Mundo

Nikolas ressuscita negacionismo sobre a pandemia e as vacinas

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou no domingo (02) um vídeo em que usa a audiência do médico Anthony Fauci no Senado dos Estados Unidos para voltar a questionar vacinas e medidas sanitárias adotadas na pandemia de Covid-19. Anthony Fauci, que dirigiu o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) durante a crise sanitária, prestou depoimento ao Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado na quarta-feira (29). Ele invocou a Quinta Emenda da Constituição dos EUA e não respondeu a perguntas dos senadores, um direito que impede a produção de provas contra si e não representa admissão de culpa.No vídeo, Nikolas afirmou que parlamentares tiveram acesso a diários e documentos pessoais atribuídos a Fauci. “Tudo isso começou por conta do Senado ter tido acesso aos seus diários e documentos pessoais que mostravam uma nítida diferença entre aquilo que ele conversava de forma privada e as suas decisões públicas quanto à pandemia”, disse.O deputado também reproduziu uma fala do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr., segundo a qual Fauci teria “mentido sobre tudo”, incluindo vacinação, imunidade, máscaras e distanciamento social. A gravação não apresenta comprovação independente para essas acusações. Alegações sobre vacina e hidroxicloroquinaNikolas disse que os documentos indicariam que Fauci teve um problema pulmonar depois de tomar uma vacina contra a Covid-19 e teria escondido a informação. “Eles descobriram pela primeira vez que, depois do Fauci ter tomado a vacina, ele teve um efeito colateral pulmonar e escondeu de todo mundo”, alegou. Não há comprovação pública de que qualquer problema de saúde do médico tenha relação causal com a vacinação.O parlamentar também defendeu novamente a hidroxicloroquina e sustentou que o medicamento “poderia ter salvado milhões de pessoas”. Ele afirmou que Fauci considerava o remédio seguro e pretendia disponibilizá-lo, mas mudou de posição após o então presidente Donald Trump endossar o uso da substância.A Organização Mundial da Saúde desaconselhou a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 após estudos clínicos com mais de 10 mil pacientes não apontarem redução de mortes nem benefício clínico relevante. A entidade também não recomenda o medicamento como prevenção da doença.Em outro trecho, Nikolas questionou Fauci sobre o uso de tecidos fetais em pesquisas ligadas às vacinas. Relatórios dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos informam que os imunizantes contra a Covid-19 não contêm tecidos fetais.Ao citar o relatório final de uma comissão da Câmara dos Representantes sobre a resposta dos EUA à pandemia, o deputado repetiu críticas a máscaras, distanciamento e lockdowns. O mesmo documento concluiu que a Operação Warp Speed, criada no primeiro governo Trump para acelerar o desenvolvimento de vacinas, foi bem-sucedida e que os imunizantes “indiscutivelmente salvaram milhões de vidas” ao reduzir casos graves e mortes por Covid-19.

Leia mais... »
Mundo

Sánchez acusa extrema direita de explorar crise migratória em Ceuta

Premiê denuncia “preconceito, ignorância ou interesse político” nas reações à chegada de até 60 mil migrantes e rebate pressão de governos conservadores europeus O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, acusou neste sábado (1º) a extrema direita e governos europeus de explorarem a crise migratória em Ceuta e reagirem ao episódio com “preconceito, notícias falsas, ignorância ou interesse político”. A resposta ocorre mesmo após o governo espanhol anunciar que retomou o controle da fronteira com Marrocos e que praticamente todos os migrantes que entraram no enclave já retornaram ao país africano.  O número de mortos, porém, subiu para 67, entre vítimas de afogamentos e de tumultos durante as tentativas de atravessar a fronteira. Entre 50 mil e 60 mil pessoas chegaram a Ceuta entre quinta (30) e sexta-feira (31), desencadeando uma crise humanitária e uma disputa política que rapidamente ultrapassou as fronteiras espanholas. Em carta enviada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Sánchez rebateu as ameaças feitas contra a Espanha e questionou a própria base utilizada por governos conservadores para relacionar o episódio ao espaço Schengen. O espaço Schengen reúne países europeus que aboliram, em condições normais, os controles de passaporte em suas fronteiras internas.  Na prática, uma pessoa que entra regularmente nessa área pode circular entre a maior parte dos países da União Europeia sem passar por controles fronteiriços a cada mudança de país. Ceuta, porém, possui um regime especial. Embora seja território espanhol, não integra plenamente o espaço Schengen: quem deixa o enclave no Norte da África em direção à Espanha continental já precisa passar por controle de fronteira.  É justamente esse ponto que Sánchez utiliza para rebater o argumento de que a chegada dos migrantes a Ceuta permitiria sua circulação automática pelo restante da Europa. Sánchez afirmou ainda que a Espanha possui “a segunda fronteira mais segura da União Europeia, apesar de ser o único [país] que tem uma fronteira terrestre com a África”. O premiê também lembrou, com base em dados da Frontex — agência responsável pelo controle das fronteiras externas do bloco —, que a Itália registra o dobro de entradas irregulares da Espanha. A resposta mira diretamente os governos que passaram a relacionar a crise de Ceuta ao espaço Schengen. A Itália foi a primeira a defender medidas contra a Espanha, enquanto Finlândia, França e Portugal também invocaram o acordo europeu ao reagir à chegada dos migrantes. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi uma das primeiras dirigentes a ameaçar medidas relacionadas a Schengen. A Finlândia acusou a Espanha de ter “falhado totalmente na proteção da fronteira externa de Schengen”, enquanto a França anunciou o reforço dos controles na fronteira espanhola. Extrema direita transforma Ceuta em apelo eleitoral A reação de Sánchez ocorre depois de a crise se tornar rapidamente uma bandeira para partidos de extrema direita, que passaram a apresentar as travessias como resultado das políticas migratórias mais abertas adotadas pelo governo espanhol. Na Espanha, o líder do Vox, Santiago Abascal, classificou o episódio como uma “invasão” e responsabilizou Sánchez. Na França, Marine Le Pen defendeu restrições à livre circulação. Na Alemanha, Alice Weidel, da AfD, evocou a crise migratória de 2015 para advertir que seu país poderia se tornar o principal destino dos migrantes. Meloni, por sua vez, passou a liderar uma articulação com a Dinamarca que reuniu 22 países da União Europeia em torno de uma carta pelo endurecimento das políticas migratórias. O documento defende o reforço das fronteiras externas da UE e o combate à imigração irregular, além de criticar políticas que poderiam funcionar como “fatores de chamada”, citando especificamente a regularização de grandes contingentes de migrantes. A formulação coloca sob pressão diretamente o governo Sánchez, que promoveu a regularização de centenas de milhares de pessoas em situação irregular e sustenta que a imigração também contribui para o desenvolvimento da economia espanhola. A disputa expõe uma das principais linhas de confronto político abertas pela crise de Ceuta: enquanto a extrema direita tenta apresentar a chegada em massa como demonstração do fracasso das políticas migratórias espanholas, Sánchez acusa seus adversários de utilizarem o episódio para alimentar preconceitos e obter ganhos políticos. Governo diz ter controlado crise em menos de 48 horas O governo espanhol também tenta responder à ofensiva política apresentando como prova de sua capacidade de gestão a rápida redução das travessias. Sánchez afirmou que, em menos de 48 horas, foi “totalmente restabelecido o controle da fronteira”, prestada assistência humanitária e realizado o retorno de praticamente todos os migrantes que haviam entrado irregularmente. O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, endureceu ainda mais a resposta e acusou alguns países europeus de demonstrarem “ignorância e má-fé”. “Revertemos a situação que aconteceu em 30 de julho por nós próprios, em colaboração com Marrocos”, afirmou. A Espanha também anunciou a instalação de uma barreira de contenção de 500 metros junto ao quebra-mar. Neste sábado, pequenos grupos ainda tentavam chegar a Ceuta a nado, mas eram interceptados pelas forças de segurança. A redução das travessias contrasta com o agravamento do balanço humano. O número de mortos chegou a 67, principalmente por afogamento ou em tumultos durante as tentativas de atravessar a barreira entre Marrocos e o território espanhol. Sánchez cobra solidariedade europeia Ao responder às críticas, Sánchez também reivindicou a atuação espanhola em crises migratórias enfrentadas anteriormente por outros integrantes da União Europeia. O premiê lembrou que a Espanha recebeu migrantes que chegaram ao continente pela Bielorrússia em 2021 e pela ilha italiana de Lampedusa em 2023. Para Madri, algumas das respostas à crise de Ceuta são contrárias não apenas ao princípio de solidariedade entre os países da União Europeia, mas também ao direito internacional e ao direito humanitário. A discussão deve chegar agora formalmente às instituições europeias. Uma reunião do mecanismo de resposta rápida da União Europeia ocorre neste sábado em nível técnico, enquanto uma reunião política está prevista para segunda-feira. A crise em Ceuta também foi rapidamente explorada por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a chegada dos migrantes a Ceuta como uma “invasão”, enquanto seu governo

Leia mais... »
Mundo

Terremoto de magnitude 7,1 deixa mortos e feridos no sudoeste do Japão

Tremor provocou desabamentos, deixou pessoas presas sob escombros e interrompeu o fornecimento de energia Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, na madrugada desta terça-feira (28) pelo horário de Brasília, provocando desabamentos que deixaram ao menos uma pessoa morta e dezenas de feridos e desaparecidos sob os escombros, segundo a imprensa japonesa. O tremor também causou interrupções no fornecimento de energia, danos em estradas e pontes e mobilizou equipes de resgate em diferentes cidades.Segundo a agência de notícias Kyodo, uma pessoa morreu após o desabamento de um imóvel. Já a emissora pública NHK informou que pelo menos 50 pessoas foram encaminhadas a hospitais e que 12 edifícios desabaram em decorrência do terremoto. A emissora TBS afirmou que há um “número considerável” de mortos, mas a informação ainda não havia sido confirmada pelas autoridades locais até a publicação desta reportagem.Uma das situações mais críticas foi registrada em um shopping center na cidade de Kashima, na província de Kumamoto, onde parte da estrutura desabou. De acordo com os serviços de emergência, muitas pessoas permaneciam presas sob os escombros. A NHK informou que entre 20 e 30 funcionários do centro comercial ainda estavam desaparecidos, além de trabalhadores de uma fábrica de papel atingida pelo tremor.O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local (4h27 em Brasília) e atingiu o nível máximo da escala japonesa de intensidade sísmica, conhecida como Shindo, que mede os efeitos dos tremores na superfície. A Agência Meteorológica do Japão (JMA) chegou a emitir um alerta de tsunami logo após o terremoto, mas o aviso foi cancelado pouco tempo depois. Imagens exibidas pela televisão japonesa mostram pontes parcialmente destruídas, edifícios reduzidos a escombros e vagões de trem de carga tombados. A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que o governo ainda avalia a dimensão dos danos.“Há cortes de energia e incêndios em algumas áreas, estradas e pontes foram danificadas e prédios desabaram”, declarou.Moradores relataram momentos de pânico durante o terremoto. À AFP, a recrutadora Chiharu Hara contou que estava em viagem de trabalho na província de Kumamoto quando o prédio em que se encontrava começou a balançar intensamente.“O tremor foi muito forte e durou muito tempo. Fiquei apavorada. Tive medo de que o prédio desabasse. Todos entraram em pânico”, disse.Um funcionário da NHK que estava em Kumamoto relatou que a intensidade do tremor chegou a impedi-lo de permanecer em pé e afirmou que os abalos secundários continuavam enquanto falava com a emissora.Cerca de 45 mil residências e instalações ficaram sem energia elétrica na província de Kumamoto, segundo a concessionária Kyushu Electric Power. A empresa informou que os três reatores nucleares da região permanecem operando normalmente.A província de Kumamoto já havia sido palco de uma das maiores tragédias sísmicas recentes do Japão. Em abril de 2016, dois terremotos de magnitudes 6,5 e 7,3 atingiram a região em um intervalo de dois dias, deixando 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos.Localizado sobre o encontro de quatro grandes placas tectônicas, ao longo do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, o Japão está entre os países mais suscetíveis a terremotos no mundo. O arquipélago registra centenas de tremores todos os anos e concentra cerca de 18% da atividade sísmica mundial.

Leia mais... »
Mundo

Quaest: maioria culpa Flávio Bolsonaro por tarifaço dos EUA

Maioria dos brasileiros culpa Flávio Bolsonaro pelo tarifaço dos EUA e vê ação norte-americana como retaliação ao Pix A maioria dos brasileiros atribui a Flávio Bolsonaro (PL) a responsabilidade pelo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, enquanto também cresce a desconfiança sobre a capacidade do senador de convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a rever as medidas comerciais. Os dados são de pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16).Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados concordam com a versão apresentada pelo presidente Lula (PT), segundo a qual Flávio Bolsonaro teria estimulado a adoção de sanções contra o país ao procurar Trump. Outros 30% apoiam a explicação do senador, que responsabiliza Lula por supostas provocações ao governo dos Estados Unidos.O resultado representa uma mudança expressiva na percepção dos eleitores em relação à pesquisa realizada em junho. Naquele mês, 47% concordavam com a defesa de Flávio Bolsonaro, enquanto 35% atribuíam ao senador a responsabilidade pelas tarifas, como sustenta Lula. Em julho, portanto, a parcela que endossa a avaliação do presidente cresceu 16 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, o grupo que concorda com a interpretação de Flávio Bolsonaro recuou 17 pontos. Retaliação ao Pix ganha força entre entrevistadosA pesquisa também perguntou aos eleitores qual teria sido a principal motivação do governo norte-americano para impor as tarifas ao Brasil. Para 49%, a medida representa uma retaliação ao Pix, argumento apresentado por Lula.Outros 33% consideram que as tarifas seriam uma resposta a declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos, versão defendida por Flávio Bolsonaro.Nesse tema, a distância entre as duas avaliações também aumentou. Em junho, 46% concordavam com a explicação relacionada ao Pix, diante de 36% que apontavam as declarações de Lula como motivação para as medidas comerciais.A diferença, que era de dez pontos percentuais, passou para 16 pontos no levantamento de julho. Viagem de Flávio Bolsonaro é desconhecida por 57%Apesar da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar diretamente do tarifaço com Donald Trump, 57% dos entrevistados afirmaram não ter conhecimento sobre a iniciativa do senador.Entre os brasileiros que souberam da viagem, prevalece o ceticismo em relação à influência política de Flávio junto ao governo norte-americano.De acordo com a Quaest, 58% desse grupo avaliam que o senador não possui força suficiente para convencer Trump e as autoridades dos Estados Unidos a reconsiderar as tarifas impostas ao Brasil. Outros 34% acreditam que Flávio pode contribuir para uma revisão das medidas.Os números indicam que a atuação internacional do senador ainda não conseguiu alterar a percepção predominante entre os eleitores sobre a responsabilidade pelo tarifaço. A pesquisa também mostra que a explicação apresentada por Lula ganhou apoio ao longo do último mês. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado pela Quaest entre os dias 10 e 13 de julho. Ao todo, foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.

Leia mais... »
Esportes

Trump admite interferência na Fifa e detona árbitro brasileiro: “Suspeito”

Em entrevista coletiva, presidente dos EUA confessou ter pedido para cancelar cartão vermelho de Balogun, estrela da seleção norte-americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu à FIFA a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia-Herzegovina, pela Copa do Mundo. Após a análise da entidade, a expulsão foi anulada e o jogador foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.Durante entrevista no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que não concordou com a decisão da arbitragem, mas negou ter interferido diretamente na condução da competição. Segundo ele, o objetivo foi apenas solicitar uma reavaliação do lance.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão. Na entrevista, Trump também criticou a atuação de Claus e levantou suspeitas sobre o histórico do árbitro, sem apresentar provas. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, afirmou.A decisão da FIFA provocou reação da Federação Belga de Futebol, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final. Em comunicado, a entidade informou que não recebeu explicações oficiais para a revisão da punição e sustentou que a suspensão automática prevista para cartões vermelhos deveria ter sido mantida.Segundo a federação, o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA e o regulamento da Copa do Mundo estabelecem a suspensão automática após expulsões. A entidade acrescentou que a regra também foi reforçada em circulares e reuniões realizadas antes do início do torneio e informou que estuda medidas para contestar a condição de jogo de Balogun.O episódio também repercutiu no futebol europeu. A Uefa manifestou críticas à decisão de anular o cartão vermelho, enquanto a discussão sobre a revisão da punição ganhou destaque às vésperas do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Veja o vídeo na íntegra:

Leia mais... »
Mundo

Vaticano expulsa grupo ultraconservador que desafiou o papa Leão XIV

Padres e bispos da Sociedade São Pio X estão em cisma após ordenações sem aprovação do papa Leão XIV O Vaticano declarou nesta quinta-feira (02) que a Fraternidade São Pio X está oficialmente em cisma com a Igreja Católica após a excomungação de bispos ligados ao grupo ultraconservador e invalidou os sacramentos celebrados por eles. A decisão coloca o papa Leão XIV diante de uma crise aberta com a maior organização dissidente do catolicismo tradicionalista.A medida veio um dia depois de a fraternidade ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça. O Vaticano classificou a consagração como um “ato cismático”, por romper a comunhão com a autoridade do papa. A Santa Sé advertiu católicos de todo o mundo que os sacramentos celebrados pela Fraternidade São Pio X passam a ser ilícitos. O comunicado também afirma que o grupo não pode oficiar casamentos nem ouvir confissões com validade perante a Igreja Católica.Antes da ordenação, Leão XIV enviou uma carta ao superior da fraternidade, o padre Davide Pagliarani, para tentar impedir a cerimônia. O pontífice pediu que o grupo “renunciasse ao projeto” e alertou para as consequências canônicas caso a consagração fosse mantida.Cerimônia de consagração de bispos da Fraternidade São Pio X em Ecône, na SuíçaCerimônia de consagração de bispos da Fraternidade São Pio X em Ecône, na Suíça. Foto: ReproduçãoGrupo rejeita reformas do Concílio Vaticano IIA Fraternidade São Pio X foi fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre em oposição às mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965. O grupo defende a preservação da liturgia anterior ao concílio e uma interpretação mais rígida da doutrina católica.Entre as principais bandeiras da fraternidade estão o retorno das missas em latim, celebrações com o padre voltado para o altar e a rejeição de parte das reformas litúrgicas e pastorais adotadas pela Igreja nas últimas décadas. O Concílio Vaticano II permitiu missas nas línguas de cada país, aproximou o celebrante dos fiéis e ampliou o diálogo com outras religiões.O conflito entre a Fraternidade São Pio X e o Vaticano atravessa décadas. Em 1988, Marcel Lefebvre também ordenou quatro bispos sem autorização do então papa João Paulo II, o que levou à excomunhão dos envolvidos; em 2009, Bento XVI suspendeu a punição em uma tentativa de reaproximação, mas a situação canônica da fraternidade permaneceu irregular.Na cerimônia desta semana, a Fraternidade São Pio X consagrou quatro novos bispos: dois franceses, um norte-americano e um suíço, diante de milhares de fiéis reunidos em Écône. A Santa Sé afirmou que padres e leigos que aderirem ao grupo ultraconservador dissidente também passam a ser considerados em situação de cisma e excomungados.

Leia mais... »
Mundo

Suprema Corte dos EUA barra ordem de Trump e mantém cidadania por nascimento

Decisão assinada no primeiro dia de mandato do presidente foi derrubada pela Justiça A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta terça (30), por 6 votos a 3, manter a interpretação ampla da cidadania por nascimento e rejeitou uma ordem executiva do presidente Donald Trump que retirava esse direito de filhos de imigrantes não documentados ou turistas.Os ministros confirmaram o entendimento consolidado da 14ª Emenda da Constituição americana: qualquer pessoa nascida no país, salvo exceções muito limitadas, tem cidadania dos Estados Unidos. Tribunais de instâncias inferiores já haviam barrado as restrições impostas por Trump, que nunca chegaram a entrar em vigor no país.Trump não se pronunciou publicamente sobre a decisão até o momento. Horas antes do veredito, ele disse que “seus esforços para limitar a cidadania por nascimento podem ter sucesso com ou sem a Suprema Corte”.O princípio aplicado nos Estados Unidos é o jus soli, ou direito de solo. Pela regra, quem nasce em território americano recebe cidadania, inclusive filhos de turistas ou de imigrantes. Entre as poucas exceções estão filhos de diplomatas estrangeiros em serviço no país. 14ª Emenda foi centro da disputa sobre imigraçãoA cidadania por nascimento consta da 14ª Emenda, que afirma que “todas as pessoas nascidas” nos Estados Unidos “são cidadãos dos Estados Unidos”. No primeiro dia de seu segundo mandato, Trump assinou uma ordem executiva para limitar esse direito, sem detalhar de forma clara como o governo passaria a conceder a cidadania.A medida fazia parte de um pacote mais amplo de combate à imigração e poderia impedir a cidadania de filhos nascidos nos Estados Unidos de imigrantes ou turistas. O governo Trump argumentava que a cidadania automática incentivava a imigração irregular e o chamado “turismo de nascimento”, quando estrangeiros viajam ao país para ter filhos com cidadania americana.O caso chegou à Suprema Corte por meio de um processo iniciado em New Hampshire e chamado “Trump versus Barbara”. Barbara, uma imigrante hondurenha que mora no estado, processou o governo por considerar inconstitucional a restrição à cidadania americana.Barbara e o marido são imigrantes não documentados e têm três filhos, todos nascidos em Honduras. Ela decidiu acionar a Justiça ao descobrir que estava grávida do quarto filho, que nasceria nos Estados Unidos, mas poderia ficar sem direito à cidadania americana caso a ordem de Trump prevalecesse. O sobrenome dela não foi divulgado publicamente por receio de represálias de apoiadores do presidente. Roberts citou precedente de 1898 contra tese do governo O presidente da Suprema Corte, o conservador John Roberts, relatou a decisão e citou o precedente de 1898 no caso Wong Kim Ark, filho de chineses nascido nos Estados Unidos. A Corte manteve desde então o entendimento de que a 14ª Emenda garante cidadania a pessoas nascidas em território americano.Roberts escreveu que havia “poucas evidências” para sustentar a “visão drasticamente revisionista” do governo Trump sobre a 14ª Emenda. “Não surpreende, portanto, que, nos 128 anos desde então, tenhamos reiteradamente entendido a regra estabelecida em Wong Kim Ark como garantia de cidadania a todas as crianças nascidas nos Estados Unidos e sujeitas à sua jurisdição. Não vemos razão para nos afastar dessa interpretação hoje”, afirmou.Em abril, Trump compareceu pessoalmente a uma audiência da Suprema Corte que ouviria argumentos das partes. Foi a primeira vez na história dos Estados Unidos que um presidente do país foi à Corte para acompanhar um julgamento.Na segunda (29), a Suprema Corte também decidiu outros casos de interesse da Casa Branca. O tribunal permitiu que Trump demitisse uma comissária da Federal Trade Commission, agência independente que regula a concorrência, e ampliou os poderes presidenciais sobre órgãos reguladores.No mesmo dia, a Corte impôs derrotas a Trump ao barrar a demissão de Lisa Cook, diretora do Fed, ao permitir que estados contabilizem votos pelo correio postados até o dia da eleição e recebidos nos dias seguintes, e ao rejeitar pedido do presidente para anular a decisão de um júri que o responsabilizou por abuso sexual contra a escritora E. Jean Carroll e por difamação, com indenização de US$ 5 milhões.

Leia mais... »
Mundo

Brasil envia nesta sexta missão humanitária à Venezuela, anuncia Lula

Apoio foi definido após conversa com a presidenta Delcy Rodríguez O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que enviará nesta sexta-feira (26) um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) com uma missão humanitária para auxiliar nas buscas por desaparecidos na Venezuela. O país foi atingido por dois terremotos no início da noite de quarta-feira (24).“Vamos enviar, nesta sexta (26) pela manhã, uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações. Com eles vão nove toneladas de equipamentos para ajudar na busca e socorro às vítimas”, escreveu o presidente em uma rede social nesta quinta-feira (25).Lula disse ter conversado por telefone com a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, para prestar a solidariedade do governo brasileiro à população venezuelana e definir a melhor forma de apoio ao país vizinho.O presidente informou ainda que outro voo sairá no sábado com mais ajuda. O avião levará equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, 100 purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias.“Seguiremos acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro às vítimas para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”, finalizou. Mais cedo, o Ministério da Saúde do Brasil já havia informado que estava em contato com a Venezuela para enviar ajuda com insumos e pessoal da área da saúde ao país vizinho.Até o momento, as informações apontam que o número de mortos na Venezuela chega a 188. A atualização foi divulgada pelo presidente do Congresso Nacional do país, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez.Segundo ele, mais de 1, 5 mil pessoas foram hospitalizadas. O número, no entanto, tende a ser bem maior do que o divulgado até o momento. De acordo com o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado pela sociedade civil para reunir informações extraoficiais sobre vítimas, há mais de 40 mil pessoas desaparecidas.Os dois terremotos, de magnitude de 7,5 e 7,2, causaram grande destruição no litoral de Morón, que fica a 160 quilômetros da capital Caracas. A região pertence ao estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores. Prédios, casas e outras edificações desabaram.

Leia mais... »
Mundo

Venezuela: número de desaparecidos em terremoto pode passar de 40 mil

Mortos sobem para 188, segundo presidente do Congresso venezuelano Subiu para 188 o número de mortos na Venezuela devido aos dois terremotos que atingiram o país no início da noite desta quarta-feira (24). A atualização foi divulgada por Jorge Rodríguez, presidente do Congresso Nacional e irmão da presidente Delcy Rodríguez. Segundo ele, passa de 1.500 o número de pessoas hospitalizadas.Essa quantidade, no entanto, tende a ser bem maior dos que a divulgada até o momento. De acordo com o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado pela sociedade civil para reunir informações extra oficiais sobre vítimas, há mais de 40 mil pessoas desaparecidas.Na plataforma, a população pode inserir dados sobre desaparecidos como idade, sexo, estado civil e a cidade onde mora. O governo venezuelano não disponibilizou nenhuma ferramenta deste tipo até o momento e não tem uma estimativa de desaparecidos.Segundo levantamento feito pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o número de mortes pode variar entre 10 mil e 100 mil. O cálculo da entidade leva em consideração a população exposta em áreas atingidas e precariedade das construções. TragédiaOs dois terremotos, de magnitude de 7,5 e 7,2, causaram grande destruição no litoral de Morón, que fica a 160 km de Caracas, capital do país. A região pertence ao estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores. Prédios, casas e outras edificações desabaram.Segundo a imprensa local, oito hospitais foram afetados e os pacientes tiveram de ser transferidos para outras instituições. BrasilOs terremotos na Venezuela foram sentidos em algumas cidades da Região Norte do Brasil, segundo informações do Serviço Geológico do Brasil (SGB).Os tremores atingiram Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e alguns municípios próximos a essas cidades.Segundo Marcos Ferreira, geofísico e pesquisador do SGB, as magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter são consideradas muito elevadas.“[Esse valores] indicam a liberação de uma enorme quantidade de energia. Além disso, quanto mais rasos os sismos, maior potencial e impacto, pois a energia chega de forma mais direta e rápida à superfície.” Fonte: Agência Brasil

Leia mais... »