Ex-ministro diz que as facções “causam terrorismo no Brasil inteiro” e diverge do presidente Lula

Camilo Santana defende classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas (Foto: ABR)

O ex-ministro, ex-governador e senador Camilo Santana (PT-CE) defendeu classificar o PCC e o Comando Vermelho como terroristas e afirmou que as facções “causam terrorismo no Brasil inteiro”, em posição que diverge da reação pública do presidente Lula (PT) à decisão do governo Donald Trump sobre organizações criminosas brasileiras. A Igor Gadelha, do Metrópoles, Camilo disse concordar com os 60% dos brasileiros que defendem que o PCC e o Comando Vermelho sejam considerados organizações terroristas também pelo governo brasileiro. O percentual foi apontado pela pesquisa Genial/Quaest divulgada na manhã de quarta-feira (10).
“O PCC e o Comando Vermelho causam terrorismo no Brasil inteiro. O que houver de pior para classificar esse pessoal, tem que classificar”, declarou Camilo Santana.
A avaliação do senador ocorre em meio ao debate sobre a forma como o Brasil deve enquadrar juridicamente e politicamente as facções criminosas. Ex-governador do Ceará, estado onde PCC e Comando Vermelho atuam, Camilo afirmou já ter comunicado ao presidente sua posição sobre o tema.
O ex-ministro disse a Lula que considerou “equivocado” o discurso feito pelo presidente ao reagir à decisão dos Estados Unidos. Em fala no Sergipe, Lula afirmou que o combate ao PCC e ao Comando Vermelho é uma guerra do Brasil, e não dos norte-americanos.
Apesar da divergência, Camilo avalia que a cooperação internacional pode contribuir para a proposta defendida por Lula de enfrentamento ao crime organizado. Para o senador, a participação dos Estados Unidos pode se somar a uma estratégia mais ampla contra as facções.
“Não podemos usar esse tema da segurança para fazer politicagem, como é feito lá no Ceará todos os dias pelo nosso adversário. É um desafio que precisa estar acima de qualquer questão partidária ou política”, afirmou o senador.

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