As declarações foram feitas durante o fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo.

Em baixa nas pesquisas eleitorais, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (15) que o Bolsa Família deve ser tratado como um “direito adquirido” da população e defendeu a manutenção e ampliação dos mecanismos de proteção aos beneficiários do programa.
Ao comentar o programa social, ele afirmou que parte dos beneficiários evita ingressar no mercado formal por receio de perder o auxílio. Segundo ele, é necessário criar instrumentos que garantam maior segurança para quem conquista emprego com carteira assinada ou decide abrir um negócio próprio. “Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisesse trabalhar. É um erro isso. (…) A gente tem que entender que o Bolsa Família é estabilidade para quem já passou fome”.
O parlamentar também fez uma crítica ao próprio pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por seus ataques à imprensa. Para ele, a condução dessa relação com a imprensa foi um dos equívocos da gestão anterior.
“Para mim, a imprensa exerce um papel fundamental. E acho que foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro, o relacionamento com a imprensa, o preconceito, muitas vezes, de quem estava gerindo o orçamento para a publicidade, com relação a alguns veículos de comunicação. Isso tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada, a gente não precisa repetir o erro”, declarou.
Durante o evento, Flávio também comentou a proposta de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. O parlamentar declarou apoio à medida e afirmou que ela também fazia parte dos compromissos assumidos por Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Palácio do Planalto.
“Eu sou favorável, era uma promessa de campanha também do presidente Bolsonaro. A única diferença é que, com o Bolsonaro, certamente, você teria uma compensação de abrir mão dessa receita, você teria de onde tirar, sem precisar aumentar ou criar impostos. O atual governo faz o contrário, esfola o contribuinte brasileiro com elevadíssima carga tributária para poder cumprir essa promessa de campanha”, afirmou.
Ao falar sobre privatizações, o senador disse ser favorável à venda dos Correios, mas descartou uma privatização integral da Petrobras. Segundo ele, eventuais mudanças na estatal poderiam ocorrer por meio de parcerias com a iniciativa privada, redução da participação acionária da União ou outros modelos de desestatização.