Ala da Corte defende que André Mendonça também se torne investigado por abuso de poder na sessão de 15/9

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem que a Corte vote, na mesma sessão de 15 de setembro, pedidos de investigação envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Integrantes do tribunal elevaram o tom nesta sexta-feira (11) diante da possibilidade de o colegiado analisar apenas a solicitação contra Moraes. Com informações da coluna da Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo.
Um dos magistrados afirmou que, se a discussão ficar restrita a Moraes, “não sobrará pedra sobre pedra” no debate. A avaliação entre esses ministros é que denúncias e questionamentos envolvendo outros integrantes da Corte também devem entrar na discussão, caso o STF decida examinar a conduta de um de seus membros.
A proposta defendida por esses magistrados prevê que o presidente do STF, Edson Fachin, coloque em votação tanto o pedido para investigar Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro quanto a solicitação de investigação de Mendonça por abuso de autoridade.
Os ministros também sugerem que Fachin assuma a relatoria das apurações relacionadas a Vorcaro, afastando Mendonça do caso. Para o grupo, a medida poderia criar um acordo interno mínimo e conter a crise aberta no tribunal.

Na eventual sessão, André Mendonça deve enfrentar perguntas sobre um encontro que teve com Daniel Vorcaro, em março do ano passado, após pedido de um advogado. O ministro afirma que a iniciativa partiu do ex-banqueiro, que ele apenas o ouviu e que votou contra posições defendidas por Vorcaro em processos no STF.
Os magistrados que defendem a votação conjunta também querem esclarecimentos sobre o Iter, instituto educacional inaugurado por Mendonça depois de sua posse no STF. A instituição faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em 2025, quando tinha um ano de funcionamento, e também mantém contratos com empresas privadas. Mendonça deixou a sociedade do instituto neste mês, e o Iter afirma que nunca distribuiu lucro.
Entre os assuntos citados pelos integrantes da Corte estão denúncias sobre supostas relações financeiras de Dias Toffoli com Vorcaro e os repasses a um escritório do filho de Kassio Nunes Marques. A Consult Inteligência Tributária recebeu R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS e contratou o escritório de Kevin de Carvalho Marques por R$ 281,6 mil, conforme informou a Folha.
Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, também foi mencionado por sua relação social com Vorcaro, após ir ao Sambódromo do Rio a convite do ex-banqueiro e participar de uma degustação de uísque com ele. Rodrigo Fux declarou que nunca advogou para Vorcaro; Kassio Nunes Marques disse não ter relação com o ex-banqueiro, enquanto Toffoli negou manter recursos no exterior ou ter realizado operações nas Ilhas Virgens Britânicas.
The registration process was so fast and I was playing my favorite games within minutes. Really impressed with 69jilicasinologinregister.