Agências estatais confirmam informação que havia sido divulgada por Trump; Irã diz que morte ‘não ficará sem resposta’

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto neste sábado (28) pelos bombardeios realizados pelos EUA e por Israel contra o território iraniano.
A informação foi confirmada pela agências estatais do Irã Irna e Fars.
“O líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, foi martirizado pelos ataques dos regimes de Israel e dos EUA”, informou a imprensa iraniana.
A confirmação vem horas depois do presidente dos EUA, Donald Trump, alegar que seus ataques haviam vitimado o líder do país persa.
Teerã ainda decretou luto oficial por 40 dias e disse que “esse grande crime nunca ficará sem resposta”.
“[Esse crime] vai marcar uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo. O sangue puro desse distinguido líder vai fluir como um rio e erradicar o crime e a opressão americana-sionista”, afirmou o governo iraniano.
O Irã foi vítima na madrugada deste sábado de uma ofensiva por parte dos EUA e de Israel, que bombardearam massivamente 24 províncias do país.
Segundo o Crescente Vermelho do Irã – que faz parte da organização humanitária internacional Cruz Vermelha – pelo menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas após os ataques. Em Teerã, uma escola foi bombardeada e matou mais de 100 crianças.
O Irã retaliou e lançou ataques contra Israel e 14 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo a imprensa estatal iraniana, instalações militares estadunidenses no Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita foram atingidas. A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou ter atacado um navio de apoio de combate da Marinha dos EUA, identificado como US MST.
Khamenei tinha 88 anos e ocupava o posto de líder supremo desde 1989, quando substituiu o fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini.