Em pré-campanha, Marília Campos reúne apoiadores em BH e apresenta sua agenda prioritária para o Senado

A ex-prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT), realizou, na segunda-feira (13), seu primeiro evento aberto na capital mineira desde que o seu nome foi definido para concorrer a uma vaga na Câmara Alta.
Com o lema BH abraça Marília, a atividade reuniu lideranças políticas e apoiadores da petista. Um levantamento da AtlasIntel, divulgado no dia 1º de abril, indicou que Marília Campos ocupa, com mais de 20% de intenções de voto, o primeiro lugar entre os preferidos da população mineira para o Senado.
“Nós queremos formar uma trincheira para continuar avançando no nosso país e para reconstruir Minas Gerais. As pessoas me perguntam por que eu abri mão de um mandato com uma avaliação positiva de 82% na minha cidade, por que eu renunciei à prefeitura e sou pré-candidata ao Senado. É porque eu quero colocar a minha história e a minha credibilidade à disposição para reconstruir o nosso estado”, destacou a petista, em seu discurso durante o evento.
Reforço na chapa de Lula
A pré-candidatura é vista com entusiasmo pelos partidos de esquerda, em razão da viabilidade eleitoral, mas também pelo reforço ao palanque de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição presidencial, no estado, que é o segundo maior em tamanho do eleitorado do país.
Campos enfatiza que, para ela, as eleições de 2026 serão um momento para debater com a sociedade um projeto de país e de estado que dê prioridade aos interesses públicos e da população trabalhadora.
Gestão de Marília Campos tem avaliação positiva de 82% em Contagem
“Eu quero usar toda a minha disposição para ajudar na reeleição do Lula. Nós temos que discutir a minha pré-candidatura vinculada a um projeto de Brasil e a um projeto de Minas Gerais. O Brasil está melhor com Lula, porque controlou a inflação, tem crescimento econômico, tem crescimento de emprego, consegue reduzir a desigualdade social, saiu do mapa da fome. O Brasil está melhor porque nós temos um presidente que defende o país e a soberania nacional, que é comprometido com o projeto democrático”, disse Marília Campos, ao defender a importância da reeleição de Lula.
Ainda assim, ela reconhece que a eleição nacional não será fácil e que o principal adversário da chapa democrática será, novamente, a extrema direita, com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Para enfrentar a disputa, a pré-candidata ao Senado por MG aposta que, além de propagandear as conquistas obtidas nos últimos quatro anos de governo Lula, é preciso apresentar à população uma perspectiva de futuro.
“Derrotamos a PEC da Blindagem, avançamos na questão da isenção do imposto de renda e poderemos avançar ainda mais com o fim da jornada 6 por 1. Mas será que todos esses avanços vão garantir que a gente desponte muito à frente do candidato da direita? Como está a subjetividade do nosso povo? Eu sinto que as pessoas estão ligadas no presente. Mas, mais do que o presente, elas querem uma esperança de futuro. Elas querem otimismo em relação ao futuro”, analisa Marília Campos.
Ela ainda afirma que sua pré-campanha e campanha servirão para, além de defender e informar a população sobre os feitos do governo federal, dialogar com amplos setores, unificar a esquerda e disputar as narrativas.
“Estamos vendo investimento público em todas as áreas, na infraestrutura, saúde, assistência, etc. Mas nosso desafio é resgatar a esperança, no modo de fazer política, em como dialogar com todos os setores. Nós temos que trazer o empresariado. Quem é que também cresceu nesse país com as políticas que o Lula implementou? A atividade econômica”, destaca.
Perspectivas para Minas Gerais
Durante o evento de pré-campanha, Marília Campos também destacou a importância da eleição federal para o contexto específico de Minas Gerais e defendeu o nome do senador Rodrigo Pacheco, recém filiado ao PSB, para o governo do estado.
Pacheco ainda não oficializou sua pré-candidatura, mas é o nome defendido por Lula para ocupar a cadeira de chefe do Executivo mineiro. Junto ao presidente, ele articulou uma resposta para a dívida de MG com a União, por meio da criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Durante as gestões de Romeu Zema (Novo), o montante devido pelo estado cresceu mais de 60%, chegando a aproximadamente R$ 200 bilhões.
“Nós sabemos que Minas cresce quando Lula é presidente. Lula foi quem deu as cartas para que Rodrigo Pacheco pudesse negociar, pelo menos parcialmente, uma solução para a dívida do estado, que sangra os cofres públicos do povo mineiro. A minha defesa sempre foi e continua sendo que Pacheco seja o nosso candidato a governador. Nós teremos um palanque forte, com Lula, Pacheco e Marília Campos”, enfatizou a pré-candidata.
A petista também sinalizou outras pautas que ganharão centralidade em sua caminhada ao Senado, como a defesa da autonomia e distribuição de recursos aos municípios, o combate à violência contra as mulheres, o enfrentamento a todas as formas de disctiminação e preconceitos, além do fortalecimento da democracia. “Nós vamos lutar a partir de agora para construir a vitória que o Brasil precisa e o nosso estado também”, finalizou.
Evento representativo
O evento em Belo Horizonte contou com a presença de dirigentes partidários do PT, PV, PCdoB, PSB e Psol, além de parlamentares, como os deputados estaduais e federais Beatriz Cerqueira (PT), Bella Gonçalves (PT), Leninha (PT), Miguel Ângelo (PT), Ricardo Campos (PT), Virgílio Guimarães (PT), e os vereadores Bruno Pedralva (PT-BH), Edmar Branco (PCdoB-BH), Iza Lourença (Psol-BH), Luiza Dulci (PT-BH), Pedro Rousseff (PT-BH), Adriana Souza (PT-Contagem), Moara Sabóia (PT-Contagem), Marcela Menezes (PT-Ribeirão das Neves), Suzane (PT-Santa Luzia), entre outros.
Também participaram do encontro ex-ministros, como a ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e lideranças históricas da política mineira, como Jô Moraes, Luiz Dulci e André Quintão.