmo sem exercer cargo eletivo. Ex-prefeito Ruy Muniz está entre os gestores públicos com contas analisadasNa lista, está o ex-prefeito de Montes Claros (Norte) Ruy Muniz (PV), que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele teve as contas reprovadas em decorrência da não execução do objeto de um contrato, assinado em 2007, entre o município nortista e a Caixa Econômica Federal, na área de urbanização.A relação é elaborada com base no Cadastro de Contas Julgadas Irregulares (Cadirreg) e reúne responsáveis que tiveram suas contas julgadas irregulares com decisão transitada em julgado nos últimos oito anos.No entanto, cabe à Justiça Eleitoral, dentro dos critérios legais, declarar ou não a inelegibilidade dos possíveis candidatos a um cargo público. Nem 10%De acordo com o acórdão da Corte de Contes que resultou na reprovação das contas de Montes Claros, a gestão de Ruy Muniz celebrou contrato com a Caixa em 2007, com objetivo de construir 265 casas para reassentamento de famílias residentes em áreas de risco.No entanto, aponta o relatório, apenas 7,2% das obras foram entregues. O contrato teve valor total de R$ 9,9 milhões, sendo R$ 6,9 milhões repassados pela Caixa e o restante como contrapartida da prefeitura.“Mediante o acórdão impugnado, o recorrente teve suas contas julgadas irregulares, foi condenado em débito pela quantia repassada e sofreu a pena de multa […] no valor de R$ 106 mil”, informa o TCU no acórdão, sob relatoria do ministro Benjamin Zymler.Em 2023, Muniz tentou um recurso para reconsiderar a decisão do TCU, mas a Primeira Câmara do Tribunal o rejeitou. O hoje candidato à Câmara dos Deputados alegou que estava afastado da prefeitura desde maio de 2016 por causa de outra decisão judicial, portanto ainda durante a duração do contrato com a Caixa.O TCU, no entanto, entendeu que essa circunstância “não pode ser tida como impeditiva à atuação” de Muniz para cumprimento do contrato, porque não há correlação entre o afastamento e a não execução da obra, já que outras demandas da Caixa já não eram atendidas pela gestão até aquele momento.“O afastamento judicial do cargo de prefeito ocorreu em 16/5/2016 e, portanto, o ex-gestor dispôs de mais de três anos para apresentar toda a documentação técnica necessária à repactuação do contrato de repasse, e não o fez”, observou o Tribunal nos autos.O despacho de encerramento do processo é de 17 de outubro de 2023, o que oficializou o trânsito em julgado. Com informação do jornal Estado de Minas

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