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Portugal deverá ter segundo turno entre extrema direita e socialistas

Esta provavelmente será a segunda vez desde a Revolução dos Cravos que uma eleição pode ser decidida pela “segunda volta”, como eles chamam por lá Os portugueses começaram a votar neste domingo (18) para escolher o próximo presidente da República em uma eleição que, pela segunda vez desde a Revolução dos Cravos, pode ser decidida em segundo turno — ou “segunda volta”, como é chamada em Portugal. A revolução de 1974 pôs fim à ditadura salazarista, que manteve o país sob repressão por 48 anos. A votação teve início às 8h (5h em Brasília) e segue até às 19h no território continental e na Ilha da Madeira. No Arquipélago dos Açores, o encerramento ocorre às 20h, devido ao fuso horário. Parte do eleitorado já havia votado antecipadamente, inclusive no exterior. No Brasil, os consulados portugueses abriram a votação no sábado (17). Um número recorde de 11 candidatos disputa o pleito. Inicialmente, eram 14 postulantes ao cargo, mas três candidaturas foram impugnadas pelo Tribunal Constitucional por irregularidades. Apesar disso, os nomes desses candidatos permanecem na cédula eleitoral, já que a impressão ocorreu antes da decisão judicial. Os votos destinados a eles serão considerados nulos. As pesquisas mais recentes indicam uma disputa acirrada entre o ultradireitista André Ventura, do partido Chega, e António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista (PS). Em terceiro lugar aparece João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, que surge tecnicamente próximo dos dois líderes. Denúncia de assédio sexualNos últimos dias de campanha, Cotrim de Figueiredo passou a enfrentar o impacto de uma denúncia de assédio sexual feita por uma ex-assessora do partido, referente a um episódio que teria ocorrido em 2023. Não há clareza, até o momento, sobre o efeito da acusação no resultado das urnas. As pesquisas também registraram como principais surpresas da campanha as quedas acentuadas de Luís Marques Mendes, apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD), e do almirante Henrique Gouveia e Melo. Embora ambos sejam associados à direita — Gouveia e Melo se defina como de centro —, chegaram a liderar a corrida presidencial em momentos anteriores, mas perderam força ao longo da disputa. Gouveia e Melo ganhou projeção nacional durante a pandemia de Covid-19, ao coordenar o plano de vacinação em Portugal, o que lhe rendeu popularidade e reconhecimento público. Ainda assim, as sondagens mais recentes indicam forte retração de seu desempenho eleitoral. As pesquisasLevantamento da RTP, emissora pública portuguesa, em parceria com a Universidade Católica, divulgado na sexta-feira (16), aponta André Ventura com 24% das intenções de voto, seguido por António José Seguro, com 23%, e João Cotrim de Figueiredo, com 19%. Luís Marques Mendes aparece com 14%, após ter iniciado a campanha com cerca de 20%. Henrique Gouveia e Melo também registra 14%, ante 18% no começo da disputa. Seguro foi o candidato que mais cresceu nas projeções, saltando de 16% para 23%. Cotrim de Figueiredo subiu de 14% para 19%, embora a pesquisa tenha sido realizada antes da divulgação da denúncia de assédio. Na sequência aparecem António Filipe, apoiado pelo Partido Comunista Português (PCP), com 2%, e Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, também com 2%. Ambos tinham 3% na primeira sondagem. A pesquisa ouviu eleitores entre os dias 15 de dezembro e 13 de janeiro. A eleição deste domingo é a 11ª desde a redemocratização em que os portugueses escolhem diretamente o presidente da República, cargo com mandato de cinco anos. Desde a Revolução dos Cravos, o país teve cinco presidentes — todos reeleitos. Foram eles o general António Ramalho Eanes (1976–1986), Mário Soares (1986–1996), Jorge Sampaio (1996–2006), Aníbal Cavaco Silva (2006–2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016–2026). Soares e Sampaio eram ligados ao PS, enquanto Cavaco Silva e Rebelo de Sousa tinham vínculos com o PSD. Com informações do Holofote

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UE aprova acordo com Mercosul e cria a maior área de livre comércio do mundo

Tratado enfrenta forte resistência interna francesa e pode sofrer novos obstáculos no Parlamento Europeu A União Europeia aprovou nesta sexta-feira (9), em Bruxelas, o acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para a formação do maior pacto comercial do planeta. O entendimento reúne um mercado estimado em 722 milhões de consumidores e prevê ampla redução de barreiras tarifárias entre os dois blocos, apesar da oposição firme liderada pela França.Os representantes permanentes dos Estados-membros autorizaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a assinar formalmente o tratado na próxima semana, durante cerimônia no Paraguai. Antes disso, os votos ainda precisam ser confirmados pelos governos dos 27 países do bloco, uma etapa considerada protocolar e prevista para ocorrer nas próximas horas.Mesmo tratada como formalidade, a decisão já provocou manifestações públicas. O governo da Alemanha se pronunciou afirmando que o acordo “é um sinal importante no momento atual”, destacando o peso econômico e estratégico do tratado em um cenário internacional marcado por tensões comerciais. O texto prevê a eliminação de tarifas de importação sobre 91% das mercadorias negociadas entre a União Europeia e o Mercosul. De acordo com estimativas europeias, as exportações do bloco para a América do Sul podem crescer até 39%, com potencial de gerar cerca de 440 mil postos de trabalho no continente europeu. Negociado desde 1999, o acordo passou por longos períodos de paralisação e só ganhou novo impulso no fim de 2024, impulsionado pelo empenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por países europeus com forte perfil exportador, como Alemanha e Espanha. Nos últimos meses, o tratado também assumiu relevância geopolítica, em meio às tarifas adotadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e à sua retomada de uma agenda crítica ao multilateralismo. A aprovação ocorre poucos dias após a intervenção americana na Venezuela e em meio a reiteradas ameaças à Groenlândia, território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca e integrante da União Europeia, fatores que reforçaram o debate sobre autonomia estratégica no continente. Enquanto o sinal verde era dado em Bruxelas, agricultores franceses voltaram a protestar em Paris com a invasão de tratores, ampliando a crise política enfrentada pelo primeiro-ministro Sébastian Lecornu. Partidos de oposição pretendem explorar a aprovação do acordo — tema altamente sensível na França — para tentar derrubar o governo e intensificar a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron. Na véspera da decisão europeia, Macron reiterou a posição contrária da França ao tratado. Em dezembro, Paris havia conseguido bloquear o avanço do acordo ao atrair o apoio da Itália. Desta vez, porém, o governo italiano mudou de posição após negociar concessões com a Comissão Europeia, incluindo a antecipação de € 45 bilhões em subsídios ao setor agrícola e a flexibilização da nova taxa de carbono sobre fertilizantes importados. Sem o respaldo italiano, a França não conseguiu formar a chamada minoria de bloqueio no Conselho da UE. Embora conte com o apoio de países como Polônia, Hungria, Irlanda e Áustria, o grupo não alcançou o critério exigido, que combina ao menos quatro países e 35% da população total do bloco. Diante da derrota no Conselho, o governo francês deve concentrar esforços para barrar o tratado no Parlamento Europeu, que precisa ratificar o texto final até abril. Paralelamente, um grupo de eurodeputados articula levar o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que poderia atrasar sua implementação por vários anos. Em termos econômicos, o intercâmbio entre os dois blocos alcançou € 111 bilhões em 2024. As exportações europeias são lideradas por máquinas, produtos químicos e equipamentos de transporte, enquanto o Mercosul exporta majoritariamente produtos agrícolas, minerais, além de celulose e papel, setores que estão no centro das controvérsias políticas em países como a França.

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Maduro chega a tribunal em Nova York para primeira audiência

Presidente venezuelano comparece à Justiça dos EUA após ser sequestrado O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou na manhã desta segunda-feira (5) a um tribunal federal de Nova York para participar de sua primeira audiência judicial nos Estados Unidos. Ele foi levado ao local acompanhado da esposa, Cilia Flores, após deixar o Metropolitan Detention Center (MDC), onde estava detido desde sábado (3), quando foi sequestrado em Caracas. A audiência está marcada para as 14h (horário de Brasília) e será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, magistrado de 92 anos com longa trajetória na Justiça americana e atuação em processos de grande repercussão.  No sábado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou uma nova acusação formal contra Maduro, inserida em um processo criminal que, de acordo com o governo federal americano, tramita há cerca de 15 anos. A denúncia mantém as mesmas quatro acusações apresentadas anteriormente em Nova York, em 2020: narco-terrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração. O caso ocorre em meio a forte repercussão internacional. Ainda nesta segunda-feira, o Conselho da ONU se reúne para discutir o sequestro do presidente venezuelano. No cenário político, a presidente interina da Venezuela afirmou que pretende trabalhar “junto” com os Estados Unidos, enquanto Donald Trump, presidente norte-americano, sugeriu um segundo ataque contra a Venezuela caso o governo “não se comportar”.

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Ataque dos EUA à Venezuela inaugura nova fase na América do Sul que pode engolir o Brasil

O bombardeio dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de seu presidente, Nicolás Maduro, se inscrevem em uma longa tradição de intervenções norte-americanas na América do Sul, na América Central e no Caribe ao longo dos últimos dois séculos. Ao mesmo tempo, representam um marco inédito: trata-se do primeiro ataque militar direto dos EUA contra um país sul-americano. Em entrevista coletiva após a captura de Maduro, Donald Trump afirmou que a “dominância americana no hemisfério ocidental jamais será questionada novamente”. Desde meados do século XIX, os Estados Unidos atuam sobre países vizinhos por meio de pressão econômica e também de ações militares, com um histórico que inclui invasões, ocupações e operações encobertas. O episódio que mais se aproxima do atual é a captura do ditador panamenho Manuel Noriega, em 1989. Ações secretas dos EUA contribuíram para a derrubada de governos eleitos e para a instalação de ditaduras militares em países como Brasil, Chile e Argentina. Ainda assim, intervenções militares abertas costumavam se restringir a nações mais próximas, na América Central e no Caribe. Para Maurício Santoro, professor de relações internacionais da UERJ, o ataque à Venezuela “sinaliza uma mudança profunda na política externa e de defesa”, alinhada à nova estratégia de segurança nacional divulgada recentemente pelo governo Trump. O documento defende a ampliação da presença militar dos EUA na região, apresentada como um “corolário Trump” da Doutrina Monroe — formulada em 1823 sob o lema “América para os americanos” e usada historicamente para justificar golpes apoiados por Washington. Embora a ação de sábado dialogue com práticas do passado, ela causa impacto por não haver precedentes desde 1989, segundo Alan McPherson, professor da Temple University e autor de A Short History of US Interventions in Latin America and the Caribbean. Para ele, a ideia de que a era do imperialismo explícito teria ficado no século XX não se confirmou. Praticamente todos os países da região já sofreram algum tipo de intervenção norte-americana, aberta ou encoberta. Alguns exemplos ajudam a dimensionar esse histórico: México A anexação do Texas, então território mexicano, provocou disputas que culminaram na invasão dos EUA em 1847. Tropas americanas ocuparam a Cidade do México, e o conflito terminou em 1848 com um tratado que obrigou o país a ceder 55% de seu território, incluindo áreas que hoje correspondem a Califórnia, Nevada, Utah e partes de outros cinco estados. Cuba Em 1898, os EUA apoiaram a luta cubana contra a Espanha. Após a vitória, ocuparam a ilha até 1902 e garantiram controle permanente sobre a base de Guantánamo. Novas ocupações ocorreram entre 1906 e 1909 e entre 1917 e 1922. Após a Revolução de 1959, a CIA apoiou a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961.  tHaiti Em 1915, sob o argumento de estabilizar o país e proteger interesses comerciais, os EUA invadiram o Haiti e passaram a controlar alfândegas, o Tesouro e o banco nacional até 1934. Em 1959, a CIA atuou nos bastidores para sustentar a permanência do ditador François “Papa Doc” Duvalier, visto como aliado contra a influência cubana. Brasil Embora não tenha ocorrido intervenção direta em 1964, uma força naval dos EUA ficou posicionada no litoral brasileiro caso houvesse resistência ao golpe que depôs o presidente João Goulart. Na década de 1970, CIA e FBI assessoraram estruturas repressivas de ditaduras no Brasil, Chile e Argentina durante a Operação Condor. Panamá Os EUA apoiaram a separação do Panamá da Colômbia em 1903 e mantiveram forte influência no país. Em 1989, cerca de 27 mil soldados americanos invadiram o território para capturar Manuel Noriega, antigo aliado da CIA, acusado de narcotráfico. A operação deixou entre 200 e 500 civis mortos, além de cerca de 300 soldados panamenhos, e resultou na posse de Guillermo Endara como presidente. Ainda não está claro se a Venezuela seguirá caminho semelhante. Trump afirmou que o país será “administrado” pelos EUA até que ocorra uma “transição adequada”. McPherson ressalta que intervenções norte-americanas raramente produzem estabilidade duradoura. Segundo ele, esses episódios quase sempre geram problemas prolongados de sucessão política e governabilidade. DCM

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“Feliz ano novo”: as primeiras palavras de Maduro, sequestrado pelos EUA, ao chegar em NY

Presidente venezuelano foi fichado em um escritório Agência Antidrogas dos EUA e passou a noite preso em um centro de detenção Perfis oficiais ligados à Casa Branca divulgaram, na noite deste sábado (3), as primeiras imagens do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, ao chegarem nos Estados Unidos após serem sequestrados por forças norte-americanas.Mais cedo, horas após o ataque deflagrado por militares dos EUA contra alvos civis e militares em Caracas e outras cidades venezuelanas, o presidente Donald Trump já havia divulgado uma foto que mostrava Maduro, já detido, com os olhos vendados e algemados a bordo do USS Iwo Jima, navio da Marinha norte-americana.Depois, o presidente venezuelano foi levado de avião para Nova York e lá desembarcou com as mãos e pés algemados. Na sequência, o líder venezuelano foi conduzido a um escritório Agência Antidrogas dos EUA (DEA), onde foi fichado. Ao chegar no local, proferiu suas primeiras palavras públicas após o sequestro, registradas em vídeo: “Boa noite, feliz ano novo”, disse Maduro a profissionais da imprensa e agentes do DEA que estavam no local.Assista: Circulam nas redes sociais, ainda, imagens que mostram Maduro fazendo sinal de “positivo” com as mãos algemadas, ao lado dos agentes. Veja:  target=”_blank” rel=”noopener”>January 4, 2026 Ataque à Venezuela e sequestro de Maduro A Venezuela foi alvo, na madrugada deste sábado (3), de um ataque militar de grande escala por parte dos Estados Unidos. Explosões atingiram Caracas e outras regiões do país, incluindo os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, provocando pânico entre a população civil, apagões e danos a áreas próximas a instalações militares. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que as forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e o retiraram do país. A declaração foi feita em sua rede Truth Social. Em resposta imediata à ofensiva, Caracas divulgou um comunicado oficial acusando Washington de promover uma agressão militar direta contra o país. O governo venezuelano afirmou que os bombardeios atingiram também áreas residenciais e acusou os Estados Unidos de tentar impor uma mudança de regime pela força. Segundo o comunicado oficial, o objetivo da operação seria tomar o controle de recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais. Caracas classificou a ação como uma tentativa de impor uma “guerra colonial” contra uma nação soberana. Trump diz que EUA vão governar a Venezuela O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou a operação estadunidense que atacou a Venezuela e acarretou no sequestro do presidente Nicolás Maduro, neste sábado (3). Ele também enfatizou o discurso de ameaça de narcoterrorismo, e revelou que os EUA governarão a Venezuela até que a transição de governo esteja terminada. “Vamos governar o país até que uma transição adequada possa ocorrer. Vamos governar com um grupo, e vamos ter certeza de que ele vai ser governado apropriadamente. (…) Estamos designando pessoas neste momento. Vamos deixar vocês a par”, afirmou Trump. Trump exaltou a ação como “letal”, “rápida” e sem baixas norte-americanas, e reforçou reiteradamente a narrativa de combate ao narcoterrorismo e de defesa de interesses estratégicos dos EUA, como o petróleo. “Foram rapidamente superados e incapacitados. (…) Nenhum americano foi atingido ou equipamento americano foi perdido”, afirmou Trump. “Temos o melhor equipamento do mundo”, continuou. “Foi a mais deslumbrante e efetiva operação na história dos EUA. (…) Nenhum país no mundo poderia ter capacidade de fazer o que fizemos. (…) As luzes em Caracas foram apagadas. Estava escuro, foi letal”, completou. O presidente dos EUA ainda comparou a operação na Venezuela com as ocorridas em países como Irã e Afeganistão, e também deixou claro que a Venezuela é vista como um alvo estratégico, sobretudo por sua relação com o petróleo. Ele também sugeriu que Washington mantém plena capacidade de repetir intervenções militares desse porte quando considerar necessário. Trump ainda emitiu um recado direto à classe política venezuelana, elevando o tom de ameaça, e sinalizou que a operação não se restringe a um episódio isolado, mas funciona como demonstração de força e intimidação. “A Venezuela vendeu óleo americano, ativos americanos, e plataformas americanas custando bilhões e bilhões de dólares. Pegaram nossa propriedade, era nossa, nós construímos. (…) A América nunca permitirá que poderes estrangeiros roubem nossas pessoas”, disse Trump. “Todas as figuras políticas na Venezuela devem entender que o que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles”, continuou. Trump também descartou uma possível segunda operação, e a equipe da Casa Branca confirmou que Maduro se entregou. O presidente dos EUA ainda afirmou que o país irá “reconstruir a infraestrutura americana na Venezuela”. “Uma segunda onda poderia ser necessária. Mas, agora, provavelmente não”, disse. “Vamos fazer a Venezuela grande novamente, é simples (‘Make Venezuela Great Again, that’s simple’)”, completou.

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Estados Unidos agridem Venezuela e explosões são ouvidas em Caracas

Explosões e aviões em baixa altitude são ouvidos em Caracas; governo venezuelano não comenta e Maduro acusa Washington de tentar tomar o petróleo do país Ao menos sete explosões e o som de aeronaves voando em baixa altitude foram ouvidos por volta das 2h da manhã (horário local) deste sábado em Caracas, capital da Venezuela, em um episódio que intensifica o clima de alerta e reforça a sensação de que o país entrou em uma nova fase de confronto com os Estados Unidos. As informações foram divulgadas pela Associated Press (AP), que relatou que, até o momento, o governo venezuelano não respondeu a um pedido de comentário sobre o que ocorreu na cidade. Moradores de diferentes bairros correram para as ruas, tentando compreender a origem dos estrondos e a movimentação aérea incomum. A agência descreve que pessoas puderam ser vistas à distância em diversas regiões de Caracas, evidenciando a dimensão do susto e a rápida disseminação do pânico noturno. O cenário ocorre no momento em que os Estados Unidos vêm aumentando suas operações militares na região. Segundo a AP, as Forças Armadas americanas têm mirado, nos últimos dias, barcos supostamente envolvidos com tráfico de drogas, em uma ofensiva que tem sido tratada como parte de uma estratégia mais ampla de pressão contra o governo venezuelano.

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Trump confirma ofensiva dos EUA contra Venezuela e diz que Maduro foi capturado

Declaração foi feita em rede social e ainda não foi confirmada por autoridades venezuelanas O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram uma ofensiva de grande escala na Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita por meio de uma publicação em rede social e provocou imediata repercussão internacional, diante da gravidade das acusações e da ausência de confirmações independentes. As informações são do G1 Segundo Trump, a ação teria sido conduzida em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos e resultou na retirada de Maduro e de sua esposa do território venezuelano por via aérea. Até o momento, autoridades da Venezuela não confirmaram a suposta captura. Declaração de Trump e anúncio da operação Na publicação, Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos.” Trump não informou para onde Maduro teria sido levado nem esclareceu qual teria sido a base legal para a realização da operação anunciada. Também não foram apresentados documentos ou registros oficiais que sustentem a versão divulgada. Falta de confirmação oficial e silêncio de Caracas Até a última atualização das informações, o governo venezuelano não havia se pronunciado oficialmente sobre o conteúdo da declaração nem confirmado a prisão do presidente. A ausência de posicionamento oficial mantém o cenário de incerteza em torno do anúncio feito por Trump. Da mesma forma, a Casa Branca, o Pentágono e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ainda não divulgaram comunicados detalhando a suposta operação ou esclarecendo o papel das agências citadas pelo presidente americano. Tensão internacional  Trump afirmou ainda que mais informações serão apresentadas em uma coletiva de imprensa marcada para às 11h, no horário local, em Mar-a-Lago, na Flórida. O anúncio ocorre em um contexto de tensões diplomáticas entre Washington e Caracas e amplia a expectativa por esclarecimentos oficiais sobre os desdobramentos do episódio

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Barack Obama escolhe “O Agente Secreto’” como um dos melhores filmes de 2025

O longa brasileiro de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner Moura, vem sendo amplamente aclamado pela crítica nos Estados Unidos Que o filme “O Agente Secreto” vem sendo aclamado pela crítica dos Estados Unidos já não é mais novidade. O longa foi eleito pela The Hollywood Reporter — a “bíblia” da indústria cinematográfica — como o filme do ano. Agora, a obra dirigida por Kleber Mendonça Filho e protagonizada por Wagner Moura acaba de conquistar mais um admirador de peso: nada menos que o ex-presidente dos EUA, Barack Obama. Tradicionalmente, ao fim de cada ano, Obama divulga uma lista com os dez filmes e livros de que mais gostou ao longo do período. Em sua seleção de 2025, “O Agente Secreto” aparece entre os longas-metragens que mais o marcaram. “Com o ano de 2025 chegando ao fim, dou continuidade a uma tradição que comecei durante meu período na Casa Branca: compartilhar minhas listas anuais de livros, filmes e músicas favoritos. Espero que você encontre algo novo para curtir — e, por favor, envie suas recomendações para eu conferir!”, escreveu Barack Obama. Além do filme brasileiro, a lista de Obama inclui: “Uma Batalha Após a Outra”, “Pecadores”, “Foi Apenas Um Acidente”, “Hamnet”, “Valor Sentimental”, “No Other Choice”, “Sonhos de Trem”, “Jay Kelly”, “Good Fortune” e “Orwell 2+2=5”. https://twitter.com/BarackObama/status/2001752388974121278/photo/1 Wagner Moura expõe Bolsonaro durante evento do Globo de Ouro: “Fascista” O ator Wagner Moura participou na quarta-feira (17) de um evento de gala do Globo de Ouro, o First-Time Golden Globe Nominees, voltado exclusivamente para artistas indicados pela primeira vez à premiação e que tem como objetivo apresentá-los ao circuito comercial de Hollywood. Durante a recepção, Wagner Moura concedeu entrevista à revista Variety, na qual falou sobre a honra de ser indicado ao Globo de Ouro por um filme brasileiro e sobre o Brasil. Ele também comentou o bom momento do cinema nacional e criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem classificou como “fascista”. “Eu não posso negar o fato de que tudo isso está acontecendo com um filme brasileiro. Eu fui indicado em 2016 ao Globo de Ouro por Narcos, e foi ótimo, eu me senti ótimo. Mas não posso negar que isso tem um sentimento especial: o fato de ser um filme do Brasil, dirigido por um diretor brasileiro [Kleber Mendonça Filho], com quem eu venho tentando trabalhar há muito tempo. Isso significa muito para os brasileiros. É ótimo”, afirmou Wagner Moura. Em seguida, o protagonista de O Agente Secreto falou sobre o orgulho dos brasileiros diante das conquistas recentes do cinema nacional e criticou duramente o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Isso é ótimo. O Brasil, de 2018 a 2022, esteve sob um governo muito hardcore. Era um cara [Jair Bolsonaro] fascista, que não gostava de artes, não gostava de cultura. Então é lindo ver os brasileiros engajados desde o ano passado, com Ainda Estou Aqui, quando Fernanda Torres e Walter Salles estiveram aqui. O engajamento dos brasileiros, essa ideia de que ‘esses artistas de alguma forma nos representam’, me comove profundamente. Representar uma parte do país significa muito”, declarou. “O Agente Secreto” concorre em três categorias no Globo de Ouro: Melhor Ator em Drama, Melhor Filme em Drama e Melhor Filme Em Língua Não Inglesa. 

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Novos documentos mostram Epstein e Trump “negociando” menina de 14 anos

Documentos recém-divulgados ligados ao caso Jeffrey Epstein mostram uma troca perturbadora de mensagens entre o agressor sexual condenado e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, envolvendo uma vítima de 14 anos identificada como “Jane Doe”. Os arquivos foram tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos EUA. De acordo com um trecho, Epstein apresentou uma menor a Trump durante uma visita ao resort de Mar-a-Lago. Epstein menciona a garota, perguntando: “Essa é boa, certo?”, após o que Trump sorriu e acenou positivamente com a cabeça. “Ambos riram, e Doe se sentiu desconfortável, mas, na época, era muito jovem para entender o porquê”, afirma o documento. Os registros alegam ainda que Epstein continuou a abusar da vítima nos anos seguintes. No final de 1994, Epstein supostamente agrediu Doe em sua casa, dizendo a ela como se comportar com fotógrafos que deveriam tirar fotos dela como se fossem “de modelo”. O documento observa que, quando profissionais mais tarde a fotografaram, tal conduta não ocorreu. O abuso é descrito como tendo se intensificado ao longo do tempo, citando repetidas agressões sexuais nas propriedades de Epstein em Palm Beach, Nova York e Novo México. Também afirma que Doe frequentemente viajava com Epstein e Ghislaine Maxwell no jato particular. As táticas psicológicas de Ghislaine, cafetina de Epstein, utilizava para atrair adolescentes vulneráveis para o ciclo de abuso ficaram expostas. O método era sutil e envolvente: ela demonstrava carinho, fazia piadas e criava a ilusão de escuta atenta. Apesar de o aliciamento de vítimas por Maxwell ser um fato há muito conhecido, a divulgação dos documentos do julgamento dela em seu processo federal de Manhattan é oportuna. Os documentos revelam o depoimento de um policial ao júri em 2020 sobre uma entrevista com uma mulher que afirmou ter sido abusada por Epstein quando menor. Ela relatou que suas visitas iniciais à casa de Epstein, nas quais não houve abuso, eram classificadas como “estranhas”. Mas “Maxwell normalizava a situação para ela”, conforme relatou o agente da lei. “Ela agia como uma irmã mais velha e descolada e fazia comentários como, ‘É isso que os adultos fazem’”. A mulher comentou que viu Maxwell de topless na piscina de Epstein.  Quando os abusos sexuais de Epstein começaram, relatou, às vezes havia outras mulheres presentes, incluindo Maxwell. “Em geral, começavam com uma das garotas massageando Epstein — normalmente os pés dele”, disse o agente ao relatar o depoimento. “Maxwell ficava provocando as outras meninas. Ela agarrava os seios da garota e orientava as meninas sobre o que fazer.”

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