Candidato se confundiu ao responder sobre o combate ao feminicídio em Minas

Jornalista em estúdio da Globo, local das entrevistas eleitorais mencionadas na reportagem sobre Romeu Zemacrédito: Globo/ Manoella Mello

O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), cometeu uma gafe nesssa segunda-feira (24/8) durante entrevista ao Jornal Nacional, da Globo. Ao ser questionado, ele afirmou ter “uma série de programas contra as mulheres”.
O deslize ocorreu enquanto Zema respondia a uma pergunta da jornalista Renata Vasconcellos sobre o aumento do feminicídio em Minas Gerais durante seu mandato e quais seriam suas propostas para combater a violência contra a mulher.
“Eu tenho uma série de programas contra as mulheres que inclusive levei adiante. Primeiro ampliar o número de delegacias especializadas no atendimento às mulheres”, declarou o candidato, que prosseguiu detalhando suas propostas.
Zema defendeu ter pessoas capacitadas para o atendimento em delegacias e a criação de casas de acolhimento, para que a vítima de violência doméstica não precise voltar para casa. O candidato também mencionou o uso de tecnologia, como tornozeleiras eletrônicas para agressores.
O dispositivo, segundo ele, emitiria sinais sonoros e acionaria a polícia automaticamente caso o agressor se aproximasse a menos de 200 metros da vítima. Além disso, Zema propôs ações de conscientização sobre o tema nas escolas.
O momento repercutiu rapidamente nas redes sociais. “Renata pergunta pra Romeu Zema qual a proposta dele para o combate à violência contra as mulheres e ele solta uma dizendo que ele tem uma série de programa contra as mulheres”, publicou um internauta no X. “Não é possível que ele realmente falou isso”, comentou outro usuário.
A TV Globo continua a série de entrevistas com os candidatos. Após Zema, serão entrevistados, nesta ordem: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante). As sabatinas acontecem nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo.

Fonte: Jornal Estado de Minas

JN: Pergunta de Renata Vasconcellos a Zema sobre dívida de Minas viraliza

Governador foi questionado sobre o aumento de 100% da dívida estadual

Candidato à Presidência responde a questionamento sobre a dívida de Minas Gerais durante entrevista no Jornal Nacional.crédito: Reprodução/Globo

Uma pergunta da jornalista Renata Vasconcellos ao ex-governador e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) sobre a dívida de Minas Gerais ganhou grande repercussão nas redes sociais. O questionamento ocorreu na noite desta segunda-feira (24), durante a série de entrevistas do “Jornal Nacional” com os presidenciáveis de 2026, e abordou a capacidade de gestão fiscal do candidato.

A âncora do telejornal confrontou o então chefe do Executivo mineiro sobre o crescimento do endividamento do estado durante seu mandato (2019-2026). A jornalista destacou que o valor saltou de R$ 88 bilhões para mais de R$ 180 bilhões e perguntou:
“O senhor governou Minas Gerais por quase oito anos e a dívida do governo cresceu 100%. Saltou de R$ 88 bilhões para mais de R$ 180 bilhões. Por que o eleitor deve acreditar que, se o senhor for eleito, vai conter o aumento da dívida federal, se não conseguiu fazer isso no governo de Minas?”
Em sua resposta, Romeu Zema argumentou que o aumento do débito não se deveu a novos empréstimos, mas a uma herança de gestões passadas, com juros elevados cobrados pelo governo federal. Ele também ressaltou pagamentos de dívidas atrasadas herdadas.
“A dívida de Minas foi toda feita no passado. Não fiz um empréstimo. Essa dívida foi herdada dos anos 1990, e cresceu muito devido aos juros de agiota do governo federal. Eu paguei R$ 23 bilhões para aposentados que não recebiam aposentadoria, paguei R$ 13 bilhões para o governo federal, funcionários públicos, e hoje a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que quando eu assumi. Alguém deve R$ 10 mil; se ele ganha R$ 3 mil por mês, essa dívida pode ser considerada elevada. Se alguém ganha R$ 40 mil, pode ser que ele tenha capacidade de pagar”, disse.

O valor real da dívida
Apesar dos números citados na entrevista, dados oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais indicam que a dívida total do estado ultrapassou os R$ 200 bilhões no início de 2026.
A justificativa de Zema se concentra em dois pontos centrais. O primeiro é que a elevação do valor absoluto da dívida foi causada pela correção de juros altos sobre um montante antigo, e não por novas contrações de crédito em seu governo.
O segundo argumento é que a saúde financeira do estado melhorou, fazendo com que a dívida, embora maior em número, represente um peso proporcionalmente menor para a economia de Minas Gerais hoje do que no início de sua gestão.

Fonte: Jornal Estado de Minas

Uma resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *